SEM DOMÍNIO traz para você aquilo que realmente interessa na comunicação: INFORMAÇÃO SEM MANIPULAÇÃO.

O SEM DOMÍNIO oferece para você a informação sem manipulação. Livre de patrocínios governamentais ou do marketing de interesse, construímos um ambiente multiplataforma de comunicação e diálogo aberto e livre.

Blog dos nossos Colunistas

Aqui você encontra as publicações de nossos grupo de colunistas. Acesse nosso blog e fique por dentro da informação sem manipulação.

Cortes, resenhas e lacrações

No Youtube, mantemos um canal com os melhores momentos de nossas entrevistas. São cortes trazendo o melhor conteúdo, resenhas com as melhores explicações e, as melhores lacrações!

Transmissões ao vivo

Aqui você acessa nosso canal no Twitch.tv e pode assistir ao vivo ou rever nossas entrevistas feitas ao vivo. Sempre às 18:30hs do Brasil, trazemos entrevistas interessantes, com gente real, com informação fiel!

As entrevistas e reportagens (em construção)

Nesse canal do youtube, trazemos as entrevistas que não podem ser realizadas ao vivo por conta do fuso horário ou de outras dificuldades. Também compartilhamos aqui, reportagens feitas por nossos parceiros e equipe.

BLOG

  • Vou-me embora para Pasárgada!

    De tanto ver triunfar as nulidades, desencorajado e, sobretudo frustrado por viver em um período histórico em que vicejam camundongos e que tais, lembro-me da poesia como sucedâneo a pasmaceira moral e  de atitude! Revisito a obra de Bandeira, em especial o poema que dá título ao comentário, datado de 1930, nada obstante seja de atualidade inquestionável. Escreveu inúmeras frases celebres,  dentre as quais destaco: ‘A vida é uma aventura, de tal modo inconsequente”! A esta altura a inconsequência é uma constante em que tem a responsabilidade de governar, não menos inconsequentes são os governados que insistem em desdenhar da doença e da dor alheia! Tudo é uma aventura que tem como desiderato a morte.

    Identificado por motivos óbvios com o poema nele me refugio e encontro certa paz. 

    O poeta criou  esta cidade em busca de um lugar onde pudesse viver livre das obrigações e das limitações que a doença trouxe em sua vida. E esta cidade imaginada por ele, transcendeu a própria poesia e se tornou um lugar onde a vida é melhor, tornando um símbolo de liberdade!

    A fuga para esta cidade seria uma metáfora para uma fuga para a liberdade, para uma vida que poderia ter sido vivida, não fosse a doença que acometia o poeta, que teve uma tuberculose.

    O pulmão doente identifica o medo do poeta ao cotidiano de 2021,aos medos e frustrações de todos nós!

    Maior medo que da doença só sinto da incompetência e da falta de valores morais do Governo do Paraná que recebeu bilhões do Governo Federal e em mais um “locodow” afirma que nem sequer respiradores tem em numero suficiente.

    Definitivamente, em terra de Carlos Ratinho Massa e seus sequazes só nos resta uma saída:

    Vou-me embora para Pásargada!

    Ogier Buchi

  • Vacina e disciplina

    Vinde a nós o Vosso reino – assim na Terra como no Céu – muito dinheiro no bolso, saúde para dar e vender.

    Frases tão acalentadoras, frases de bom augúrio e o mês de março com 23 dias úteis. A turma do lockdown vai ter trabalho para conter os que vivem da dualidade essencial-não essencial, como se existissem atividades não essenciais. Não essencial para quem, cara-pálida?

    Estávamos examinando a virtude da disciplina como ferramenta para chegarmos ao “Reino dos Céus” ainda enquanto encarnados. Depois fica fácil, um “Deus de Infinita Misericórdia” assumirá a gerencia da bagaça e tudo bem!!!!

    Mas antes disso precisamos achar a doçura de viver bem aqui e agora. Mas o que temos visto na clínica diária é que as pessoas estão cada dia mais sofredoras, menos doces e, na verdade apavoradas, Não é só a ameaça direta de adquirir um vírus que pode nos tirar da carne, Tem mais nessa história toda, A guerra de nervos iniciada politicamente, com os três poderes digladiando entre si para ver quem é o mais poderoso, e não restando dúvida que o fazem por interesses não republicanos. Usam para tal a ingenuidade e a ambição dos eleitos pelo povo para conduzir o Poder Executivo, certamente o mais “bem-armado” dos três. Os eleitos do executivo, pelo voto popular, se indagados, em sua maioria não saberão dizer das virtudes de um estadista. Ipso facto, facilmente manipuláveis e desgovernança implantável.

    Longo parágrafo, palavras preciosas: ambição, ingenuidade, estadista, poder, cizânia na Pátria, pavor, guerra de nervos. Faltou dividir para governar. O mais forte foi enfraquecido e não consegue atuar com UNIDADE.

    Temos três inteligências: a mecânica, a emocional e a espiritual, aquela dos valores. No cenário supra descrito, os valores sociais foram desarvorados e as pessoas entram em estados emocionais de medo, tristeza, desânimo, descrença e falta de Fé. Perdem o rumo.

    Claro que prescrevo medicamentos aos meus pacientes, é fundamental reequilibrar a bioquímica cerebral. Mas estou entendendo que precisamos todos retomar as virtudes básicas como prática da vida diária, Aquilo que cultivamos nos últimos anos como padrão de comportamento social e pessoal não serve para o atual momento.

    Não vamos morrer só pelo vírus. Vamos morrer pelas outras doenças como câncer e hipertensão arterial, cujos tratamentos abandonamos. Vamos morrer por desestruturação do tecido social, vamos morrer por falta de rumo, Precisamos voltar a valores básicos que permitiram a sobrevivência da Humanidade até hoje. E uma virtude básica que precisamos retomar é a disciplina. Foi o trabalho disciplinado que permitiu aos nossos ancestrais atirar pedaços de madeira nos gigantescos mamutes e a arrastá-los para dentro das aldeias durante o período da Era do Gelo.

    Todos eram essências na tarefa! Hoje estamos mais sofisticados materialmente, mas as necessidades de sobrevivência são as mesmas. Antes que o caos se instale precisamos, individualmente disciplinar nossas vidas para pode disciplinar nossas emoções e retomar nossos valores. A disciplina é a obediências às regras, aos superiores hierárquicos (como um Hospital ou uma unidade de Saúde vai funcionar sem isso?). É A CONDUTA QUE ASSEGURA O BEM-ESTAR DOS INDIVÍDUOS. Existem 58 sinônimos para a palavra disciplina na língua portuguesa. A disciplina é necessária a boa ordem e implica, em se fazer aquilo que não se quer fazer. Usei como referência o dicionário on-line da língua portuguesa, que imagino mais acessado atualmente.

    Morte e tragédia acompanham-nos nesta quadra da vida no Planeta Terra. Todo o tempo ouvimos as pessoas clamarem por vacinas e as autoridades maiores da Pátria são acusadas de negligentes face a ausência de vacinas para todos. Essa acusação pode se repetir na maioria dos países. E tem alguma dose de verdade visto que as autoridades sanitárias mundiais não estavam preparadas para a fuzarca covidiana.

    São duzentos e vinte milhões de brasileiros, quatrocentos e vinte milhões de frasquinhos de vacina, quatrocentos e vinte milhões de seringas e mais alguns fardos de algodão para fazer a esterilização da pele do cidadão antes de aplicar o remédio.

    São 14 bilhões de frasquinhos no mundo todo (14 000 000 000). Já imaginou quanto papel você vai precisar para desenhar isso aí tudo de frasquinhos. E já pensou na pilha de frasquinhos? E já planejou em qual lugar você vai guardar os frasquinhos, as ampolas e as seringas descartadas? Cuidado com o que você está pedindo…

    Então, esquerdopata ou direitopata, isentão, jovem ou velho, masculino, feminino ou colorido, paranista, flamenguista ou só chato mesmo perceba que se você não seguir as disciplinas propostas para se defender do vírus vai demorar muito, mas muito mesmo para termos uma vida como tínhamos até recentemente. E ela até que estava boa para a maioria dos humanos e com tendência a melhorar para os demais.

    O emocional adoecido faz você imaginar que xingando o Presidente ou o Governador você está contribuindo. Engodo da mente. Você não vai acertar o pauzinho no Mamute com essa atitude…

    Precisamos entender que o vírus pula de um para o outro, simples assim. Que esse pulo acontece se estivermos a uma distância menor de dois metros um do outro. Que ele passa pelo contato da mão através de objetos como uma caneta, por exemplo. Por isso precisamos matar o vírus em nossas mãos, com o prosaico sabonete e água..

    Se precisamos ficar a uma distância menor de que dois metros obstáculos físicos poderão nos proteger, como máscaras e face Shields. Ir torcer para  Flamengo na entrada do Maraca é divino. Não tão divino quanto ir torcer para o Paraná Clube no Durival de Brito, é claro. Há um inquestionável mérito na fidelidade paranista que só os Homens Santos conseguem apreender.

    Mas não dá para ficar a menos de dois metros de outro flamenguista (estou citando o Flamengo não por ser flamenguista, mas por homenagem ao campão desse ano). Não dá para ir no Largo da Ordem fazer seja lá o que for a menos que mantenha dois metros de distância do outro.

    Só a disciplina irá nos salvar: dois metros de distância, use máscara, a vacina vai demorar, lave as mãos. Você está aqui podendo discutir se maconha é bom, se o Bolsonaro é Mito ou Genocida, se a vizinha é linda, se o bad-boy te dá tesão porque seus avós e bisavós tiveram disciplina e competência para atirar pauzinho pontudo no Mamute.

    Fico imaginando se você terá competência e disciplina para cumprir a tarefa de sua geração, ou se a humanidade irá perecer porque você é um incompetente indisciplinado.

    Quantas palavras para serem entendidas – seja feita a Tua Vontade implica em cada um apreender e vislumbrar o mistério de Ser!

    Everson Buchi

    Laboratório Frale Curitiba – Paraná – Brazil

  • Faca o que eu digo na globo

    Em parceria com

    FAÇA O QUE EU DIGO NA GLOBO

    Não faça como eu faço no palhaço Iguaçu! Na terça-feira (23) para meu infausto resolvi assistir o jornal oficial do Camondonguinho na Rede Globo! Lá o pré-obeso jovem govenador pregou o afastamento social, uso de máscara, álcool em gel e demais recomendações. Disse que vai endurecer com os jovens e suas manifestações! Engraçado que na mesma manhã sua Excelência reuniu imensa patuleia para distribuir 46 ambulâncias havidas de dinheiro de impostos! Como já escrevi tantas vezes aqui, a cerimônia de entrega de bens adquiridos com dinheiro do povo e absolutamente repugnante e expõe o que de mais podre se prática na política atual as tais emendas parlamentares.  

    FAÇA O QUE DIGO, MAS NÃO SUSTENTO 

    Todos os paranaenses foram informados pela Globo nacional, que se não chover Curitiba ficará sem água! 

    Anúncio assustador, senão horroroso que passou como tudo acontece neste governo passando. Recomendo ao leitor que visite uma matéria muito bem escrita pelo jornalista Pedro Arbex, no Brazil Journal de terça-feira (22). Expõem os grandes dilemas do porvir da Sanepar, e mais importante esmiúça as relações entre a empresa e seus acionistas. Claro no caminho há pedra, neste caso Agepar! 

    Ocorre aqui à dicotomia entre o conceito de empresa pública e o investimento de capital, este buscando por óbvio a remuneração do dinheiro. 

    A Sanepar de há muito, assim como a Copel tem acionistas mundo afora, aquela com a sempre lembrada Vivandi do Lerner e está última não menos lembrada pela visita dos capiaus do Iguaçu que tiram foto com o touro de Wall Street! A última dos piás da Copel foi vender a rede de fibra ótica para uma estatal chinesa disfarçada de banco de investimento. Tem rabo queimando na história do Simão Rachid! 

    Pois bem a Sanepar vai enfrentar revisão tarifaria em abril. A Agepar faz cálculos com base no WACC da empresa o que implicará em redução de ate 20%  da tarifa! Os acionistas estão ensandecidos.  

    Ensandecido de verdade fica o povo que sabe que a crise hídrica deve-se a falta de previsão e investimento, que aliás é histórica não podendo ser atribuída ao Camondonguinho!  

    No corner roendo unhas esta Cláudio presidente, que ao ser entronizado recebeu ordem do guru Sciarra, para privatizar! Quando escrevo a  companhia vale 6,5 bilhão  na B3. 

    E ai Ratinho vai privatizar esta também ou não? Vem mais chinês disfarçado pela proa? 

    TURMA DAImobiliari” 

    Lembram-se do nome da empresa do filme Poderoso Chefão? Então, ligada ao Vaticano e tudo mais! Por aqui tem um time se reunindo na “Imobiliari“, para decidir negócios ligados ao Governo. Ratinho Jr. você sabia disto? 

    BETO CAMPANHA PRETO 

    Dizem-me que Beto o asfaltador está em campanha! Eu respondo:  “Claro que está”! Campanha contra Covid, Dengue e outras etiologias, afinal milhares de paranaenses estão morrendo”! E  o interlocutor ME  OBTEMPERA  AFIRMANDO QUE ELE ESTÁ FAZENDO CAMPANHA PARA DEPUTADO! Daí eu preciso imitar o Jô Soares e afirmar “me tire o tubo”, ou como convém nos tempos atuais  me “extube”!     

    PEDÁGIO 

    Já escrevi aqui que os 25 anos de roubo explícito nas tarifas do pedágio, puseram em dúvida e cheque um modelo consagrado mundo afora de manutenção  de rodovias. É preciso sempre enfatizar que mesmo as Nações mais ricas e desenvolvidas praticam o pedágio, independentemente de sua dimensão geográfica. Então, por absoluto senso de responsabilidade mais uma vez afirmo que sou a favor do pedágio! 

    Quem viaja sabe, que ao sair de Milão com destino a Roma através da autoestrada, pode pagar o valor total do pedágio ou pode pagar tão somente o trecho realmente percorrido! E mais, paga para trafegar em estrada com seis pistas! 

    Aqui depois de 25 anos você sai de Guarapuava e trafega em pista simples até Cascavel e paga um dos pedágios mais caros do mundo, perdendo é claro para o trecho Curitiba- Paranaguá que é o mais caro do mundo!  

    O que todos discutem e o que causa a unanimidade negativa é o valor do pedágio e jamais seu exercício. Destarte o que a sociedade espera é a atuação firme e efetiva dos governos federal e estadual nas suas esferas políticas e regulatórias para que finalmente o valor da tarifa seja mostrado à sociedade e esteja próximo da relação ideal custo benefício! Praticamente o Paraná todo, através de sua sociedade civil está envolvido e motivado oferecendo soluções e sugestões tudo passando longe do tal modelo híbrido! O Paraná unido tem que ser mais forte que o lobby das pedageiras junto a ANTT! Simples assim! 

    Creio que este momento é um divisor de águas que mostrará a população os políticos com rabo preso e aqueles que têm compromisso republicano.  

    Gostaria que o Governador do Paraná tivesse liderança para comandar o processo. Se não lhe falta legitimidade, garantida pelo cargo falta à chama do governante que sabe o que faz e sabe mais que quem sabe faz a hora. A oportunidade é histórica, todavia para um governo de Camondongos, gutecos e que tais,  há que esperar mais do mesmo! 

    Finalizando o Ministro Tarcísio fala em 42 bilhões de investimentos. Pode até ser, posto ser este o melhor quadro do Governo Federal, mas em se tratando de dinheiro do pedágio, duvido e muito, pois dinheiro aí até hoje só do usuário! 

    HOMENAGEM AO JUDICIÁRIO: LENICE BODSTEIN 

     LENICE BODSTEIN

    A vereadora Maria Letícia homenageou a carioca de nascimento, curitibana por amor Dra. Lenice Desembargadora do Tribunal de Justiça do Paraná! Com a cidadania honoraria curitibana. Justíssima láurea! 

    Homenagem que se transfere a um Judiciário competente e humanizado. Ciente de sua missão de dar justiça a todos e em especial a tempo e modo! PARABÉNS! 

      CURTAS: 

    1. Claro que Cascavel é com o Mano! Mas o ataque de nervos de Paranhos atacando histericamente Bolsonaro repercutiu Brasil afora! No Palhaço Iguaçu o reizinho Ratinho ficou estupefato com a reação de seu menino protegido. 
    2. Bandeira nova em Curitiba. O salva vidas (em grande forma) Rafael Greca não sabe se corre ou se fica. Realmente o povo brasileiro não colabora. Jovens em especial. Diz que vai comprar vacinas com fundo soberano. E viva os curitibinhas. Falando muito…! 
    1. Dois mil aglomerados no culto evangélico. Prenderam o irresponsável, multaram em quanto? O cara ungiu e salvou quantos do Covid? 
    2. O Folador diz que agora vai. Nem que seja na porrada! Então chama o Paulinho Folador que deu porrada no tanque Claudiomiro do Inter. Tenho boa memória, Renatinho era ponta mais clássico! 

     ORAÇÃO DE OGIER BUCHI 

    Senhor, nova cepa de Covid? Dá para privilegiar a turma do STJ? Acredite Senhor, vai ajudar 200 milhões de almas! AMÉM

    Ogier Buchi 

  • O ódio e o populismo

    A participação no estado democrático é um dos elementos básico do processo de liberdade. Aliás, a manutenção do estado democrático implica na participação de todos os indivíduos que compões a comunidade nas decisões para sustentá-la. Alguns pontos são importantes nesse processo de inter-relação entre sujeito, democracia e liberdade.

    Quando levamos em conta a liberdade como ponto de observação da democracia, precisamos entender o conceito de liberdade a partir de uma visão e uma interpretação simplista da filosofia platônica. Nessa visão, o homem livre é aquele que aceita o que precisa ser feito.

    Liberdade e responsabilidade

    O entendimento aqui é que os deveres sempre existirão. Isto é, mesmo que não se viva em sociedade, mesmo que se viva em um estado muito próximo de um animal na floresta, ainda assim existirão tarefas cotidianas que não poderão ser excluídas da execução sob pena de extinção da própria vida. Esses deveres básicos, como encontrar alimentos, repousar, manter a higiene básica, dizem respeito a um repertório básico de sujeição ou até mesmo de submissão à vida.

    Quanto mais social o estado humano se torna, mais sujeito aos deveres básicos ele se encontra. Ou, em outras palavras, maior o número de deveres básicos aos quais ele se torna sujeito. Até que por fim, ele é inevitavelmente, escravo da própria vida ou das próprias escolhas.

    A questão é que, teoricamente, até é possível jogar tudo para cima e se torna livre de todas as formas de sujeição. Mas na prática isso não existe e teria um fim nefasto, e portanto, seria o oposto de liberdade. Então, quanto mais o sujeito aceita suas responsabilidades e as executa, quanto antes ele se liberta dessas tarefas e quanto antes cumpre com seu destino e está livre para novas escolhas.

    O escravo, então, seria aquele que procrastina ou não aceita seus destinos, suas responsabilidades e, portanto, se torna moralmente preso a elas ou às consequências negativas do abandono delas. Como o jovem que, voltando da escola, procrastina a tarefa para poder ir brincar na rua e fica a tarde com aquele frio na barriga por não ter feito a tarefa, o sujeito social teria sobre si, sempre pairando como uma sombra, as responsabilidades procrastinadas. Vivendo, desse modo, no medo e na escravidão moral.

    Sujeição inevitável

    Nesse modelo é fácil entender que um determinado ponto de sujeição aos parâmetros sociais é inevitável. Assim é possível perceber que existe um ponto de participação social que é tão básico na manutenção da vida que se torna impossível de ser deixado de lado. Então, a pessoa livre, ou mais livre, é aquela que assume isso e traz essa sujeição para seu próprio controle. Alguns filósofos diriam que a pessoa livre é aquela que aprende a amar essas responsabilidades, ou seja só aceitar não seria o suficiente, pois a execução das responsabilidades em estado de contrariedade, também levaria ao mal-estar e, portanto, a escravidão. Mas, esse exercício de amar o que tem que ser feito é mais difícil e, convenhamos, só o fato de conseguir aceitar determinadas situação já é um exercício suficientemente difícil na prática da ética da liberdade.

    Entre os elementos sociais importantes de serrem seguidos estão os ritos. Um exemplo simples são as pequenas comunicações de cordialidade: com licença, por favor e obrigado. Pra evitarmos discussões etimológicas, vamos entender o obrigado como o espanhol mutias gracias. Essas três expressões delimitam ritos que demonstram o decoro para com o próximo. A educação, ou o decoro, são elementos básicos no princípio dos relacionamentos sociais e, principalmente, nos espaços democráticos e livre.

    Em uma sociedade democrática, o simples uso dessas três expressões representam o reconhecimento de igualdade entre dois sujeitos. A igualdade de direitos, ou o reconhecimento interindividual de igualdade é o primeiro princípio da democracia. Então a manutenção desse decoro, conhecido mais comumente com respeito, ajuda a lubrificar o espaço social demonstrando entre os indivíduos o respeito derivado da igualdade de direito.

    Ninguém é escravo de ninguém

    Com ninguém é escravo ou pertencente a ninguém, mover alguém de seu espaço físico (com licença) implica em um reconhecimento da liberdade do outro de permanecer onde está, ocupar o espaço físico onde se encontra. Como ninguém, no estado democrático é superior a ninguém, a execução de uma tarefa de interesse particular por outra pessoa, implica na execução de um favor, de um algo em favor de alguém. Assim, a expressão por favor lubrifica e transforma a tarefa em um ato cordial entre as parte e não em submissão e ordenança.

    O obrigado, no português uma expressão derivada da dívida e da obrigação, é um pouco mais complicada. Mas o que, no contexto atual, ela procura demonstrar é a gratidão da parte favorecida em relação à parte que favorece. Seja lá o que quer que seja que está acontecendo, a gratidão demonstra que o ato de fé de favorecer foi recebido com o reconhecimento como uma graça, como um bem.

    Essa noção de decoro se estende e se amplia quanto mais formalidade, quanto mais poder e, ou, quanto mais importância as relações sociais tem. Essa educação ou decoro inclusive tem repertórios diferentes de uma casa para outra ou de casa para a escola, ou do trabalho para casa. De acordo com o contexto, esse decoro tem ritos específicos, formais e legais que precisam ser respeitados por força de lei.

    Respeito à autoridade

    O respeito à autoridade por exemplo, no encontro entre um cidadão civil e um cidadão investido de poderes comunitários legais, como um policial ou um juiz, um decoro entre ambos precisa ser mantido. Ele inclui, inclusive, o uso de formas de tratamento: senhor, ou vossa excelência, doutor ou seja lá o que for.

    Esse decoro precisa, deve e tem que ser mantidos por ambas as partes. E a autoridade investida do poder comunitário, precisa mesmo em sua vida civil, manter uma parte ou a integridade de seu decoro. A pessoa civil se torna uma pessoa pública, e assim, mesmo fora do ambiente de exercício de seu poder, continua representando a comunidade e o poder que ela investiu.

    Fugir disso é como pensar que se é livre a ponto de não precisar mais comer. Vai dar ruim.

    Decoro

    Algumas investiduras de poder são mais significativas do que outras no imaginário comunitário. Assim, um político precisa, por força desse decoro, ser mais honesto, mais educado, mais respeitável em sua conduta do que qualquer outra investidura de poder. Isso porque ele, além de ser igual a todas as outras pessoas, e portanto, precisar manter o respeito no espaço social, ele ainda carrega um segundo princípio democrático em seus ombros.

    Esse princípio é o da representatividade. Além da democracia exigir o reconhecimento de igualdade entre os membros da comunidade, ela também exige que, nessa comunidade, os grupos sociais, compostos por seus indivíduos, encontre em seu governantes o sentimento de representação. Você já sabe onde eu quero chegar? Preciso terminar o texto?

    De um ponto de vista filosófico e psicológico, o comportamento do deputado de esbravejar impropérios e eximir-se da justiça fere muito mais o estado democrático do que a ação do STF de puni-lo por perder o decoro frente aos ritos.

    Isso se estende, claro, para toda a classe política.

    Liturgia do cargo

    Do ponto de vista da ética da democracia, da ética do compadrismo que gerencia a democracia brasileira, a corrupção, sendo um algo praticado por toda a comunidade, é uma quebra de decoro aceitável garante a igualdade entre indivíduos. Polêmico isso, mas não estou falando de legalidade, estou falando do reconhecimento de direitos iguais. Então não seja hipócrita.

    A corrupção é triste, mas coloca um nível de igualdade entre o sorveteiro que não emite nota fiscal e o deputado que tira vantagens de emendas parlamentares. Além disso, há a representatividade dos eleitores que, imbuídos, quase sempre de interesses próprios, se veem representados por essas figuras políticas.

    Mas, a falta de decoro, a falta de bom comportamento social é inaceitável. Haja visto o caos que a comunicação ineficiente e pobre, feita pala autoridade mor do país, tem causa à economia e ao sistema de saúde. No exercício da representatividade, a comunicação deve seguir rigidamente a liturgia do cargo ou, o decoro pertinente ao papel do representante.

    A quebra do decoro é o fim da liberdade

    É preciso entender que quebrar o decoro não é alcançar ou exercer a liberdade, é sim passar fome e ameaçar o processo de existência da democracia, muito mais do que a corrupção. A corrupção não elimina direitos iguais, na medida em que o acesso à ação corrupta é inclusive um processo que incita a competição, ela também não elimina o direito de expressão e muito menos a representatividade. Mas, o ódio que acompanha o desrespeito a liturgia do cargo, esse afronta a democracia.

    Mas, para piorar o processo, esse ódio não está presente apenas na fala do deputado ou do líder maior, esse ódio se encontra presente em uma parcela grande dos comunicadores. São jornalistas, comentaristas políticos, comentaristas esportivos, podcasters, youtubers carregados de discursos de ódio. A postura do dedo em riste, carregando uma verdade absolutista e um despreso total pelo que é diferente ou divergente.

    A crise está em casa

    Diria até mais, todo mundo tem um pai ou um tio assim na família. Alguém que para manter-se nesse espaço de poder ou pseudo poder, destruirá o próximo com suas palavras, com seu tom de voz e com sua arrogância, com sua crença absoluta na própria razão. Muito triste, muitos deles, imbuídos em um discurso de um mundo melhor, imbuídos em um discurso de justiça, suprimem, reprimem, descredenciam e excluem o que consideram minimamente diferente, afastando o discurso democrático de perto de si, tornando-se assim, cada vez mais cegos para a vida como um todo.

    Cercam-se de pessoas com opiniões e posturas em comum. Mas, como vimos na própria câmara federal, na primeira discordância, na primeira contradição de parceiros, a exclusão é total e o ódio é o porta-voz do julgamento amargo e e cheio de recalque.

    Conservadores

    Os conservadores são os vestidos nessa roupa. Não são capazes de enxergar que, estando a direita ou a esquerda na política não traz importância frente a sua razão, pois em ambos os extremos a postura de ódio e, portanto de ausência de decoro é a mesma e trazem um risco brutal ao processo democrático.

    Acho, com muita profundidade no meu pensar, que essa postura precisa ser excluída da política e da vida pública. Seja a esquerda ou a direita, essas descompostura emocional do ódio é a porta de entrada para um grande manicômio social como o visto na primeira metade do Século XX. A soma dos discursos de ódio e do populismo/nacionalismo, vistos no Brasil em grupos de esquerda e de direita, são exatamente iguais ao que se via na Itália em meados de 1930-40.

    E volto a dizer, não é uma postura que se encontra só na extrema direita brasileira, essa postura está também na esquerda. Ela não tem relação com a exercício da política em si, com a visão do modelo econômico nacional, mas sim com o ódio e a forma de sua expressão e com a postura populista/nacionalista.

    Raul de Freitas Buchi

  • FILTROS MENTAIS PARA VALIDAÇÃO DE INFORMAÇÕES
    Entender qual a origem das constantes insuficiências no cumprimento de certas orientações do líder aos seus liderados pode ser um divisor de águas para os diferentes contextos e situações da liderança. Foi nessa busca que nasceu a curiosidade em entender os fenómenos em volta do paradigma, e como resultado nasceu a percepção de que o segredo está na forma
como a nossa mente recebe, processa, filtra e representa as informações recebidas do meio externo por intermédio dos órgãos de sentido

    Introdução

    Como líder, sempre me intrigou o triste facto de que a mesma informação transmitida da mesma maneira para um grupo heterogêneo de pessoas teria efeitos variados para cada um dos meus liderados. É curioso saber que muitas das informações transmitidas pelo líder são interpretadas de formas diferentes pelos liderados.


    Esse tem sido o motivo de frustração de muitos líderes da presente época, pois que desconhecendo o que está por trás das diferentes reações às informações transmitidas aos seus liderados, estes líderes acabam criando certas preferências baseadas no nível de subordinação e insubordinação de seus liderados.


    “O discernimento pode ser descrito como a habilidade de encontrar a origem do problema, o que depende tanto de intuição como de raciocínio lógico. Os líderes eficientes precisam de discernimento, embora nem mesmo os bons líderes evidenciem-no todo tempo”. John Maxwell

    Entendimento

    Entender qual a origem das constantes insuficiências no cumprimento de certas orientações do líder aos seus liderados pode ser um divisor de águas para os diferentes contextos e situações da liderança. Foi nessa busca que nasceu a curiosidade em entender os fenómenos em volta do paradigma, e como resultado nasceu a percepção de que o segredo está na forma como a nossa mente recebe, processa, filtra e representa as informações recebidas do meio externo por intermédio dos órgãos de sentido.

    Isso me torna consciente de que muitas vezes os problemas de comunicação não são advindos da incapacidade do líder em transmitir certa informação, mas na forma como a mente de cada um de seus liderados está programada para processar, filtrar e validar esta ou aquela informação.

    FILTROS MENTAIS

    Segundo Sigmund Freud, conhecido como pai da psicanalise, o nosso cérebro está constituído por três grandes elementos:

    Ich – Id – Eu: Impulsos múltiplos da libido, dirigidos para o prazer.

    Es – Ego – Isso: Nossa Consciência, Conhecimento do Eu.

    Uberich – Superego – Supereu: Consciência moral, ou seja, os princípios sociais e as proibições que nos são inculcadas nos primeiros anos de vida e que nos acompanham de firma inconsciente a vida inteira.

    Com base nesta estrutura entendemos que nossa mente funciona como uma máquina que absorve informações e desenvolve padrões de comportamento, baseados na educação familiar, na educação escolar, nas experiências vividas,
    ouvidas e presenciadas.

    Estes padrões, quando sistematizados criam filtros mentais por meio dos quais a mente de uma pessoa poderá receber, processar e interpretar uma informação como sendo verdadeira ou falsa.

    Algumas teorias atestam que por meio destes filtros toda verdade se torna relativa, pois o que pode ser verdade para um, para outro pode não ser. Uma ordem do líder transmitida aos seus liderados pode ser apreendida e aplicada por uns e não por outros em situações diferentes.

    A compreensão deste fenómeno não será simplesmente benéfica para os lideres, mas para cada pessoa de forma individual, pois esta descoberta permite identificar crenças limitantes, hábitos irracionais, vícios entre outros problemas que afectam
    as organizações e as sociedades.

    Uma informação dentro do nosso MIND, obedece um processo de 3 passos, nomeadamente:

    1º Entrada de informação: processo realizado pelos 5 sentidos humanos;

    2º Filtração da Informação: processo de validação ou invalidação das informações obtidas por meio dos órgãos de sentido;

    3º Representação interna: processo que permite visualizar previamente os resultados do processo de validação ou invalidação de uma informação.

    Pela complexidade e preponderância do processo do segundo ponto, neste artigo iremos nos focar no processo de filtração de informação.

    Conceito: o termo filtração provém da física e basicamente significa, passagem de (onda de luz, calor, ruído, água, etc.) por algo que lhe diminua a intensidade ou o liberte de corpos estranhos. Figurativamente, o termo passou a ser parte da
    administração ganhando um significado realmente interessante:

    = separação do essencial ou desejado; escolha, seleção =

    Separação do essencial ou desejado, escolha ou seleção, ou seja, a filtração permite selecionar aquilo que é essencial ou desejado, daquilo que que é supérfluo e desnecessário.

    O nosso cérebro filtra as informações por 3 grandes processos:

    Omissão: significa deixar de lado, desprezar ou esquecer; preterição, esquecimento de certos detalhes individualmente dispensáveis para validação de alguma informação. Nossa mente ignora aquilo que ela aprendeu de sua experiência, educação e ensino, como sendo menos importante e foca apenas naquilo que ela mesmo concebe por importante ou
    desejável para aquele contexto e situação: Um exemplo disso é, ao ouvirmos uma notícia na TV ou outra mídia, nossa mente foca apenas nos detalhes que achamos importantes ou necessários para nós e para o contexto envolvente;

    Generalização: a lógica trata o termo como sendo a operação intelectual que reúne em uma classe geral, termo ou proposição, um conjunto de seres ou fenômenos semelhantes, ou seja, pela generalização, nosso cérebro obtém
    a informação do meio externo e procura por situações semelhantes, tentando achar congruência para que esta informação seja validada. Caso não encontre elementos, situações e/ou experiências semelhantes, nosso cérebro invalida tal informação de forma automática;

    Distorção: é a capacidade que nossa mente possui de causar alteração da forma ou de outras características estruturais e como resultado causa deformação na informação obtida pelos órgãos de sentido. Por meio da distorção nossa mente desestrutura a informação e reorganiza-a com base em certos princípios compreendidos por nós, numa linguagem mais
    acessível ao nosso MIND, e como resultado fará com que esta ou aquela informação seja validada ou invalidada.

    META-PROGRAMAS

    A filtração da informação em nossa mente por omissão, generalização ou distorção, acontece graças a um sistema mentalmente estruturado de:

    Valores:

    qualquer informação que adentre à nossa mente será tida como válida, só e só se esta estiver de acordo com os valores que defendemos. Este segredo foi compreendido pela indústria do marketing, e por meio dela os especialistas em markentig e publicidade – antes mesmo que vendam seu produto – buscam desenvolver em seus clientes valores que estejam em concorde com o produto que desejam vender.

    Esta atitude permite não só vender o produto como também, fará com que o cliente se torne um verdadeiro consumidor da marca desta empresa. Na liderança, este mataprograma permite que o líder – antes mesmo que responsabilize e cobre por resultados – consciencialize seus liderados desse novo valor que será necessário para a garantia de produtividade. Sem isso, a missão de vender ou liderar é enfadonha e improdutiva. Se seu produto ou forma de liderança não agrega novos valores aos seus clientes ou liderados, seu produto ou liderança logo logo verá sua depreciação;

    Crenças:

    como cristão, sempre achei curioso o porquê de tanta complexidade em fazer proselitismo com alguém que seja radical em uma fé islâmica, judaica, budista, entre outros. Factores espirituais envolvem-se no processo, porém a explicação mais plausível foi que é impossível substituir crenças tão enraizadas na mente de uma pessoa e substituí-la por novas crenças, alheias ou novas a sua realidade.

    Crenças são crenças, e qualquer informação em nossa mente só será validade caso esteja em concordância com as crenças aprendidas e apreendidas do meio envolvente e da educação que recebemos. Novas informações carecem da implementação de novas crenças. Funciona como a reputação que políticos e policiais possuem diante do povo, para que este volte a acreditar em políticos e policiais, é mister que estes desenvolvam ações que reformulem as crenças do povo, tendo como resultado a possibilidade de voltar a conquistar sua confiança e reputação;

    Decisões:

    Decisões passadas, padrões na concepção de ideias efectivas, têm também seu peso dentro do quesito da validação ou invalidação de informações dentro de nossa mente. As pessoas desenvolvem um padrão de comportamento que permite prever quais os requisitos básicos para que sua decisão diante de uma determinada situação seja SIM, NÃO ou TALVEZ.
    Com base nesta concepção, muitas empresas e sistemas governamentais alcançam o domínio da autonomia dos indivíduos para a tomada de decisões.

    É possível condicionar a tomada de decisões por meio do controle mental e psicológico de um indivíduo. Alguns líderes fazem isso por meio da coerção, outros pelas recompensas e aliciamento, outros ainda pelo enfatizar de oportunidades e fraquezas de seus liderados. Mas a verdade é que, muitos dos défices identificado em muitos sistemas de liderança e trajetórias de vida
    estão estritamente ligados aos padrões de tomada de decisões desenvolvidos por um indivíduo durante seu percurso de vida;

    Atitudes:

    outro meta-programa influente no processo de validação de uma informação por nossa mente são as nossas atitudes. Atitudes integradoras, atitudes disruptivas, atitudes positivas, são como catalizadores de validação de informações que as sustentam. Pessoas negativas, cabisbaixas e dominadas por crenças limitantes, possuem uma capacidade mental enorme
    de invalidar informações que transmitam oportunidades, mudança ou crescimento. As atitudes são alimentadas por crenças e decisões, o que significa dizer que, uma pessoa possuída por crenças limitantes e decisões inconsequentes viverá uma vida na contramão do sucesso e do crescimento.

    Crenças erradas conduzem a atitudes erradas;

    Memórias:

    nossas memórias transportam nossas experiências, nosso passado é provavelmente o maior meta-programa para filtração de informações. Decisões erradas no passado deixam memórias que desenvolvem em nós um escudo protetor que pode inibir a validação de certas informações no presente e no futuro. Se suas memórias estão carregadas de fracasso, falhas, improdutividade, insucesso, incapacidades, acredite, sua mente aprenderá a validar informações impulsionem ainda mais
    estes pormenores. A solução está em desprender-se das memórias que limitam sua visão e apegar-se às memórias que impulsionam a mudança e o crescimento. Caso você não tenha tais memórias, então está mais que na hora de criar novas memórias;

    Estratégias:

    pergunte aos líderes de empresas supostamente conservadoras que entram em colapso, mas decidem não mudar suas
    estratégias, o porquê de até agora não implementarem novas estratégias que facilitem o crescimento. Tenho a certeza que muitas das respostas estarão associadas ao comentário: “Mas é assim que temos feito desde a nossa fundação”, “Agimos assim a mais de cinco gerações”. Acredite, a informação que vira a causar mudança nesta organização só será plausível caso as novas estratégias irromperem este meta-programa na mente da diretoria desta organização. A mudança deve viver acompanhada de novas propostas estratégicas para a sua implementação na liderança, ou em mentes individuais;

    Conclusão

    “A primeira qualidade de um líder que se relaciona bem é a capacidade de entender como as pessoas pensam e sentem”. John Maxwell

    Entender como a mente humana funciona permite aos líderes e liderados trabalhar em cada um dos aspectos e processos a ela associados de formas a despertar o senso de sucesso e produtividade, e como resultado final proporcionar o desenvolvimento pessoal e organizacional.

    O líder que ignora a forma como seus liderados pensam, acabará frustrado com tantos gaps de incumprimento e inadimplência por parte de seus liderados. O indivíduo que ignora seus filtros e meta-programas, acabara praticando o princípio da insanidade segundo Albert Einstein: fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Pessoalmente acredito que por mais complexa que seja a nossa mente, somos capazes de construir filtros capazes de trazer como resultado: sucesso, produtividade e crescimento pessoal e organizacional.

    A mente é a fonte da vontade e das atitudes, saber como ela funciona permite que construamos uma estrada direta para o alcance dos nossos objectivos preconizados.

    Termino com o seguinte pensamento: “Tenho de ver o projeto que faço como minha obra. Do contrário, ocorre a alienação. Fico alheio (…) não tenho reconhecimento. Esse é um dos traumas mais fortes que se têm atualmente. Todas as vezes que
    aquilo que você faz não permite que você se reconheça, seu trabalho se torna estranho a você. Trabalho exige reconhecimento – conhecer de novo”. Mário Sérgio Cortella.


    Por: Fernando Livongue | Professor | Palestrante | Escritor | Consultor de Empresas

  • O SUPREMO ESTICA A CORDA

    Em parceria com

    Em Nações tidas como sérias, pelo menos no conceito de D’ Gaulle, instituições como o Senado e o Supremo Tribunal, são paradigmáticas e ícones do conceito de prática da Democracia! 

    Bem assim, é de imaginar que sejam compostos por figuras ímpares da Nação, quer sob o ponto de vista de integridade pessoal, no primeiro caso, como de cultura jurídica e integridade no segundo caso. 

    Todavia no caso brasileiro, não soe ocorrer assim! O Senado tem figuras absolutamente discutíveis, inclusive condenados pela Justiça. O Supremo Tribunal por seu turno é composto em maciça maioria por membros indicados e acolitados em relação espúria com o Senado, maioria esta formada por advogados de trajetória profissional discutível, posto ligada a grupos políticos e até mesmo a  atividade criminosa! 

    Certamente, tal realidade aliada à prática do Supremo Tribunal, que está todos os dias nas primeiras páginas dos jornais, deixando com clareza hialina a sua intervenção nos atos de outros Poderes, Executivo em especial e Legislativo, criou na população um sentimento de descrença em relação à Justiça! 

    Judicialização aliada ao exibicionismo

    Se por um lado à defesa exacerbada dos setores mais a esquerda, que enxergam na judicialização aliada ao exibicionismo de Ministros ligados umbilicalmente aos auto nominados progressistas postura adequada, há quem enxergue no Supremo, revanchismo, oportunismo e a prática de um terceiro turno eleitoral disfarçada de guarda a Democracia e aos princípios Constitucionais. 

    Para quem analisa com o apuro que tal situação demanda, evidencia-se a cada dia que passa e em especial a cada demonstração de imposição de força por parte do Supremo, o esticar da corda. 

    Precedentes históricos deveriam balizar o comportamento dos Ministros, o que não tem ocorrido. Isto é fato incontestável. Vem de há muito, mas encontra no obstaculizar de investigações nos parentes dos Ministros e de suas fontes de renda seu ápice! 

    Ainda na análise perfunctória creio fundamental escrever sobre o que tenho de referência nas redes sociais e nas informações coletadas no dia a dia! 

    O Supremo não vem se contendo, e a imensa necessidade que Ministros têm de mostrar sua gratidão aos “Padrinhos” e ao seu vínculo ideológico pessoal, provoca um desconforto imenso na população como um todo! 

    Não me lembro de um quadro do Supremo que seja desprezado e que tenha tão pouco credito junto à população como o atual, contudo não consigo enxergar nas atitudes dos Ministros, reconhecimento desta realidade, tamanha desproporção de seu comportamento e do que o povo tem como idealizado. 

    Por certo, mandar prender um Deputado Federal, como se já não bastasse o muito que vem sendo feito por Alexandre de Morais, desencadeia crise sem proporções avaliadas devidamente até o momento em que escrevo.  

    O Supremo confirmou por unanimidade a decisão de prender o Deputado. 

    II A CORDA E A CRISE 

    Deputado Daniel e Alexandre Moraes.

    Está na ponta da língua de todos os que defendem as atitudes de Alexandre de Morais e em especial na própria boca do Ministro o autoelogio pela dita “luta pela Democracia vigente”. 

    A dita  vigente é a que mantém gente como Stédile e José Dirceu livres, leves e soltos passarinhos tão queridos e caros a parte de brasileiros de neles vê o bom e caro exemplo de prática democrática! 

    A própria Câmara Federal se divide em contrários a prisão que espanca princípios jurídicos e a própria Constituição e favoráveis  como para minha inexcedível surpresa Toninho de Fazenda Rio Grande deputado federal pelo Paraná.  Disse ele para justificar sua posição que lhe prometeram paz e liberdade quando votou em Lyra. Esqueceu tantos anos que está na casa de leis, nababescos salários, que o preço da liberdade é a luta eterna! 

    Entendo que a Câmara Federal deve votar pela soltura ou não do Deputado. Todavia, entendo mais que a votação em apreço deve obrigatoriamente ser aberta, clara, nominho por nominho! 

    Imagino que deputados que são favoráveis à prisão de Daniel, vão ter a decência de desde logo abrir mão de forma permanente de foro privilegiado e quando demandados pessoalmente do contraditório.  

    Explico: como a prisão ocorreu em sede de flagrante delito estendido, nova moda do Supremo, quem é a favor da excrecência deve ser a favor da renúncia do estado de direito. 

    Enfim, deputado é funcionário do povo e como funcionário tem obrigações, algumas decorrentes do Regimento, legislar e fiscalizar outras decorrentes do que nominamos lealdade à liberdade da Casa. 

    Friso desde logo: não se trata de defender o vernáculo utilizado pelo Deputado, muito menos da oportunidade ou não de seus ataques. Defendo sim, de forma intransigente a Constituição vigente e a legislação aplicável à espécie de procedimento do Deputado Federal em exercício do mandato! 

    Sendo assim, está na lei, que o Deputado deverá ser alvo de atitude de seus pares, da Comissão de Ética da casa e outras consequências observado o rito aplicável à espécie! 

    O que não posso como cidadão suportar é uma Suprema Corte que tem processos aos magotes nos escaninhos de Suas Excelências, esperando a distribuição de justiça a tempo  e modo e se move com a lerdeza conhecida e quando se trata de proteger seus interesses e segredos inconfessáveis, age com diuturnamente como vem agindo. 

     Quem não zela pela Democracia são os Ministros que legislam e geram jurisprudência em causa própria e com este proceder, esticam sim a corda e certamente poderão ser surpreendidos com o que pode vir na ponta dela. 

    EXPLICANDO  

    Sei que prometi mostrar fatos relativos ao Secretário de Educação do Governo Camondonguinho! Todavia os fatos supra referidos são mais importantes. Se você não se aguenta de curiosidade, visite o site do TJSP! 

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI 

    Senhor abençoe este povo brasileiro! Covid, STF, Pedágio, e os políticos que temos, todos culpando um pelas vacinas! E ainda há os que torcem pelo Coritiba como eu! AMÉM 

    Ogier Buchi

  • Saúde e saúde mental

    O tema saúde é, parafraseando o Ex-Presidente, amplo, geral e irrestrito. Implica em pensarmos em uma pessoa fluindo em plenas potencialidade e em sincronia com sua própria natureza. O contraponto de perder a saúde é “ estar doente” nos termos de nossa própria percepção.

    O agravo a saúde de momento e da moda é representado pelo Covid-19 e é obrigatório mencioná-lo em um planeta de covidenses como o somos no atual momento. Porém, a importância do tema tem levado que o blog SEM DOMÍNIO tenha trazido renomados cientistas para falar no tema. Ainda assim foi publicado recente estudo sobre a pesquisa de covid no esgoto de cidades e bairros para monitorar o bichinho e perceber que ele vai acontecer só na forma de doença em um determinado espaço geográfico antes de que os sintomas clínicos e as notificações compulsórias alertem as autoridades sanitárias. É extasiante pensar na capacidade humana de prover sua sobrevivência no planeta e não é a toa que continuamos entre as espécies mais capacitadas. Dizem alguns biólogos que só perdemos para as baratas e alguns outros seres nem sempre graciosos. Tantos especialistas sobre o tema nos ensinado no blog me dispensam de falar sobre ele.

    Liberdade de expressão

    E me libertam para falar sobre um dos temas que tem feito a minha cabeça nos tempos mais recentes. Quando digo que minha formação é médico significa que fui colocado em uma forma específica para desenvolver determinadas tarefas de um modo adrede previsto e socialmente esperadas. Sinteticamente o que a sociedade espera de pessoas como eu é que diagnostique e medique, Identifique a doença e me devolve a tal saúde, estatui a sociedade.

    Mas a reslidade se debruça sobre a rima do diagnostique e medique e muda o bem trovado. A saúde não é só um mecanismo automático sincrônico, é um mecanismo que precisa trazer a sensação de bem-estar.

    Estar humanamente bem não é consequência de um conjunto de reações teciduais, da bioquímica sanguínea ou das heróicas batalhas de nossos apaixonantes macrófagos( oh celulinha da gota!, como dizem os irmãos lá do nordeste– quem estuda se encanta), A qualidade do bem estar está , é claro, ligada a esses sistemas, que se falham podem nos deixar morrer. Estar humanamente bem depende de atitudes que tomamos e de como nos comportamos.

    Ações importantes

    Uma das mais importantes ações comportamentais está ligada ao que chamamos disciplina. No nosso mundo tão rapidamente “amodernado” e quero assim chamar essa enormidade de instrumentos, ferramentas , aparelhos e trobiscos de todos os gêneros que facilitam nossa vida, a disciplina foi perdendo seu papel essencial na sobrevivência humana e nos tornamos envolvidos pela lassidão, uma crença mágica de que somos seres nessa etapa da existência do Universo merecedores de que tudo venha a nos.

    Na antiga oração – vinde a nós o vosso Reino, para que Reino venha existem duas tarefas a serem cumpridas. A primeira, magnífica, gigantesca, só alcançável por seres de um desenvolvimento psico-espiritual fruto de muito exercicio, que é a aceitação de Vossa Vontade.

    Uma pequena pausa . Não estou entrando aqui em nada ligado a religião nenhuma, nem a nenhuma reliogisidade. Estou falando de qualidade de vida. Esse é o tema, Estou falando da lassidão que nos faz crer que o Reino pode vir de mão beijada. Não vem… a segunda tarefa é aquela de pedir perdão pelos nossos erros.

    Dívidas

    Ferrou! Somos devedores – mas devedores de que? não vai vir tudo de mão beijada? o antidepressivo não foi inventado para ser a pílula da felicidade? Estabilizador do humor não é para me deixar pianinho-pianinho ?

    Pois é, propaganda é propaganda e a piadinha do senador que morreu e do diabo nos ensina tudo. O diabo estava em fase de eleição e prometeu para o senador o paraíso, o mesmo que os po[iticos nos prometem. Depois de eleitos votam cada barbaridade que só se compreende entendendo os pecadores da Oração Para quem não lembra o diabo prometeu o paraíso ao senador e, depos de eleito, entregou o que recebemos da maioria de nossos eleitos. Aquele espaço supra citado de procurar covid.

    Medicações

    Marketing é marketing e medicamento é medicamento. Não podemos permitir que o marketing desacredite os benefícios fantásticos da medicação psiquiátrica moderna em nos ajudar a nos aproximarmos de bem estar. Mas eles não nos levam lá. Vejo esses dois fenõmenos o tempo todo. Como o medicamento é uma benção para os humanos, mas também como precisamos de algo mais para vivenciarmos bem estar e subsequentemente podermos dizer “ sou um humano saudável “.
    Você está imerso na lassidão? Vpcê conhece o conceito de disciplina? Como anda seu bem estar? Qual nota você dá para sua vida? O que podemos mudar, ajustar, aperfeiçao para nos aproximarmos do “ Vosso Reino”. Ou só conhecerás as bençãos de Existir após vosso passamento ?

    Everson Alberge Buchi

  • POR AMOR A VERDADE: CASTRO!

    Em parceria com:

    ENGAZOPADOR OFICIAL

    Nunca dantes neste Estado vivenciamos o estado de coisas atual.

    Sim, este é o Governo do “faz que foi mas não ia”, em estado puro. Um dia demite 400 e dias depois readmite! Anuncia à volta às aulas e volta atrás.

    Só não falha na alienação dos bens do cidadão! Sob o pretexto de enxugar a máquina vende o patrimônio e não hesita em fazê-lo!

    Ora se a finalidade era só esta seria mais fácil e barato votar em um dos inúmeros leiloeiros oficiais do Estado!
    Se o cidadão tiver a paciência de analisar as manifestações do secretariado perceberá a extrema pobreza das mensagens, em especial no que tange ao futuro! Como posso estar equivocado, e com a preocupação de sempre analisar os fatos, pergunto ao Governador qual é a obra mais importante do atual Governo? Se existe e não for ação da Itaipu, qual seu estágio atual e prazo de entrega?

    POR AMOR A VERDADE: CASTRO!

    O Prefeito Fadel, meu amigo de há muito se mostra feliz porque nesta quinta-feira (11) o Governador foi até a cidade “assinar a ordem de serviço para obras do trevo de acesso a cidade de Castro”! Legal, mas Ratinho Jr., pelo menos esta faz de verdade tá! Não faça como a reurbanização de Litoral e tudo mais, que só esta no “paper”. Castro precisa muito da obra, e merece respeito!

    SALÁRIO MÍNIMO E A DESPREZÍVEL ATUAÇÃO DOS POLÍTICOS

    Então a patuléia se reúne e tira fotos comemorando que no Paraná se pratica o “maior” salário mínimo País! Fotos dos gorduchos amontoados comemorando. Gentileza com o chapéu do setor produtivo! Pergunta: o que Ratinho, Leprevost e demais fazem para o aumento do salário mínimo?

    PROTAGONISTAS DO SUPREMO

    Gilmar Mendes afirma que o Dr. Sérgio Moro lhe causa pena. Veja leitor, não tenho poderes e muito menos procuração para defender Moro. Mal o conheço, mas sei que Moro é protagonista de momentos da história recente do Brasil.
    Sei ainda que grande parcela da população devota a ele, respeito tanto que o Paraná Pesquisas reconhece nele candidato com enorme potencial eleitoral.

    De repente o Ministro que está entre os mais desprezados e odiados pela população brasileira lança esta frase puramente de efeito. O que sei, é que Moro anda livremente nas ruas e que Gilmar Mendes precisa de segurança ostensiva em terra e quando a dispensa fora dela, Portugal, é alvo de constantes manifestações de repúdio!

    O momento atual é de enorme esforço de desconstrução das operações que combateram o roubo institucionalizado no Brasil e com a busca incessante da absolvição dos condenados!

    Políticos, juristas a soldo e outros tantos se dedicam com furor inusitado a desmoralização dos resultados obtidos.
    A tese em resumo é que os métodos teriam sido despidos das formalidades de escol. Presto atenção nos argumentos expendidos. Só não acho entre eles um que seja que trate de efetiva inocência dos condenados.

    Mais de R$ 4 bilhões foram recolhidos aos cofres públicos por meio de 185 acordos de colaboração e 14 acordos de leniência, nos quais se ajustou a devolução de cerca de R$ 14,3 bilhões. Só de valores repatriados foram R$ 745.100.000,00. Isto em resumo muito, mas muito rápido!

    Enquanto vivemos o que de pior a pandemia nos destina, convivemos com agentes públicos, políticos e outros tantos que tais, que chamo de populacho que insistem em defender o Estado cleptocrata! Ora veja você: Gilmar Mendes se arvorando em defensor da honestidade e do estado de direito! Disse ao final de sua peroração Gilmar:_ “Nós todos erramos”! Nesta etapa da história há uma guerra declarada de babuínos. O povo, estarrecido e dividido aguarda! A última de quarta-feira (10) foi Aras mandar investigar porque os procuradores queriam investigar, e Humberto Martins não gostou!

    E o José Dirceu continua livre, leve e solto! Denunciado de novo por roubar a Petrobras, mas solto!

    FACHIN

    Vira Ministro! Estava chegando à Brasília ao lado de Rochinha, meu amigo e grande advogado que me sugeriu cumprimentar o Ministro. Quando cheguei ao Hotel onde se comemorava indicação muitos estranharam minha presença.
    Confesso sempre admirei a cultura jurídica de Edson Fachin e inobstante tenha vezo político oposto ao dele, comemorei a vitória do advogado de carreira paranaense!

    Nesta etapa, o Ministro se debate com o dilema existencial previsível, em face de sua trajetória e, sobretudo de suas crenças pessoais!

    Externa sua preocupação com o processo democrático em função de militares que ocupam funções executivas! Pessoalmente acho muito mais danoso ao processo democrático um Supremo Tribunal que “dá ordens” ao Executivo e mais que exige sejam cumpridas em cinco dias! Claro, questão de ponto de vista!

    MABEL CANTO

    E a jovem deputada estadual abriu a caixa de ferramentas e mandou a broca na metodologia do engazopador que só faz política e nadica de nada de administrar. Constrangidos os deputados genuflexos ao Camondongo de um tudo ouviram. Todavia mantiveram-se como sempre o fazem de plantão para obedecer ao canto da sereia palaciano!

    EDUCAÇÃO: DENÚNCIAS!

    Renato Feder.

    Governador: fui informado que esta em tramite no Ministério Público, um procedimento que investiga números do IDEB aqui no Paraná. Vossa Excelência sabe algo a respeito? A afinada gigantesca frente à APP tem a ver com isto?
    De qualquer sorte, recebi vastíssima documentação sobre o indigitado Feder. Estou analisando e volto com profundidade depois do dito desfilar na escola de Samba Acadêmicos do Camondonguinho!

    A NOVA CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA!

    Deniam Couto.

    Você tem esperança? Eu tenho. Uma turma nova, muito preparada que pode realmente imprimir uma escalada de trabalho e produtividade para a cidadania. Pessoalmente conheço com profundidade Deniam Couto! Tenho certeza que fará a diferença!

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Em favor de todos que sofrem com a Pandemia! Amém

  • SOBRE DEUSES E EXECUTIVOS

    A realidade

    A realidade do início do século XXI mostra aos executivos profissionais, líderes ou gestores, a importância e a necessidade de compreender as novas tecnologias, o modelo e a estrutura organizacional, gestão da qualidade, terceirização, empowerment, benchmarkreting, inovação, gestão de pessoas, empreendedorismo dentre outras ferramentas para o aprimoramento e excelência, as estruturas dos processos, serviços e produtos, para permitir e facilitar o desenvolvimento organizacional. Desta forma, neste mundo complexo, o planejamento de todas as suas ações pessoais e profissionais passa a ser fundamental para a competitividade e para o sucesso.

    São muitas as ferramentas que se apresentam para tentar solucionar, facilitar e organizar esse tumulto de informações. Além disso, inesgotáveis modelos de gestão afirmam e remetem à constantes treinamentos e possíveis estruturas de desenvolvimento pessoal para engajar indivíduos e grupos de trabalho nessas novas engenharias de trabalho. Portanto, não só o ferramental, como também, o indivíduo são injetados, forçosamente nessa estrutura de reconstrução e reinvenção da realidade funcional e labortiva.

    A interação

    Particularmente, não estou envolvido com as ferramentas de trabalho. Mas, com o humano que com elas interage. Posso dizer categoricamente, todos os que se adaptam, trabalham mais, os que não se adaptam, ficas desalojados dos seus mercados de trabalho originais. Não há felicidade no fim do arco-íris, nem satisfação. Pode-se, no caso de a vida ser o trabalho, realização. Marcos de realização, na verdade. Uma relação direta entre projeto concluído e realização.

    Assim, fica claro, tanto a empresa quanto o empreendedor e seus funcionários, devem possuir um planejamento estratégico alinhado entre a vida pessoal e profissional. Pois nesse cenário absolutamente agressivo e inevitável, é básico, é fundamental que cada um se prepare e torne-se assertivo em suas ações, execuções e a pensamentos por conta própria (num foda-se gigante dado pelo universo laboral), com criatividade, liderança e visão de futuro (três qualidades que não são nada espontâneas na vida, precisam de muito esforço e inteligência para se desenvolverem), para inovar e ocupar seu espaço no mercado (antes que alguém copie suas ideias), tanto no presente como no futuro. E, mesmo eu não gostando, não concordado, essa é a única via possivel.

    Avaliar-se

    Sendo assim, avaliar-se, para determinar claramente em que qualidade é preciso investir tempo e dinheiro para o desenvolvimento, é um ponto básico nesse processo. Instrumentos precisos de avaliação ou de auto avaliação, são raros. E, a partir dessa raridade, aceitar de coração aberto os resultados, definir os pontos estratégicos de mudança, principalmente, como essa mudança ocorrerá, tronar-se-á o próximo desafio.

    Calcule assim: Tá difícil (porque o mundo está difícil), mas quem tem que se adaptar é você (portanto, é injusto), então, é preciso saber aonde você vai melhor para poder se garantir (em algo que não é firme pelos próximos 3 anos). Então, as formas de decidir em no que mudar, não são lá fidedignas ou fáceis de serem encontradas (estamos falando de uma psicologia real, e não de ferramentas focadas em agir para as empresas), depois decidir em que fraquezas investir, e como (qualquer curso dura dois anos, tempo de um novo ciclo já ter se iniciado). Ficou claro agora.

    Veja, não comunista, nem anarquista. Sou fã do sistema liberal. Aliás, acredito no liberalismo econômico e de comportamento. Mas, temos que convir que, não está funcionando. Aceleramos tanto o desenvolvimento técnico e humano que perdemos- nos da técnica e do humano.

    A técnica

    Techne, ou a técnica, diz a lenda Grega, nos foi entregue ao homem por Prometeu, numa vingança contra Zeus. Como castigo (tão severo foi seu crime), ele passou a eternidade (portanto, ainda está lá) acorrentado, com uma ave comendo seu fígado. Durante a noite o fígado se regeneraria, e de dia a ave voltaria a se alimentar dele. Num martírio contínuo.

    Esse castigo severo reflete o quão importante a técnica é. Ela, segundo a lenda, permitiu a separação do homem da natureza. Sendo assim, teria libertado o homem de seus deuses. Trazendo para eles a liberdade de escolha, de vida, desatrelando o dentinho das linhas traçadas ou das vontades divinas.

    Aí, 2.500 anos depois, estamos escravos da técnica. Nos libertamos dos deuses, mais não da técnica. Veja, avalie quanto tempo você gasta adquirindo conhecimento e experiência nas ferramentas do seu trabalho. Então, o conhecimento deveria ser uma ferramenta de libertação. Mas, não ele se tornou o meio de se manter relacionado com as ferramentas de trabalho e de (hoje em dia) comunicação.

    O resultado

    Acho isso inaceitável, não vejo solução que não seja a aceitação, mas fico de revoltado.

    É impossível cuidar da carreira sem nos preocuparmos com a vida como um todo. Mas, os aspectos pessoais da vida (não sei de onde essa diferença, sempre acho que tudo é pessoal) ficam em terceiro ou quarto plano. As pessoas costumam pensar no trabalho e vida pessoal como se fossem coisas distintas, quando na verdade, não o são a mesma coisa.

    Talvez, e assim falam os hipsters e neo-eco-anarco-socialistas, devêssemos pensar que, ao contrário de projeto profissional, precisamos de um projeto de vida em primeiro lugar. Devemos pensar em nossas vidas como um projeto integrado, que envolve trabalho e família, nossas atividades e vontades, o que nós já fizemos e o que ainda temos por realizar. Nossos projetos necessitam de metodologia, revisão constante para incorporação de ajustes que se tornam necessários com o tempo. Mas, perceba o quão consultoria e business é a linguagem com a qual escrevo isso. Disso, você já imagina aonde acabaremos em dois anos, se meu discurso emplacar…. Mas, não vejo outro caminho.

    Prometeu, o deus grego, fodeu conosco, e Zeus deve estar rindo de doer os pandulhos.

    Raul Buchi

  • Quem sabe para onde vai?

    Em parceria com

    “Muito cuidado ao tentar caminhar sem um PLANO DE AÇÃO, além da frustração em andar e nunca chegar a algum lugar, existe também o enfado e a insatisfação com os resultados alcançados.”

    Quem não sabe para onde vai, nenhum lugar será suficientemente satisfatório para saciar a sede de um sucesso sem foco!

    É mais fácil caminhar quando se sabe para onde estamos a ir. Caminhar com um Plano de ACÇÃO encurta o caminho, poupa forças e favorece a análise.

    Possivelmente você não tem um Plano de ACÇÃO porquê está sempre dizendo a bendita frase: “Entrego tudo nas mãos de Deus”. Mas eu pergunto, o que você está entregando nas mãos de Deus?
    Se você não sabe o que quer, está entregando o quê?

    Sabe? Por este motivo seu sucesso nunca chega, sua frustração continuará até ao momento que decidir entregar pra Deus, Planos Estruturados e um Prospecto do que você deseja viver. A Bíblia diz: “Entrega os teus desígnios ao Senhor é Ele cumprirá o desejo do teu coração”.

    Caso precise de ajuda, nós na Resiliência Angolana podemos ajudar você a estruturar um PLANO DE AÇÃO com cabeça, tronco e membros.

    Entre em contato.

    Resiliência Angolana

    resiliência2021

    Para acessar o Resiliência Angolana Podcast, clica no Link que preferir:

    Anchor
    Apple
    Spotify
    Google

  • Para si, o que é ser JOVEM?

    Em parceria com

    Confesso que levei muito tempo pra entender o que significa ser jovem. Certo dia fui convidado para ministrar uma palestra a um grupo de homens de idade heterogênea entre os 15 aos 80 anos, o tema da palestra era “O CONHECIMENTO ATRAVÉS DAS GERAÇÕES”.

    Foi uma palestra estupenda e serviu de oportunidade para descoberta e redescoberta de valores. Um dos grandes factos aprendidos na palestra foi que que simultaneamente convivem em uma mesma época 3 gerações:

    • Gerações Passiva: dos 0 aos 17 anos;
    • Geração Ativa: dos 18 aos 70 anos;
    • Geração Transitiva: dos 71 em diante.

    O que significa ser jovem para si?
    A juventude é uma idade compreendida entre os 18 e 35 anos de idade, nela o jovem passa por um processo de construção de identidade e repertório para a vida adulta. É na juventude que o ser humano ganha a autoridade e autonomia para tomar suas próprias decisões e baseado nelas construir sua própria história.

    É a juventude uma fase de Plantiu ou de colheita? Se formos perguntar para a maior parte dos jovens, a resposta será:

    • A JUVENTUDE É PARA CURTIR, É PARA ENCHER A CARA E APROVEITAR O QUE A VIDA TEM DE MELHOR.

    Infelizmente, com esse pensamento instaura-se a ideia de que ser jovem é colher (prazeres e diversão), mas ‘pera-i’: Colher o quê? Quando foi que você plantou o que você está a colher agora para curtir a vida e aproveitar o que ela tem de melhor?

    Muitos desses jovens vivem como se o amanhã não importasse e como se todo o vigor que despendem hoje poderá ser o mesmo quando atingirem a fase da geração transitiva.

    Até aqui, eu escrevi muitas palavras, você conseguiria me responder, com base no que eu disse: O QUE É SER JOVEM?

    Por: Fernando Livongue


    Resiliência Angolana

  • A REALIDADE E OS VENCEDORES: RATINHO JUNIOR!

     

    Entra pesquisa, sai pesquisa e lá esta o Camondonguinho em posição de absoluta tranquilidade liderando e mais importante, sem que se vislumbre um nome que de fato possa ser opção, pelo menos até então! 

    Quando consulto políticos que detém envergadura regional ou nacional, recebo invariavelmente a mesma resposta:- “Ninguém ganha dele”! 

    De meu vezo, todos sabem pelo que aqui escrevo repetitivamente tratasse de um governo tíbio, flébil e débil. Orientado por Sciarra, Guteco e outros da mesma dimensão! Todavia, esta é uma visão de cunho pessoal que não é compartilhada pela população, como as pesquisas mostram. 

    A razão do sucesso esta no fato  de nada de notável fazer! Adicione-se a isto a real razão do sucesso do rapaz, que é o altíssimo índice de aceitação popular do Senhor Carlos Massa, e como fermento junto o permanente apoio de Bolsonaro que é amigo e fã de Carlos Sênior! 

    Mas há que destacar também competência do Secretário de Comunicação, a quem não conheço, mas admiro pela eficiência! 

    Acertou com incrível rapidez a Record e fez dos jornais da Globo palanques oficiais do governo! Nas demais áreas de Comunicação o governo esta navegando com incomensurável conforto! 

    RATINHO E OS POLÍTICOS! 

    Se deixo claro meu desconforto com o resultado do Governo que tudo promete e nada realiza, faço questão de enfatizar a minha admiração à capacidade de fazer política de Camondonguinho! 

     Incrível o estômago que tem para montar as “tchurmas” que lhe dão a tranquilidade que desfruta! Mantem absoluto domínio sobre a Assembleia, e comanda da tala os maiores Municípios do Estado, inclusive Curitiba! Para que se tenha ideia na terça parou o expediente do Governo para atender o Partido da Mulher Brasileira e seu presidente regional, que também se aninhou. Mais incrível, é saber que o MDB, sim isto mesmo, você leu direito, o MDB esta também prestes a se aninhar! 

    Foi iniciar o ano na Assembleia, mentiu durante o tempo todo em que falou e como resultado foi aplaudido de pé pelos fiscais do povo! 

    A dissonância cognitiva  vulgarizou! 

    FRANCISCHINI OUTRO VENCEDOR! 

    Francisquini e Greca.

    Tomou um sapeca iaiá gigante na Eleição Municipal! O resultado? 

    Manda na Câmara Municipal, foi reeleito na CCJ, (manda na pauta do Ratinho), que ao aninha-lo  lhe fez promessa mil, e as terá que cumprir! Ou seja, esta de boa com Rafael e dançando de rosto colado, com Camondongo!  

    Sabe e bem jogar o jogo! 

    ADEMAR TRAIANO 

    Um cidadão que ganha quatro eleições consecutivas no Parlamento onde a cobra menos criada é filhote de naja rajada tem meu respeito e minha admiração! 

    Sabe os caminhos que pisa e mais uma vez foi recompensado! Auguri guri! 

    ROMANELLI 

    Conheço há quarenta anos. Sempre fui admirador dele. Incansável trabalhador nesta etapa se dedica a pavimentar um novo caminho em sua trajetória! Acredito que merece! 

    ATENÇÃO TODOS OS SUPRA ELOGIADOS! 

    Enfatizo que escrevi os elogios com isenção e sinceridade! Todavia vocês todos tem uma luz amarela, senão vermelha no seu futuro imediato! Trata-se do assunto pedágio! 

    Vocês todos vão vira bosta seca se não se comportarem de acordo com a aspiração do povo paranaense que passa por um pedágio decente, apropriado às leis de mercado, e que não seja fonte de enriquecimento ilícito de empresários, funcionários públicos e políticos. 

    Estudo e falo sobre o assunto há vinte anos pelo menos nos meios de comunicação. Reputo criminosos vis todos os que contribuíram para a falta de obras e mortes consequentes. 

    Portanto senhores: se acham que poderão negociar com Baiano, Jacarezinho e outros, estão enganados! Se fizerem, vão conhecer o Zum Zaravalho! 

    PERGUNTAS:

    Camondonguinho, você vai assumir sozinho o vexame histórico da Vacina russa? Sozinho? Prestígio? 

    Eleição das mesas diretoras! Nenhum deputado federal ou senador do Paraná em lugar nenhum! O Paraná nunca foi tão pequeno como soe estar agora!  

    Só temos dois destaques atuais. O General da Itaipu que faz obras, muitas pelo Estado e o Ratinho Pai que leva o Presidente pescar!  

    AGORA VAI? 

    Com a vitória maiúscula obtida pelo Presidente na renovação das Casas Maiores é justo imaginar que as propostas de Guedes finalmente possam ser  votadas e implementadas! É pertinente lembrar  que existe uma grande maioria de brasileiros que espera ansiosamente pelo real desenvolvimento da pátria que certamente passa por transformações econômicas que tenham como desiderato a produção de renda! 

    UM TEMPO NOVO 

    Seria a justa hora de deixar  o protagonismo deste Senado decepcionante e da  menos útil Câmara Federal de lado, e envelopar o Supremo fazendo andar os impedimentos de Alexandre, Gilmar, Lewwa e o guri do PT! 

    BOLSONARO EM CASCAVEL 

    Mais uma vez o Presidente prestigiou o Paraná. Bom que o tenha feito em Cascavel e na área esportiva. A cidade sempre foi celeiro de atletas e lá nasceu Sueli do Dardo atleta olímpica do dardo, que tão bem representou o Brasil. Temos orgulho de Cascavel! 

    FIGURAS MAIORES: NILSON BORGES DO CAP E DO FUTEBOL DO PARANÁ! 

    No futebol existem pessoas que inobstante dediquem suas vidas inteiras a um clube parecem ter vestido todas as camisas! Fedato, Jackson, Afinho! No campo diretor Arzua, Evangelino, Lauro Rego Barros! 

    Nilson veio com Nair da Portuguesa! Tomado de paixão por aquela que “só se veste por amor” ficou para sempre! Receba aqui Nilson extensivo a sua família o carinho, respeito e admiração de quem sempre torceu pelo verde, mas aprendeu a respeitá-lo como atleta e ser humano, seja pela qualidade seja pela conduta humana! 

     ORAÇÃO DE OGIER BUCHI 

    Senhor ilumine os políticos! Precisamos de soluções e não de idiotas brigando pelo poder! Amém 

  • Culpabilidade e a responsabilidade na versão brasileira

    Escrevo aqui, com muito carinho por todas as pacientes que atendi na minha carreira de psicólogo. Escrevo aqui para todas as amigas e amigas das amigas. Escrevo aqui para minha filha, minha mãe e e para minha esposa. Estou revoltado e o texto é longo e carregado.

    A situação é muito séria e sensível para ser tratada levianamente com postagens espontâneas no Facebook. Assim sendo, resolvi escrever no blog um texto mais denso e bem pensado. Não sei se ficará bom, mas espero que pelo menos apresente minhas reais condolências, minha sede de justiça e minha indignação.

    Vamos começar pelo óbvio: “não existe estupro culposo”.

    Assim sendo, e começando pelo óbvio, sou a favor da castração total para crimes sexuais. As gonadas e o pênis devem ser removidos do corpo do criminoso condenado. E ele deve assistir enquanto os porcos do chiqueiro se refestelam com seus apendices.

    Para mim, racista deve levar chute na boca até ficar sem os dente e criminosos sexuais devem ser castrados. Não sou juiz nem advogado, então não sei se minhas vontades fazem parte de uma possibilidade jurídica ou não. Mas sou psicólogo (não atuo mais, mas é difícil tirar a floresta de dentro do Mogli) e como tal, não tenho neutralidade, eu tenho um lado que eu apoio, acolho e, junto, entristeço e sofro buscando a justiça e a recuperação.

    Atendi, ao longo dos meus 17 anos de consultório, inúmeras vítimas de violência sexual. Vítimas de avós, de pais, de tios, de padrastos, do álcool. Vítimas de amigos, vítimas de boa noite Cinderela e etc. Garanto que a viela escura não é o lugar aonde o perigo reside, mas sim em casa, no lar, entre os “queridos”, no espaço de segurança.

    A dor que é de todos

    Acredito que, no Brasil, não existe mulher, transgênero e homossexual que não tenha passado por alguma forma de abuso sexual. Das piadinhas, as passadas de mão no carnaval, até imolação e estupro, acho que nenhuma pessoa desses grupos passa ilesa pela vida. O abuso é fatídico, ele é eminente para esses grupos. Ele é uma verdade presente e perene.

    Apesar do machismo (principal causador dessa doença social) estar presente em maior ou menor grau em todos os lugares do mundo, a certeza da punição, a certeza da justiça acaba por fazer de alguns países lugares mais seguros e respeitosos. Mas, mesmo em países islâmicos, mesmo em tribos selvagens, mesmo em tempos de guerra a violência sexual não é ou era comparável aos níveis de loucura que se vive no Brasil.

    Então, em nenhum lugar do planeta, em nenhum momento da história, cometem-se tantos crimes sexuais como no Brasil, com tanta certeza de impunidade e com tanto suporte social. Nem nos tempos bárbaros, nem nos tempos das guerras romanas a insegurança sobre o próprio corpo era tão grande. Vive-se no Brasil uma espécie de campo de concentração da impunidade. Não há mais crimes que sejam punidos, não importa a instância do julgamento que se consiga alcançar.

    Em uma situação como essa, podemos dizer que o Brasil se tornou uma nação abusadora. Se levarmos em conta outros crimes além dos crimes de ordem sexual, a coisa fica mais evidente ainda. Nessa nação de abusadores, de criminosos, a vítima é a culpada.

    “Deixou a bolsa abeta”, “ Ele colocou a carteira no bolso de trás”, “quem mandou não ter seguro”, “Com essas fotos no Instagram, não poderia ser diferente”, “onde já se viu, nessa idade ir sozinho na banco”, “como é que não tem código de segurança no Whats-up”.

    Crenças trocadas

    Frases dessa natureza, tão corriqueiras em nossos julgamentos sobre as vítimas, demonstram claramente um distorção coletiva de valores. Uma distorção coletiva de crenças. Transformamos as vítimas em culpados, transportamos a responsabilidade e culpabilidade pelo dolo do abusador para a vítima.

    Com essas frases é possível ilustrar essa inversão de crenças, não se acredita mais que a vítima é quem sofre. Mas sim, que a vítima, por não estar seguindo determinados padrões de comportamento evitativos (que não funcionam), é a responsável pelo crime. A vítima é o agente provocador do crime. Assim, pensamos nós que conversamos no bar, assim pensa o policial que investiga, o promotor que acusa, os jurados que condenam e o juiz que determina a pena.

    Há 15 anos atrás, enquanto eu pagava uma conta no banco (no andar térreo do prédio onde eu tinha o meu consultório) entraram no meu consultório e roubaram o meu PC. Peguei as imagens da câmera e fui na polícia. O escrivão me fez três perguntas: “Você sabe onde encontrar essa pessoa?”, “Você deixou a porta destrancada?”, “Você não tem secretária?”

    Com essas três perguntas, ao invés de vítima de roubo, o policial me transformou em responsável pelo crime. O burro que deixou a porta destrancada.

    Eternos amigos do rei

    E isso não é uma coisa atual, meu avô materno tinha um ditado que talvez você conheça: “vão-se o anéis e ficam-se os dedos”. Esse ditado é típico para a vítima, para a pessoa que “deu mole”, que “deu bobeira”, ele diz: “conforme-se, você perdeu o que construiu”.

    Guardadas as devidas proporções, nos crimes sexuais é feito o mesmo. Um escrutínio sobre a vítima é feito, a vida dela é devassada, aberta, rasgada e, todos os pontos questionáveis são usados contra ela e em favor do estuprador. Esse, por sua vez, tem sua identidade resguardada e protegida e, sua privacidade e história são protegidas do público.

    Não há estupro culposo, como não há roubo de carteira culposo, como não há desvio de verba hospitalar culposo.

    O crime é sempre doloso, sempre há a intenção de causar o dano. Acidentes não são dolosos.

    Não consigo entender, não consigo aceitar essa transformação da vítima em responsável em nenhuma situação e em nenhum tipo de crime. A vítima é inocente, quem comete o crime é o ator da barbárie. Ele decide pelo mal a ser causado ao próximo.

    No caso do “boa noite Cinderela” há inclusive o planejamento prévio. O transporte da droga que foi comprada com antecipação, foi dada a vítima sob o discurso da paquera, da boa conversa. Há a quebra voluntária e planejada de vínculos positivos que estão sendo criados com a vítima.

    Que revoltante isso.

    Em Curitiba há uma espécie de tradição, atirar pó químico de extintor em travestis que se prostituem na rua. Em Curitiba matam-se travestis que fazem programas. Isso quer dizer que o sujeito (em geral homem) marca o programa, é recebido como cliente e quebra esse vínculo, cometendo a barbárie. E o jornal publica a entrevista do promotor de justiça:“Ela se prostituía, sabia do risco”.

    Inversão da culpa.

    E o que mais me impressiona é a absoluta falta de autocrítica. O sistema judiciário, imbuído da função de reparar o dano social sofrido, faz chacota e desconsidera a dor e o sofrimento da vítima. Usa de subterfúgios rasos e discursos de ódio para invocar uma falsa moral sobre o comportamento da vítima. Faltava o juiz perguntar: “por que você dormiu após consumir a droga de forma inadvertida?”, “por que vocẽ faz uso fruto do seu corpo como bem entende?”.

    Mas volto a ressaltar, a situação vivida por essa moça, nesse julgamento, é só um dos eventos. A mistificação do crime, da culpa e do dolo no Brasil são um problema crônico e permanente. Um problema contínuo desde de os tempo do império e dos amigos do Rei de Portugal. E digo mais, a impunidade característica dessa moral de culpabiliza a vítima, é uma moral irreparável.

    Não há esperança de mudança.

    Com 44 anos, que tenho agora, assisti inúmeros caudinlhos e FernandoCollors cavalgando em seus cavalos da correção dos caminhos morais do país, todos bárbaros disfarçados por discursos iluministas. Assistimos recentemente isso, partidos inteiros sendo eleitos em função de reconstruir a moral na política e, em 60 dias de poder, tudo isso indo para o ralo. No Brasil, o crime compensa e compensará sempre. E, desculpe-me falso patriota, isso só existe no Brasil.

    Nesses termos tão baixos, tão pessoais, tão imundos como esses, isso só existe no Brasil.

    Que triste e revoltante isso.

    A força individual pode ser o grande fator

    Por outro lado, por mais que hajam leis, por mais que haja vigilância e punição, sem mudanças individuais, as mudanças coletivas não acontecem. A sociedade é a soma de seus indivíduos, assim como a comunidade é o fruto das ações desses indivíduos.

    Dessa forma, vestir-se de um ímpeto diário de transformação, pode, ou pelo menos, deveria ser a garantia de inspiração para o próximo que nos rodeia. A mudança individual tem o potencial de ser o catalizador de transformações globais quando é feita pelo exemplo e não pelo discurso.

    O cavaleiro salvador, eleito com todas as esperanças depositadas em seus discursos falastrões, sem com o dedo em riste e com verdades baratas, tem menos poder transformador do que a vizinha idosa que distribui comida para a comunidade. O Exemplo do impulso individual pode ser mais efetivo e contagiante quando vindo de um exemplo carregado de amor.

    Assista a essa entrevista em nosso canal, e me diga se não é verdade.

    https://www.youtube.com/watch?v=7e25aVXu5cQ

    Raul de Freitas Buchi

  • ANTES SOFRER O MAL QUE PRATICÁ-LO
    Em parceria com

    Provérbio latino consagrado que não poderia ser mais atual, considerando o que ocorre no dia a dia de cada um dos brasileiros, que não mais que de repente se veem condenados a vários tipos de morte, algumas mais lentas e dolorosas outras mais rápidas, mas certamente não menos dolorosas. 

    Bastou que a Democracia se manifestasse em 2018, para que a conflagração e o divisionismo  se instalasse! 

    Neste ponto há que destacar que jamais a esquerda deixou de ser claramente comandada pelo seu ideólogo em chefe o meliante José Dirceu! Quem dita regras e estratégia desde sempre é José! 

    O executor principal, beneficiário das decisões do Supremo instrumentalizado em Ministros funcionários, com especial destaque para Lewandowski e Tóffoli, faz o que se nomina vulgarmente de “frente”!  

    Lulla, que ninguém se engane, ainda é idolatrado por milhões e se aproxima de uma absolvição sorrateira que segue cronograma bem planejado e idealizado! 

    A imprensa desempenha papéis diversos, o baronato chantageando o Governo o que faz desde sempre, e uma parcela imensa dos formadores de opinião apoiando seus patrões, algo inusitado pelo seu clamor ideológico.  

    A rede social, hoje tão relevante e instrumentalizada por toda a sorte de subsídios, poucos com veracidade, mas atinge seus objetivos de confundir, conturbar e promover o mal estar no sentimento popular. 

    Estabelecido o cenário se um lado, vejamos o que se passa de outro! 

    Lembro, pela absoluta importância numérica, que a eleição foi 57 x 44, o que de per si dá suporte para o cenário acima descrito! 

    Mas o que esperar de 57 milhões de pessoas que deixaram claro não suportar mais o “statu quo” ante? 

    O apoio irrestrito acompanha o momento imediatamente posterior à posse. Ocorre que governar é a missão mais sagrada e espinhosa que se pode executar. E neste exato momento entra o choque de realidade! 

    A ideia mitificada sempre de um salvador da pátria esbarra na secular divisão tripartite de Poder! 

    E aqui a fratura da Democracia brasileira: o ato de governar esbarra na CÂMARA FEDERAL presidida por um cabra de 70 mil votos, e por Ministros de Suprema Corte sem votos e com cabresto! 

    Assim há um vácuo entre o que se quer e deseja e o que realmente se pode fazer e implantar! 

    Tenho pessoalmente a convicção que enquanto não nos adequarmos a nossa realidade financeira como Nação sempre conviveremos com o sentimento de “o que será o amanhã?” 

    Bem para tanto, é preciso implantar Reformas e deixar o Presidente governar! 

    Mas a receita é simples assim? Claro que é! 

    Então por que não faz? Não sei, mas que já deveria ter feito não duvide! 

    Se não mudar a toada, a turma da cleptocracia travestida de esquerda volta!  Acorda Brasil! 

    FABIO CAMARGO 

    Conheci Fabio menino. Amigo dos meus piás! Sempre gostei dele, e confesso fiquei feliz com sua ascensão a Corte de Contas! Fabio é de uma tempera que admiro! Puxou ao pai, tempo em que homem era homem e não levava desaforo para casa! 

    PALÁCIO IGUAÇU 

    Mandaram 400 embora! Guteco estava em férias. Voltou! Reassumiram 300! Na casa da Noca é assim, briga permanente do pochete do Desenvolvimento Urbano com os de Pato Branco! Camon incentiva e finge que não é com ele! 

    MAURÍCIO REQUIÃO 

    Abriu a caixa de ferramentas e demoliu a dupla dinâmica de desconstrução da Copel, Camondongo e Daniel Pimentel! Reduziu os dois a menos que pó de traque. Nenhuma resposta. Silêncio obsequioso! 

    O OUTRO REQUIÃO, O DE PANTUFA

    Só no chinelinho deu um sapeca “iaiá” no Governador. Aula básica de governar! O Ratinho assimilou e pasmem desde logo assumiu o “baixa ou acaba” em entrevista pública!  

    RIGOR COM GASTOS PÚBLICOS 

    Fico imaginando que nem mesmo o bêbado conseguiria gastar quinze milhões em scotch ou 51 em um orçamento fiscal. mas a imprensa engajada, em especial os da nominada nova ordem mundial, não tem compromisso com fatos ou verdades.  Esta última do condensado merecia mesmo a resposta que o Presidente  deu! 

    ACERTOS  

    Não sei de todas as cidades, mas por aqui Camon   e  Rafael já puseram a tigrada no bornal e la nave vá! O Franceschini está de boa, com as promessas e mandando na Câmara. Disseram para ele no Palácio que vão dar de um tudo.  

     Camondonguinho quando vai inaugurar uma obra? Dubaitinhos fica pronta quando? 

    E verdade que vão eleger o tal Secretário de Educação do Camondonguinho Menino Simpatia? O Governador disse que ganha todas dos mestres, sem carinho! 

    Só para quem entende: “Bolacha: Tenho ouvido horrores em relação ao terminal  alcooleiro de PARANAGUÁ”! Vá você mesmo exigir providências do GAECO antes que te ponham numa queimadura gigante e você vá conhecer o Zum zaravalho! 

    ELEIÇÃO NA CÂMARA FEDERAL 

    Rodo já passado e Lyra ganha de tala erguida. Talvez isto possa finalmente destravar a pauta das Reformas, sem as quais retroagiremos! 

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI 

    E favor de todos aqueles que perderam parentes, amigos e colegas, esposas e esposos, filhos para esta maldita pandemia! Em favor dos que pela Graça Divina se recuperam e em especial em favor de todos os profissionais da área de Saúde, desde o mais graduado médico ou cientista ao  servidor de serviço de limpeza. Heróis, todos eles! AMÉM!!

    Ogier Buchi

  • Vida e desenvolvimento pessoal

    O desenvolvimento pessoal é hoje um conceito chave na manutenção da vida humana. Já escrevi em outras postagens sobre o reconhecimento dos limites pessoais, sobre o processo de mudança, sobre o sentimento de estar em evolução. Todos esses conceitos estão atrelados ao desenvolvimento pessoal.

    Sobre o desenvolvimento pessoal

    O conceito de desenvolvimento pessoal engloba em si duas ideias de desenvolvimento: uma, como sujeito biológico psicológico, com as mudanças corporais e os processos de maturidade e senescência do corpo e da mente; outra, com o desenvolvimento da intelectualidade e a da base de conhecimento. O segundo é, necessariamente, fruto do primeiro, portanto os dois são inseparáveis apesar de no dia-a-dia acontecerem de forma estruturalmente diferente.

    Ser uma pessoa melhor, ou fazer as coisas melhor, enfim, buscar aperfeiçoar-se frente aos desafios morais e práticos do mundo é uma herança greco-romana encampada pelo cristianismo e trazida até os dias atuais cercada de muitas transformações. O que para Platão ou Sócrates era uma busca pela perfeição ou por ser um Atenienese melhor para a Polis, passou para os tempos atuais, a ser uma relação entre aquisição técnica, diplomas e comportamento moral.

    Assim sendo, o desenvolvimento intelectual do conhecimento pessoal passou a ser formalizado como algo fundamental ou importante no ocidente, a partir da cultura greco-romana. Como fruto desse processo que já tem seus 2500 anos, temos o presente onde vivemos e as transformações operadas pela humanidade no mundo que nos cerca.

    No tempo contemporâneo, não adianta só ser bom no que se faz, é preciso ter certificações que garantam e assegurem a qualidade de suas capacidades. Por outro lado, de nada adianta tudo isso se ninguém sabe dessas capacidades certificadas. Assim, comunicar é preciso.

    As redes sociais se transformaram em ferramentas poderosas para essa comunicação das capacidades individuais no espaço coletivo. Mas, por outro lado, elas são poluídas por um marketing pessoal ruim, confuso e oportunista. Essa equação de três pilares (qualidade, certificação e comunicação), bastante psicótica, que garante a veracidade das capacidades do indivíduo que versa suas qualidades e serviços, por outro lado, abre brechas poderosas para a mentira e falsidade. Assim, nas redes sociais, a imagem da água pura pode na verdade ser óleo bem maquiado.

    Mas, essa não é a questão dessa postagem.

    A biologia do processo

    Então, temos de um lado o desenvolvimento da intelectualidade e da base de conhecimento pessoal sobre o mundo. Por outro lado, temo o corpo biológico que dá a base, a sustentação aonde esse conhecimento pode ser adquirido, processado, armazenado e expressado. O cérebro, conectado a todos os outros sistemas de sustentação da vida biológica, coordena com ferramentas biológicas todo o processo de desenvolvimento.

    Essas ferramentas são produtos bioquímicos produzidos estruturas corporais, por células, glândulas, órgãos, etc. São hormônios, neurotransmissores e proteínas produzidas a partir de determinados padrões químicos que podem ser codificados e decodificados como comunicação entre as células e sistemas corporais. Esse sistema de comunicação moldou-se ao longo da evolução da vida e da espécie. E está registrado como um processo de memória muito mais complexo e antigo.

    Temos como herança da evolução da vida um arquivo genético. Esse arquivo nos proporciona determinados talentos e determinados limites trazidos pela nossa herança genética, da seleção natural/cultural sofrida por nossos ancestrais. São potenciais e fraquezas que foram sendo selecionados por padrões de sobrevivência e extinção pelos ambientes naturais (até uns 5 mil anos atrás) e por ambientes culturais (desde uns 5 mil anos atrás). Afinal, o homem venceu a natureza e a substituiu pela cultura.

    Mas, essa carga genética, por si só não faz verão. Ela, sozinha não determina a atuação do indivíduo no ambiente. A interação da informação genética com o ambiente sócio cultural, determinarão como se constitui esse sujeito. A ausência ou presença de estímulos exige do patrimônio genético sua manifestação na realidade de maneiras distintas.

    Na verdade, o patrimônio genético é, literalmente, apenas um arquivo completo com todo o funcionamento e constituição do sistema biológico. Esse arquivo fica guardado no núcleo de cada uma das células do corpo. Está lá para ser consultado pelos demais componentes celulares sempre que um estímulo chega para aquela célula. Sendo assim, ele não atua e não se manifesta diretamente, apenas é consultado constantemente ao longo do processo de vida de cada célula.

    A consulta feita aos arquivos genéticos gera uma resposta que é uma proteína. Literalmente, copia-se um pedaço do arquivo genético como resposta à consulta feita. E é essa proteína quem interage com o ambiente. É ela quem determina a eficiência do indivíduo celular ou sistêmico.

    Novos aprendizados evolutivos são armazenados no patrimônio genético para consultas futuras ou de próximas gerações. Assim, vencer mudanças ambientais drásticas, como a falta ou diminuição de oxigênio, pode exigir anos de treino ou gerações inteiras de adaptação. Virar um ginasta olímpico vai exigir muito anos de treino, começando na infância onde as adaptações ambientais são mais facilmente armazenadas. Aprender a ler e escrever, se o sistema funciona bem, levará um ano ou dois com um bom treino. Caminhar ereto levará um mês ou dois.

    E esse é o primeiro e mais importante limitador no processo evolutivo: aquilo que biologicamente somos capazes de realizar. Sem oxigênio não há vida humana, sem comida a vida humana se extingue, isso é um fator biológico. Crianças sem refeições carregadas de carboidratos e proteínas tem dificuldades de crescer, aprender e desenvolver-se.

    Assim, a base biológica precisa ser capaz de dar sustentação para o desenvolvimento pessoal. Veja, o desenvolvimento pessoal sempre ocorrerá, quando avaliamos individualmente, sempre há avanço, sempre há mudança na direção do crescimento. Quando usamos parâmetros coletivos e fazemos a comparação entre indivíduos, percebemos em áreas específicas, maiores capacidades em um e menores em outro. Mas, olhando para a linha do tempo individual, sempre há crescimento.

    O biológico é feito para se desenvolver, mas nem por isso é menos complexo no início de sua jornada. Ele traz em sua forma inicial todo o potencial da plenitude que pode vir a atingir. A interação com o ambiente, então, é tão importante que, a informação genética presente no núcleo celular, protegida por uma capa proteica, para ser lida, precisa de um estímulo vindo do ambiente. Ou seja, para que a carga genética possa ser acessada, a interação com o ambiente é fundamental.

    A biologia e o estímulo

    Para que o potencial da plenitude possa vir a ser alcançado, é preciso estímulo.

    Mas, segundo a ciência, a base fundamental da vida, os primeiros príons (ou peptídeos) que deram início a primeira manifestação da vida, permitiram lá atrás (7 bilhões de anos) a formação de um patrimônio genético primordial. Um primeiro DNA.

    Nós, humanos, vivendo fora da natureza desde a Odisseia de Homero, vivendo no mundo da cultura e da linguagem, carregamos em nossa memória genética todo o processo de aprendizagem pelo qual a vida passou em toda a sua história evolutiva. Nós temos memória, mas não temos a lembrança, pois esse conteúdo gravado está fora do alcance da consciência.

    São 7 bilhões de anos de experiências passadas hereditariamente e, sempre, a cada geração, acumulando mais conhecimento através do jogo de erro e acerto com os estímulos do ambiente. A extinção e a sobrevivência sendo o crivo da qualidade do conhecimento gerado.

    Uma viagem mais longa

    Podemos fazer uma extrapolação explosiva dessa ideia.

    Segundo a teoria do Big Bang, toda a matéria presente no universo hoje, esteve presente desde o princípio. Ou seja, desde de a explosão inicial, nenhuma partícula desapareceu e nenhuma nova partícula se criou.

    Assim, todos os prótons presentes na constituição dos átomos que compões as substâncias que compões o nosso corpo, estão presentes desde o início da jornada do universo. Acompanharam a partir de um determinado local (em movimento) todo o tempo do universo. Somos tão velhos quanto o universo e tão sábios quanto os nosso registros de DNA.

    No oriente, a noção de desenvolvimento da mente e do espírito, levam a uma jornada de eliminação do Eu (ego, mente, identidade, crenças, sei lá o que) e o encontro com o nada. Esse encontro seria um retorno ao todo, um encontro com a totalidade do universo presente e em contato constante com a nossa existência.

    No ocidente, fortalecemos o Eu, gritamos cada vez mais alto nossos títulos, times, bandeiras, posições políticas. Tomamos cada vez mais partido na direção de nossas lutas de identidade, de acordo com a imagens que temos ou que queremos projetar para o mundo da cultura. Nos desligamos cada vez mais do todo do universo para estarmos cada vez mais em nosso pequeno pedaço.

    Somos feitos de poeira cósmica do início do universo, carregamos o conhecimento forjado pela vida ao longo de sua jornada. A partir do uso da linguagem, pudemos compor, construir um conjunto de memórias coletivas baseadas na comunicação entre indivíduos e geração. A partir da linguagem escrita, pudemos deixar esse conhecimento para a posteridade.

    Mas, a percepção da grandiosidade dessa aventura nos escapa, sempre, todos os dias. Perdemos o brilhantismo dessa odisseia na confusão da resolução dos problemas mesquinhos do dia a dia. Claro, está certo, alguém precisa cozinhar, lavar a louça ou escrever para o blog.

    Mas, sejamos orientalistas em busca do nada para chegar ao todo, ou sejamos ocidentalistas em busca de enriquecer e se projetar, a base, a raiz, é a mesma. Somos fruto de processos quase incompreensíveis e, em geral, chatos de explicar ou discutir. O brilhantismo do estado de existência, o esplendor do processo de desenvolvimento, não é o conhecimento para a prova, mas a percepção e o sentido claro da própria existência com parte da jornada fantástica da matéria e, posteriormente, da vida.

    A jornada em função do amor

    Perceber-se como parte da jornada e, principalmente, a percepção de que essa jornada traz como resultado contemporâneo a possibilidade do amor é o topo de qualquer desenvolvimento pessoal. A possibilidade de amar, a possibilidade de gerar consciente e voluntariamente a próxima geração, que carregará o legado do existir e do desenvolver e evoluir, e ter como principal forma de estímulo o amor, é algo que transcende o papo cabeça dessa postagem.

    Calcule com um pequeno resumo o que eu quero dizer: um determinado próton e ejetado de um explosão tremenda. Por pelo menos 1 bilhão de anos vaga no vazio. De repente faz um aligação com outro próton e passa a formar um primeira substância. Nesse momento ele já se encontra em meio a uma nuvem de poeira cósmica. Faz outras ligações, compões outras substâncias. Ao longo de mais 4 bilhões de anos, esse próton forma substância que se decompões ou se dissolvem e voltam a formar outras substâncias.

    Com 7 bilhões de anos, de repente, ligado à uma longa cadeia proteica que boia a esmo na água. Ele se compões e decompões com diversas proteínas por mais um bilhão de anos. Agora, ele já absorvido e devolvido ao ambiente na medida em que seres derivados das proteínas o ingerem com a substância que ele compõe, digerem e devolvem transformado ao ambiente.

    Esse próton tá ai. Formando a membrana plasmática ou a bainha de mielina de algum neurônio, permitindo que você leia, respire, viva. Somos compostos por uma história muito maior, muito mais longa e muito mais incrível do que aquela que começa na nossa infância.

    Se juntarmos a nossa saga pessoal à saga do universo, termos uma jornada simplesmente espetacular para viver e narrar. Mas, entender que o resultado de tudo que esse próton passou é a capacidade de amar, é a capacidade de alterar quimicamente o corpo a ponto de sentir o amor, isso é a coroação da jornada.

    Amar a si mesmo, amar ao próximo, amar a existência (ou aos deuses se você quiser) é algo indescritível.

    A psicologia das coisas

    E aqui chegamos na psicologia! Um pouco de história e filosofia, um pouco de biologia e bioquímica e temos a base necessária para uma discussão psicológica.

    O jogo de estímulo-resposta é um conceito básico no processo de evolução da vida e, mesmo em ambientes microscópicos e intracelulares, os estímulos são a base para o movimento e para a transformação. Ele constrói uma relação de condicionamento entre o indivíduo e o meio e, até entre o indivíduo e si mesmo.

    No humano, capaz de pensar e gerar sentimentos a partir desses pensamentos, o próprio pensar pode ser um estímulo e o sentir, mais do que uma resposta, pode ser um poderoso reforçador. Mas, em geral, condicionamos, criamos regras para os sentimentos prazerosos. Criamos fechaduras baseadas em pressupostos que impedem e limitam o nosso acesso a esses sentimentos gostoso de serem experienciados.

    Limitamos a alegria, o júbilo, o amor, confiança, limitamos através de regras condicionais. Esperamos que determinados estímulos específicos aconteçam no ambiente ou em nossa vida para que possamos nos deliciar com esses sentimentos. Criamos uma proibição um impedimento: “se eu passar no concurso, então poderei comemorar”.

    Nem todos que vagam, vagam a esmo

    Mas, você existe, a jornada é do caralho, isso por si só já é motivo para celebrar, para se regozijar com a vida. A evolução te preparou para sentir tudo isso sem precisar de condições específicas. O sistema evoluiu ao longo desse bilhões de anos e está pronto para ser usado. Está pronto para gargalhar. O que fazemos é criar a limitação, criar a condição: “só amarei se encontrar uma pessoa assim ou assada”, “só direi palavras agradáveis para o outro quando ele fizer o que e como eu quero”. Assim, escondemos a gargalhada.

    Por fim, a flor mais bonita que poderia surgir nesse jardim, fica escondida atrás do latão de lixo das condições que são criadas. O amor, essa manifestação suprema da existência, fica condicionado a fatores que são estritamente mentais, externos e inflexíveis. Assim, ele não é sentido, não expressado e, tristemente para todos esses prótons que nesse momento do universo viajam em você, não são experimentados.

    O universo traçou uma jornada incrível e a direção, apesar de fundamentalmente aleatória, acabou sendo o amor e, nós, o que fizemos? Criamos uma condição para que ele seja mantido reprimido. O júbilo? Criamos a condição da igreja para que ele só seja sentido pelos condicionados. A alegria? Condicionamos ao dinheiro e a festa, assim só bêbado e rico.

    Assim, o desenvolvimento pessoal precisa ser uma busca específica, um reencontro, um processo de descondicionamento. Veja, não é de desconstrução de si mesmo. Mas, um processo de descomplicar a possibilidade do amor. Descomplicar a possibilidade do júbilo. Descomplicar a possibilidade da alegria.

    Pense: amar, agradecer e sorrir. Esse é fruto do desenvolvimento do universo, da vida e das nossas jornadas.

    Desenvolvimento é facilitar o acesso a esses resultados.

    Raul de Freitas Buchi

  • NESCIUNT QUID FACIUNT (NÃO SABEM O QUE FAZEM) – 24/12/2020

    Em parceiria com

    COLINA DE OGIER BUCHI – 24/12/2020

    SÃO LUCAS, XXII, 34. 

    Como nós bem sabemos é habito de todo e qualquer brasileiro que faça parte verdadeiramente de “povo cordial” de Buarque de Holanda, emitir opinião e mais do que isto, intitular-se Honoris Causa de qualquer assunto que polarize o momento. Vale urbi et orbi. Futebol, política, economia enfim de um tudo! 

    Com o recrudescimento da infestação mortal os ânimos e opiniões estão mais acirrados do que nunca! Sendo assim acho oportuno lembrar uma das inúmeras definições de vacina; 

    Vacina é um tipo de substância (vírus ou bactéria) que é introduzida no corpo de uma pessoa de um animal para criar imunidade a uma determinada doença ou para curar uma infecção já instalada. 

    A imunidade criada através da vacina baseia-se na capacidade de reação do organismo aos agentes infecciosos ao produzir anticorpos que combatam esses agentes. 

    Quando uma pessoa ou animal são vacinados contra uma determinada doença, passam a ter imunidade em relação a essa doença. 

    A primeira vacina foi descoberta em  pelo médico inglês Edward Jenner em suas observações sobre a influência da varíola bovina nas pessoas que ordenhavam os animais infectados. Aliás, a palavra “vacina” deriva do termo Latim “vaccinae”, que significa “da vaca”. 

    Jenner observou que o agente infeccioso da varíola bovina ao entrar em contato com o organismo humano provocava sua imunidade a essa doença. 

    Outras importantes vacinas foram descobertas a seguir: contra a raiva (desenvolvida por Pasteur em 1885), contra a poliomielite (paralisia infantil), a cólera, a febre amarela, a hepatite, o sarampo, o tifo, a tuberculose, a gripe, e, ainda, contra difteria, coqueluche e rubéola (vacina tríplice). 

    A vacinação é o modo mais eficaz de evitar diversas doenças imunopreveníveis. 

    As campanhas de vacinação promovidas Ministério da Saúde têm o objetivo de controlar (ou mesmo erradicar) doenças no território brasileiro “. 

    Bem, você leitor pode observar que já sabia disto! Não duvido, mas quis enfatizar, apenas com o intuito de lembrar que em nenhuma hipótese o assunto pode ser tratado por indivíduos sem a mais profunda qualificação em relação à infectologia e a Medicina! 

    II VACINAS,,

    Lewandoski

    Deixar a infectada e mais infectada do que nunca classe política decidir esta matéria é expor a vida da população a beócios guiados pelo farol e cupidez do poder! 

    Quando me refiro à classe política incluo até o último fio da seda das vestimentas dos Ministros do Supremo Tribunal Federal que de há muito se esqueceram dos princípios mais comezinhos da isenção do julgador para vestir camisetas partidárias coladas nos seus corações!  

    Imaginar um cabra como Lewandoski que destrói a Constituição decidindo o futuro da saúde dos meus netos me apavora! Já não basta o fato de que eles põem a população em risco proibindo a ação da polícia e soltando a bel talante traficantes, agora decidem em unanimidade que você tem que se vacinar. Faço parêntese para lembrar que em 6 de fevereiro Bolsonaro e Mandetta, já haviam decidido pela tal obrigatoriedade. Se não lembra visite o Diário Oficial da União. Portanto, não inovaram. O que me agride e ofende e ouvir um inepto em ciência médica entortar a boca mais do que nunca para legitimar o que a própria ANVISA não fez. 

    Quanto às vacinas propriamente ditas há que ter comedimento e cautela ao expor opinião, porque nosso conhecimento sobre o assunto advém das generalidades que tanto combati acima. 

    GENERALIDADES 

    O sentimento pessoal que tenho em relação à administração pública e o que o dia a dia nos oferece é de frustração e estarrecimento. Frustração porque a pandemia acabou com a minha esperança em uma etapa liberal  que por força da realidade de um País pobre com umas das piores distribuições de renda do mundo sepultou a ideia de economia de mercado. Com efeito, a nossa realidade é de economia social desenvolvimentista o que nos fez regredir ao século passado! 

    Estarrecimento em face da crescente corrupção que imagináramos todos havia sofrido um grande retrocesso com a LAVAJATO! 

    Não sofreu! Quando lemos notícias sobre os executivos estaduais, assembleias, câmaras municipais, câmara federal e senado (tudo minúsculo como o comportamento deles) nos sentimos lesados nos nossos interesses ditos republicanos. 

    Passo todos os dias ao vir para o escritório pelo Centro Cívico e me deparo com o acampamento dos policiais aposentados! Melhor retrato de uma administração não poderia existir. 

    O grande feito do atual governo foi privatizar a Copel Telecom! E de pasmar e sentir engulhos, mas é o que tem o rapaz do governo para relatoriar! 

    E ASSIM EM RELAÇÃO AO TODO.  

    Todavia meu maior estarrecimento é em relação ao resultado das eleições, que apresentou uma aprovação absoluta do que aí esta. 

    Excetuando Ponta Grossa, onde há dúvida sobre a higidez da vitória da situação nos demais municípios houve a macia aprovação do que aí esta. 

    Então fica assim; cada povo tem o Governo que merece! 

    Usina de Biogás de Ponta Grossa. 

    Muito bom. Progresso! Parabéns Marcelo e princesinos! 

    Esperança! 

    AGRADECENDO A CONFIANÇA DOS FEDEGER ESPERO QUE EM 2021 POSSA ESCREVER COLUNAS MAIS FELIZES E OTIMISTAS!  

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI 

    Walmor Weiss! 

    O Paraná perdeu um incansável batalhador pelas causas paranistas das mais diversas naturezas! Eu perdi um amigo de qualidades admiráveis! Meu especial carinho à família! Amém. 

  • Homeopatia Ciência e o M8

    O uso de modelos com células ou animais permite a observação de respostas diretas, que eliminam a subjetividade e a especulação em relação ao efeito placebo, principal crítica em relação a estudos com seres humanos

    A falta de estudos conclusivos que forneçam informações sobre o funcionamento da homeopatia, levou-nos a testar alguns medicamentos homeopáticos, amplamente utilizados por médicos homeopatas, usando como modelo biológico macrófagos peritoneais de camundongos. Sabe-se que as culturas celulares são particularmente apropriadas como um sistema de triagem inicial na pesquisa farmacêutica, quando são estimados possíveis efeitos moduladores de novos fármacos.

    Esse modelo experimental parece ser particularmente útil na avaliação dos efeitos dos tratamentos homeopáticos, devido à grande possibilidade de dados para análise estatística, sem as desvantagens da triagem clínica.

    A ativação de macrófagos representa um dos primeiros eventos na resposta inata. Os mecanismos da imunidade inata e adaptativa são, no entanto, interdependentes. Essa intercomunicação também é realizada através de macrófagos, que participam da produção, mobilização, ativação e regulação de todas as células efetoras do sistema imunológico.

    Eles interagem reciprocamente com outras células, o que causa a alteração de suas propriedades, para funções imunológicas especializadas. Os macrófagos têm um papel importante na secreção de várias citocinas, além de atuarem como células apresentadoras de antígenos (APCs).

    No curso da reação inflamatória, os mecanismos pró-inflamatórios são mais importantes para garantir a eliminação da causa infecciosa, tóxica ou alérgica, sendo muito importante para a homeostase e a integridade do tecido. No entanto, é obrigatório que o processo inflamatório, uma vez induzido, não aumente progressivamente, mas seja regulado e diminuído para permitir a cicatrização.

    A ação descontrolada de enzimas proteolíticas e o processamento de mediadores químicos e radicais livres podem agravar a situação em alguns casos. Assim, a inflamação faz parte da complexa resposta biológica dos tecidos do corpo a estímulos prejudiciais e é uma resposta protetora que envolve citocinas, células imunes, vasos sanguíneos e mediadores moleculares.

    A função da inflamação é eliminar a causa inicial da lesão celular, limpar células e tecidos necróticos danificados pelo insulto original e iniciar o reparo do tecido. Portanto, a inflamação é uma resposta genérica e é considerada um mecanismo de Imunidade Inata.

    Os macrófagos são o grupo mais importante de células fagocíticas de vida longa, compreendendo a linha fagocítica mononuclear, que inclui monócitos sanguíneos, fagócitos residentes em tecidos ou ligados à camada endotelial de capilares sanguíneos e fagócitos perambulantes – pulmonares e peritoneais. Os monócitos permanecem em circulação por cerca de 1-3 dias, de onde migram para os diferentes tecidos, onde se diferenciam e formam uma população residente de macrófagos, com tempo de vida variando entre 2 e 4 meses, com exceções.

    Depois de penetrar nos tecidos, eles começam a aumentar de tamanho e seu diâmetro pode aumentar até cinco vezes, chegando a 60 a 80 μm. Além disso, o desenvolvimento de um número extremamente grande de lisossomos no citoplasma, dando a aparência de uma bolsa cheia de grânulos. Nesse estágio, eles se tornam extremamente capazes de combater agentes infecciosos nos tecidos.

    Os macrófagos ativados são um pouco maiores que os não ativados, principalmente devido ao aumento do volume citoplasmático. Eles têm atividade metabólica, motilidade e atividade fagocítica rapidamente aumentada, sendo muito mais eficientes na destruição de bactérias, vírus, e outros patógenos.

    A ativação de macrófagos representa um dos primeiros eventos na resposta inata. Os mecanismos da imunidade inata e adaptativa são, no entanto, interdependentes. Essa intercomunicação é realizada através de macrófagos, que participam da produção, mobilização, ativação e regulação de todas as células efetoras do sistema imunológico. Os macrófagos podem desempenhar essa função de maneira direta, envolvendo a liberação de produtos como radicais oxigênio e nitrogênio e TNF-α que são prejudiciais aos microorganismos e células cancerígenas.

    Ou eles podem ter uma ação indireta nessas atividades pela secreção de citocinas, que sinalizam a outras células, como linfócitos T, ou pelo processamento e apresentação de antígenos, regulando o sistema imunológico e se envolvendo no processo infeccioso, modulando a resposta imune e inflamação.

    O TNF-α é uma citocina inflamatória que desempenha um papel fundamental bem estabelecido em alguns modelos de dor, desempenhando papel importante na hiperalgesia inflamatória e neuropática. As citocinas anti-inflamatórias são uma série de moléculas imunorreguladoras que controlam a resposta pró-inflamatória das citocinas.

    Essas citocinas ou antagonistas específicos agiriam para interromper o ciclo de hiperexcitabilidade que ocorre nos neurônios sensoriais, fornecendo uma nova abordagem terapêutica não-opióide para o tratamento da dor patológica devido à inflamação ou lesão do nervo periférico.

    As prostaglandinas (PGs) são mediadores bem estabelecidos da inflamação. A prostaglandina E2 (PGE2), a principal PG produzido durante a resposta inflamatória, desencadeia hipersensibilidade à dor. Os anti-inflamatórios não esteróides são moléculas analgésicas poderosas que inibem as ciclo-oxigenases (COXs), enzimas-chave das vias biossintéticas da PG.

    No entanto, os efeitos benéficos desses medicamentos são contrabalançados por graves efeitos colaterais de longo prazo, como ulcerações gástricas ou disfunções cardiovasculares.

    ​​ Algumas pessoas reagiram negativamente ao fato de termos juntado a palavra homeopatia à ciência. Então, penso que é interessante refletir sobre o que a ciência realmente significa e o que são crenças. A crença é o estado psicológico em que um indivíduo adota e se apoia em uma proposição ou premissa da verdade ou mesmo em uma opinião ou convicção formada. Nós nos esforçamos para manter as crenças que já temos.

    Peirce disse: “Nos apegamos tenazmente, não apenas para acreditar, mas para acreditar exatamente no que já acreditamos”. A stricto sensu, a ciência é um conjunto de conhecimentos produzidos através dos rigores do método científico. A ciência não se considera dona da verdade absoluta e inquestionável. Do racionalismo crítico, todas as suas “verdades” podem ser quebradas com evidências.

    A ciência cria modelos e tira conclusões sobre a realidade intrínseca e inerente ao universo natural, usando observações cautelosas da natureza, experimentação e os fatos desses resultados. A ciência é um corpo de conhecimento sistematizado adquirido através da observação, identificação, pesquisa e explicação de certas categorias de fenômenos e fatos e formulado metodicamente e racionalmente.

    As mudanças mais recentes e significativas nos paradigmas científicos nos tempos modernos se devem, no entanto, não à física, mas à outra área da ciência natural, a biologia. Parece que, apoiada pelo avanço científico-tecnológico, a biologia será para a ciência do século XXI, o que a física representou para ela no século XX.

    Isso porque se percebeu que, através da observação e experimentação – do método científico – era possível não apenas entender o mundo ao nosso redor, mas também impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias e, assim, melhorar a qualidade de vida. Nesse sentido, embora não exista por si só, mas como produção humana, a Ciência é de longe a ferramenta mais indispensável para a manutenção do progresso.

    O pensamento dogmático coloca as ideias como superiores ao que é observado. Não importa o quanto se observe fatos que destroem o dogma, uma pessoa com pensamento dogmático preservará seu dogma. Para a Ciência, uma teoria é composta de um conjunto de fatos e ideias, e se você observar fatos que provam a falsidade da ideia, o cientista tem a obrigação de modificar ou reconstruir a teoria. Na Ciência, precisamos manter os olhos abertos, vivendo plenamente e aceitando tudo o que o mundo e as pessoas ao nosso redor podem ensinar.

    Com a homeopatia, também fazemos Ciência com qualidade, metodologicamente correta, reproduzível e cuidadosamente avaliada. NÃO trabalhamos com crenças, “acredito que funciona”, “não acredito em homeopatia”, e assim por diante. Crenças são pessoais, crenças nas doutrinas são pessoais. A homeopatia é uma especialidade médica, é como não acreditar em ortopedia, em ginecologia, etc. são especialidades médicas.

    A homeopatia é apenas outro tipo de tratamento. Assim como algumas pessoas reagem melhor à dipirona, outras ao paracetamol, outras à homeopatia. Então de mente aberta, limpeza no coração. Seja ou não do seu agrado, com a Homeopatia também se faz boa ciência.

    E com toda a tecnologia existente atualmente, com todos os recursos financeiros mobilizados pela indústria farmacêutica, a humanidade continua sem ter medicamentos que atuem diretamente contra vírus. Sejam viroses novas como Covid-19, não tão novas como dengue ou HIV, ou uma simples gripe.

    Como as viroses são combatidas com medicamentos que as combatem indiretamente, como os analgésicos e anti-inflamatórios (que bloqueiam a inflamação=defesa) nem sempre são bem-sucedidos. Vemos essa impotência da medicina atual inclusive em viroses simples como as gripes anuais. O médico geralmente prescreve repouso e boa alimentação, pois é necessário que o próprio organismos se defenda.

    E o complexo M8 é o resultado de mais de 20 anos e pesquisas, comprovadamente modulando o sistema imunológico, não bloqueando ações, mas modulando as mesmas, diminuindo as dores, diminuindo infecções virais, permitindo que o organismo se regenere, e o melhor, sem efeitos colaterais.

    Raul de Freitas Buchi

  • HÁ UMA OUTRA FORMA DE COMBATER O COVID

    O novo coronavírus, 2019-nCoV, tem causado um certo pânico em vários países já que, até o momento, não existem vacinas ou medicamentos antivirais aprovados para prevenção ou tratamento da Covid19. As autoridades responsáveis pela saúde coletiva perderam o controle sobre a disseminação do vírus, pois pessoas sem sintomas podem infectar outras pessoas. Quanto mais se multiplica, mais casos existem e maior o risco de mutação.

    Uma vez que este é um vírus cujo material genético é de RNA, já deve ter sofrido mutações e continuará a mudar enquanto continuar a circular nos seres humanos. Isso acontece normalmente com alguns vírus, como por exemplo o vírus da gripe, razão de termos imunidade permanente, mesmo vacinando. Portanto para sarampo, pólio, etc., nossas células de memória do sistema imunológico sempre que entramos em contato com esses vírus, elas são reativadas e podemos nos defender.

    Em relação a alguns vírus isso não é possível por que ele está mudado, fica diferente cada vez, e nosso organismo não o reconhece. Além disso para alguns vírus que “sabem” se esconder dentro de nossas células, não conseguimos produzir vacinas. Veja o caso do HIV que circula entre nós desde a década de 80 e após 40 anos continuamos sem ter vacina.

    O que pode nos defender contra esse vírus e manter a imunidade inata, também chamada natural ou Th1, ativada. A imunidade, a defesa, se faz por meio de células e moléculas, todas interagindo e todas importantes. Acho que todo mundo já viu algum filme onde uma sentinela é responsável por vigiar um forte, uma fortaleza, e que dá o aviso da invasão.

    É comum esse vigia se cansar ou adormecer e quando dá o alerta, já é tarde, a defesa dessa fortaleza fica muito mais complicada. No nosso organismo a célula que faz o papel de sentinela é o macrófago. Por isso essa célula se encontra em todas as possíveis portas de entrada do nosso organismo: pele, todas as mucosas (oral, no aparelho digestivo, respiratório, urinário), sistema nervoso central e periférico, revestindo capilares sanguíneos e linfáticos, órgãos como fígado, baço e pulmões, enfim, em todo o nosso organismo.

    E é produzido pela medula óssea, que produz nosso sangue, continuamente lançado na corrente circulatória, invadindo os tecidos e substituindo os mortos em combate. Mas assim como as sentinelas humanas eles nem sempre estão muito atentos, tanto que em inglês o termo usado para os macrófagos residentes é “resting macrophages”.

    Portanto a resposta imune inata não apenas exerce uma função protetora importante, mas também serve para iniciar e regular as defesas via resposta imune adquirida subsequente. E sabem qual é a boa notícia? Após mais de 20 anos de pesquisa, com todos os controles cuidadosos, sabemos que existe um complexo homeopático muito eficiente, na verdade existem vária homeopatias boas, mas a de ação mais rápida que vimos até agora foi encontrada no medicamento codificado como M8.

    O M8 não é uma vacina, mas pode impedir o desenvolvimento da Covid19 ativando nosso Sistema Imune inato, e, mesmo que o vírus sofra mutação ou recombinação, ainda assim as células CD8, NK e macrófagos podem reconhecer as células portadoras do vírus e permitir a produção de anticorpos específicos pelos linfócitos B.

    Como o complexo m8 pode nos proteger contra um vírus mutante ou recombinante como o causador da covid19?

    Brasil: Farmácia Homeoterápica

    Mais informações

  • O COVID E OS CATECÚMENOS – 11/12/2020

    Em parceria com:

    COLUNA DE OGIER BUCHI – 11/12/2020

    Confesso que de há muito não me deparava com o vocábulo! Todavia, leitor voraz que sou, visitei a coluna do brilhante Dr. Carneiro Neto, o luminar da Vila Estrela, de nossa amada Ponta Grossa, e ele na sua modéstia se intitula como se um iniciante fosse! Não é, texto impecável, que convoca os participantes do pleito político esportivo, a uma postura de construção solidária! Convida homens a postarem-se com desprendimento e grandeza que os supere nas suas individualidades! Pelo bem da coletividade que eles representam espero que aceitem o conselho do torcedor do Guarani, Carneiro que no que lhe sobra de coração esportivo também torce pelo time da Buenos Aires! Tem lugar para o Fluminense de Elba de Pádua Lima, o estrategista maior! 

    Se escrevo sobre Carneiro a saudade me faz reverenciar Vinicius Coelho e João de Pasquale! Tempos felizes…!  

    O COVID E OS CATECÚMENOS II 

    Nesta semana à medida que recrudesceu a contaminação pelo vírus, nos deparamos com a irrefutável verdade sobre o grupo de homens e mulheres escolhidos pelos brasileiros para comandar seu destino como cidadãos! 

    Verdade que faz caber à qualificação catecúmenos a filipeta! 

    Noviços todos, que sobrepõe seus interesses políticos partidários, leia-se poder, a saúde pública e, portanto a vida dos brasileiros! 

    A disputa insana pelos holofotes da vacina produz um estado mental nos dirigentes nacionais, regionais e municipais, que expõe seus defeitos de caráter de forma desmesurada. 

    Dória, expoente do mau comportamento, desconhece as mais comezinhas regras de educação, ética e atropela o pacto republicano passando literalmente por cima das fronteiras regionais e dos seus pares governadores! Claro, prefeitos oportunistas desde logo se aliam a Dória como se não houvesse amanha e não precisassem dos seus Governadores. 

    INSTALADA, PORTANTO A GUERRA DE BABUÍNOS! 

    Do Governo Federal se espera o que em tese, tem de melhor para dar, a saber, “uma ordem unida” em relação à vacinação do povo brasileiro de forma estruturada, legal, dentro, portanto das normas sanitárias e um mínimo de objetividade nas manifestações do General da Saúde! Exatamente pensando assim Pazzuelo deixou claro que vai comprar vacina aprovada pela ANVISA e que ofereça as condições de preço e entregas desejáveis!  

    Antes que isto aconteça, porém, continuam todos, inclusive o General, merecendo ser nominados na melhor hipótese de catecúmenos! 

    O JEITINHO DA SÚCIA! 

    A ANVISA é criticada historicamente como o são todas as agências reguladoras do Governo! 

    E as críticas na sua imensa maioria tem fundamento, em face da morosidade dos processos e de eventuais desvios de conduta de servidores. Todavia os diferentes golpes que estão sendo perpetrados em nome da liberação de vacinas tem que ser contidos e repelidos com força pela cidadania. Gostemos os não TODOS os remédios consumidos pelo povo brasileiros são obrigatoriamente certificados pela ANVISA.  

    Não importa de onde venha, qual a origem e que politico catecúmeno é o padrinho e interessado na vacina! Importa que ela seja validada pela ANVISA e depois disto os babuínos que atirem bosta entre si! CORJA. 

    OS MISERÁVEIS 

    Assisti como todos, estarrecido a revolta dos miseráveis da crakolândia paulistana. Similares a esta ainda que em dimensões menores existem em todo o País como se sabe! 

    Pois bem, a imagem destes homens e mulheres me levou a revista a Jean Valjean, personagem da obra de Victor Marie Hugo, que por um pedaço de pão passou décadas no cárcere! 

    A sociedade dividida e  fragmentada é o ideal pregado pela malta que trafega nos ensinamentos de Gramsci! Victor Hugo escreveu nos anos oitocentos e desde logo ativista de direitos humanos que era que a divisão só aprofundaria mais e mais as diferenças sócias. Era obviamente contra a luta entre classes porque pregava a cooperação! 

    Ora, o levante dos miseráveis paulistanos é só a antevisão do que poderá ocorrer em nosso País, na medida em que se aprofunde o caos econômico e se revelem positivadas as teses da divisão em grupos e classes. 

    As recentes eleições mostraram que a insatisfação é real e que as teses das minorias alcançam arautos capazes de seduzir grandes grupos. Nestes, todos de alguma maneira se consideram os Valjean deste imenso País! 

    Pois é do mesmo escritor, Hugo a lição que  “um mundo onde há cooperação e não luta de classes”. Já falava em recomposição da sociedade liberal como solução para sociedade igual!  Para pensar, leitor! 

    ASSEMBLEIA 

    Destaque para a capacidade de trabalho de Romanelli e Hussein Backri. Os dois não se intimidam com a dificuldade de suas principais tarefas. Romanelli busca apoio para sua luta contra as tarifas milionárias do pedágio a ser regulamentado. Chamou o MP estadual para ajudar.  Backri é o Líder do Govinho! Ser líder do Govinho o homem da vacina Sputnik e da Matinhos Dubai, e ao mesmo tempo enfrentar os policiais em frente do Iguaçu não é fácil. Aplaudo os Deputados citados! 

    CÂMARA MUNICIPAL DE CURITIBA 

    Pois é! Não puniram seus pares que meteram a mão no jarro, e agora querem punir a cidadania com multas de até R$ 150 mil reais!  

    CÂMARA FEDERAL E SENADO! 

    Álvaro Dias, Flávio Arns e Oriovisto Guimarães

    E o que temos a ver? Tudo certamente. Como votarão os três Senadores do Paraná? Álvaro vai ou só vai na última hora? E na Câmara Federal quem está com quem? Só uma observação: quem está com Nhonho Maia está contra as tão fundamentais reformas! Está contra o progresso da Pátria! 

    TURISMO

    Gilson Machado e Bolsonaro

    Espero que o novo Ministro do Turismo, indústria sem chaminé, seja muito, mas muito melhor Ministro, que é sanfoneiro e cantor! Arrehhhh! 

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI 

    Por todos que sofrem em decorrência do Covid! Senhor esteja atento aos que querem lucro financeiro e politico na pandemia. Arrebente com eles! Amém 

  • A ESQUERDA ESTA DE VOLTA? SÓ ENFRENTA QUEM AGUENTA! 04/12/2020

    Em parceria com:

    COLUNA DE OGIER BUCHI – 04/12/2020

    Nesta semana li inúmeras manifestações de júbilo pelo desempenho de Boulos no recente pleito. Desde a jornalista que há trinta anos mora em Curitiba, mas paulistana de origem disse: “o candidato acalentou meu coração que se encheu de esperança”, até políticos profissionais que fizeram questão de encontrar repentinamente em Boulos o seu modelo mítico! Estes últimos foram naturalmente acompanhados pela turma que se autodenomina “progressista”! 

    Bem, desde logo louvando o que deve ser louvado, a prática democrática remanesce a pergunta. O que esta pros trás disto. A quem aproveita? 

    Ora a mais ligeira lição de humildade e respeito ao passado recente, prova que aproveita a 44 milhões de brasileiros que disseram não ao modelo ora no poder! 

    Aproveita aos progressistas que deram uma inequívoca demonstração de força, senão elegendo seus representantes como em Recife a mais importante e significativa capital do Nordeste, tendo participação relevantíssima como em Porto Alegre e amealhando mais de dois milhões de votos em São Paulo. 

    O leitor desde logo pode me refutar lembrando que o PT desidratou e sumiu do mapa. Trata-se do reflexo da conduta de Lullas, Gleyses, Bernardos e outros desta sucia!  

    Ocorre que a esquerda já trocou de embalagem de há muito.  As Universidades tem a cor do PSOL desde 2014! 

    As pautas da  realidade passam pelos temas que já abordei aqui a semana passada e esta salada vanguardista não se resume por certo a um ideólogo apenas, Gramsci, mas tem outros expoentes, como por exemplo, Michel Foucault, que teve seu auge no longínquo 1960, inspirador que foi dos eventos de 1968 de Paris! 

    Lembro o personagem para enfatizar que seu discurso dá suporte a vanguarda ou ao nominado marxismo cultural, que em essência ataca os sistemas disciplinares da sociedade por entendê-los suporte do poder do capital. 

    Destaco mais, que Foucalt, descreveu o delinquente como “uma vitima das invenções do sistema capitalista”. 

    Pois bem, se você não encontra semelhança do dizer e na estrutura das decisões do STF, estou perdendo meu tempo e você o seu ao ler a coluna. 

    Todavia, se você concorda que  a esquerda é mais viva e aparelhada do que nunca na Pátria Amada, enfatizo que a captura das almas, corações e mentes esta ativa e colhendo resultados inquestionáveis! 

    E A CHAMADA DIREITA? 

    Aqui em Curitiba, por exemplo, elegeu tão somente um vereador, com votação menor a que o próprio houvera obtido em 2016. Lembrando que setores de posição mais ao centro imaginam que as vitórias do DEM em Curitiba, Salvador e Rio de Janeiro signifiquem melhorias para o Brasil! Sério? O DEM de Nhonho Maia, Alcolumbre, Mandetta e do próprio Paes? 

    Qual será o contraponto? O discurso para o futuro? Quem de fato é líder da direita, e o que isto realmente significa. Quem? 

    Para contribuir com a reflexão lembro ensinamento de Roger Scruton: 

    “As ideias de base do Conservadorismo são as de lealdade, obediência, comunidade e tradição! A visão da conservadora da sociedade e aquela segundo a qual devem predominar as instituições autônomas e as iniciativas privadas, e em que a lei protege os valores compartilhados que mantem a comunidade coesa, em vez do direito daqueles que a dissolveriam”!  

    Como diria o festejado cronista esportivo Fernando Gomes: “Pense nisto, meu caro”!  

    NA REAL 

    Indiara Barbosa
    Amália Tortato

    Na real na quarta-feira (02) as duas vereadoras eleitas pelo Novo, Indiara e Amália, lépidas e fagueiras adentravam os salões da Prefeitura de Curitiba! Mas já? 

    O que nos separa da politica como ideal, e  a desprezível realidade por certo será a  justificativa das recém-eleitas fiscais do povo, para visitar o alcaide a ser fiscalizado! Como diria minha inesquecível parceira de Jornal Ruth Bolognese: “Vergonha das comadres”! Diz que até a menina Dartora já foi lá! 

    MAIS DINHEIRO PARA O TRANSPORTE COLETIVO?  

    Não gostou cidadão? Passou pela Câmara Municipal que você elegeu em 2016 e em inúmeros casos reelegeu! Os novos? Veremos, por hora, nada de Novo!  

    E O GOVERNADOR? 

    Pois é! Nesta noite refleti muito  em relação aos últimos atos de Sua Excelência! E indaguei o que faria? E  transfiro a pergunta você leitor? Se estivesse no lugar do Governador o que faria? 

    Respondo por mim! De fato não sei. Sou advogado e professor, não sou medico nem cientista da saúde! Estivesse com a incomensurável responsabilidade publica sobre a vida dos paranaenses não daria um passo, uma mínima ordem sem estar extremamente orientado pela comunidade médica. Tenho certeza que é o que Carlos Roberto Massa Junior esta fazendo! 

    DEPOIS DA VACINA 

    Então todos afirma que o presente de Natal vem em forma de picada! Para os mais corajosos no bração, para os menos na bunda! Quem diria que depois de velho eu assistiria os galos cinza pedindo a Papai Noel para levar uma picada na bunda! Oremus. 

    FALANDO SÉRIO 

    A bandeira vermelha autorizada no setor de produção de energia elétrica me acendeu a luz em relação ao déficit em relação à produção de energia, saneamento e logística.  

    Acompanho com interesse o tema porquanto entendo que enquanto não enfrentarmos com coragem, espirito publico, firmeza e legislação moderna o desafio  da Infraestrutura continuaremos sempre atrasados e dependentes da riqueza do agro. 

    O BRDE oferece uma linha especifica de financiamento para produção de energia solar segundo informações da Diretoria. Alternativa interessante, posto serem os financiamentos do Banco sempre proativos. 

    Todavia desejo saber, por exemplo, quando a Sanepar vai evitar a perda de agua, nas suas vetustas instalações. Afirmam técnicos que em alguns casos há perda de até trinta por cento na distribuição!  

    Enfim, os desafios são enormes! Como serão enfrentados e a pergunta que remanesce! 

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI 

    Cristiano Santos

    Em intenção do menino Cristiano Santos e de todos que lutam pela recuperação! Amém

  • GRANDES VENCEDORES DE 2020 – 27/07/2020
    COLUNA DE OGIER BUCHI – 27/07/2020

    Camondonguinho mais uma vez deu uma aula. Venceu em 128 Municípios, especialmente em Curitiba, Maringá, Cascavel e coleciona vitórias impressionantes. Sem embargo um vencedor de eleições!  

    Mais uma vez, venceu antes de começar a campanha! Com capacidade de “acertar” posições e atingir competentemente os acessáveis de ocasião, resolve a corrida antes do start. 

    Quando não ele diretamente, Bozena de Pato Branco ou alguém muito próximo costurou as vitórias. Todavia quando não deu certo foi para o pau e ganhou na raça como fez em Guarapuava! 

    Prepara-se para um segundo mandato em céu de brigadeiro, pelo menos no que tange as construções políticas. 

    Acertou Rafael que encerra carreira na Prefeitura, posto que Brasília não é seu desiderato! 

    Camondonguinho é marca e fenômeno individual, como os números mostram. Seus dois partidos não fizeram 90 mil votos em  Curitiba, mas ele elegeu um Prefeito de 400 mil votos.  

    Ladino com o poucos, característica atávica, arisco e rápido não caiu na ratoeira da indicação à Presidência, afirmando desde logo que serviria melhor ao Paraná ficando por aqui. Protegeu-se da cimitarra do Planalto. 

    E necessário enfatizar que as obras (poucas) que existem no Paraná são federais sendo o estado coadjuvante, exigindo de Camondonguinho a fidelidade e proverbial prudência!  

    Seu maior feito, todavia foi romper o cordão com o pai! Fato que foi ajudado e muito pelo prestígio e popularidade do pai, mas episódio recente ocorrido nas entranhas do mundo dos Precatórios mostra que Carlos Roberto Massa Junior é de fato o Governador do Paraná! 

    Por último a destacar o sapeca iaiá que ele, o pai e o rapaz da SEDU, o Orteguita, tomaram na terra deles Jandaia! Será que quem conhece a ninhada não vota nela?   

    MAIS VENCEDORES  

    Eduardo e Daniel Pimentel
    Giovanni Gionédis e Rafael Grega

    Giovanni Gionédis! Ganhou mais uma, sendo o grande nome histórico dos bastidores das eleições de Curitiba. Hours concours! 

    Irmãos Pimentel: jogaram com coragem e maestria. Parabéns. Ao fundo a sapiência do avo, aliás, festejado esta semana pelo grupo Barros na velha e linda Garibaldi!  Sob a ótica partidária o NOVO com velha metodologia, chegou lá. E bem! De quebra emplacou uma belíssima votação para a jovem vereadora Indiara Barbosa.

    O PT RESSURGIU. E ESTE FATO MERECE DESTAQUE E EXPLICAÇÃO!

    O fato inquestionável é que o leitor jovem foi seduzido pelas novas pautas da esquerda, que claramente abandonou o materialismo dialético de Marx e Engels e se encantou pelo discurso das minorias que compõe a revolução preconizada por Gramsci! 

    Os nichos de sucesso dos recém-chegados do PT  por óbvio diferem da também bem sucedida Professora Josete que sustenta o discurso do capital x trabalho em especial na esfera da  Educação! 

    A jovem Carol Dartora irradia simpatia. Bonita, risonha e profundamente engajada nos projetos contra violência racial  e educação reflete a pregação que recebeu no Colégio Estadual! 

    O outro eleito Renato Freitas sem embargo surfou na onda da luta contra o racismo, e mostrou todo o seu despreparo antes de assumir posto que praticasse crime contra a propriedade privada ainda nesta semana. Lastimável conduta de um advogado inscrito na OAB! Empana a vitória de suas companheiras. 

    Como Partido o PT teve um desempenho menos que apático e governa quase nada no Estado. 

    Creio que Carol e Indiara ao lado de Denian Couto vão elevar e muito o nível da representatividade popular na Câmara Municipal! 

    DENIAN COUTO 

    DENIAN COUTO

    É fácil para o leitor imaginar o meu grau de satisfação e júbilo pela excelente votação de Denian Couto. Foi o condutor de maior sucesso jornalístico da Rede Massa, além de ser Doutor em Direito Constitucional e um festejado Professor! Como já escrevi acima vai fazer diferença! E diferença muito positiva podem ter certeza! 

    O QUE BOULOS REPRESENTA? 

    Escrevo na quinta-feira (26) pela manhã e por enquanto os números apontam a vitória nominal de Covas. Ocorre que o vencedor nacional de 2020 é Guilherme Boulos! Depois de pífia votação em 2018, agregou a esquerda brasileira. Com ele está a juventude e não há como divergir deste fato! Interessante destacar que a veteraníssima senhora Erundina é sua vice, mas nem isto arrefece o entusiasmo da moçada. 

    Soe ocorrer, que o discurso conservador e de direita não encanta os jovens formados pela educação de Freire que tem como cereja os ensinamentos de desconstrução social do já citado Gramsci! 

    Bem assim, a agenda progressista que motiva a turma trata de temas de aparência nobre como inclusão, diversidade e, sobretudo direitos das minorias. Parêntese para lembrar a proposta do hoje vereador Renato “agora é a nossa vez”! 

    Ora Boulos bom burguês carioca, lábia afiada, alia a agenda progressista do garantismo penal, ecologismo, indigenismo, feminismo radical e ideologia de gênero um discurso inclusivo, que como constatamos na eleição de vereadores em Curitiba seduz uma geração que se sente excluída e sobretudo agredida nos seus principais primados e conceitos! 

    Formados por professores petistas até o talo, se sentem reprimidos e incompreendidos pelos que os antecederam. 

    Boulos é de esquerda, prega e sobrevive de invasões, mas não é Lulla o condenado! 

    Esta construída a desculpa! E mais ele fala com eles, interage com eles! Os setores conservadores não encontraram uma forma de falar com os jovens, e pior a cada dia que passa aumenta o fosso da separação! 

    Os progressistas de Boulos representam aos vencedores de 2020! 

    Boulos não confiscou propriedades desta feita, mas sim as almas os corações e as mentes dos mais jovens! 

    RESGATAR A JUVENTUDE É O DESAFIO DA PÁTRIA! 

    Na próxima coluna abordo a questão do resgate! 

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI  Obrigado Senhor por tudo! Ah, se tiver um tempinho manda São Pedro escorraçar a diretoria do Coritiba a base de raios e trovões! Amém.

  • Os robôs, o ódio e a República

    Introdução

    Há alguns dias, meu pai eu e alguns amigos (ainda se preparando) começamos um blog novo. Eu tenho vários outros blogs para os quais escrevo. Com temáticas variadas, nenhum deles aborda a política ou a sociedade, de forma direta.

    Em nenhum deles escrevo sobre a minha opinião a respeito da política. Até porque, não me sinto realmente apto a escrever sobre política, apesar de ser um republicano bastante atuante na polis.

    Do que vai ser importante

    Acho importante começar esse texto esclarecendo isso, não sou especialista e, aliás, não gosto da política como é exercida no Brasil. Apesar de um país republicano e federativo, ou seja, um país em que os direitos, deveres e oportunidades devem seguir os preceitos republicanos, tendemos a um comportamento político eleitoral tipicamente latino americano.

    Sobre tumbas e heróis

    Trazida da velha política latino-européia, essa visão de política eleitoral preza por indivíduos e não por políticas representadas em propostas ou projetos partidários. Em outras palavras, um sujeito se destaca na mídia e na aceitação popular, posiciona-se ou é posicionado como mártir/herói e, a essa pessoa, são atribuídos todos os poderes para se alcançar o sonho nacionalista de uma grande nação.

    Exatamente o oposto do que se espera de um país republicano.

    A República – leia com atenção

    O conceito de republica traz em si três preceitos básicos:

    1 – a ausência do autoritarismo –

    Não é a ausência de autoridade legal ou vigente. Mas sim a liberdade de escolha individual nos exercícios políticos dentro da polis. Ou seja, cada um é livre para viver e pregar suas escolhas, desde que elas respeitem a autoridade das leis comuns e não fira a liberdade do próximo, subjulgando-o de alguma forma.

    2 – a igualdade –

    Esse preceito republicanos é lindo. Ele nos diz que em um estado republicanos de direito, todos somos iguais. Veja a Alemanha como exemplo, apenas a Presidente Angela Merkel e o presidente do Supremo Tribunal Federal estão acima da justiça comum. Todos os outros memebros do parlamento ou da socidedade estão em pés de igualdade.

    Mas esse preceito de igualdade não é apenas sobre os privilégios, mas sobre os diretos e sobre os deveres. Ou seja, as responsabilidades consigo mesmo e com a Res Pública, com aquilo que é bem público, o bem-comum.

    3 – o cuidado com o próximo –

    Como todos temos direitos iguais, cabe a sociedade (ao conjunto dos associados sob a égide da república) garantir que os direitos atinjam a todos, portanto, evitar o autoritarismo do mais forte e impoulsionar os exercícios democráticos dos mais fracos.

    Podemos traduzir de forma simples: evitar a tirania do governo ou de grupos maioritários ou minoritários e investir em educação para que as crianças, quando adultas, possam cumprir com seus exercícios democráticos.

    A República

    Portanto, república não representa um projeto econômico de governo ou de país, não é um conceito de esquerda ou de direita, nem comunista, nem capitalista, nem liberal, nem ordo-liberal. A república é o princípio básico de um governo, ou um projeto de país, construído por todos.

    O início

    Desde de 2014 vive-se no Brasil um embate democrático. Trazido à tona pela luta contra a corrupção, esse debate pois a baixo um modelo de estado e, nas últimas eleições implantou um novo modelo. Não vou julgar ou exprimir minhas opiniões sobre esses fatos.

    Mas, o debate democrático que, inicialmente, teve como base a ida as ruas de milhões de pessoas exercendo o exercicio lindo e belo da expressão de suas ideias acabopu nas vesperas das últimas eleições.

    Aquilo que era uma flor…

    Quando em 2014, trocavamos ideias pelas redes sociais, ideias divergentes eras aceitas,entenda, não eram concideradas certas ou erradas, mas sua expressão no ambiente social, no ambiente da polis, era aceita. O “CALE A BOCA” estava presente.

    A partir da campanha eleitoral de 2018, dois grupos diferentes de autoritarismos surgiram. Apelidei de forma ilustrativa um deles de #lulalivre e o outro de #todoscombolsanaro. Esses dois grupos passaram comentar postagens no Instagram, Facebook e Twitter.

    o ataque

    De esses comentários já eram agressivos e autoritários. Traziam em si o ódio que emana da vontade do controle sobre a opinião livre e alheia. Mas aconteciam em páginas apropriadas, como as de jornais, revistas ou pessoas públicas da vida política. Também traziam algum conteúdo de argumentação.

    As vezes um pouco menos do que uma frase, as vezes um grande texto dividido em três ou quatro comentários. Mas, mesmo com o ódio, o autoritarismo e a agressividade, traziam algum conteúdo.

    Esse cometários, mais próximo da eleição e até a posse do Exc. Presidente, transformaram-se em veradeeiros discursos de ódio de ambos os lados. Cresceram e transformaram-se em grupos robotizados (literalmente perfís falsos nas redes sócias, usado exclusivamente para viralizar alguma informação ou ocupar o espaço socio-virtual) ou em grupos de pessoas organizadas nesse sentido: odiar, denegrir, ofender, ivadir e ocupar.

    Grupos autoritários.

    Desde que começamos esse blog, no dia 29 de abril de 2020, temos nos deparado com exatamente essa questão. Queremos e propomos com o nome “Os Republicanos” fomentar o debate em termos de igualdade e, muitas vezes, sem que haja a leitura do texto anexo ao post, grupos robóticos ou humanos respondem de forma automática com suas hashtags sem ao menos algum conteúdo que permita a democratização da discussão.

    Outra questão que me choca é como o conceito de república é distorcido quando usado por esses grupos como uma associação à direita ou a esquerda, mais comumente à direita, apropriando-se de um evento histórico nacional que foi a “república de Curitiba”. Assiciando a imagem da Lava-Jato à uma representação políca-social, ao invés de de uma ação polícial e da justiça.

    RFB

    A República Federativa do Brasil (RFB), ou seja, o espaço público de direito iguais e poder centralizado na federação (Governo Federal), precisa hoje, tanto quanto sempre, parar de procurar, eleger, idolatrar e defender figuras públicas como sendo emblemáticas. A RFB precisa aprender com países como a França, a Itália e a Espanha que políticos são descartáveis e figuras públicas são sempre populistas e nacionalistas, ou seja, anti-republicanas.

    Mas, vamos discutindo as coisas aos poucos.

    Minha recomendação é que se use menos # atumáticas nessas dicussões, pois quando fazemos as buscas, elas nos levam a comentários vazios ou autoritários.

    Raul de Freitas Buchi

    Os Republicanos

    Uma Leitura interessante:

    https://jus.com.br/artigos/22292/do-republicanismo-classico-ao-neorepublicanismo

  • Gogue, Magogue e papel-higiênico

    Em praticamente todos as postagens do meu blog, eu começo com a mesma afirmativa: a vida é sofrimento.

    A vida é sofrimento

    Isso não é uma afirmativa leviana, pessimista ou simplista, ela é o resultado da reflexão sobre a existência. E mais, não é uma afirmativa minha, ela foi feita, teoricamente, por Buda, 500 AC. E é uma verdade irrefutável.

    A senescência, ou o processo de envelhecimento em direção à morte, nada mais é do que caminho de sofrimento. Mas, é um caminho natural de sofrimento: fome, sede, sono, cansaço, desprazer. Quando nada é feito, quando nenhum empreendimento individual é feito para sanar tais sensações, o sofrimento brota.

    Assim sendo, a vida é sofrimento.

    Construir uma vida frutífera

    Tudo o que se pode fazer ou construir a partir daí, é um caminho para a realização do prazer e da bem aventurança. Se nada for feito em contrário, sofre-se, se algo for feito, o sofrimento é sanado. Não cozinhou: fome. Cozinhou: saciedade.

    Em períodos do ano ou da vida, aonde as sobras tendem a ser mais longas, outono e inverno, essa sensação de que o sofrimento é eminente passa a ser palpável. É como se pudéssemos perceber no ar uma certa frequência ou radiação que nos deixa alertas para a chegada da dor.

    Para os cristãos, ou para aqueles que, como eu, são criados no mundo cristão mesmo não sendo um, essa sensação é ainda mais vívida. Aguardamos ansiosamente a chegada do sofrimento final e definitivo. Aguardamos a realização da profecia das profecias. Esperamos, mesmo que involuntariamente a concretização das palavras de Pedro (acho que é o Pedro) em seu Apocalipse.

    Apocalipse

    Já há mais de 1500 anos o ocidente tem em seus líderes, inspirados cristão, mais ou menos fervorosos, mas inspirados cristãos. Isso é muito interessante, como cristãos esses governantes olham para o presente e para o futuro. No futuro próximo, a garantia da comida e do teto. Mas, no futuro distante, a chegada do apocalipse.

    Vemos isso projetado em infinitos filmes de Hollywood. Vemos isso projetado em diversos livros. Vemos isso repetidamente sendo reforçado pela produção cultural do país mais fundamentalista do cristianismo: os EUA. Claro, eles são cristãos, mas não são idiotas, então, quando assistimos ou lemos essa produção cultural, não vemos um combate entre o ocidente e Gogue e Magogue. Mas a projeção dessa referência contextualizada em “inimigos” contemporâneos.

    Gogue e Magogue

    Para quem não sabe, Gogue e Magogue seriam povo do oriente bárbaro que trariam a guerra e iniciariam o fim de mundo. Quando o cristianismo se propagou pela Europa, foram os textos do apocalipse, anunciando a queda de Roma quem deram o impulso para a nova fé. E, com a assunção do cristianismo no Império Romano, foram a inspiração de seus governantes até o seu fim, no Século XV, com a queda de Constantinopla.

    O apocalipse nunca veio.

    Americanos

    Mas os cristãos não desistem de tentar encontrar esses inimigos que derrubarão o império Romano (mundo cristão). Levando em consideração os americanos, podemos fazer uma lista deles: os nativos americanos, os ingleses, os germânicos nazistas e fascistas, os comunistas, os vietnamitas, os japoneses, os comunistas, os chineses…

    Suíços

    Moro num pequeno país europeu, fundamentalista cristão. Tão fervoroso na tal da fé que, em 1500 foram os propagadores da Reforma Protestante e, pegaram em armas para lutar contra os católicos papistas.

    Aqui, não se veem inimigos contemporâneos, inimigos contextualizados por todos os lados, como fazem os americanos. Aqui espera-se o apocalipse pela peste e, portanto, procuram-se profilaxias.

    O controle

    A principal delas é o controle. Na Suíça, municípios sabem absolutamente tudo sobre seus moradores. Na Suíça, tudo é pavimentado, cronometrado, catalogado, tabulado e, principalmente, público.

    Ninguém sabe sobre o que rola dentro da sua casa, mas sabem quanto dinheiro entra e quanto sai. Nas pequenas comunas e nas grandes cidades, a vida é como uma vida no interior, todo mundo sabe de todo mundo.

    Vantagem, a Suíça é o país mais seguro do mundo, com a segunda maior qualidade de vida. Desvantagem, não da para ser criminoso ou contraventor com facilidade. Mas, não se perde a intimidade, ninguém invade a privacidade. Ninguém vem sem avisar e ninguém entra sem tocar a campainha.

    Mas, tentando adiar o fim do mundo, tudo é tabulado.

    A vida é sofrimento e a senescência é seu caminho natural. Então, o fim chegará.

    Contos de fadas

    Não acredito nisso e nem estou pregando sobre isso. Aliás, acho isso uma coisa boba, típica da cultura judaico-cristã. Se você for Hindu ou Budista, isso nem faz sentido. Se houver um fim, ele será um recomeço, então, faz parte. Se for ateu, e tiver se esforçado para mudar essas crenças nucleares, isso não será mais do que um conto da carochinha.

    A identificação

    Mas, em épocas difíceis, essa sensação sombria que acompanha a escuridão cristão se espalha e, um frenesi toma conta de todos. A idiotificação é um processo seletivo, organizado e veloz. Explico por exemplos:

    Na quarta-feira, dia 11 de março, teve-se o prenúncio de que poderia haver um bloqueio na Suíça. Não era quarentena, não era toque de recolher. Apenas um bloqueio de um mês. A Suíça muito democrática, discutia essa possibilidade.

    As pessoas partiram em um frenesi para os mercados comprar o estoque para o qual foram preparadas durante 50 anos de guerra fria, o estoque do apocalipse. Enlatados e não perecíveis se esgotaram nas prateleiras e, no frenesi, também o papel-higiênico.

    Papel higiênico

    Uma minoria da população (um grupo seleto) dirigiu-se ao mercado, fizeram filas nos caixas para pagar, estacionaram nas suas vagas demarcadas, e, em menos de 6 horas, esgotaram o papel-higiênico.

    A idiotificação de um grupo seleto, organizado e veloz.

    Não estávamos na eminência de um ataque nuclear. Era um vírus, uma gripe veloz, voraz e assassina. Mas não iríamos para abrigos nucleares, nos dias seguintes teríamos mercados abertos.

    Mas, a crença de que o fim do mundo está chegando está sempre como um pano de fundo na mente de todo acidental normal. Assim, após vários dias de relatos sobre a Itália, quando a notícia de um possível bloqueio chegou, a crença no fim do mundo assumiu o comando desses grupos seletos e organizados, gerando uma reação exacerbada, se não cômica.

    Discos voadores

    Nós, os ocidentais, somo envenenados por essa certeza de que tudo acabará em fogo, em peste e sei lá mais o quê. Mas, não há, não haverá um fim de mundo. Todos nós morreremos e isso é certo. Cada um ao seu tempo, cada um de nós deixará de existir. Se teremos outra vida, se vamos para o céu ou inferno, isso cada um com seu conto de fadas decide.

    Mas, morreremos todos, inexoravelmente.

    Mas, não há fim de mundo. O apocalipse nunca chegará.

    Os americanos também gostam de tabular as coisas. E pasmem, há uma correlação entre nível de escolaridade e crença no apocalipse, há uma relação entre nível de escolaridade e fundamentalismo religioso. Assim como há uma correlação entre esquizofrenia e a crença em discos voadores (não estou falando em vida em outros planetas, mas discos coadores que vem sequestras pessoas no Texas e em Minas Gerais).

    O esforço para ser ignorante

    Sim é preciso um certo grau de ignorância escolar para poder-se acreditar em um deus que mata e castiga aqueles que ele criou e cuida. É preciso de uma certa dificuldade em perceber que esse conto do apocalipse é contado há 1300 anos e não se concretizou. É preciso se esforçar muito para não saber que os cristãos tinham certeza de que o mundo acabaria no ano de 500, depois no ano de 1000, depois em 1500, depois nos anos 2000.

    É preciso sofrer de uma ignorância profunda e voluntária para não ver que a vida floresce até no vão de tijolas e frestas no asfalto. É preciso aplicar esforços imensos para destruir a própria autocrítica e correr aos mercados fazer estoque de papel higiênico.

    Mesmo que fosse o apocalipse, vai morrer de cu limpo? Qual a ideia? Acender fogueiras contra o vírus? Jogar papel higiênico cagado no vírus?

    O sofrimento é certo e a morte inexorável, mas será de cu limpo.

    A existência

    Mas, o fim do mundo não veio, não virá, isso é conto de fadas. A vida persiste e a existência transcende a própria vida. Assim, mesmo quando a morte chegar, há uma continuidade de si na prole que segue e, caso ela seja exaurida, a vida persiste e, se mesmo assim ela acabar, a existência, a energia em forma de matéria, transcenderá a extinção da vida.

    Precisamos entender a simplicidade disso. Precisamos entender o que a ciência básica nos ensina. Não somos eternos como indivíduos, mas existimos como vida por um tempo perene e intenso (do nosso pontinho minúsculo de vista) pois somos mediados por emoções e sentimentos. E eles são intensos, nos dão uma grandeza de sensações e experiências. Somos, cada um, uma experiência única e absolutamente fantástica da existência.

    A ciência é a resposta

    Mas isso não nos da grandeza. Continuamos minúsculos mesmo quando juntados aos bilhões. Isso não nos dá grandeza, só nos mostra que se minúsculos como somos, existimos como uma experiência única e fantástica, imagine como deve ser o resto?

    Imagine se pudéssemos deitar em uma praia e sentir na pele a aproximação dos raios solares, das brisas refrescadas pelo mar, ou a força do oceano em uma simples onda.

    Imagine se pudéssemos ver uma foto do nosso planeta a partir da lua, imagine se pudéssemos reconhecer outros planetas no céu noturno. Imagine se pudéssemos ver fotos dos anéis de saturno.

    Idiotificação II

    Nem sonhe com isso. Num ocidente terra-planista, enquanto nossos conterrâneos ocidentais correm comprar papel higiênico até acabar o estoque (“no céu só eu terei o cu limpo”), os “inimigos chineses” constroem hospitais imensos em 10 dias para os seus iguais. Onde está a república, a democracia e a liberdade. Magogue constrói hospitais, os cristãos…

    A escola é a reposta

    A falta de escola consome o nosso coletivo, transforma o coletivo em uma massa sem identificação com seus pares. Voltamos a usar clavas e a rugir quando o estranho nos aparece, brigamos por um pedaço de carne. Cristão que entregam a fome aos seus iguais. Magogue constrói hospitais e doa equipamentos.

    Mas teremos estoque de papel-higiênico para 10 anos. Então, nada com que se preocupar.

    Raul de Freitas Buchi

  • Ministro Guedes e o funcionalismo

    Ministro Guedes diz que funcionários públicos não podem ficar em casa com geladeira cheia – “Não peçam aumento”, diz ele. Isso já fazia parte dos planos de nosso folclórico Posto Ipiranga dos pés descalços antes do período Covid-19.

    Traz novamente o tema à baila, agora aproveitando o clima emocional.

    Precisa olhar isso com cuidado, até mesmo porque quem mandou os funcionários do INSS para casa e em “home-work” foi ele. Autorizaram até servidor que não tinha computador a levar o da repartição. Até o momento magnífica experiência, eis que sem as agruras do trânsito a produtividade geral aumentou.

    Repartições vazias, economias várias tipo Luz, água, segurança diminuída, etc. Então, excelência, retira ao menos os servidores do INSS dessa sua fala porque apenas cumpriram suas próprias ordens.

    Boas ordens, por sinal! Também desconhecemos pedidos de aumento dos servidores-raiz, a turma dos “concursados” do Executivo –Não é aí que estão as mordomias, nem os salários messiânicos. Mas aí estão os vulneráveis, os atacáveis.

    Começa então pelo Judiciário, Excelência, depois limpa as mordomias do Legislativo e “ surpresa”- descobrirá que o Executivo já vem “ enxutinho” desde as eras pré-bolsonaro e pré-PT. Lembra, Sr. Ministro, daquele Ex-Presidente que chamou aposentados de vagabundos?

    Então…. Entendo a necessidade de foguetório e ufanismo governamental Pós-Moro, mas não jogue pedras aleatoriamente, please! Esse tipo de fala tende a alimentar duas coisas: de um lado, “o nós contra eles”.

    Os servidores públicos de raiz, que estão quietinhos trabalhando, atendendo pacientes nos hospitais e muitos morrendo heroicamente, que estão em suas casas em “home-work”, deixam de ser brasileiros imersos no mesmo espaço de vida que os demais conterrâneos e passam a ser vistos como nababos vivendo em um peri-espaço, nos quais estão isentos das dores dos demais brasileiros.

    Irreal e desonesta descrição da realidade. Pessoalmente sou servidor público e não estou em nenhum espaço-Jaspion….

    Esse tipo de postura lembra um Ex-Presidente e parece dar razão a uma parcela de analistas que dizem que a cada dia o governo de um está mais parecido com o de outro.

    O Ministro Ipiranga está nessa prática.

    Regresso assustador!

    De outro lado o Ministro sem sapatos (respeitosamente, faltou compostura, Excelência) alimenta a sensação de fraqueza (foi “prestigiado” pelo Presidente ontem) ao atacar a própria Casa e pior, gratuitamente. Ninguém está contra ele, não ouvi um servidor dizer A ou B contra o Sr, Ministro. Por isso precisamos enfatizar o gratuitamente.

    O que pretende com isso?

    Ah, vamos jogar pedras nos servidores públicos – são vulneráveis e sai “ de grátis” e com isso granjeamos simpatia da população e melhoramos o IBOPE.

    Sabemos que o Sr. entende de dinheiro, não é à toa que é chamado de milionário por aí. Mas se apruma, Excelência – Ibope às custas de quem está quieto trabalhando não dá… Faz igual ao Ministro Tarciso, ou à Ministra Damares- mostra serviço que o aplauso vem!

    Everson Alberge Buchi

    https://www.jornaldocomercio.com/_conteudo/economia/2020/04/736349-ministro-diz-que-servidores-nao-podem-ficar-olhando-a-crise.html

  • Oligarquias

    Quando se escreve sobre política é sempre bom começar com um papinho meio chato. Isso espanta os odiadores de plantão. Então vou começar esse texto com uma pequena revisão sobre conceitos muito em uso no momento: República e democracia.

    O conceito de república, como já escrevi em textos anteriores, é bem antigo, e vem da Grécia antiga. A noção de república consiste em uma prática de vida coletiva baseada em três princípios:

    1 – Todos tem deveres e direitos iguais;

    2 – Todos devem ter igualdade de oportunidades;

    3 – Participação ativa nos processos comunitários.

    Bom, na simples leitura desses três princípios básicos de uma república, logo se entende que, apesar de carregar em seu nome essa designação, o Brasil não é uma república. República e democracia não são a mesma coisa e, apesar de trazerem princípios em comum, um não depende do outro e ambos não se opões.

    A democracia também tem três princípios básicos. Ou ela pode, grosso modo, ser resumida nesses três princípios:

    1 – Isonomia: Igualdade de direitos e deveres;

    2 – Isegoria: Igualdade de voz e de fala, igualdade de expressão de ideias;

    3 – Representatividade: igualdade de representação política frente à gestão da comunidade.

    Então, enquanto a noção de república é ligada à postura de o estado precisa ter em relação às garantias individuais, a democracia diz respeito às posturas individuais frente ao estado. No primeiro o estado garante o cumprimento igualitário dos deveres e a manutenção dos direitos iguais. O estado nivela ou regulamenta o acesso às oportunidades e, por último, o estado é constituído por seus indivíduos. E, aí, na república, vem a forma de gestão do estado, do governo, ou do bem comum, da res pública.

    É na participação ativa do indivíduo nos processos comunitários que a democracia é exercida. Ela se inicia com a ideia de que todos tem direitos iguais (e deveres também), garantidos pelo estado republicano (seja ele comunista, capitalista ou anarquista), garantindo assim, isonomia entre seus cidadãos.

    Tendo todos os mesmos direitos, podem por tanto se fazerem ouvir dentro de sua comunidade. A voz de cada um pode pronunciar suas opiniões, ideias ou demandas frente a gestão do espaço comunitário. Por princípio, essa voz não deveria ferir os direitos de isonomia ou isegoria do próximo, assim, não deveria intervir ou cercear a vida ou a voz do próximo.

    Por último, em uma comunidade formada por mais de um indivíduo, é impossível que todos governem. Assim sendo, os grupos, conjuntos de indivíduos, através da isegoria, encontram na comunidade, vozes em comum e, através dela, escolhem representantes que possam governar de acordo com a opinião dessa fatia da coletividade.

    Assim, o direito de expressão alcançaria seu ápice nos representantes escolhidos para levar as ideias dos grupos de interesse para a gestão da comunidade.

    Quando pensamos no Brasil, logo de cara encontramos dificuldades em encaixar as ideias de república e de democracia. O Brasil não é uma república. O Brasil não é uma democracia.

    Ambas definições começam com o princípio de igualdade de deveres e direitos. E isso não é alcançado nem alcançável em uma oligarquia. Em uma oligarquia, pequenos grupos controlam interligados controlam o bem comum e governam em direção ao interesse próprio. Veja bem, um governo oligárquico é impeditivo da democracia, não há representatividade das vozes individuais e de sua coletividade no processo de governo da comunidade.

    É também um impeditivo para a execução de um estado republicano, na medida em que pessoas diferentes terão direitos diferentes e, quanto mais próximos estiverem esses indivíduos de seus oligarcas, mas direitos terão e menos deveres precisarão cumprir.

    Eu não precisaria escrever mais. É fácil entender e lembrar que elegemos o Fernando Henrique pensando que o sociólogo acabaria com as oligarquias. Nós elegemos o Lula pensando que o sindicalista acabaria com as oligarquias, nós elegemos a Dilma revolucionária pensado que ela acabaria com as oligarquias, nós elegemos o Bolsonaro o oligofrênico pensado que ele acabaria com as oligarquias.

    Mas o que vemos a cada eleição é que os representantes estão atrelados de tal forma a máquina político partidária que, não importa a potência de seu discurso transformador, passado algum tempo, sua posse no governo se transforma em uma carteira de sócio no clube dos oligarcas.

    Tornar-se uma figura pública na política brasileira, ter sucesso na política brasileira implica necessariamente em tornar-se um oligarca. Um privilegiado na balança da desigualdade de direitos e deveres.

    Os Republicanos

    Raul de Freitas Buchi

  • SOS PARANÁ – 28/08/2020
    COLUNA DE OGIER BUCHI – 28/08/2020

    Esta última semana demonstra com clareza hialina que a administração do Estado do Paraná atravessa aquela que muito provavelmente é sua pior fase em toda a história desde  1853! 

    Mesmo quando ocorreu o impedimento e substituição de Haroldo Leon Peres, a instituição Estado, não esteve tão sem comando  e sobretudo sem planejamento estratégico! 

    Seria, convenhamos muito fácil culpar o jovem governador de todos os inúmeros problemas que o Estado enfrenta, o que não é justo nem correto.  Todo mundo sabia, antes da eleição quem era o governador. Seus problemas, suas fraquezas e seu histórico de político profissional desde a meninice!  

    Jamais se demonstrou um administrador público, mesmo porque nada administrou em posição de efetivo comando antes de exercer a governança! 

    Aquinhoado pelo sucesso paterno, merecido e indiscutível construiu carreira política legislativa com votações espetaculares o que seduziu Carlos Alberto Richa, que lhe destinou a SEDU para pavimentar sua chegada ao Iguaçu! 

    Sua candidatura foi amparada por projetos para o Estado, avalizados pelo G7 que lhe forneceu inclusive o vice-governador, oriundo do setor do comércio. 

    Ocorre que nem bem eleito o jovem foi influenciado por alguém e lá veio o discurso da Dom Cabral, à mineira! Imagine o leitor que o projeto de enxugamento das despesas e secretarias extrapolou o teto beirando a 60% da arrecadação! 

    E dali para frente mais e mais propostas, projetos e muito, mas muito falatório. 

    No início do  ano os problemas da endemia da dengue, seguida de epidemia do Covid,  sem culpa do atual governo, bom frisar dificultou muito mais as coisas! 

    Se o Paraná até então vivia de bobagens tipo “Matinhos seguirá o modelo de Dubai” e similares, com os problemas da saúde a coisa desandou! 

    Não acredito nem um segundo que Juninho, tenha autorizado cortar luz e aumentar a agua dos menos favorecidos nesta etapa. Isto contraria frontalmente o que ele aprendeu com o pai e com a Sra. Dona Solange! 

    O governador jovem tem sido vilmente traído por membros de sua equipe! Privatização da Copel Telecom prova com sobras o que escrevo.  

    A recente ação da Sanepar instrumentalizando a presença de Conselheira na AGEPAR,  prova a aparente má fé da turma. Os mais simplórios conhecimentos de administração pública mostrariam que tal nomeação feria a legislação! Imagine você leitor que o Conselho da Sanepar sufragou tal nomeação e da mesma forma agiu a direção da recém-nomeada Agepar! 

    O jovem Juninho é submetido à vergonha e ao constrangimento de MAIS UMA VEZ se contradizer, se desmentir!  

    Evidentemente, a sequela resta somente para o capital politico e moral do próprio Governador!  Foi dele a algaravia sobre o tal “compliance”! 

    Foi o governador que sustentou o discurso da “nova política”! Cada dia que passa e se evidencia mais e mais, que de nova a politica no Paraná nada tem. Sem embargo, todavia este não é o real problema a ser enfrentado, posto que a política não tem se renovado mesmo mundo afora. O real problema esta na administração do Estado que esta a deriva, como os fatos recentes comprovam. Os responsáveis pela eleição de Juninho tem que ajudar o Governador. O setor do Agronegócio que participa do  tal Conselho dos 30 tem o dever histórico de ajudar o governador a mudar rapidamente seu quadro auxiliar que precisa ser qualificado. 

    Que precisa estar à altura dos desafios da modernidade e das reais necessidades da população do nosso amado Estado do Paraná! 

    O atual Governador ainda tem dois anos de mandato, e que ninguém se engane. Se como administrador publico Juninho esta aquém das exigências, domina a arte de lidar com seus pares e tem comando absoluto da Assembleia! Fica até o fim do mandato, portanto! 

    Ao lado do Presidente Bolsonaro nesta quinta-feira (27) em Foz, Juninho amargou a demonstração sólida de seu atual desprestigio. Muito triste! Ruim para ele, que ganhou a eleição com a ajuda de Bolsonaro, pior para o Paraná! 

    O Paraná precisa voltar a ter Governo, com planos, projetos e, sobretudo metas atingidas. A classe produtiva precisa urgentemente ajudar o Governo que está sem destino.  

    Eleições Municipais :

    Paulo Martins – Dep. Federal (PSC-PR)

    O PSC anunciou nesta quinta feira (27) que poderá lançar seu Presidente, o Deputado Federal Paulo Martins candidato a Prefeito de Curitiba. O Deputado foi bem votado em Curitiba e representa uma alternativa para o eleitorado que até então, não demonstrou grande entusiasmo com os nomes até então citados.  

    RICARDO BARROS  

    Ricardo esta com a bola cheia com o Presidente Bolsonaro, que ao lado do General Luna foi ovacionado em Foz do Iguaçu! Interessante ressaltar que a grande obra que se realiza no Estado tema participação financeira efetiva da Itaipu! Qual  será o segredo da atual administração da Binacional que faz sobrar tanta grana para investimento? 

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI.  

    Até o Coritiba ganhou uma, só que não acerta uma é o Juninho. Senhor, vamos ajuda-lo? Amém. 

  • ELEIÇÕES: EFEITOS DA PANDEMIA – 31/07/2020
    COLUNA DE OGIER BUCHI – 31/07/2020

    Nos meses precedentes a pandemia o mantra comum era Greca reeleito e Camondonguinho  candidato a Vice Presidente e no mínimo reeleito por aclamação dos súditos paranaenses. Nesta leitura Juca Pato da Casa Civil, obedecendo às ordens de Sua Eminência Sciarra I, do alto do pedestal onde posava para seus autorretratos bradava: “Ligeiro Daniel, apresse o petiço, já tarda a privatização da Telecom”. “O que se passa com você Senador da Compagás? Cadê os editais?” 

    Ocorre que o vírus letal mudou o jogo! Expostos e nus de mão no bolso os neófitos demonstraram sua inapetência para a causa pública e hoje se viram nos trinta para continuar a enganar a patuleia. 

    Nesta semana a mendacidade passa pelas vacinas russas e chinesas. Em relação às chinesas a tentativa de iludir boas almas dispostas a se submeter a condição de cobaia. Claro que aqui cabe a piada pronta, que por simples elegância vou omitir! Por outro lado a vacina russa ficaria pronta daqui a duas semanas. Então tá! Só se for à base de Moskovskaya que é vodca três vezes destilada e muito forte, mata Covid e tudo que aparecer no caminho! 

    O resumo da opera é simplório:  Camondonguinho esta devendo e muito ao povo do Paraná! Tem tempo para se recuperar. Passa por uma profunda reforma na equipe e por assumir finalmente seus compromissos de campanha!  

    Há claríssimos sinais internos de descontentamento e desconfiança em relação ao Governador. Aguardem e no desenrolar dos dias poderão ou não me dar razão! 

    Nesta semana como visto atiraram para lados diversos, esquecendo-se da tal vacina de Oxford! Contradizendo Camon e Juca Pato o não menos famoso Beto Preto Bourbon anunciou cem milhas desta vacina em dezembro. Tal discrepância nas informações tão somente prova as razões do descontentamento intramuros! 

    Pelo sim pelo não, estes tais termos de produção são “agréements” com pouca força jurídica e mais me cheiram o de sempre no governo 5 a 0 do Camon, a saber, Ilha da Fantasia! 

    FAZ UMA SEMANA 

    Fiz neste espaço uma exortação a homens considerados de bem pela comunidade paranaense. Silêncio sepulcral e o número de mortes em curva crescente. A citação é pública e está na história do Estado! Vocês e suas omissões serão eternizados. Na verdade, já são pelos familiares dos mortos paranaenses! 

    MUNICÍPIO 

    E inegável que as recentes pesquisas ainda indicam favoritismo pleno de Greca. Imagino que contribua para tal favoritismo o sentimento popular que o alcaide é bom administrador e mais que “tem amor por Curitiba”! 

    Todavia a desenvoltura do Prefeito em tempos de COVID não é a mesma! E contestado dentro da própria equipe, em especial pela Secretária de Saúde que expressamente aduz “Fechamos cedo demais”! Ainda que assim seja as  pesquisas de momento, mostram uma diferença abissal entre Rafa Wald e os demais pré-candidatos. 

    Ocorre que como já visto em tantas eleições anteriores os quadros mudam não raras vezes em menos de uma semana. Ocorreu tal fenômeno no pleito municipal anterior em função de odores, que são nauseabundos por certo, mas não são mortais como soe ser o Covid 19! 

    Considerando que as pesquisas com os nomes até agora apresentados demonstram a tal diferença abissal, entendo que mudanças só acontecerão em decorrência de efeitos da pandemia e ou com a mudança de nomes dos atores no processo eleitoral! 

    CIRO GOMES E CURITIBA 

    Na esteira de sua enorme votação em Curitiba onde foi o segundo mais votado na eleição presidencial com 125 mil votos Ciro diz que vai se dedicar muito para ajudar o candidato de seu Partido Gustavo Fruet que fez 80 mil votos na urbe que ri! Ciro fez mais votos que Haddad e o triplo de Álvaro. 

    Gustavo pode ter fortalecida sua posição com apoio de petistas, posto ter dividido sua gestão com o PT! O ex-prefeito todavia sabe que não pagará placet e mantém candidatura para reeleger-se Federal e impedir crescimento eventual do menino paz e amor Goura! 

    Peço licença ao Jornalista Deniam Couto para utilizar a expressão tão utilizada por ele e instituir o TROFEU PIA DE LOUÇA

    Serão três versões; regional, nacional e hours concours! Os leitores poderão votar direto no site do IMPACTO. 

    PIA DE LOUÇA REGIONAL 

    1. Camondonguinho pela sua atuação no combate a Pandemia 
    2. Rafa Wal pelo seu desempenho no abre-fecha  
    3. Marcia Huçulack pelo confisco de remédios 

     PIA DE LOUÇA NACIONAL 

    1. Toffoli pela sua constante luta contra os direitos do povo brasileiro 
    2. Presidente da OAB por ofender a classe jurídica incensando Felipe Neto 
    3. Malcolumbre por transformar o Senado da Republica em puxadinho do STF 

       
      PIA DE LOUÇA HOURS CONCOURS

      Fernando Henrique Cardoso que não aceita a aposentadoria! 

       
      ORAÇÃO DE OGIER BUCHI 

    Senhor não chove, pandemia, Camondonguinho e no Alto Da Glória aquele senhor do PSOL! Senhor tende piedade de nós! Amém… 

  • SOS PARANÁ – 24/10/2020
    COLUNA DE OGIER BUCHI 24/10/2020

    O Secretário de Saúde afirma que os remédios fundamentais para entubar pacientes nas UTIs acabam em quatro dias! E os manicacas governamentais ficam em silêncio obsequioso como se isto não fosse uma confissão gravíssima da incompetência absoluta do atual governo estadual!

    Pois nesta etapa faço um apelo aos paranaenses de escol ligados ao governo. Lembro que qualquer grande empresa tem o que se chama Conselho. Normalmente composto por mais experimentados e vividos em gestão. No atual Governo eles figuram e desde logo chamo como cidadão que sou à responsabilidade Pianna, o Vice Governador, chamo Sthephanes quatro vezes Ministro, chamo Borges da Silveira, Ministro da Saúde, chamo Ortigara da Agricultura, e sobretudo o herói artista Carlos Roberto Massa, que fala diuturnamente para milhões e é ouvido até mesmo pelos Presidentes da República!

          Vocês, citados são responsáveis pelo que acontece hoje no Paraná! São diretamente responsáveis porque do alto de suas histórias são funcionários ou recebem verbas do atual governo. São corresponsáveis por erros e acertos.  O governo não tem o necessário comando e muito menos diretrizes adequadas para o momento. Esteve aqui nesta quinta o General da Saúde, intendente histórico. Espero que tenha dado bons conselhos sobre estratégia e logística.

         Mas não basta. O governo precisa de SOCORRO! De massa crítica ao lado do menino (bom menino). De gente que lhe ajude a ver a verdade e a enfrentá-la! Que o ajude a espantar os bajuladores!

        Senhores citados: comuniquem-se e se organizem! AJUDEM enquanto é tempo. Sobretudo lembrem que serão julgados pela história que decidirá se foram heróis ou covardes, se assistiram passivamente a morte dos paranaenses ou ajudaram a salvar milhares de vidas!   

    A PANDEMIA E A ELEIÇÃO

     Todos  sabemos, e como, a simples eleição de um novo Presidente não foi o suficiente para mudar o habito da velha política brasileira. Hábitos arraigados no comportamento dos três poderes que se tornaram instituições a serviço de seus comandantes temporais, que transferem aos seus cargos representativos seus valores pessoais, ambições e em numero expressivo de casos seus evidenciados defeitos morais.

    A eleição corresponderia ao tempo de apresentação de propostas de manutenção do trabalho que o Estado faz bem feito, e por óbvio a exposição clara e objetiva de mudanças daquilo que não agrada ao cidadão.

    Todavia, em decorrência da introdução da propaganda eleitoral na televisão, a prática do marketing foi inerente. E os candidatos deixaram de ser exigidos quanto ao conteúdo e a mensagem e passaram a ser produzidos e vendidos de acordo com a orientação do mercado! Produtos para consumo imediato! É que  se consome de impulso, de supetão é exatamente o que não pode aguardar amadurecimento sob pena de se tornar inadequado para o consumo, a saber portanto, podre!

    ELEIÇÃO- HAULY

    Escuto a entrevista do Deputado Hauly na Bandeirantes quarta-feira (22) à tarde! Uma aula espetacular de tributação e da necessidade da reforma!

    E neste exemplo a maior e melhor prova do comentário acima. O povo investiu na carreira política de Hauly que sempre figurou entre as “cabeças do Congresso”. O Deputado se qualificou e capitaneou a proposta de reforma que foi unanimemente aprovada em 2018. Pois na hora da população receber a recompensa pelo trabalho, na forma de carga de impostos diminuída e arrecadação racionalmente distribuída, e especialmente eliminação de exonerações (habitualmente privilégio e ou falcatrua) ele foi reprovado na eleição. Em detrimento de elementos semi alfabetizados que figuram na nossa bancada federal.

    SIMILARIDADES

    O mesmo fenômeno ocorre em outras unidades da Federação o que contribui para tornar a representação popular absolutamente discutível sob o ponto de vista qualitativo. Claro, na mesma esteira de valoração as Assembleias e Câmaras Municipais. Ocorre que nenhum dos ocupantes das referidas Casas as invadiu. Eles ocupam seus lugares de forma legal e na mais perfeita harmonia, visto que o fazem, legitimados pelo devido processo eleitoral.  

    MAIS SIMILARIDADES

    Apesar da morte batendo a porta os políticos de baixa envergadura moral se associaram em processo de desconstrução de parte da eleição de 18, posto que somente a desconstrução da Presidência lhes interessa e tem contribuído de forma sórdida no campo moral e absolutamente desonesta no aspecto administrativo para prejudicar o Brasil

    Isto é apenas uma constatação do que todo mundo sabe. Então por que escrevi sobre isto. Para que você atente para o que abaixo escrevo!

    A eleição pode mudar o que aí esta. É o caminho para mudar.

    Ainda uma vez a Democracia bate à porta de cada cidadão brasileiro a implorar:- Por favor, não me despreze! Não aceite que peçam em meu nome em vão! Não receba o que faz benefícios em “nome” dos pobres das minorias, dos acometidos de qualquer tipo de menos valia, dos que sofrem e padecem. Dos miseráveis. Expulse-os como Jesus fez com os dos sepulcros caiados. Investigue suas histórias. Conheça a história de suas mulheres, seus maridos, seus ancestrais!

    Se ele vestir o manto da humildade, deixe-o nu antes de acreditar! Por favor, não se deixe enganar pelo “novo”, pelo da “nova política”. Veja o que estes novos fazem para me desmoralizar aqui no Paraná, por exemplo! Não esqueça, por favor, de espancar os sicofantas que demonstram opulência eleitoral com o abjeto Fundo Eleitoral que eu Democracia considero um assalto ao bolso do trabalhador brasileiro.

    Expulse os a chibatadas quando falarem em o nome de Deus! Meu Pai superior que me abençoou como forma de governo, me instruiu com clareza: “Democracia, não se deixe iludir pelos que frequentam as Igrejas e os Templos para fazer política em seu nome, e especialmente não aceite que falem em meu Santo Nome para garantir votos”!

    Diz mais a Democracia: Não se deixe iludir pelo asfalto de última hora, não acredite no que apregoa, boquirroto que é “não sabe, deixe que eu sei, não faz deixe que eu faço! Pese o mendaz com os fatos.

    Analise com que andam eles, a quem, obedecem com que sentam e com quem fazem negócios.

    Um dentre eles tem parceria com os da Tombola.

    Dito isto pela Democracia, lembro a um e todos: Obedeçamos em 2020 o seu desejo!

    CORNETA DE OGIER BUCHI

    1. O que se passa com a Sanepar no governo Camondonguinho? Na segunda feira (20) o Presidente mudou um mundo de gente de lugar. Na terça-feira (21) o escândalo de Ponta Grossa. O Sciarra já tá por conta! Deste jeito não da! Além de a água faltar parece que esta suja.
    2.  E o Beto Preto Bourbon? Foi repetir aquela conversinha de sempre dele e do Camondonguinho que eles aplicam aqui na Globo local e as meninas do a Globo News deram um raspe no moço de fazer dó!
    3. Os maledicentes se apressaram em informar que o Camon faz tudo por um queijo, motivo de sua viagem de avião de rosca a São Jorge do Oeste. Não é verdade. Não tinha queijo pronto. Era mais do mesmo no governo da Ilha da Fantasia. Pedra fundamental e quem come pedra sabe… é passarinho na verdade!

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Senhor ajude o Paraná! Amém!!

  • A CONQUISTA DA CREDIBILIDADE – 10/07/2020
    COLUNA DE OGIER BUCHI – 10/07/2020

    Já escrevi aqui, outras vezes consubstanciando meu texto em lições de Cícero. Especialmente da obra “Os Deveres”.

    Na obra em comento, o filosofo e político, ensina no Capitulo XI, sobre a conquista da credibilidade, que associa a dois itens, prudência e justiça.

    Assim entende que os justos e leais recebem a confiança da maioria.

     Todavia afirma que a justiça vale muito mais em termos de credibilidade. A justiça, segundo ele desprovida de prudência poderá muito.

    E o que vivenciamos com a judicialização é a justiça sem prudência. Nem me atenho, a falta de qualidade técnica de representantes da justiça. Aprofundo-me nas figuras da Corte Maior, que sem embargo encarnam com perfeição a mais absoluta e assumida falta de prudência.

    Espancam a tempo a suas já duvidosas biografias, e mais grave a Corte e o próprio conceito de Justiça.

    Ao escolher dar vazão aos instintos de dois de seus componentes, em especial Tofolli e Moraes, e, sobretudo com condenável espirito de corpo, estabelecer jurisprudência para salvaguardá-los os demais membros da Corte se apequenam e com esta conduta arranham profundamente a credibilidade da Justiça Brasileira.

    A conquista da credibilidade como vimos é processo lento, gradativo e árduo. A sua perda, em contrapartida é rápida e não raras vezes nos faz duvidar até mesmo de uma possível recuperação! Tristes dias para a Justiça Brasileira!

    CREDIBILIDADE II

    Na mesma esteira caminham os políticos. Esqueceram-se da prudência! Mentem e manipulam. Na melhor das situações, posto que considerável parcela deles é acusada pelos Tribunais de Contas da má aplicação de dinheiro publico destinada ao combate ao COVID 19!

    Por aqui, faço justiça não ouvi falar de roubo no Governo do Estado e nem na Prefeitura de Curitiba! Todavia, Prefeito e Governador abandonaram os pilares que compõe a credibilidade. Associados, não encontraram QUALQUER SOLUÇÃO RAZOÁVEL para equacionar o dilema pandemia e saúde econômica!

    Inobstante tenham falado muito e constantemente na mídia regional e nacional na hora de apresentar um plano de ação efetivo mostraram que enxugaram gelo!

    Neste momento vivemos o “loco down”, posto que Prefeitos e Governador não se entendem e pior o Camondonguinho teve a ousadia de ameaçar dirigentes municipais, esquecendo que o Supremo decidiu que a questão última é municipal.

    Prefeitos mais corajosos enfrentaram o “loco down” do Governo, e tanto Governador quanto Secretário de Saúde enfrentam uma vertiginosa queda em seus prestígios. Imprudentes perderam e muito no quesito credibilidade.

    CREDIBILIDADE III

    Os privilégios e a absoluta falta de responsabilidade e resposta a população provocaram uma erosão no prestígio de Governador seus colegas de Governo. O Vice-esquecido foi lembrado com virulência na rede social pelos membros da Fecomércio, que exigem dele esforços em prol da categoria. Londrina, por exemplo, apresenta números que provam o desgaste galopante de Camon!   A falta de credibilidade deve-se a cento e vintena, ou seja, três quarentenas seguidas. Os números de Londrina apontam 63,5 de regular e ruim para o Governador!  Isto com toda mídia regiamente remunerada a seu favor!

    CREDIBILIDADE IV

    A Assembleia conquanto lute para obter credibilidade junto à população e bons exemplos disto são os esforços da Mesa Diretora, de deputados como Guerrinha ou Soldado Fruet, tem que enfrentar as manifestações individuais que não raras vezes deslustram este trabalho. Nesta terça feira (07) o Deputado Gallo resolveu ocupar espaço e pasmem elogiar a qualidade dos serviços da Copel. Como não quero ser injusto com o politico para solicitar que ele me envie por gentileza as provas do bom serviço que a Copel Presta atualmente ao povo do Paraná, ou que use melhor seu tempo na Casa de Leis, mas que, por favor, não dance sua tradicional dancinha! Assembleia é casa de Leis e cada deputado custa R$ 135 contos por mês ao contribuinte.

    CORNETA DE OGIER BUCHI

    1) Inobstante alguns deputados soldados de Camondoguinho imaginem que a Copel vai bem, ela só tem feito nos assustar. O eficiente trabalho feito pela equipe do Soldado Fruet desnuda a empresa, e demonstra que a incapacidade de restabelecer ligações, pós-evento sísmico é tão somente decorrência de decréscimo de qualidade da empresa. Até quando paranaenses e investidores da Copel assistiram com passividade o que ocorre?

    2) Em relação à segunda maior, o que temos é um passado de falta de investimento em reservatórios. A região metropolitana cresceu de forma assustadora e a falta de chuva demonstrou que faltou ao longo do tempo previsão. Não se pode por certo culpar o presente governo que ao que consta investe em grande reservatório em São Jose dos Pinhais.

    3) É impressionante o desequilíbrio emocional que os ocupantes da Prefeitura de Curitiba, demonstraram nos últimos dez dias. Com o crescimento da proliferação do vírus, o Prefeito passou a ser fortemente questionado e as estratégias de reeleição elaboradas por Giovani Gionédis e turma. Assim dar dinheiro para família dos coletivos, asfalto e empréstimo de elevadíssima monta no exterior são motivos de ataques repetidos. Huçulack virou alvo e não aguenta mais o rojão sozinha!

    4) Não é possível por ora, enxergar consistência nos pré-candidatos a sucessão de Greca. Ataques pessoais ou a condução do combate ao Coranavírus e no mais muita manifestação populista com doações a custa do dinheiro publico. Se continuar neste baixo nível o Greca ganha por WO!     

    5) Pergunta: a Câmara Municipal de Curitiba fez alguma coisa por menor que seja em favor do cidadão de Curitiba durante estes cento e vinte dias de quarentena?

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Esta semana perdemos Roque Pasetti. Meu grande amigo.

    Conheci ainda na 3 Fazendas, antes da famosíssima Gaúcha. Sentimentos a família.

  • O QUE SERÁ O AMANHÃ – 03/07/2020
    COLUNA DE OGIER BUCHI – 03/07/2020

    O QUE SERÁ O AMANHÃ

    Quem tem um mínimo de memória haverá de lembrar o saltitante e serelepe candidato a Governador que engendrou o seu engodo com campanha multimilionária, e uma equipe multidisciplinar caríssima.

    Suas participações nos debates eleitorais desde logo mostraram seu compromisso com teses populistas dissociadas da realidade, que lhe valeram a pecha de candidato 5.0!

    Todavia o processo eleitoral não tem a qualidade necessária para realmente expor qualidades e defeitos dos candidatos e via de regra a vitória e destinada aos candidatos que gastam mais dinheiro e mentem mais despudoradamente para o eleitor!

    Político profissional Ratinho Junior escamoteou ser o candidato de Beto Richa, e mentiu para os funcionários públicos afirmando que o melhor estava por vir!

    A mais simplória leitura dos componentes de sua equipe prova ser toda ela oriunda na mais das vezes do terceiro escalão de Beto!

    Baseou suas mendacidades em plano do Dom Cabral e contou com a conivência do G7, capitaneado pelo hoje olvidado e obscurecido Darci Piana!(Pena, posto que poderia contribuir).

    O Governo tem três pilares mestres que passam por Guto Silva, Ortega de Jandaia e o onipresente Eduardo Sciarra!

    Cada um deles atesta o que é o Governo Carlos Massa Junior!

    O QUE DEVERIA SER 5.0 É UM MOTOR DE POPA 25 HP

    Ciente de suas responsabilidades Massa Junior, foi pescar domingo e terminou o dia batendo bola no terreiro. Mostrou sua inabilidade com o esférico, mas demonstrou sua inapetência pela a seríssima função de governar o Paraná! Provou na sua própria página que foi um produto de marketing eleitoral!

    A ESTRATÉGIA DA ACUPUNTURA

    No seu discurso de lock, Massa Junior lá pelas tantas afirma que suas medidas seriam orientadas pelo processo de acupuntura. Entendo o raciocínio do tosco Governador:- Como o Covid 19 é produto chinês ele resolveu aplicar a milenar técnica chinesa para resolver a pandemia! Não esqueçam que o Governador já viajou mais de vez a China. É plausível imaginar que ele seja um especialista em acupuntura rsrsrsr!

    FECHO OU NÃO FECHO

    Com a tibieza que lhe é tão peculiar Massa Junior foi ao parlatório palaciano para finalmente informar quais seriam as medidas que o Governo tomaria em relação à curva crescente de contaminação no Estado. Pois com a esperteza que também lhe é peculiar resolveu se manifestar pela acupuntura, e fechar uma parte e abrir outra. Assim amigos do peito como o Prefeito de Guarapuava ficaram de fora do fechamento, assim o Partido do Álvaro e do Oriovisto continua ajoelhado para Massa Junior. Outros amigos como Greca e Paranhos foram desconsiderados e o Rolo Compressor do Beto Bourbon Preto passou por cima deles.

    Assustado com a repercussão do seu Decreto o Governador que sempre se conduziu na moita, sentiu o choque de realidade e como seria de esperar decretou em cima do próprio decreto. Abriu o que houvera fechado e fechou o que houvera aberto!

    OS PREFEITOS

    Sem titubear os Prefeitos das grandes cidades atingidos em cheio no coração de suas administrações pelo Decreto do ex-amigo “in pectoris” o Ratinho Junior, levantaram para dez e informaram as suas cidades que tomariam as medidas administrativas e legais dentro de suas possibilidades para não serem atingidos pelo Governo Locke!

    COMUNICAÇÂO

    Impressionante a teia financeira de cooptação que o Ratinho Junior construiu na comunicação, tendo a seu favor permanentemente emissoras de televisão, jornais e blogs. O Secretário João Evaristo conseguiu o feito de transformar o jornal da rede globo em veículo oficial do governo um feito realmente extraordinário.

    Ocorre que a rede social é incontrolável e não está a venda. São milhões de mensagens cobrando o que o Ratinho Junior não fez em favor do povo, e não há resposta adequada. Não fez.

    Mas está mal acostumado o rapaz. Basta que alguém não cumpra as ordens oficias de Ratinho o tíbio, para que João já queira a demissão do jornalista! Calma João, segura a onda. O santo que não é o espanhol é de barro!

    OPERAÇÃO COVID 19- GAECO

    A operação Covid-19 desencadeada nesta quinta feira (02) e que atingiu empresas do Paraná, se refere a compras feitas pelo Governo do Distrito Federal. Nada tem a ver, com a operação em andamento no Gaeco do Paraná, que visa descobrir porque a Secretaria de Saúde resolveu comprar álcool em embalagens de 800 ml, quando om normal é embalagem de 500 ml ou de 1 litro. O TECPAR produziu mais de milhão de litros em embalagens de 1 litro. O fato de somente duas empresas do Paraná produzirem de 800 ml e uma ser de Apucarana certamente é coincidência!

    FALTA DE PLANEJAMENTO

    O Paraná não se organizou para enfrentar a pandemia. Cem dias de entrevistas e lero-lero e não tem remédio em estoque. O que foi feito com o dinheiro que veio do Governo Federal? Foi aplicado em que JR?

    CANDIDATOS

    Então os Meninos do Ratinho Junior, Ney e Franceschini resolveram moer o Greca. Bom isto é problema do Greca e de sua assessoria, mas os dois Ney e Franceschini, têm cheiro de Ratinho, pêlo de Ratinho e são corresponsáveis pelo tipo de condução do governo, um como Secretário de Estado outro como homologador oficial na CCJ da Assembleia!

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    O Paraná perdeu um grande Desembargador.

    Um Emérito Professor e reconhecido jurista. Eu perdi um amigo há quem muito admirava. Fará falta o Des. Francisco Pinto Rabello Filho. Por ele e familiares nossa oração! Amém

  • REFLEXÕES DA MINHA VIDA – 26/06/2020
    COLUNA DE OGIER BUCHI – 26/06/2020

    Pessoas mais velhas, como eu, são dadas ao saudosismo e a romantizar os velhos tempos. Imagine você, tal tendência estimulada pelo tempo de pandemia, de praga de gafanhotos, ao que se adiciona a divisão ideológica e mais a prática de político ladrã, que sequer a morte alheia respeita.

    Bem assim, ouço na “vitrola” uma pérola da minha juventude, “Reflections of my life”, imortalizada na interpretação do grupo “Marmalade”.

    E a letra da música é de atualidade impressionante. Fala sobre a mudança do sol para o luar, e sobre o fato das reflexões sobre a vida encherem os olhos. Diz sobre as pessoas que sofrem que tem problemas e como isto funciona em nossa mente.

    Afirma que todas as tristezas de todas as manhãs nos levam de volta para casa. Reafirma que esta mudando, que muda tudo em sua volta, que o mundo é um lugar mau, um lugar terrível para se viver, mas termina com a frase imortalizada:- “Oh, eu não quero morrer”!

    Nestes tantos anos que escrevo esta coluna, neste Impacto, enfrentamos vicissitudes e maus tempos. Enfrentamos a iniquidade e a corrupção. Não raras vezes nos deparamos com os poderosos de ocasião e seus acólitos.

    Tal enfrentamento, a cada vez que se sucedem nos aviva como ferro em brasa como o mundo é um lugar terrível para se viver.

    Mas tem o dom, de provocar a religação e de nos levar de “volta para casa”. Auguri.

    AUT REX, AUT ÁSINUS

    Ou Rei, ou asno, é o provérbio latino. Cabe e muito nos tempos atuais. E se vamos falar de asnice desde logo falemos de Supremo Tribunal Federal. Para minha surpresa Fux, o Ministro entendeu que a decisão do Supremo em relação ao COVID 19, que subtraiu o poder do Presidente de decidir sobre o assunto, merecia interpretação diferente daquela que ele e seus pares de Corte haviam dado. Como Governadores estão imersos no fracasso de suas políticas de combate a pandemia agora os togados, ou grande parcela deles querem devolver o quiabo para Bolsonaro.

    Não há um dia neste 2020 de Nosso Senhor, que o Supremo deixe de tentar dirigir o País. A busca é incessante e a judicialização nesta altura atinge o impensável. Togados infringindo os mais sagrados ritos do Direito, tornando-se há um tempo, pretensas vítimas, acusadores e julgadores, e mais grave e vergonhoso, compondo peças de bordados e rococós jurídicos para justificarem o descalabro.

    Não bastasse perseguem a Democracia da qual deveriam ser fiéis guardiões. Toda e qualquer oposição a Corte tem sido repudiada com virulência e espirito de corpo que lembra os mais violentos momentos da Inquisição, cada Ministro encarnando o Torquemada caçando sua bruxa predileta, seja ela militante ou não, bastando para a violência dos Alexandres da vida que suas vestes sejam verdes e amarelas!

    O mesmo Tribunal que espancou a Constituição na cassação de Dilma que mantem solto Aécio Neves e é claro sustenta livre, leve e solto Inácio da Silva o Lulla!

    Alexandre, todavia encarna em Sara, a Giromini a bruxa de Salém que seria capaz de conspurcar as vestes de Suas Excelências! Na mais adequado que terminar o comentário com outro dizer latino tanto usado em direito: Ab ovo, que significa desde o começo. Pois ab ovo todos sabiam que este Alexandre não daria certo!

    E para coroar as asnices os supremos decidiram que nem Deus pode baixar os salários dos funcionários públicos.

    E saíram a cantar pelos corredores da Corte para o povo brasileiro: “trabalha, trabalha nego”!

    CORNETA DE OGIER BUCHI            

    E de conhecimento geral, que o Governo de Carlos Roberto Massa Junior não tem consistência e padece fortemente de liderança e competência. Nesta etapa, em que é espancado pela realidade do COVID 19, há que rezar, posto ser o que nos resta, que alguma voz se levante e sugira, além de comandar atitudes e posturas adequadas. Pianna chame o G7 e tomem atitudes em nome da cidadania.

    Na mais alta demanda do combate à pandemia a imprensa que até ontem era permeada por elogios e salamaleques ao Jr. do Iguaçu, informa que há falta de remédios nas UTIs, para os pacientes que precisam ser entubados! E pior informam os jornais Globo e Petrelli, não há remédio no mercado. Então tá!

     A Assembleia Legislativa vem cumprindo bem as regras do afastamento, garantido a saúde de seus servidores. Este exemplo positivo acontece também no Tribunal de Justiça. Em ambos os casos os trabalhos não foram suspensos e seguem com alta produtividade.

    Exemplo disto, no caso da Assembleia é a atuação do Deputado Soldado Fruet, que fiscaliza o que se passa na Copel. O altíssimo índice de endividamento da maior empresa paranaense chama atenção. Também destaca o Deputado contratação milionária de escritório de advocacia, bem como outras ações senão suspeitas, desde logo temerárias, como se associar a empresa produtora de energia solar na condição de minoritária. Este assunto merece atenção da sociedade paranaense e muita atenção, aliás.

    MUNICIPAIS:

    O Centrão sempre a serviço maior do DEM tenta derrubar o adiamento das eleições municipais, o que agrada o ACM pequenino e o GRECA grande! Desagrada, entretanto, quem busca transparência e decência mínima no próximo pleito.

    Como se estivessem definitivamente provocando os curitibanos os marqueteiros (?) do transporte coletivo, não contentes com o repúdio claro dos usuários ao adjutório espúrio que o Prefeito deu aos milionários, resolveram nominar os populares como jaguaras!

    E bom o Gigi General Chefe, cuidar do “já ganhou”. O ex-amigo já está ao lado do “Professor” Francischini e a frequência nas redes sociais tem sido alta.

    Francischini o néo milionário eleitoral (PSL), tem sido incensado com frequência na mídia, em especial digital. Tenho lido o material e acho justo considerando o dito material que desde logo se inicie o processo de beatificação do delegado! Oh gurizinho santo seu! Enquanto isto, o Francis continua correndo atrás de um Vice. Isto se no final da rosca não conseguir garantir a vice do Greca!

    E o Ney Leprevost hein?  A da semana é que ele volta para a Secretaria porque o Pajé Quico (Camundonguinho Jr.) mandou! Será? E o Sciarra que esta em tudo e em todas o que tem a dizer?

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Senhor: Depois do PT, pandemia e gafanhotos? E aqui no Paraná o Pajé Quico e sua troupe?  Senhor tenha pena de nós! Amém

  • CONTRA O STF – 19/06/2020
    COLUNA DE OGIER BUCHI – 19/06/2020

    “Na última terça-feira, 16, o jornalista e diretor do Estadão, Fernão Lara Mesquita, publicou um artigo onde critica fortemente as últimas ações do Supremo Tribunal Federal (STF)”.

    Intitulado “Será que vai ter golpe?”, o texto de Mesquita traz a seguinte frase no subtítulo:

    “Sem o referendo do povo uma Constituição não passa de mais uma ‘verdade revelada’.”

    Segundo o jornalista, “todo mundo tem o direito de desejar o fechamento do Congresso, do Supremo e do que mais quiser e de expressar esse desejo”. Para Mesquita, o proibido é agir para isso com o uso de força.

    “O que está totalmente fora do alcance do portador de cartazes em manifestações ou de quem bate palmas para eles”, diz o artigo do diretor do Estadão.

    E PROSSEGUE:

    “O STF agir contra essas pessoas, isso sim, está expressamente proibido por lei. Quando é o STF que viola a lei tem-se, de saída, uma afronta institucionalizada contra o estado de direito. Mas quando ele passa a agir sem provocação o estado de direito é literalmente aniquilado. Quando passa por cima das condições dentro das quais é lícito acionar contra alguém a arma mais forte do sistema nenhum outro direito do cidadão permanece em pé.”

    Segundo Fernão Mesquita, a ‘censura’ começou através do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, depois que o mesmo atacou a liberdade de expressão de uma revista que havia escancarado seus “podres”.

    “Subverteu, com isso, todas as condições dentro das quais a arma do STF pode ser acionada. E fez jurisprudência. Desde então cada ministro “ofendido” por um “pecador em palavras” está autorizado a agir para “fazer justiça” com as próprias mãos sucessivamente como polícia, como promotor e como juiz da própria causa”, afirmou.

    O jornalista disse ainda que não é preciso lei nem figura do Código Penal que defina a ofensa, nem denúncia pelo Ministério Público, nem endereçamento ao tribunal definido pela lei, nem sorteio de juiz, nem indiciamento, nem defesa para os acusados.

    “De que outra ditadura têm medo, então, os nossos alarmados defensores do “estado democrático de direito”?, indagou, aparentemente indignado.

    Na contra-mão dos veículos de imprensa da grande mídia, Fernão Mesquita faz a leitura perfeita desses tempos sombrios.

    Que sirva de exemplo, aos demais, que em um futuro próximo, certamente também sofrerão com a terrível “censura”.

    Fonte: www.jornaldacidadeonline.com.br.

    Fiz absoluta questão de reproduzir o texto porque entendo a posição do insigne jornalista como aquela mais próxima da realidade.

     ELEIÇÕES DE NOVO

    Então parece que foi ainda ontem. Mas não foi. Quase quatro anos se passaram e os munícipes de 399 Municípios do Paraná, tem que se perguntar: Valeu a pena eleger o atual Prefeito?

    O cotejo entre as promessas de campanha e as realizações favorece o alcaide?

    Muitos deles buscam a reeleição e certamente a resposta a estas duas preguntas será muito importante. Entendo que a precariedade da representação da cidadania, ato evidenciada neste tempo de combate a pandemia decorre exatamente do descompromisso do cidadão-eleitor no momento em que passa procuração ao eleito através do voto.

    Não adquirimos o costume de cobrar e exigir do eleito o cumprimento de suas promessas de campanha e muito menos acompanhamos os projetos delas decorrentes e sua execução.

    Nesta altura me lembro da frase tão repetida por todos “somos uma Democracia consolidada”.

    Essência da representação dos interesses e pendores pelo povo o governo democrático esta longe, muito longe de ser uma realidade entre nós.

    O simples cotejo entre a qualificação das cidades paranaenses e as exigências da Saúde Publica, no momento pandêmico comprova o fosso entre as promessas e a realidade da descentralização do SUS, Hospitais Regionais UPAS E que tais.

    O sistema de saúde brasileiro é sem embargo sob a ótica do planejamento um primor. Perde certamente para o canadense que é bom tanto sob o ponto de vista do ideal, quanto do ponto de vista de execução!

    Ocorre que o sistema brasileiro é lamentável sob o ponto de vista da execução, tanto verdadeiro que Prefeitos, valen-se até mesmo da Justiça para conseguir o que querem.

    Por que comparo maturidade democrática, votos e saúde pública?

    Porque não sabemos votar e muito, mas muito menos valorizar a importância da procuração em branco que damos aos eleitos, com base unicamente em PROMESSAS!

    AGORA VAI?

    Como eu já houvera previsto aqui neste espaço, nesta semana eclodiu o contágio pelo Coronavírus. Dizem Preto e Huçulack entre outros que vai piorar! A infinita fragilidade do Governador já é conhecida  pelo seu primeiro ano de governo. Já estava patenteada pela sua incompetência em relação à epidemia de dengue.

    Já era evidenciada pela sua estratégia de escamotear a verdade sempre que cotejado com fatos negativos de qualquer natureza. Viajou quase 24 por cento de seu primeiro ano de governo, com alguns de seus pares de governo! Desafio: relatório de resultados das viagens!

    Seu desastroso pronunciamento da quarta-feira (17) referenda o que sustento! O Governador precisa de ajuda urgentemente.

    Todavia de Greca, face sua experiência esperava mais. Dizem que nesta sexta feira (19/06) os dois vão anunciar decisões. Espero que tais decisões sejam eivadas de bom senso e que finalmente ofereçam a população uma mensagem de esperança e fé! Que possam sustentar propostas reais para o povo curitibano e paranaense!

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Senhor ajude o Governador. Ele precisa muito! Amém

  • O VOO DE HELICÓPTERO! O RETORNO – 12/06/2020
    COLUNA DE OGIER BUCHI – 12/06/2020

    Pajé Quico o Governador do Paraná disse: devolverei as aeronaves em o nome sagrado do dinheiro do povo!

    Pouco mais de um ano e assiduamente ronca o pássaro de ferro nos céus do Paraná! Pergunta que não cala: Quem vem lá?

    E a patuleia palaciana em algaravia aplaude a pomposa descida do helicóptero de ninguém, mas ninguém menos que Quico, o pajé!

    Na última segunda feira o Governador sobrevoou Curitiba e região metropolitana e a noite afirmou a Beto Preto do Bourbon que se sentiu assustado. Justo e apropriado susto. Teria afirmado ao seu Secretário de Saúde que “o povo todo está andando por aí”!

    De fato, esta. E sem dúvida este ir e vir trará consequências graves em relação ao contagio do povo paranaense. Ocorre que não há mais clima para o isolamento horizontal. O povo não aguenta mais permanecer sem trabalhar, sem produzir.

    A equação ficou extremamente difícil. Se não isola, a contaminação aumenta e o prejuízo político para o Governador e Prefeitos será incalculável. Calculável certamente é o prejuízo para e Economia.

    E o Governo do Paraná e principais municípios já tem efetuado amiúde esta conta. E existe uma certeza irretorquível: os resultados são certamente muito assustadores.

    O PÁSSARO DE FERRO VOA

    Muito fácil entender a preocupação do Governador que é afeito a política de não entrar em bola dividida, “só ir na boa”, na linguagem futebolística. Como escrito acima, não tem boa, só tem bola dividida e muito, aliás.

    Desta feita tanto Governador quanto Prefeitos terão que enfrentar de verdade o problema em seus feudos. O Supremo tirou a responsabilidade do Governo Federal fechar, fechar totalmente e ou abrir parcial ou totalmente é definitivamente responsabilidade de Massa, Greca e demais Prefeitos!

    Aquela conversa fácil de responsabilizar Bolsonaro não pode mais ser usada. Não é graciosa a manifestação deveras alterada do alcaide curitibano. Sabe ele, que asfalto e pam pam, pam pam, não vai resolver. Tem que decidir.

    O Governador do Paraná é o direto responsável sobre a política de saúde desde o início da pandemia e sê-lo-á a cada dia que se avizinha com maior intensidade. Desta vez o avião de rosca não vai salvar a eterna mania de fugir da realidade.

    Governador: Qual é a orientação para o povo paranaense em relação ao Corona, considerando o crescimento exacerbado das contaminações no Paraná?

    GRANDEZA

    Um ato de grandeza: Finalmente um político tem a grandeza de sugerir um corte linear nos salários dos três Poderes como fonte de manutenção do auxílio de 600, 00 reais.

    A rigor até agora temos pouca ou nenhuma notícia sobre atitudes originarias da classe política dos primeiros andares. Diatribes, em especial da Corte Suprema e pouco bem pouco quanto a distribuição de renda em fase inóspita com nunca dantes visto.

    Com efeito, o destaque negativo para o Supremo é irrefutável e profundamente revoltante, até porque a Corte apequenou-se desde o crescimento da nominada judicialização e consequente exposição dos Ministros a ação constante da mídia.

    O Presidente Rodrigo Maia ombreou-se a Bolsonaro para juntos ampararem a proposta que se não resolve a questão é emblemática, e de bons emblemas é o que mais precisamos agora.

    NOS PINHEIRAIS

    Por aqui por Governador desde o início da pandemia anunciou o corte de 30% de seu salário e de seus plenipotenciários. Em nome da transparência, sempre sagrada, mas certamente mais relevante nesta etapa, rogo a Massa Jr., que demonstre ao povo do Paraná o destino dos recursos das doações efetuadas. Certamente os Diretores, todos de Copel e Sanepar terão todo o interesse de bem informar o povo do estado.

    Governador determine ao Secretário de Comunicação ou ao Raulzinho do Compliance que mande informações a este jornalista.

    DINHEIRO FEDERAL

    Já chegou. No Rio Grande o Governador usou o boró para pagar salários. E aqui Massa Jr, o que foi feito do sonante?

    CORNETA DE OGIER BUCHI

    1. O Secretário Beto Bourbon (Saúde), merece encômios pela sua atuação até agora. Firme! Nos próximos quinze dias vamos ver de que material é feito!
    2.  E a tal de OMS. Motivo de piadas repetitivas. “Mais perdido que a OMS em pandemia é clássica já. Assim como os testes chineses: ‘minha avó fez teste de Covid que nosso governo comprou da China. Resultado: A véia que tem 93 anos está gravida”!
    1. Rafael Greca assustou. Muito! Já inventou cartões coloridos para advertir a cidadania curitibana o mais grave é vermelho por óbvio. Desta cor ele não quer ouvir falar posto que se chegarmos a ela em termos de pandemia certamente ele vai ver cartão da mesma cor no dia das eleições. Aquele ar blase do “já ganhamos” que o Gigi os tentava já mudou! Destaca-se a Secretária de Saúde do município. Firme e discreta!
    1. Com a certeza de que as eleições serão postergadas começam as primeiras reuniões entre pré-candidatos. Como sempre nesta altura juras de fidelidade e eterno amor e soluções estratosféricas para os problemas de saúde, segurança, educação e coisa e tal e tal e coisa.
    1. Ney Leprevost e Francischini afirmam-se amigos de longa data e trocam promessas e inconfessáveis juramentos. Então tá!
    Juntinhos

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Está chovendo aí? Aqui tá! Méritos para a dança da chuva do Pajé Quico.

    De verdade Obrigado Senhor. Amém.

  • UMA NAÇÃO DIVIDIDA! QUE POVO É ESTE? – 05/06/2020
    COLUNA DE OGIER BUCHI – 05/06/2020

    UMA NAÇÃO DIVIDIDA! QUE POVO É ESTE?

    Nesta etapa de pandemia é inevitável a revisita ao conceito de Buarque de Holanda, que em sua obra Raízes do Brasil imortalizou a expressão “homem cordial”.

    Mas afinal a que característica quis se referir o genial autor? Muitos de maneira errônea interpretam o cordial como sendo sinônimo de cordialidade, a saber, portanto um homem caloroso, sincero, franco e amistoso.

    Todavia o autor quis se referir a cordial como vindo do coração, que não raras vezes bate direções erradas, avessas as da razão e da moral.

    O coração transforma tudo em amizade, apadrinhamento e ou intimidade.

    Isto se transforma em sentimento violento que leva ao íntimo aquilo que deveria ser de todos, pessoas e bens públicos, como afirma Nicodemo no livro “Alegoria Moderna”, que é critica literária da obra de Buarque.

    Portanto, a visão do acadêmico conduz a raiz da maioria de nossos males, pois o que é decidido pelo coração em alguma medida tem sempre um radical de violência e apanigua à corrupção, pois se afasta da razão!

    Esta postura vem desde os senhores de engenho e a sociedade escravagista.

    Lembro, por oportuno que o patrimonialismo foi implantado no colonialismo português, lembro mais que Weber, definiu como sendo a não distinção entre o que é particular e o que é coletivo.

    Pois bem: tudo escrito acima, para buscar explicação pela sordidez da conduta do brasileiro no momento atual.

    QUE POVO É ESTE?

    A população em geral, no primeiro momento da pandemia e acreditando como desde há muito no jornalismo televisivo assustou-se! E por decorrência do medo ficou tanto quanto possível enclausurada. Ocorre que tal postura foi balizada pelo que acontecia em outros Países. Os reflexos são conhecidos por todos, curva achatada em alguns Estados, em franca evolução como aqui no Paraná, por exemplo!  (Afirmação do Secretário de Saúde).

    Como Economia e Saúde têm orientação e consequências diferentes, a economia foi destroçada nestes últimos noventa dias. Estados e municípios tiveram perdas inestimáveis de receita. Fenômeno idêntico às receitas da União, que estava, entretanto em melhor situação econômica.

    O setor realmente produtivo, a saber, o privado foi fulminado pela falta de produção. Se assim é, e não há nenhuma duvida que seja o Estado brasileiro em suas três instâncias vai apitar em sessenta dias.

    QUE POVO É ESTE II?

    Inobstante o quadro seja claro, tão claro que pode ser resumido como acima o fiz, povo representado por seus Três Poderes, se comporta mais do que nunca na história do Brasil, como “brasileiro cordial”!

    Enquanto no setor privado a solidariedade impera, no setor publico avultam os exemplos de desonestidade falta de espírito público e outros que tais similares. Assustador o fato de que mais de oito milhões de brasileiros teriam sido beneficiados pelo auxílio emergencial em fraude produzida por eles mesmos!

    Creio que o melhor exemplo do que escrevo é que grande parcela de servidores públicos independentemente de grau hierárquico passara caneca na grade, depois da pandemia.

    CORNETA DO OGIER BUCHI 

    1- Pajelança de Quico o Governador.

    Em primeiro lugar quero explicar o epiteto Pajé. Ocorre que Quico é um entusiasta dos Estados Unidos. Muito embora conheça o mundo, por força das viagens oficiais, Quico quando viaja por conta própria vai aos Estados Unidos até porque a família tem “house” na América.

    Certa feita em uma de suas inúmeras estadas na Disney assistiu um show com indígenas e conheceu a pajelança chamada ‘DANÇA DA CHUVA”. Encantou-se com a tribo “Blackfoot”. Foi conhecer a tribo e em lá chegando desde logo se apresentou como índio brasileiro da tribo “Reedfoot”. Simpaticíssimo, o que de fato é participou e apreendeu a dançar pela chuva com o Pajé Whith Duck Guteco!

    Nesta quarta-feira (03) o Governador teria sido visto dançando naquele mapa do Paraná de concreto que existe atrás do Palácio. Fato sob investigação, mas que a dança esta resolvendo aos poucos está! Salve, portanto o Pajé Quico.

    2- Ney fez que foi, mas não ia, mas acabou fondo!

    Acabou a novela e Ney Leprevost tomou decisão e oficialmente é pré candidato a Prefeito de Curitiba. Compõe ao lado de João Arruda, Francischini, Gustavo Fruet o primeiro time de opositores ao atual alcaide Greca. Muito embora, Ney afirme que está de braço dado com o Pajé Quico, isto não é verdade. O Governador só pensa em si mesmo e sua permanência no poder.

    3- Pandemia

    Não há dúvida que os números extensão em franca ascensão aqui no Paraná. Basta observar as manifestações dos Secretários de Saúde do Município e do Estado. Estão bem preocupados e demonstram claramente isto. Por outro lado, há que considerar a necessidade real de atender às necessidades da economia.

    4- Ilha do Mel

    Votaram os Deputados. Para manter o de sempre fizeram o que o Governo queria. Diz Backri o líder de Pajé Quico que o povo da Ilha foi consultado. Então tá! O futuro responderá.

    5- Eleições

    Tenho certeza absoluta que as eleições serão postergadas. Não sei se para 15 de novembro ou 06 de dezembro. Mas o bom senso haverá de prevalecer.

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    João Ricardo Schneider, Phelipe Abib Mansur e Paulo Rogério da Cruz.

    Em favor das famílias enlutadas pelo trágico acidente que vitimou três jovens servidores do Paraná. De forma particular aos meus amigos das famílias Buzato e Mansur. Amém!

  • ALI CHAIM SCLANG – 29/05/2020
    COLUNA DE OGIER BUCHI – 29/05/2020

    A televisão genuinamente paranaense produziu inúmeros ídolos. Mário Vendramel marcou época com seu inesquecível ballet. Cirquinho canal 6, luta livre, e a novela da Maria Bueno com Agnaldo Rayol na condição de galã. Ainda no exercício profissional o inesgotável Ari Fontoura, e mais novo o aluno do Colégio Estadual Herson Capri!

    Que esqueceria a maravilhosa Odelair Rodrigues? Claro, se pudesse rememorar todos os talentos ocuparia toda uma edição do Impacto e ainda assim não faria justiça a todos e receberia uma dura do grande Wasil Stuparick!

    Valho-me deste espaço para homenagear o Chaim, dono de estilo próprio e inigualável. Participava do grande programa informativo do Paraná o Show de Jornal, do Canal 4, apresentado pelo estupendo João José de Arruda Neto, o espetacular Jamur Junior e a bela Lota Moncada!   

    Lembro-me de espera ansioso pelo Jornal que adicionava ainda as traquitanas de Osni Bermudes o gênio da televisão regional.

    Quando o Diretor de TV cortava para a silhueta do Chaim era um delírio dos jovens telespectadores. Já adulto, conheci Chaim e tive a chance de confessar minha admiração e respeito pela sua capacidade profissional! Ele fechava suas participações com a expressão “sclang”. Neste definitivo nossa melhor expressão de carinho por todos que construíram a livre expressão da televisão paranaense!

    PESQUISA: GOVERNO E CONGRESSO TRABALHAM MAL, PARA MAIS DA METADE DOS BRASILEIROS

    O site Diário do Poder divulgou no dia 28/05/2020 pesquisa realizada pelo Instituto Orbis, revelando que a população está insatisfeita com a atuação das autoridades da República. A avaliação do governo Jair Bolsonaro é “ruim ou péssima” para 52%, enquanto 50,7% classificam o Congresso da mesma forma. A avaliação do governo é “bom ou ótimo” para 29,8% e regular para 15%. Já o Congresso é bom ou ótimo para apenas 5,8%. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

    A administração estadual tem a melhor avaliação entre as esferas de governo: 30,3% (bom ou ótimo) contra 29,3% (ruim ou péssimo). O desempenho do Poder Legislativo é “regular” para 37,9% dos entrevistados. Já governos estaduais são “regulares” para 38,8%. Homens estão mais seguros na manutenção do emprego. Para 33,7% deles é grande a chance de ficar empregado. Para elas, são 25,2% !

    FÁCIL DE CONCLUIR QUE A POPULAÇÃO NÃO ESTA SATISFEITA DE VERDADE COM AS COISAS COMO ESTÃO.

    Com efeito o sentimento de pavor que o inimigo desconhecido representado por um vírus e o fato de não haver sintonia mas ações diretivas, transmitiram a maioria das pessoas insegurança.

    Há que adicionar nesta leitura a indesculpável conduta da imprensa que somada à oposição dos governos em especial do Federal, viu na pandemia uma chance de desestabilizar o stableshiment!

    Contribuem os políticos com sua conduta deletéria que sempre os leva a vislumbrar o próximo pleito.

    Quando escrevo os números indicam mais de 25 mil brasileiros mortos. Por mais triste e deplorável que isto seja nem este numero é confiável face à subnotificações.

     E A GRANA

    O Presidente sancionou o projeto que liberou um caminhão de dinheiro para os Estados. Não tenho a menor duvida que as manchetes policiais em especial as que remetem a Policia Federal vão ser brevemente muito enriquecidas. Tenho o prazer de nesta etapa elogiar o Governo do Paraná, posto que até então não se tenha nenhuma noticia de qualquer ato desabonador da administração pública.

    O QUE SERÁ O AMANHÃ

    As notícias econômicas são absolutamente catastróficas. Não importa de que setor seja originado a sensação é a mesma, e os relatos não diferem. Números que nos remetem a 25 a 30% da normalidade.

     SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E SEUS REPRESENTANTES.

    Nesta etapa da vida brasileira seria de esperar que a Suprema Corte desse ao povo demonstrações seguidas de equilíbrio e tratasse especialmente de manter a paz e a serenidade, posto ser a guardiã da Constituição. Claro, este cenário do ideal democrático e o pináculo da divisão tripartite de poder no sonhado por Montesquieu!

    Ocorre que o ideal e absolutamente diverso do real. Homens e mulheres constituem a Corte. E assim humanos que são, contribuem com seus defeitos e fraquezas para apequena-la!

    O sentimento de cada um de nós e continuamente ofendido pelos “notáveis juristas” que deveriam iluminar o caminho dos outros dois poderes. Não é infelizmente o que ocorre, posto que a irrefutável judicialização das atividades da Corte, tem proporcionado um cenário de cotejos intermináveis com Executivo e Legislativo.

    Adicione-se a isto a desconfiança que se instalou aos poucos, mas que nesta etapa se configura em triste e inegável realidade. Se realizada pesquisa como a que acima comentei em relação à Suprema Corte e seu índice de confiabilidade nos depararemos certamente com números rasos. Muito rasos.

    Nada disso impressiona figuras como Celso Decano, Toffoli, Gilmar Lewandoski e Moraes!

    No momento em que escrevo tenho a sincera esperança que mercê do pedido de Arras, quanto ao ilegal e desprezível Inquérito em causa própria manuseado por Moraes, o Ilustre Ministro Fachin restabeleça a normalidade!

    Em caso diverso a expectativa é negativa. Parece tão negativa que o sempre lembrado Jogo do Bicho não esta aceitando a centena 142!

    BOM SENSO

    O General Augusto Heleno afirmou nesta quinta-feira (28) que “Intervenção não resolve nada e ninguém no Governo está pensando nisto”.

     ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Chuva Senhor! Amém

  • UM POVO, O GOVERNO E O BARÃO DE MAUÁ
    COLUNA DE OGIER BUCHI – 22/05/2020

    Irineu Evangelista de Souza, o Visconde de Mauá, era um gaúcho órfão de pai, que aos onze anos foi trabalhar no Rio de Janeiro para um português que ficara rico traficando escravos.

    Quando completou dezesseis anos, o português faliu e a empresa foi absorvida por Carrhuters Comapanie. O dono da empresa um inglês chamado Richard, educou dali em diante o jovem.

     Irineu passou a ler com avidez os clássicos do pensamento econômico liberal Adam Smith, David Ricardo e John Stuart Mill. Entendeu então, que o trabalho servil era um obstáculo para o desenvolvimento do País.

    Cunhou o ensinamento que é mais atual que nunca:-“o melhor programa econômico do governo é não atrapalhar os que produzem, investem, poupam, empregam, trabalham e consomem”.

    Trinta e sete anos depois, em 1860 o Barão era dono de dezessete empresas em seis nações diferentes. Ocorre que o Barão foi à bancarrota como a história conta. Razão: um caudilho (governo) uruguaio roubou para si a agencia do Banco Mauá de Montevideo, o que desencadeou a desgraça do empresário.  O mais que breve relato serve para amparar a visão sobre a atualidade do pensamento econômico do Barão.

    Serve mais, para espancar a tese de que só há desenvolvimento com financiamento público.

    II O GOVERNO

    O atual governo federal foi sufragado com fundamento na sua proposta de economia liberal, sintetizada em alguns slogans principais, com destaque para o “mais Brasil, menos Brasília”. A proposta passava por estado mínimo com profunda reforma fiscal entre outras não menos importantes. Vislumbrava assim, mais autonomia a Estados e Municípios. Das reformas, em 2019, apenas a da Previdência, o que e ainda assim, proporcionou a recuperação modesta no ano.

    Claro a esperança que em 2020 a situação fosse mais promissora com um BIP em crescimento mais significativo.

    Sobreveio e estado de guerra em função de pandemia desconhecida e de efeitos ainda não calculáveis.

    Muda a orientação e o governo e aqui sim de forma absolutamente justificada a orientação do Nacional desenvolvimentismo passando o Estado a ser necessariamente através de políticas públicas de investimento a indutor de desenvolvimento.

    III O POVO BRASILEIRO

    Leio estarrecido que a Caixa Econômica Federal registrou quase 190 milhões pedidos de habilitação para o auxílio emergencial à disposição da população hipossuficiente. Quase o número total de habitantes de nosso País.

    Este foi um componente fundamental não analisado por Máua! O Povo, este povo brasileiro.  Chamado por Holanda de cordial.  Nada vejo de cordial no povo indisciplinado, que não sabe votar, que quer levar vantagem sempre, não respeita a lei e a ordem enfim…! E querem falar em Democracia.

    Em 1941 o austríaco Stefen Zweiss, afirmou: “Brasil, país de futuro”.

    Pergunto: depois da pandemia este futuro finalmente chegará?

    CORNETA DO OGIER BUCHI 

    É impressionante a capacidade de transgredir dos representantes dos governos. Na semana tornou-se ainda mais conhecido o famoso “veio do churrasco”. Vem a ser o Secretário de Estado Márcio Nunes, que é amigo “in pectoris de Juninho Quico”, como é carinhosamente chamado pelos íntimos o Sr. Governador!

    O epiteto secretarial adveio de festerê realizado em Umuarama, em prédio público com a presença de grupo de pessoas. Em seu favor o secretário alegou que estava com fome e a turma preparou um “rango”! Juninho Quico com carinho disse que tomou Providencias enérgicas e pediu atitude do Controlador Geral o Raulzinho do Compliance! Mais não fez nem fará tudo em nome do futuro da Ilha do Mel!

    O Secretário Beto da Saúde, está aprendendo com o Governador a falar muito sem nada dizer. Largou esta “disponibilizar a cloroquina não quer dizer que eu apoie”. Ou seja, faz que foi mas não ia!

      O Senador Oriovisto disse que a vida dos paranaenses vai melhorar muito porque os Senadores aprovaram uma verba de cinquenta, isto mesmo, cinquenta milhões de dólares para o governo gastar na gestão de impostos. O programa é o “Profisco II”, e o parlamentar acredita que maior e mais eficiente cobrança de impostos pelo Estado vai ajudar ao cidadão que produz!

    Como lembrei em função da intervenção supra descrita que os Senadores do Paraná existem, gostaria de me valer do espaço para arguir de Dias, Arns e o nominado acima o que fizeram em favor do povo do Paraná em tempo de pandemia. Informo que qualquer ato ou ação positiva será bem considerada e darei justa relevância. Informem por favor …!

    E dos deputados estaduais e federais o que temos de bom para contar? Qualquer noticia positiva também vale. Porém falar da pedida de 100 para as cestas da Primeira Senhora não vale.

    Menos eu, mais você foi a nova da turma do andar de cima do Palácio. Juntaram aos 50 por mês. E daí o Juninho Quico vai à Globo e diz que esta tudo em ordem! Será

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Chuva Senhor! Amém!!!!

  • O BRASIL ESPERA QUE CADA UM CUMPRA SEU DEVER – 15/05/2020
    COLUNA DE OGIER BUCHI

    ALMIRANTE BARROSO 1865:

    A celebre exortação do Almirante Francisco Manuel Barroso da Silva as embarcações brasileiras na Batalha do Riachuelo, expressão incorporada ao código de sinais da Marinha de Guerra Brasileira!

    Como se sabe esta batalha foi decisiva na guerra contra o Paraguai, o que contribuiu decisivamente para acabar com as forças navais de Francisco Solano Lopez.

    O resultado da guerra é conhecido por todos. O Paraguai foi praticamente despovoado e condenado desde 1870 a miséria da qual só se recupera por paradoxal que pareça depois da inauguração da Itaipu Binacional. Ocorre que em guerras todos perdem: o Brasil que colocou 139 mil homens no campo de batalha teve 50.000 baixas.

    A maioria delas causada por doenças. O Uruguai enviou 5500 soldados dos quais sobreviveram 500. A Argentina participou com 30 mil soldados perdendo 18 mil. Lembro que o Brasil exauriu seu tesouro no combate e se endividou muito com a Inglaterra, o que contribuiu em causa última para a queda da Monarquia.

    Friso por relevante: Os militares em 1889 perceberam o poder político de seus canhões!

    O BRASIL ESPERA QUE CADA UM CUMPRA O SEU DEVER!

    O cenário é de um Brasil tecnológico, modernizado e rico, mas ao mesmo tempo miserável e paupérrimo. Não é gracioso o neologismo Belíndia que nos identifica com a qualidade de vida da Bélgica e da Índia dos milionários e a Índia dos que vivem em miséria absoluta.

    Nesta realidade se trava a guerra atual, contra um inimigo microscópico e sobretudo não só invisível como desconhecido. Ao inimigo desconhecido se somam adversários nacionais e internacionais, que como SE SABE, pelas lições históricas avultam nos cenários similares. Isto clarificado e estabelecido, vamos por partes.

    OS POLÍTICOS

    Certamente os que mais distantes estão do lema do Almirante Barroso!

    A ignominiosa atitude destes homens e mulheres justifica sua absoluta falta de credibilidade e mais a ojeriza que imensa parcela da população lhes confere.

    Desde o começo da Pandemia não ocorreu um único dia, mas rigorosamente nenhum, em que a classe política sinalizasse para a população unidade e união em torno de uma meta salvadora e objetiva contra o inimigo comum que já matou ate o momento que escrevo 12 mil brasileiros em número em crescimento!

    De um lado, o Governo Federal preconiza isolamento vertical e a busca pela manutenção da economia como proatividade para a saída da guerra, ou o pós-guerra!

    De outros Governadores que sustentam o isolamento horizontal sem nenhuma alternativa para o setor econômico.

    NO PARANÁ O GOVERNADOR DEIXOU TODA A RESPONSABILIDADE PARA O SECRETARIO DE SAÚDE!

    Destes, os principais arautos que tem como líder Dória, TODOS, são acusados de corrupção na compra de equipamentos médicos a serem utilizados na guerra.

    Os Prefeitos navegam na linha de seus governadores ou preferem tentar não se comprometer de forma clara. Bruno Covas segue seu líder tucano com os riscos inerentes a subserviência. Em Curitiba, Greca faz média e tenta sair da pandemia com lucro político. Há clara discrepância entre seus dizeres e, da até agora excelente Secretaria Senhora Márcia, da Saúde!

    A SOCIEDADE

    A sociedade se comporta de foram absolutamente diversa! Adapta o cumprimento de seu dever, a sua própria realidade. Assim a parcela que pertence a BE, do Belíndia, pode se comportar como manda a comunidade medica internacional no que tange ao isolamento horizontal. Já a parcela que vive na parcela similar a Índia, não tem água, sabonete e nunca chegou perto do álcool em gel! Para esta parcela, o seu dever cívico se restringe desde sempre em continuar vivo!

    LIMITES E RESPONSABILIDADES O TEMA

    Sobre o mesmo tema ilustre autor, o General Hamilton Mourão, escreveu nesta quinta- feira (14) no Estado de São Paulo: “a esta altura já está claro que a pandemia de covid-19 não é só uma questão de saúde: por seu alcance, sempre foi social; pelos seus efeitos já se tornou econômica; e por suas consequências pode vir a ser de segurança…” A crise é política na medida em que afeta a sociedade e esta só pode enfrentá-la pela ação do Estado.

    Mas nenhum País vem causando tanto mal a si mesmo como o Brasil. É mais “um estrago que institucional que já vinha ocorrendo, mas que agora atingiu as raias da insensatez, esta levando o País ao caos e pode ser resumido em quatro pontos”.

    Explica: “o primeiro é a polarização que toma conta da sociedade”

    O segundo “é a degradação é a degradação do conhecimento político que deveria ser usado de maneira responsável, mas governadores, magistrados, e legisladores esquecem que o Brasil é uma federação”.

    O terceiro “É usurpação das prerrogativas do Poder Executivo”.

    É o quarto é o prejuízo à imagem do Brasil no exterior decorrente das manifestações de personalidades que, tendo exercido funções de relevância em administrações anteriores inconformados usam seu prestigio para fazer ilações e apontar o País como ameaça a si mesmo, e aos demais como no caso da Amazônia por exemplo.

    Diz ainda “Pela maneira desordenada como foram decretadas as medidas de isolamento, a economia do País esta paralisada, a ameaça de desorganização do sistema produtivo é real”… Sem falar na catástrofe do desemprego que esta no horizonte.

    AQUI NO Brasil,

    continuamos entregues as estatísticas seletivas, discórdia, corrupção e oportunismo…!”

    Recomendo a leitura e reflexão!

    CORNETA DE OGIER BUCHI  

    Governo faz benemerência com chapéu alheio:

    1-Como se não bastassem todas as bobagens do dia a dia do Camondonguino, a turma resolveu tomar 100 pilas de cada cargo de confiança a pretexto de doar cesta básicas.  

    2 – A Assembleia no afã de afagar a chefe da campanha a primeira dama se submete a uma lamentável posição. O Presidente faz uma gravação deplorável (Tenho cópia). Triste

    3- Tribunal de Contas para não fica para trás na vergonha alheia grava com a primeira dama e subscreve o ato.

    4- Nenhum dos Deputados e ou Conselheiros doou nadica de nada até então. Parece que alguns amigos dos dois Presidentes sugeriram que cada um deles doasse 10 mil reais de seus salários polpudos e solicitasse cindo da cada Conselheiro e Deputado. Faria muito mais média com Dona Primeira Dama e de fato ajudariam aos necessitados. O melhor seria que limpassem um pouco a barra com o povo!

    5-Convenhamos um fiasco coletivo, em especial para um Governador que da cinquentinha para os necessitados.

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Senhor: Eu sei que o guri só está errando! Mas o que o povo que não votou nele tem de culpa. Manda chuva por favor! Amém

  • Covidensos e Covidanas

    Na República do “quem diria” neologismos são necessários. Na língua inglesa dois termos foram gestados, muito interessantes. Um é o covidiot, facilmente compreensível. O termo teria nascido em um supermercado nos EEUU, no qual uma senhora teria entrado com um buraco na máscara para respirar melhor.

    O termo, tal como o vírus se espalhou rapidamente, a ponto de que os ingleses, com seu humor mui refinado acabaram até escalando uma seleção mundial de jogadores de futebol de primeiro nível que não adotaram cautelas preventivas em relação ao agressorsinho coroado. Um time de covidiots., disseram os ingleses, que se mostraram refratários a coroas estranhas à da rainha.

    Aliás, a Rainha pediu licença por tempo indeterminado. Adoro o puro humor inglês…

    Outro termo interessante é coronials, que se refere às crianças que nasceram depois dos tempos de quarentena.

    Novas palavras, novos fatos. Velhas palavras, novas interpretações. Tanto interpretaram que a pouco o noticiário da TV disse que quem disse o que disse parece que disse que queria demitir o General Heleno, e não aquele que saiu.

    Já falei que o Sr. Presidente conduziu mal a questão do Ex-Ministro no primeiro momento. Disse que ali havia nascido uma encrenca que daria pano para manga. Que isso iria render e que o Presidente ficaria com dificuldades para gerenciar a Nação, que é sua função. De lá para cá a coisa vem se avolumando.

    Nomeia Juca, já vem o contra-vapor – ninaninanão. Decreta que tal coisa tem que ser feita – aqui no meu Estado Paraíso ninaninnanão. O que Sua Excia. pode fazer é me mandar mais dinheiro, respondem de pronto os feudais governadores A Bic presidencial está entupida.

    A situação está ficando tensa e o cenário está “meio dilmado“– é, acordei falando neologistes. Era a linguagem de dona Dilma. Agora também temos essa nova língua – o neologistes interpretativo palaciano-mourístico. Ou seja, Palácio e Moro se digladiam para nos mostrar quem é o legitimo proprietário da verdade verdadeira. O Presidente fica sem forças.

    Votei em Bolsonaro, fiz campanha para ele e ainda torço que o governo dele dure os anos regulamentares. Se ele continuar, quem sabe essa crise não faz nascer o poeta com quem sonhamos…

    Bolsonaro calado é um poeta e, certamente seria o maior Presidente da História. Na minha visão restrita, “do meu Degrau nas Gerais” – como dizia o comentarista esportivo paranaense Stenguel Guimarães – o melhor presidente foi o Gen. Ernesto Geisel. Aquele mineiro do topete, o Itamar também foi um baita Presidente.

    Bolsonaro poderia até fazer governo melhor que o deles. Mas não se livrou, de cara, dos funcionários públicos “aparelhados” e foi sua segunda “fraquejada” – Essa é meio humor britânico e é para quem acompanha e tem memória. Não foram as únicas. Bolsonariano sim, covidiot não!

    Mais uma semana de Covid comendo solto, povo quarentemado e governo encrencado. Essa encrenca não pode durar, o Governo Bolsonaro não pode Dilmar e a gente ficar meses em um processo de Impeachment, impixa- desinpixa e lá vem Lewandowsky. Perigoso demais, vai que ele rasga outra página da Constituição.

    Ou liberta o Bolsonaro rapidinho, ou ele que vá, patrioticamente e a “la Jânio” para casa. Só não precisa ir de porre! Basta ir, o tanto que carregou a tocha da liberdade já faz dele um Herói.

    Para encerrar lembro aos mais distraídinhos que quem amarrou o Presidente não foi o vizinho Moro, pessoa de grande história pessoal. Foi o PGR Áras – então parem de xingar o Moro.

    Libertas quae sera tamen para Bolsonaro – ou go home!

    Covidanos e covidenses, Ferrados e Ferrados (aqui me refiro aos médicos em geral)

    PÁTRIA AMADA, BRASIL

    Bom, é a minha. Não gosto de como ela está vestida, então que se desnude a Nação e vamos cobri-la com vestes de amor. Pátria não existe, é um conceito, mas existe gente morando em um determinado lugar geográfico chamado pais E nele vamos ter muita gente padecendo nos próximos meses. Seja com Bolsonaro ou com o Gen. Mourão na Presidência, ou nos compassionamos e nos solidarizamos, ou o pior poderá vir.

    Tem como melhorar, porém.

    HÁ UMA OUTRA FORMA DE COMBATER O COVID

    O mês de junho é importante para a Medicina. É um mês em que se fala na conscientização da homeopatia.

    Claro que eu sou alopata! Essa é minha escola médica. Lá aprendi que os médicos podem ser alopatas e homeopatas. Mas não podem ser covidiots.

    A homeopatia tem uma história fascinante e conta de um médico, daqueles tempos que aparecem nos filmes antigos em que os médicos chegavam a cabeceira dos doentes, faziam o diagnóstico olhando os olhos, a língua e o pulso do enfermo. Nos filmes são sempre meio caricaturados como abestados. Porém, que gente de valor e brio.

    Certamente todos morriam jovens e carcomidos por zilhões de “coisa pegada de paciente“; A única proteção que tinham era o desejo de aliviar dor e sofrimento; equipamento zero! Movidos por essa vocação que queima por dentro, essa chama luminosa que os tangia ao pé do leito do enfermo abriam suas valises e prescreviam o que de mais moderno havia: sangrias.

    Insatisfeito com isso, como por certo estavam todos os “facultativos” de então, um tal do Hahnemann, que foi o cara que pariu a Homeopatia, começou a fazer umas sacadas interessantes. Por exemplo, ele disse que doença seria uma peculiar, virtual e dinâmica perturbação da saúde.

    Ou seja, é como se dissesse que doença não existe e sim que a saúde é que se perturba. É como se dissesse, ou vai ver que disse mesmo, que devemos prestar atenção aos sintomas e não tanto às causas externas.

    Passou a pesquisar todo tipo de sustância para desenvolver medicamentos e introduziu conceitos como potencialização e sucussão de medicamentos.

    Se um vídeo do Bolsonaro dá o que falar, imaginem as coisas que falou o codificador da homeopatia. Já lá se vão duzentos anos de polêmica, de porradaria entre os médicos. E porradaria bruta, de fazer Capitão parecer moço-dama. Fica na frente de um alolista ou de um homeominios prá ver, rsss. Neologistês novamente, mas lulistas x bolsonarianos é água parada perto dessa encrenca mundial.

    Hoje a homeopatia evoluiu muito. É verdade que em termos de pesquisa pura, mesmo tendo bastante, ainda não tem o volume que a alopatia tem. Mas a homeopatia tem um estoque enorme de Medicina baseada em evidência, talvez comparável ao estoque que a alopatia tem.

    Só covidiots negam os benefícios da homeopatia. E me fascina pensar em Hahnemann, que nada sabia da moderna imunologia e já falava na força curativa do próprio indivíduo e que essa força poderia ser despertada pela aplicação do similia similibus curantus, o princípio de que forças semelhantes gerariam a cura. Nossa, o cara tinha a intuição maior do mundo! Tipo mulher, assim, sabe como elas são….

    Taí, papudo, mais uma. Os médicos caricaturados e humilhados pelos filmes holywoodianos falavam latim. Goza deles, goza – ri deles…

    Seja grosseiro com a enfermeira do SUS e bata palmas pro jogador de futebol e pro funkeiro da esquina, mas o Covid, que nem foi ainda, em breve voltará… Igual craque de futebol – fica uns dias por lá e depois volta para vestir a camisa do clube que sempre amou. O Covid ama seu couro, jacaré!

    Pois é, aí a gente, todo modernoso esquece da História da Humanidade – esse tal Hahnemann ficou famoso. Sabes why?

    No tempo dele teve uma epidemia daquelas miserenta mesmo, tipo um Covidão maldoso mesmo, mas daquele tempo. E o Hahnemann, com os remédios dele, salvou muita gente.

    Não defendo que a gente compre uma carroça e saia pela estrada para fazer sucussão de remédio e ver se descobre um que cure o vírus, como ele fez.

    O que estou dizendo é que ele ensinou que dentro de nós tem recursos para enfrentarmos o vírus, que podemos juntar aos desven vir favir e ou zavi fazvirir e ainda ao Hidroxiquinaquadra e bingo que querem nos prescrever e que todo mundo briga e tome isso e aquilo não funciona e, efetivamente melhorar nossas chances, ou sararmos mais cedo ou não nos adoecermos. Usando o que já está pronto em nós!

    Enquanto eles brigam, a gente morre. Então temos que mobilizar nossas próprias forças, as forças que a Existência, Deus a Natureza, Tupã chame como quiser nos deu. Isso está em nós basta ativarmos, como o nosso psicológico. Falar em psicológico já está fazendo as práticas que sugeri?

    Veja como você pode ser ajudado pela ciência homeopática. HÁ UMA OUTRA FORMA DE COMBATER O COVID

    Siga o link …

    https://osrepublicanos.com/ha-uma-outra-forma-de-combater-o-covid/

    África do Sul: Modul8

    Índia: Anbuta Plus

    Brasil: Farmácia Homeoterápica

    Mais informações

  • A porca torce o rabo.

    A porca torce o rabo é uma expressão antiga para descrever situação de dificuldade. Estamos em uma sequência analítica em que vamos olhando o mundo que nos cerca e o que poderemos fazer para manter o Covid 19 longe de nosso corpo. A situação social em que nos vemos se deteriora desconfortavelmente, mas isso não nos isenta das medidas higiênica e profiláticas amplamente divulgadas.

    Para melhor compreendermos o que isso significa imagine que você é aquele peixinho no mar que procura os pais. É um filme famoso, acho que chamado “ procurando Nemo”. O filme não interessa, quero só sua imaginação de você vivendo no mar.

    E aí podemos perguntar: em qual mar você vive? No mar Morto? No mar Negro? – Não, você, cidadão covidense, vive no mar Covid-19 Brasil.

    Como está o mar no qual você sobrevive? Certamente ainda confuso, ou mais confuso. O “ rolo”, a “encrenca” Bolsonaro X Moro continua impactante. O Presidente, ainda pouco operante, saiu em busca de aliados para ser fortalecer depois que as Forças Armadas atenderam ao pedido dele (que eu também estou atendendo) de deixar que o Supremo resolva tudo.

    Tão verdadeiro é isso que levou empresários para uma audiência com o Presidente (que não é ele, segundo ele que não percebe que está abrindo mão de “Presidenciar” ao fazer isso) e sim o Chefe do Terceiro Poder (Judiciário). Também buscou aliados junto a um tal Centrão, que ele sempre abominou e jurou de pé junto que com eles nunca negociaria.

    E mais ainda…

    Buscou um personagem do passado, um Ex-Deputado de antecedentes preocupantes, eis que trafegou nas águas turvas da Câmara dos Deputados por seis legislaturas e que, após ter sido enganado pelo Sr. José Dirceu (sim, esse mesmo – o amigão do Lula) denunciou todo mundo, denuncia que desaguou no mensalão.

    O Sr. José Dirceu não teria honrado a palavra dada ao ilustre Ex-deputado sobre “ transferência’ de verbas públicas. Como negociata, segundo os políticos é qualquer negócio do qual não seja partícipe, vírgula, etc. e ponto. Ressuscita o ilustre a defender o Sr. Presidente, pelo que agradeço, pois ainda não perdi totalmente minhas simpatias por ele e a desancar com o Sr. Moro.

    Pera aí, ilustre – com seus antecedentes me vejo obrigado a lhe solicitar que, por gentileza, lave a boca antes de falar sobre o ainda não julgado Sr. Moro.

    O adversário, o Sr. Moro está quieto, apanhando mais que cachorro magro, sendo tratado de tudo e tendo sua vida devassada. A esposa do referido, que tem existência profissional independente do marido, o que acontece na maioria dos lares, já foi acusada de coisas que nem se repete. Muito pouco civilizado esse ataque.

    Os acontecimentos em torno do Sr. Presidente tornam desnecessário que o Sr. Moro abra a boca. Nada necessita dizer. A semana promete avanços no sentido de desenrolar o fato que está travando o pais e piorando o cenário COVID.

    Vírus, crise econômica, crise política – necessidade demonstrada de ficar com o imunológico “bom “, para se defender do vírus, necessidade de ficar com o “ mental bom “ para se defender do resto. O mar Covid 19 Brasil é um mar muito contaminado.

    A ilusão de que se tivermos dinheiro, melhor emprego, casa melhor não vai nos ajudar. Semente de feijão, mesmo abençoada não ajuda no combate ao vírus.

    O que podemos fazer para nos salvaguardarmos? Quarentenados, precisamos exercitar algumas virtudes dentro de casa, onde estamos ancorados, ou atrás das máscaras quando saímos às ruas.

    Primeiro precisamos da virtude da paciência, – respirar fundo, contar até dez. Nas filas ficar com a pernas paralelas ao ombro, levemente afastadas, portanto. Os joelhos devem ficar levemente fletidos e respirando calma e profundamente, prestando atenção ao nosso respirar, sem se envolver com as coisas que estão acontecendo no mar em volta. Concentrado em si e em se fortalecer… respirar oxigenando sua fogueira metabólica interna…

    Diariamente, várias vezes ao dia, precisamos fazer inventário do que tem de bom em nossas vidas. Isso nos ajuda a policiar nosso humor. Ficarmos muito tempo com as pessoas que amamos traz cansaço.

    Filhos não param quietos (Graças a Deus} – mas não temos mais aquele espaço de afastamento – nós no trabalho, crianças na escola, chatice ir buscar, na hora que saem da aula, que emoção, como gosto desse piazito que vem de calças curtas marrom-claro em minha direção atravessando o gramado da SQS 0# sob o sol de Brasília.

    Vai crescer, virar homem, aproveite o grito agudo de sua filha dentro de casa, vai crescer, dar aula de inglês, virar doutora advogada, falar manso com você, lhe dar o nó e vai ainda mandar na velhinha, kkkkkk. Se achou aqui, n`e´ mesmo?

    Ao ler o parágrafo supra alguém deve ter percebido um movimento no peito. São as sementes da paixão e da compaixão se movendo. Esses tempos que vivemos são fundamentais e preparatórios para algo que virá e não sabemos o que é., mas desde já o psicoespiritual nos convoca a exercitarmos, além da paciência, as funções da paixão e compaixão.

    Paixão e compaixão, pernas levemente afastadas, joelhos levemente fletidos, respiração calma e profunda – pronto! Você já está em posição de ter compaixão pela esposa e lavar uma louça, dar um banho em um filho, passar uma vassoura. E se depois disso ela não se derramar de paixão é porque você está com bafo de cerveja….

    O mar Covid_Brasil vai desaguar em um oceano –todo mar faz isso… Nem quero mencionar agora, mas qualquer que seja o oceano, haverá grande demanda de compaixão pelo outro e de paixão pelos nossos, os de sangue. Comece a exercitar agora. O mar Brasil está cheio de, digamos lulistas e bolsonarianos – eu mesmo sou, confesso, um bolsonariano – logo desapareceremos todos, bolsonarianos e lulistas.

    Até o ano 2000 nem existiam lulistas. Havia sim, petistas, o que é outra história. Isso também passara, tal com o vírus. Mas nós não – o exercício das virtudes é importante e estou sugerindo essas aí, nesse atual momento.

    É preciso ter compaixão para com você mesmo – diminuir seu contato com o noticiário. E ao entrar em contato com ele, fazê-lo com muito critério mental, sem perder o seu centramento, sem se deixar levar pelos sopros dos objetivos de terceiros, sem se deixar manipular.

    Sim, sou simpatizante até o momento do Sr. Bolsonaro, por exemplo, Como vocês perceberam, não me deixo levar. O Sr. Moro não vira um humano porcaria de sexta da manhã até meio dia. Nem Bolsonaro, mas estou olhando… Deve ser assim, você não precisa gostar do Bolsonaro para viver bem e para ativar seu sistema imunológico. Você tem o direito de ser feliz sem importar sua visão política.

    MAS PRECISA TER CONSCIÊNCIA DO QUE OS FATOS ESTÃO PRODUZINDO EM VOCÊ!

    Não há a alternativa de deixar de ser senhor de si pelos acontecimentos. Portanto, mantenha-se apaixonado pelos seus e compassionado pelo próximo. Esse estado emocional o jogará naturalmente no próximo passo para ativação de suas defesas.

    Lyubomirsky é uma pesquisadora americana. Não me pergunte de qual Universidade. Ela fez brilhantes estudos sobre o bem-estar e pasmem:

    As pesquisas dela mostraram que SER GENTIL COM O PRÓXIMO, SER BONDOSO É UMA DAS AÇÕES HUMANAS QUE MAIS PRODUZEM BEM-ESTAR.

    Fantástica essa viagem que estamos fazendo nesses textos. A Nação está sendo atacada por várias coisas –de um lado o vírus, de outro a luta por poder e dinheiro, que afinal é o que estamos fazendo – lutando contra o vírus o contra a cleptocracia, dentro de princípios republicanos.

    E a ciência nos leva a que a melhor ferramenta para nós, cidadãos covidenses, mantermos nosso sistema imunológico e nossa saúde mental nesse instante da história pátria é sermos bondosos e gentis para com o próximo e para conosco mesmo.

    Quem diria que paciência, paixão e compaixão seriam ferramentas. Melhora o mental, melhora o imunológico como consequência. O vírus bate em uma pessoa equilibrada, estável, centrada, auto-protegida. Bate e volta, vírus do zóinho espichado, filho do djanho…

    Talvez tanto o Moro quanto Bolsonaro estejam certos e Roberto Jefferson esteja errado. Talvez o mal-amado Supremo e muita paciência sejam o caminho.

    Mas confesso, até envergonhado e a vergonha é do médico, não do cidadão, que aquela fotografia do Sr. Roberto Jefferson segurando uma espingarda me deu água na boca.

    Não. Não mesmo!

    Os netinhos estão lhe vendo – quarentena, “ veio”. Se segura nas calças, jaguara!!!!!

  • O SUPREMO POLITIZADO – 08/05/2020

    Impressiona-me a absoluta irresponsabilidade de uma enorme parcela dos políticos brasileiros na questão do Covid 19!

    O SUPREMO POLITIZADO

    Tenho para mim, que a judicialização da politica é extremamente danosa para a democracia representativa posto que a legislatura abdique de sua função de deliberar e produzir legislação e a entrega aos Tribunais.

    Claro, uma conduta que transfere a responsabilidade da decisão politica para o Judiciário pode beneficiar em princípio o interesse de curto prazo para os políticos. Estes sempre atrelados a evitar decisões de baixa popularidade e consequente perda de votos, ainda que tendo como custo sua responsabilidade politica e legitimidade democrática.

    Todavia, os efeitos dinâmicos desta tomada de decisão pelo poder que não tinha esta atribuição são devastadores. Como não resolvem problemas estruturais, tem como consequência imediata piorar a estrutura organizacional. Por último, ainda que a atuação judicial seja bem sucedida, isto não resolvera os problemas inerentes da abdicação e do enfraquecimento galopante da responsabilidade politica.

    Neste ano de 2020 o envolvimento direto do Supremo Tribunal Federal  nas decisões do Legislativo e Executivo recrudesceu e atingiu um ápice intragável. A Corte decidiu, por exemplo, que na questão dos isolamentos a decisão ficaria restrita aos governadores e prefeitos. Estes  sabemos absolutamente dependentes em face de nossa estrutura fazendária, do poder central. Assim quem paga em analise final, não decide e muito menos tem poder de fiscalizar.

    As participações de Ministros, na condição de atores principais quanto a decisões do Executivo extrapolam em muito o bom senso, a ponto de unir em um mesmo discurso o Presidente atual e Lulla!

    Avulta nesta etapa a ofensa à boa cidadania quanto à soltura de presos de altíssima periculosidade, e mais a iniciativa solitária de impedir o Executivo de decidir questões comezinhas como nomeações de colaboradores.

    Inusitada velocidade nos impulsos processuais protagonizadas por Mello e Alex Morais aquele, certamente demonstram a contento o tamanho do desejo dos Ministros de invadir a seara decisória do Executivo. Felizmente em momento de bom senso, o Ministro Marco Aurélio deu um basta nesta insanidade de perigo incalculável para a Democracia e chamou a realidade seus pares!

    Resumindo: Ou a vaidade abandona as togas supremas ou elas serão desvestidas “manu militari”!

    SISTEMAS DE GOVERNO “BY PAULO MARTINS”

    O Deputado Federal Paulo Martins, ensina que como sistema de governos existem o Presidencialismo, o parlamentarismo e o “judiciarismo”, sistema imposto no Brasil. Segundo ele, e o que escrevemos acima, o judiciarismo é o sistema onde prevalece a vontade dos não eleitos.

    Adiciono ao sempre perspicaz comentário do Parlamentar, a necessidade de que a Câmara Federal impulsione vez por todas a Reforma Política e no seu bojo, nem que daquela forma pragmática “jabutis”, algumas posturas de contenção do ativismo do Supremo Tribunal Federal!

    CELSO DE MELLO E A REVIRAVOLTA DE SAULO RAMOS NO TÚMULO

    Todo mundo sabe, e eu mesmo já escrevi aqui sobre o que perpetuou em seu livro o renomado jurista Saulo Ramos, em tese última o responsável pela indicação do Promotor Celso de Mello ao Supremo.

    Pois a atitude de coragem inusitada neste homem, demonstra que seu ódio a Bolsonaro superou o medo que caracterizou seu comportamento ainda segundo Ramos.

    Ao insultar de forma explícita Ministros testemunhas no caso de Moro x Bolsonaro incendeia o parquinho!

    Como se retira finalmente da cena no final do ano, não hesitou em ter participação ativa em mais esta tentativa de conspurcar o mandato presidencial. Para comprovar o que escrevo sustento com a velocidade inusitada das decisões do Ministro.

    SAÚDE

    Impressiona-me a absoluta irresponsabilidade de uma enorme parcela dos políticos brasileiros na questão do Covid 19!

    Nesta semana foram inúmeros os exemplos do “to nem aí”! Talvez o mais sintomático tenha sido produzido pela Assembleia do Amazonas que removeu autorizar cultos religiosos de qualquer denominação sob a justificativa da importância do papel espiritual e social desempenhado pelas Igrejas.

    Parece a mim desnecessário enfatizar o reconhecido papel das Igrejas. Mas parece menos necessário ainda deixar claro aos patetas com mandato popular que os mesmos eleitores que os elegeram com base nas suas opções religiosas vão morrer “sê infectados” e claro, daí não irão às urnas. A não ser que um padre ou pastor os ressuscite!

    SAÚDE II

    A questão da Pandemia ficou sob total responsabilidade do Secretário Beto Preto no Paraná. Não vejo como negativa tal decisão. Sei que o poder/dever de enfrentar o assunto é do Governador e do Chefe da Casa Civil em primeiro lugar. Ocorre que o governador em função de seu comportamento na pandemia já ganho novo ápodo: Juninho Pipoca, e Silva foge de qualquer decisão que não resulte em ganho político! Assim, natural que o técnico em Saúde por profissão descasque a batata.

    Seria de bom alvitre que o Secretário fosse mais explícito na sua aparição diária na TV oficial do Estado a Rede Globo e produzisse mais relatórios com gráficos e números em relação à compra de remédios e equipamentos. No geral vale elogiar Beto!

    CORNETA DE OGIER BUCHI

    1. O desconhecido deputado Federal Haroldo Martins foi à Casa Civil. Recebendo a negativa em relação à abertura da Igreja do Edir, ficou “nerviosso”! Dizem que gritou com Guto. Se fosse o pai do Guto, vigoroso quarto beque de outrora enfiava a mão na orelha do Deputado! Bem que merecia.
    2. Em surdina os deputados aprovaram a construção de 37 PCHs no Estado. Nunca dantes na história tudo correu como querem os nababos.
    3. Mais na surdina o Bacil de São Mateus derrubou as leis de soft livre no Estado. Pianinho um lobby gigantesco. Será que o Jacobwski está nesta?
    4. E o ensino a distância do Camondonguinho? Diz a propaganda oficial do secretário de educação que é uma maravilha. Mentira deslavada. Nem mesmo os colégios particulares com toda a sua infraestrutura estão dando conta de manter a qualidade de ensino.
    5. O MDB tem a liderança do Governo Bolsonaro no Senado e a Vice Liderança na Câmara Federal.

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Senhor manda mais chuva! Amém!!

  • Cleptocracia e COVID-19 parte 3

    Esta a 3ª parte de uma postagem sobre a cleptocracia e o COVID-19. Para receber as próximas postagens em seu email, assine o nosso blog.

    Psico-neuro-imunológico parte dois.

    Então, prosseguindo, minha fala, me dirijo aos covidensos e as covidensas, como são conhecidos os moradores de Covid-19

    No embate entre lulistas e bolsonarianos surgiu um argumento. Diziam os bolsonarianos que ele era mais apto porque consegue dizer hidroxicloroquina, enquanto que o opositor não consegue dizer tríplex. Brasileiros tem fenomenal capacidade de ironizar e brincar com tudo. Vamos entrar na brincadeira e falar psiconeuroimunológico. Quem conseguir fica melhor na fotografia…

    Ser médico é também ser buscador. Existe um grupo de pensadores médicos que entende que esses quatro sistemas, que geram quatro especialidades médicas distintas, a saber a Psiquiatria (siamesa com a psicologia), a neurologia, a imunologia e a endocrinologia, deveriam ser uma única especialidade.

    Pessoalmente acho meio impossível que um ser humano consiga dominar todos os conhecimentos dessa única especialidade. Razão pela qual esses médicos pensadores em sua maioria acreditam na integração do trabalho dos especialistas nessas diversas áreas. O trabalho em equipe, o trabalho em grupo, que tanto treinamos nas escolas e que você deixava para um colega fazer. OU você era o Nerd que fazia?

    A neurologia, a imunologia, a endocrinologia estudam fenômenos extremamente complexos, maravilhosos, de uma integração funcional tão fantástica autônoma q eu quando a gente vai estudando dá até vontade de acreditar em Deus. Mas na verdade são mecanismos que funcionam por si.

    Uma molécula aqui ativa uma célula acolá, que responde com outra substância que leva a produção de um hormônio e o hormônio de lá então mexo com uma célula de cá e de repente um neurotransmissor é liberado e você sente prazer e daí uma célula do seu organismo libera uma outra substância que vai despertar seu sistema imune porque entrou um invasor no seu organismo. Que tenso e denso esse parágrafo, hein? E as substâncias tem nome três vezes mais comprido que hidroxicloroquina, rssss

    Dois rápidos comentários:

    Comentário hum: quando você for em um médico, olhe bem para ele. Mas não fale nada. Só pense que para se formar ele precisou aprender o nome de todas essas substâncias e de quem reage com quem para poder lhe prescrever um medicamento. E você, que nem era o Nerd que fazia os trabalhos na escola se automedicando… comprando hidroxicloroquina na Internet, seu jacaré…

    Comentário dois: percebeu que eu me intrometi no processo descrito como autônomo, automático, deixando escapar a palavra “ prazer”. Pois é, porque no psiconeuroimunológico, a única parte, digamos, parcialmente controlável, é o psico. Foi a forma que encontrei de entrar com a psiquiatria na História.

    Cidadão e cidadã covidense – você já que para escapar do Covid-19 não vai ser fácil. Imunização de rebanho, vai ser uma gripezinha, só morrem aqueles do grupo dos escolhidos, os “ véio de 72 anos” igual ao Dr. Everson. Você está lendo de tudo, troca Ministro, bota um Ministro mais feio para ver se vírus assusta e vai embora, o vírus responde que não tem medo de cara feia, rsss.

    Estou brincando com o Sr. Ministro, acompanhando outros que já brincaram com ele, mas é um médico que se entrar na sala, mesmo muito mais jovem do que eu, levanto para cumprimentá-lo em respeito – é um baita médico, sério, zero de politicagem, “tamo junto”, como diz a turma da Associação Atlética.

    A situação do covidense é complicada. Da sua pele para fora o mundo se divide entre cleptocratas e o Covid. Da pele para dentro o tal psiconeurooscambaupapelote, rss, como diziam os moradores da Campina do Siqueira na minha infância. Pelo que a gente entende o tal cleptocrata entra no bolso e rouba o salário de sustentar a família e o Covid entre pela boca, nariz e olhos para roubar a saúde a vida.

    O Presidente está perdendo no jogo do truco para a politicagem e nós estamos perdendo o jogo para o Covid. “Home de Deus”, fala algo que me ajude. Já tomei dois Rivotril SL, um Frontal XR, três Exodus e continuo com aperto no peito e as mãos suando só de ler…..

    Calma, vou falar! Primeiro lembre que eu também aprendi todas aquelas palavras longas que os médicos das outras especialidades aprenderam. Nós, psiquiatras, também sabemos falar tríplex, hidroxicloroquina e todas aquelas coisas que os outros médicos falam. Só que nós não falamos, porque palavra difícil não trás nem Fé, nem Esperança. E é isso que precisamos agora.

    Bom, de esperança você entende, doutor – afinal torce para o Paraná clube. É verdade, Terta! sou um homem esperançoso. Sou tão esperançoso que minha cor favorita é o verde-palaciano

    E de Fé – minha Fé é inabalável e consistente como o pico do Marumby, firme e alta como o pico do Paraná- se não for paranaense vai ter que dar uma olhada no livro de geografia. Serra do Mar – coisa linda de se ver. Mas não é a Serra do Mar que me dá Fé. Ela é só um cutucão de Deus na nossa alma. Minha Fé vem da pura lógica.

    Deus, seja lá o que for Deus, E Deus é Deus, NÃO encha minha paciência com isso, pois Deus que é Deus fez o Paraná ser pentacampeão paranaense e DUAS VEZES CAMPEÃO BRASILEIRO DA SÉRIE B. Tem isto feito Deus sossegou porque entendeu que já tinha ensinados covidenses de Seu Poder e de sua capacidade de produzir feitos bem feitos.

    Ah, deixa eu ver se entendi. O dr Everson está tentando dizer que os covidenses devem ficar sincrônicos com a obra divina, mas o doutor é como Santo Agostinho, que sabia, mas uando lhe perguntavam não sabia mais.

    Sim, verdade pura – e é assim que Ele nos apetrechou para lidar com o COVID… o Divino é danadinho….o Cara é cheio de truques e nós, buscadores, precisamos decifrar.

    Decifremos, pois! Na verdade, o cenário atual está complexo, como estamos vendo em nossa extensa digressão. Mas é necessário percorrer o caminho se queremos sair do imbróglio.

    Senão, vejamos. O remédio mais falado é o tal respirador. Depois falam em três produtos que, quem sabe, perhaps, tomara que possam ajudar. Fora isso, o que resta para os covidenses nesse momento em que o planeta explode. Será que a saída é fazer um foguete à la Jor-El , o pais do Superhomem e mandar o Raul para o Espaço Sideral. Para mim não é solução – escolha de Sofia- quem ponho no foguete – Raul ou Lúcio, Vica , a Neta, Pedro, o neto – Os meus não são Kriptonianos, não vão a lugar nenhum, são covidenses.

    Nada de espaço sideral – essa solução não presta.

    Todo médico é um buscador – precisa uma solução melhor… . E onde ela está?

    Estamos procurando da pele para fora – a melhor solução ainda são os cuidados de higiene, mas mesmo assim já fomos avisados que todos nos contaminares com o bichinho…

    A Existência, tal como Deus a criou é feita de dualidades. Se o problema vem de fora a dualidade exige que a solução venha de dentro.

    Everson ALberge Buchi

    Parte 4

  • Cleptocracia e Covid 19 – 2

    Esta é a 2ª parte da postagem sobre o COVID-19 e a cleptocracia. Para receber as próximas postagens no seu e-mail, assine o nosso blog!

    Falamos de cleptocracia e covid, dois inimigos da pátria. Para acabar com a cleptocracia, só sendo republicano de verdade e sugiro a leitura dos textos do Raul, que estão muito didáticos sobre essa ideia.

    Agora estamos focando no Covid e como podemos nos defender.

    Bem, analisemos o tal sistema psiconeuroimigoendocrinológico. O corpo humano tem aparelhos e sistemas para funcionar e o psiconeurotrololó faz papel regulador importantíssimo.

    São quatro partes, das quais só temos acesso a uma. O neuro, o endócrino e o imune são automáticos.

    O Covid 19 entra no organismo, como já vimos, via olhos, boca e narinas. É microscópico, fica dias no ambiente antes de “ morrer “. Vai para os pulmões, quando aspirado.

    E aí que começa a encrenca. Temos dentro de nós capacidade de defesa automática contra agressores externos. É um dos quatro que a gente tem falado. É o tal sistema imune!

    Ele pode ser um mecanismo primário, que é ativado automaticamente e é genérico. É como um batalhão de fronteira – não importa de que pais venha a agressão eles saem metendo bala. Tal como todo batalhão de fronteira conta com defesas físicas, a pele, por exemplo. Conta também com um primeiro grau de defesa, tipo minas terrestre. São substâncias que tem a capacidade de destruir muitos agressores. Por exemplo a lisozima, eu é uma enzima que está permanentemente protegendo os olhos.

    Mas agressores são agressores e a função deles é agredir e muitos conseguem passar, por vezes facilmente pelas defesas iniciais. Tal é o caso de Covid-19, que avança até os pulmões.

    Lá ele atinge uma substância chamada hemoglobina, que é uma substância que transporta oxigênio. Veja só que “maledeto” esse cara! Atinge o pais atacando os caminhoneiros –

    Tá- Tá tá –tenha paciência com o Girafales aqui – só estou tentando criar uma imagem didática. Sabe esses bi-trains? Então, essa hemoglobina é meio assim. É como se o vírus chegasse na carreta, a hemoglobina e dividisse em duas partes. A carroceria e o cavalo. Ele pega a carroceria para ele e deixa o “ cavalo “, chamado heme, solto e descontrolado.

    Ah, tirou o dedo do teclado. Entendo, meus exemplos pedem que você escreva – que bom que está tendo paciência e não meteu o dedo, rsss!…, Mas é que o ”cavalo descontrolado” se assemelha com o radical que fica solto np organismo. Imagine um cavalo desses de Scania solto na Praça Principal da sua cidade. Deixa todo mundo louco – Pois não é que acontece isso com nosso sistema de defesas?

    O bicho é feio e o sistema de defesas se descontrola de uma tal maneira, as forças armadas ficam tão descontroladas que além de atacar o inimigo passam e meter bala em qualquer coisa. Tá manjando a situação. O povo por ali, o Exército metendo bala em tudo. Morre mais de fogo amigo de que do ataque do inimigo. É meio assim que fica o pulmão da gente, com o descontrole.

    Um descrição simplória de um mecanismo extremamente complexo. Metade dos cientistas do mundo estão debruçados sobre isso.

    O que temos até agora, para não nos perdemos – primeiro – manter as medidas de higiene.

    Segundo – precisamos que o Exército não se perca e se mantenha íntegro para defesa. Se o Exército falha, os remédios até agora indicados são descritos como não carentes de eficiência, eficácia e efetividade. Se o Exército falha, respirador, Os Governadores de alguns Estados brasileiros já estão avisando que não vai ter respirador para todos.

    Terceiro – isto posto só nos reta confiar no sistema imune, sobre o qual não temos atuação. Ah, sim, não nos esqueçamos da Fé. Ele nos foi entregue pelo Criador…

    Ele pode ser inato, ou seja, o primeiro Exército, o qual, para Manduca é suficiente para segurar o vírus, mas que para Pinduca não basta.

    A má notícia é que você não tem como saber se é Pinduca ou Manduca….Não refresca nada saber “ que a maioria” é manduca, vai sobreviver. Você, pessoalmente, você indivíduo, você cidadão covidense, não sabe o que pode acontecer.

    Mas agora já sabe o que fazer – melhorar suas defesas. Se há um sistema interligado, melhorando o neurológico, melhora o imunológico. Melhorando o endocrinológico, melhora o imunológico – Cuida da Diabetes, desgranhento de uma figa, lava as mãos, jacu do dianho, diminui o sal da polenta, miserenta!

    Viu como curitibano xinga quando fica bravo – agora imagine o salão do palácio do planalto, o Moro curitibano e o Bolsonaro carioca se xingando – Oooops, pera aí, não me mete nisso, não – foi o Bolsonaro que contou que tinha palavrão. E sua imaginação tem Poder – imagine, kkkkk.

    E o psico? Lembra da palavra PRAZER. Pois é, precisamos ter prazer em viver. É a mais potente ferramenta preventiva disponível, atrás apenas das medidas de higiene.

    Bom, Gladys, a culpa disso tudo é sua. Você foi a pessoa que mais me pediu para escrever. Estou fazendo, com psiquiátrico cuidado. Por isso o texto está tão longo. Seria o tema de toda a semana, pedaço por pedaço. Mas enquanto falamos, eles morrem. Não podemos perder tempo.

    O psiquiatra precisa ensinar a melhorar o estado de ânimo, para ajudar aos demais médicos na batalha. Acreditam, tenho estudado e há soluções de aplicação simples e outras nem tanto.

    A Existência coloca tudo ao nosso alcance, precisamos apenas entender sua Obra e atuar com ela.

    Everson Alberge Buchi

    Parte 3

  • Cleptocracia e Covid 19

    Essa é a parte 1 de 5. Virão ao longo da semana, mais textos na sequência desse.

    Assine nosso feeds para receber essas postagens por email.

    Psico-neuro-imuno-endocrinológico no mundo do Covid-19 – perdão,

    NO SEU MUNDO

    Onde você pensa que está morando?

    Bom, você eu não sei, mas eu estou morando em um Planet chamado COVID-19.

    Esse planeta foi amalgamado por um vírus mutante chinês e pela Imprensa Mundial. Caso, eventualmente, você more em um pais chamado Brasil, o vírus, já em sua forma brasileira, que é diferente de outras que andam pelo mundo (atenção – isso biologicamente faz diferença, conforme veremos) o buraco é mais embaixo, como dizem nossos conterrâneos lá do Pedra Noventa.

    O amalgama passa por um componente interessante, visto que o Brasil continua um pais dominado pela cleptocracia.

    E agora, vou primeiro para a doença do vírus, ou vou para a situação nacional?

    Vejam só, eu disse que o Presidente havia cometido um erro com o Ex-Ministro Moro. Viralizou a imagem do Moro jogando truco com o Bolsonaro. Pois é, o Bolsonaro, cheio de manilhas e pé de jogo caiu na jogada de contrapé do Moro, que esperou de gato e três.

    Para quem não conhece o jogo, Moro deu um nó no Bolsonaro. Seja simplesmente porque o Bolsonaro vinha garganteando em cima do Moro, o que seria uma resposta absurdo do Moro, portanto, incrível, não acreditável, ou porque ele entendeu que o Bolsonaro já tinha feito sua parte e carregado a tocha republicana até onde tinha competência para tal.

    Também escrevi que essa manobra do Presidente, aliada ao seu discurso dando um pito em seus apoiadores dois dias depois, deixaria seu governo amarrado. Parece que eu estava certo – o Bolsonaro não nomeia mais ninguém, O Ministro da Economia, o tal Posto Ipiranga só tem uma bala na agulha e só sabe falar nisso, que é o maravilhoso projeto de congelar salários de servidores público.

    É gravíssimo, no atual momento, o ministro só ter uma bala em seu revolver. Collor que o conte….

    Os seguidores mais apaixonados do Sr. Presidente, aqueles de certa forma confundem Bolsonaro com Governo, continuam clamando por Intervenção. O instinto avisa que Bolsonaro até joga truco, mas não parece ser um bom jogador. Conhece o jogo, viu grandes campeões jogar, mas não pegou a manha do carteado.

    Está, no momento, cheio de 4 e 5 na mão, cartas vazias, que o obrigam a grandes manifestações populares de apoio – em Cristalina. Uma doce cidade goiana, um povo gentil e fraterno, pode ir morar lá. É pacato, fica perto de um grande Centro – Brasília e de uma cidade histórica – Luziânia, que é citada até em Grandes Sertões.

    Realisticamente falando, a intervenção já foi feita pelo Supremo, conforme se supunha, visto que o conflito Bolso X Moro amarraria o pais, como de fato amarrou. O Supremo, com surpreendente bom senso antecipou o fim do imbróglio diminuindo o tempo do depoimento do Ex- em cinco dias e não mais sessenta. O depoimento foi ontem, não tenho a menor ideia do que foi dito e apresentado.

    Segundo Sua Excelência, o Sr. Presidente, o máximo que lá se encontrará serão alguns palavrões. Não é o que espero que aconteça no Salão Presidencial, mas abençoe Deus que seja só isso mesmo. A Nação não aguenta outro tempo de agonia à la Dilma.

    Se tiver algo mais fica complicado. Porque intervenção já tem. É do tipo branca, mas é. Então, para atender aos Bolsominios, precisaria uma “desintervenção” das forças armadas O Exército está construindo estradas e furando poços no Nordeste, segundo se noticia. Nobilíssima missão em tempos de paz, mas que deveria pertencer aos civis.

    Claro, a corrupção, de fato sim, compreensível que vá o Exército. Ah, mas a Aeronáutica então – virou empresa de transporte de senadores, deputados e ministros- acho que ainda não deu tempo de desvirar e voltar a ser instituição militar. A reserva das Forças Armadas está sendo convidada a trabalhar no INSS.

    Forças Armadas

    Das forças armadas parece que sobrou a Marinha POR FAVOR, DEMONSTREM QUE ESTOU TOTALMENTE ERRADO EM AVALIAR ASSIM DAS NOSSAS FORÇAS ARMADAS. Me sinto totalmente antipatriótico por enxergar a realidade tão assim.

    O pito do Presidente foi de lascar. Eu mesmo me senti esvaziar. Senti mal ao ouvi-lo. Durante a semana voltou a se manifestar de forma desnecessária. Qualquer carta que caia na mesa está levantando para seis. Morde qualquer isca e torna sua defesa difícil para nós, que não somos robôs, somos pensantes. O projeto de Brasil precisa continuar. Alguém no esverdeado Palácio precisa fazer o “ coaching Presidencial”.

    O Capitão precisa de mais habilidade para jogar com as cartas que tem. Não virão cartas melhores para ele. O truco é o único jogo que permite vitória sem cartas. Mas precisa saber jogar, não é mesmo, Senhores Generais?

    Everons Alberge Buchi

    Parte 2

  • JOGANDO TRUCO! EM DISPUTA O DESTINO DA PÁTRIA – 01/05/2020

    Truco

    Como a imensa maioria das pessoas sabe especialmente descendentes de italianos, concentrados no sul e sudeste, o truco é para ser jogado em quatro, mas admite disputas entre dois contendores.

    As cartas são valoradas pelos seus naipes, sendo o de paus mais valioso e o de ouros o menos. As cartas decrescem em importância a partir do 3. Neste jogo, conhecer as 40 cartas tem muita importância, mas o comportamento do jogador é fundamental.

    Diferente de outros jogos de baralho, neste o blefe a mentira e o “mis in sene” são fundamentais para as vitorias e derrotas.

    Pois o truco jogado por Moro e Bolsonaro vinha de há muito em Brasília. Contendores entre os quais imperava a mais absoluta desconfiança. Blefes e estratégias constantes. Cercando os dois, em sua retaguarda os mililiques de baralho, mais nocivos do que nunca.

    Explicando: mililique é aquele sujeito que fica atrás do jogador, e bufa, arca-se , sorri, muda de feição, enfim faz de um tudo para atrapalhar e se tornar visível e protagonista em um jogo no qual sequer deveria estar presente.

    Tanto desconfiaram um do outro que entre quinta e sexta colocaram as cartas na mesa, e o truco correu solto. Iniciado o Inquérito na PGR, abandona-se o jogo e imperará o conteúdo probatório.

    Ao final certamente saberemos que blefou! Um ou outro será condenado. O prejuízo do tresloucado e, sobretudo inoportuno jogo refletir-se-á nos jogadores, mas de forma muito deletéria também no País!

    Difícil nesta etapa prever quem será o vencedor e em caso de vitória o que ela realmente significará.

    NÃO ACREDITO EM CLIMA PARA IMPEDIMENTO DO PRESIDENTE NESTA ETAPA

    Consultei alguns Deputados Federais e deles ouvi resposta idêntica, ainda que pertençam a siglas diversas. Com efeito, todos sabem que um processo de impedimento consome minimamente oito meses.

    Os mais velhos como eu, já vivenciaram o sentimento de amargor e tristeza, somado a imensa frustração que o impedimento de Collor, que representou a caça aos marajás e um Brasil que cresceria 50 anos em 5, causou a toda uma geração.

    Depois um acréscimo com um plano econômico relevante e, sobretudo REAL, e um presidente que iniciou a ignominia do mensalão, o sociólogo Henrique Cardoso. Fernando Henrique boicotou e muito a eleição de Serra, e ajudou a criação do estado cleptocrata liderado por Lulla e seus sequazes!

    Já em tempos de mensalão havia motivo para o impedimento de Lulla, todavia os bons índices econômicos permitiram sua reeleição e acréscimo na politica de instrumentalizar o Estado e mais muito mais, aparelha-lo.

    Lulla elegeu sua “poste”, e perdeu a mão! Decorrência disto, mais uma vez o País para por dez longos meses ate que a senhora Dilma fosse mandada embora!

    Veio o Temmer e com ele trouxe a resistência de seus companheiros de chapa, os petistas, e na algibeira os Baptista e os meliantes do Porto de Santos. Mais de ano, moribundo na Presidência, e o Congresso administrando o País, com apoio do Supremo Tribunal Federal.

    Finalmente eleito alguém que pudesse modificar este estado de coisas, sobrevém à óbvia revolta do funcionalismo de segundo e terceiro escalões, que ainda pertencem a o aparelhamento petista, ao que se soma de forma absolutamente inusitada a campanha de imprensa, incessante nos últimos 16 meses.

    Apesar das queixas constantes contra o Congresso Nacional, ainda vejo enorme parcela de parlamentares interessados na construção de um País melhor. A reforma da Previdência prova a afirmação.

    Todavia a pandemia, quadro exógeno e desconhecido oportuniza atitudes inusitadas e trás à lume interesses escusos. E nesta esteira com a saída de dois Ministros o quadro politico fica alterado e em ebulição.

    Pois é a mesma situação que provoca a ebulição, elimina a possibilidade de impedimento! Não há clima, não é hora!

    No momento em que escrevo a intervenção do Supremo nos atos da Presidência da Republica.

    ALEXANDRE DE MORAIS INTERVÉM NA PRESIDÊNCIA

    Não consigo fazer uma avaliação real dos efeitos da decisão sem amadurecer o assunto. Todavia, gravíssimo!

    CORNETA DE OGIER BUCHI

    1- O Projeto de Lei 189/2020 prova a forma de se comportar deste senhor que elegeram para Governar o Paraná. Em plena pandemia, Assembleia fechada para o povo, envia projeto que privatiza um mar de funções no Estado. Este é o modo de operar de Guto x Rato! Espertezas covardes.

    2- Assembleia: Evidentemente espero da Assembleia na questão 189/2020 uma atitude minimamente digna de parlamentares eleitos pelo povo do Paraná. Inimaginável que um projeto desta envergadura passe como passa tudo pela CCJ do Francischini: “Se é coisa de rato vamos atravessar a rua e negociar”. Não esqueçam de que estão negociando histórias de vida.

    3- Hora: Esta na hora dos cidadãos cobrarem dos seus respectivos parlamentares. Fica fácil jogar tudo nas costas do Traiano, Romanelli, Francischini. Mas como votam Ricardo Arruda, Guerrinha, Boca Abertinha, Stacho, Litro, Galo, Fernando Umuarama, Gilson, Tercílio, Amaro. Cobra Repórter, Silvestre, do Carmo, Bacil, Goura? Lembrei aleatoriamente de alguns….! Nem citei as raposas velhas!

    4- Temos dengue em todas as cidades do Paraná! O que o Camondonguinho tem para dizer. Ah entendi, vai extinguir os cargos dos agentes de saúde! Realmente o rapaz é chefe pelo voto, mas líder nunca vai ser.

    5- Posição de Camondonguinho em relação ao Governo de Bolsonaro: Dúbio, Flébil e débil. Realmente chefe pelo voto, líder nunca vai ser.

    6- Posição de Camondonguinho com seus colegas governadores. Se chover de tarde, transfere o jogo para de manha! Esta é boa para o Bakri defender. Realmente chefe pelo voto, líder nunca vai ser!

    7- Renato Feder o rapaz da Educação foi à Assembleia. Sabe nada. Claro tenho informação que empresarialmente é bem sucedido na pauliceia e outros que tais. Mas da educação do Paraná e do contrato das televisões provou na visita aos deputados que o Paraná virou a cada de Irene!

    8- A respeito dos contratos com a televisão e a educação a distância, o jornalista Denian Couto também Mestre em Direito deu uma primorosa aula em seu blog. Se o Camondonguinho não acordar vai seguir o caminho de seu criador e chefe Richa.

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Senhor manda chuva para o Paraná e paz para o Brasil. Amém!!!

    Ogier Buchi

  • O Novo Ministro
    Nessa foto, a cara de pânico do Mendes e a cara de satisfeito do Exc. Sr. Presidente podem vir a dizer muito sobre o futuro próximo.

    Com 50% do nosso time ocupado hoje, sobrou para mim o comentário sobre o discurso de posse do novo Ministro da Justiça e Segurança Pública André Mendonça. Posso alegremente chamá-lo desde de já de Ministro Servo. Já que esse é a posição na qual se coloca frente ao Exc. Sr. Presidente.

    Falo em analisar o discurso porque ele acabou de tomar posse. Então, nenuma obra executada, nenhuma decisão tomada. Ele precisa de tempo.

    O discurso me agradou muito, aliás, acho que ele deve ter lido minha postagem sobre o estado republicano publicado, ontem, nesse blog.

    Brincadeiras a parte, o discurso foi muito inspirador para os que, como eu, esperam que, representantes do executivo e das diversas instâncias do legislativo, hajam de acordo com o Direito constitucional e com os votos republicanos de igualdade de direitos e responsabilidades. Também me agradou o muito mal expressado respeito à hierarquia.

    Mesmo em uma república democrática, assunto também diosutido em meu última postagem, está acima do presidente. Servidão, ou servo do presidente, talvez não sejam os termos adequados e, na mídia corrupata e com sede de sangue (do povo claro), já virou joguete.

    O Ministro da Justiça e da Segurança Pública pode agir com independência em relação ao Exc. Sr. Presidente, mas não estar acima dele nesse voto hierárquico. Não foi eleito pela maioria do povo para o culpar o papel acima do mandatário (no atual governo, acima do presidente, estariam o Brasil, prova de republicanismo e deus, estidade cristã, que fique claro).

    A empolgação e a energia com que fez o seu bem treinado e bem escrito discurso, colocam o Ministro Servo diretamente na vitrine do governo. Diferente do apático e tramelante Moro (não tirando dele outras admiráveis qualidades), sua entonação, seu treino professoral para dar ênfases e acordar distraídos, vão aproximá-lo da mídia rapidamente como ocorreu com o Ex-ministro da saúde.

    Ele tem tarefas, que em seu discurso, são claramente consideradas importantes: levar a justiça com igualdade, isenção e responsabilidade.

    Para mim, isso basta, na medida em que seja verdade.

    Não tenho mais crença em políticos e governos, seja esse ou o dos 40 ladrões.

    Raul de Freitas Buchi

    Segue um link para alimentar as leituras:

    https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2020-04/novo-ministro-da-justic-promete-atuacao-tecnica-e-mais-operacoes-da-pf

    Obs.. O corretor ortográfico do WordPress cisma em corrigir Exc.. Sempre me oferece Exu, como correção. Uma vontade de usar…

  • Muerto Canyon ou o pincel na mão.

    Segunda passada, pela manhã, o Sr. Presidente da República fez enfático pronunciamento sobre os que se manifestam como insatisfeitos com parte do Supremo e com o Congresso.

    Sou um deles, um dos tais insatisfeitos que acham que o Sr. Presidente é urubuzado por forças não tão ocultas e de interesses dispares da população.

    Quando Sua Excelência falou aquilo fiquei com o pincel na mão, sem escada. O que faço com todas as manifestações de apoio a ele?

    Fiquei no mato sem cachorro.

    Não estou entendendo nada, Sr. Presidente. Me perdoe pela minha incompetência em compreender essas coisas.

    Continuo também achando que o Sr. errou com o Ministro. O Ministro tirou o Sr. para dançar. Teria que ser ao contrário. Nada explica ou justifica a inversão… O Sr. não explicou pública e convincentemente a razão de não querer dançar. Apenas vociferou com sua voz potente de Presidente; “ aqui quem manda sou EU “ – Olha o eleitor curitibano confuso: EU, quem ­-  Vossa Excelência ou EU – povo?

    Presidente, estou perdidaço desde domingo. Estávamos indo tão bem, até mesmo com o Covid-19 para atrapalhar

    E agora, como conserta isso?

    Imaginar que chamar nome feio para o honorável Sr. Sérgio Moro vá resolver algo é baita infantilidade. Protestar na rua, boa ferramenta, o Sr. mesmo se encarregou de desacreditar…

    E para piorar tudo, O Sr Aras, PGR – de forma correta, pediu um processo no Supremo, para saber quem está certo – o Sr. ou o meu vizinho Moro, querido vizinho. Ele é vizinho querido e o Sr. é o amado Presidente. Graças a Deus quem vai escolher o certo entre os dois não serei eu, será o Supremo. O meu vizinho é danadinho, acostumado a vencer, sempre bem documentado. Temo pelo Sr, no Supremo, mas foi o Sr. que me desautorizou….

    Pelo que entendo o Sr. está de pés e mãos amarradas nesse inquérito do Supremo. E amarrou o pais junto, naturalmente.

    Por favor, me diga que estou errado e que podemos voltar a luta contra o Covid-19 e também contra as outras pragas já amplamente identificadas, sob seu comando, imediatamente.

    Não, Sr. Presidente, não me convenci com as postagens da semana no twitter a seu favor. O Sr. também concorda que xingar o Sr. Moro de traidor só depõe contra o Sr. Com a boa intenção de lhe defender o chamam de incompetente, incapaz de vislumbrar um traidor e pior, espraiam isso sobre todo nosso lindamente esverdeado Palácio do Planalto.

    Socorro, Presidente, estou perdido.

    Só consigo pensar no meu avô, que quando a gente se atrapalhava, dizia: Se aprume ou tome rumo.

    Everson Alberge Buchi

    Os Republicanos

  • OS DEVERES – 17/04/2020

    OS DEVERES

    Cícero foi político, advogado e filósofo tendo vivido no Século I antes de Cristo. Representa e bem o pensamento latino de então e tenho certeza esta mais atual do que nunca. Vivemos um tempo de incertezas em o qual operadores da patifaria bitcoin, por exemplo, desfilem milionários, gente de mercado de seguro de saúde em especial se apresente como case de sucesso e riqueza instantânea.

    E a rigor até então nada é feito para que estas quantias fabulosas, de origem incerta e não conhecida sejam investigada com a profundidade que o descalabro exige.
    Nesta esteira, estados e municípios estão sendo gerenciados, sob a justificativa de combate ao Covid 19, dispensados dos compromissos de responsabilidade fiscal.

    Ora, o maior e mais letal vírus em constante ataque a sociedade brasileira, como o exemplo acima é o da corrupção, que deseduca, desconstrói a família, impede a modernização, condena a educação e saúde precárias, culminando pela falta de oportunidade aos jovens, a falta de emprego e finalmente a morte.

    OS DEVERES II

    Tenho que a lição de Cícero cabe à Filipeta nesta etapa, em que municípios do Paraná estão trabalhando sob a legislação do estado de calamidade. Alguns dos quais sequer um caso de Covid 19 relatado.

    NÃO HÁ EMBARGO POSSÍVEL!

    Trabalhar fugindo da lei de responsabilidade fiscal nestas condições é imoral e inexplicável. Cicero escreveu no Capítulo XXXIV do livro Os Deveres: “transformar em lucro pessoal a administração do Estado não é só coisa vergonhosa, mas crime ignóbil e de torpeza nefanda”. Deixo claro ainda que não é só se apropriar de dinheiro do erário que é crime. Também é conduta desprezível e criminosa intentar o lucro politico em situação anômala como a que vive o Estado Brasileiro.

    Espero que o Ministério Público no uso de suas atribuições zele e muito pelo bom exercício e boa conduta dos agentes públicos nesta etapa. Não é mais possível suportar desvios de conduta e desrespeito as funções que exigem espírito republicano.

    Por último não entendo que tipo de argumentação sensibiliza a Assembleia a amparar pedidos de Prefeitos nestas circunstâncias.

    TRIBUNAL EM EVIDÊNCIA

    Nesta semana o Tribunal de Justiça do Paraná, e em especial a Magistratura paranaense tornaram-se alvo de uma postura que em toda a história que acompanho ainda não tive noticia. Com efeito, inconformado com decisão da 5ª Câmara Criminal o Procurador de Justiça, Dr. Paulo César Busato, interpôs um Recurso, no caso Especial.

    Todavia, na sua sagrada manifestação o Ilustre Representante do Ministério Público, Ministério ao qual rendo minhas homenagens e respeito, aliás, toma a vereda da soleira dos trívios construindo uma linha de argumentação que descura da técnica e encontra substrato na desconstrução ético moral e mesmo de qualidade científica do nosso Tribunal de Justiça.

    Ora, operador do Direito experiente que sou, compreendo a frustração do insucesso de tese sustentada junto a Corte. Mas muito mais do que isto, lembro que a linguagem adequada à urbanidade e, sobretudo o respeito a melhor pratica deverão sempre balizar a construção da qual todos nós somos participes, a saber, do Poder Judiciários que representa o ultimo bastião da cidadania. Manifesto aqui minha solidariedade aos Ilustres Desembargadores da 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná.

    PREFEITO DE CURITIBA

    O Prefeito Greca tomou medida corajosa e enfrenta o dilema que é o tema recorrente hoje, SAÚDE X ECONOMIA! Quero deixar absolutamente claro meu ponto de vista e por consequência enfrentar a responsabilidade de expô-lo! Como todos conheço os riscos e perigos da pandemia. Nada obstante, não sei se todos sabem quão nefasta é a miséria que a desconstrução da economia representa.

    Sei que a decisão mais simples seria sempre o afastamento social e acabou. Ocorre que o mais simples é inviável para a nossa Nação continental. O Brasil não pode e não deve simplesmente copiar modelos, posto que não temos um modelo a copiar. Somos um povo diferente. Com economia informal gigantesca que se move no dia a dia, a cada 24 horas!

    A parada total já esta nos custando muito, mas muito caro. Vai custar muito mais, inclusive no que se refere à vidas humanas. A violência urbana ato incorporada no dia a dia já custa mais vidas que a pandemia. Obedecer às regras de saúde e de higiene publica como determina o decreto municipal a meu vislumbrar é sem embargo a melhor e única solução para as nossas cidades.

    O que sei, é que é uma demonstração clara de que nossos homens públicos ainda padecem e muito de maturidade. O fato é que muita informação esta sendo omitida e o ex-ministro Mandetta Gate ainda vai dar muito para manga.

    O Governador do Paraná deu bom exemplo cortou trinta por cento de seu salário e de seus secretários e de outros membros do Governo. Não é a economia em si que interessa neste caso.

    É o exemplo. Nota 10 para o Camondonguinho!
    No caso dos deputados nada até agora. Apenas Ricardo Barros sugeriu e no mais um silêncio constrangedor.
    Esta vindo aí uma construção bem diferente em relação a pagamento de impostos. Quem é Colin?

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Senhor lembre São Pedro que ele se esqueceu do Paraná. Cadê a chuva Senhor? Mande despejar uma água Senhor. Amém…

  • COLUNA DE OGIER BUCHI – 10/04/2020

    FALTA DE MATURIDADE

    A crise mundial teve a como resultado mais eficiente mostrar a falta de maturidade da classe política eleita pela população brasileira.

    Se estamos próximos do Lockdown econômico, no que concerne ao comportamento dos dirigentes à quebra de confiança se estabeleceu de forma galopante!

    Várias facções se aproveitaram da pandemia e de suas consequências para de forma ladina e sorrateira ocupar espaços na mídia e na confiança da população em geral.

    Em homenagem ao dia do jornalista devo registrar meu respeito a aqueles que construíram a narrativa do fato da maneira mais próxima ao próprio fato. Meu respeito aos jornalistas que não procuraram opinar sobre questões estritamente da técnica médica. Por todos aqueles que não fizeram dissertações sobre hidroxicloroquina! Por aqueles que não trabalharam para desqualificar o governo tão somente turbinados pela sua convicção politico ideológica!

    FALTA DE MATURIDADE II

    No campo politico os exemplos são estarrecedores. O descompromisso com a realidade do País e dos Estados brasileiros continua sendo ignorada em nome de “verdades absolutas” defendidas por políticos sem nenhum vínculo histórico com a Medicina ou a Economia, que não custa enfatizar são ciências que demandam estudo histórico e conhecimento aprofundado com constante reciclagem.

    Na questão de fundo que é a Pandemia e definições operacionais associadas à COVID-2019 que é a sigla internacional num zás traz passamos a assistir um festival interminável de besteiras que agora lastimavelmente se associam a atitude criminosa e indecente da moda as “fake News”.

    É fato indissociável ao comportamento dos políticos e da extrema imprensa o pavor inserido no sentimento de toda uma Nação, sem que tenhamos a profundidade dos efeitos da pandemia avaliados com critério cientifico. O resultado de recente pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas demonstra que 67% dos pesquisados se preocupa com a própria saúde e com a de seus familiares em detrimento de 27% que se preocupam com a economia!

    Creio que se tivéssemos uma classe política minimamente séria o manejo CLÍNICO da doença estaria estritamente circunscrito as decisões da área médica e a comunicação com a população estaria sob responsabilidade estritamente pessoal do chefe de Estado Brasileiro o Presidente da República. ESTE, POR SUA VEZ, estaria circunscrito a dirigir-se ao povo de maneira forma e orientada por parâmetros medico científicos!

    O MINISTRO LEWANDOWSKI ATACA DE NOVO

    Em decisão monocrática o Lewa entendeu que os sindicatos têm que homologar os acordos entre as partes trabalhadores e geradores de emprego. Ressuscita assim os malfadados e improdutivos sindicatos. Mais uma vez ataca o Brasil e o setor produtivo da Pátria. Não sei até quando o povo vai aceitar este desserviço que custa uma fabula. Isto tem que mudar.

    CORNETA DO OGIER BUCHI

    1-      O deputado Ricardo Barros sugeriu que fosse cortado um pedaço do salário de marajás. Muito boa sugestão, posto que a parcela mais humilde do funcionalismo seria poupada e os mais abastados dariam pela primeira vez sua real contribuição. Nenhum, mais nem um colega de Ricardo apoiou.

    2-      Por aqui, os estaduais destinaram cerca de 37 milhões do orçamento da Assembleia para ajudar no momento pelo qual todos passamos. Gesto de qualidade que deveria ser seguido pelo Judiciário, Tribunal de Contas e que tais!

    3-      E a Copel, el, el, ele e tal. Só serve para dar guarida às jogadinhas de Camondonguinho. Nada de bom e de moderno se ouve da empresa. A não ser o eco da privatização de Copel Telecom.

    4-      O Camondonguinho recebeu o Ademar (que publicou no Instagram) a formalização das 37 milhas para Saúde. Não tirou a mão do nariz. Sem máscara. Use lenço pia! Coisa feia.

    5-      Aconteceu uma novidade na Educação! Um caminhão de dinheiro sem licitação para o ensino a distância.  Interessante os laços cada vez mais estreitos entre o grupo Independência do Petrelli e os Camondongos! Até ontem eram ferrenhos adversários. Hoje soa cordatos participes de seara negocial que os aproxima da comunicação estadual. Quase uma milha sem licitação para o grupo televisivo.

    6-      O que é feito da Televisão Educativa. Será que ninguém do Ministério Público tem um mínimo interesse em saber por que se destruiu a emissora oficial do Estado.

    7-      O safardana que preside a Câmara Federal, Maia Botafogo atacou de forma insolente e vil o Deputado Stephanes do Paraná. Por conta de defender a política contra os remédios que atacam o vírus. Vírus é este rapaz que representa o centrão, que corrói os cofres públicos e a democracia desde sempre.

    8-      Não basta destinar verbas para os bancos de Fomento. Estas verbas têm que chegar ao destino Governador. E preciso facilitar as operações de cima para baixo em ação coordenada pelo Banco Central. Trate disto Camondonguinho. Faça de verdade alguma coisa útil.

    9-      Os chineses estão comprando tudo e todos. Onde estão as forças de soberania nacional.

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Senhor proteja os brasileiros e nos ajude contra a dominação chinesa já em curso. Amém!

  • A neura da desinfecção

    Em tempos de COVID-19 cuidados de higiene e loucura se confundem.

    Criamos rituais mil, tentando prevenir o pior, tentamos, através de rituais, procedimentos e etapas controlar o presente e o futuro. Álcool em gel, álcool 70%, sabão, troca de roupa, borrifadores, máscaras, luvas, áreas de descontaminação, óleos, perfumes, saídas, entradas…

    Aqui em casa, no hall de entrada do apartamento, onde normalmente tiramos os sapatos, usamos um cabideiro onde deixamos as roupas que usamos para sair na rua. Logo na entrada da casa, um borrifador com um litro de álcool 70% (já quase acabando, para desespero da torcida). Depois do borrifo de álcool nas mãos e nas mochilas (entramos seminus em casa), corremos vestimos a roupa de usar em casa e lavamos a mão e o rosto.

    Depois de vestidos e desinfetados, passamos um hidratante na mão, nos cumprimentamos e compartilhamos as últimas notícias e retomamos a vida.

    Li, ontem que, tudo isso não adianta nada senão forem lavados os cabelos antes de dormir. O cabelo é local aonde o vírus se manteria ativo confortavelmente por muitas horas e alcançaria o rosto. Li também, que o álcool em excesso resseca a pele e diminui a defesa dela contra o vírus. Li também que tem gente passando saliva nas traves e seguradores dos ônibus e trem para que outras pessoas sejam contaminadas.

    Assisti um vídeo de uma senhora muito entendida, sugerindo o uso de garrafas pet para proteger o rosto em lugares cheios. Recebi um outro vídeo de um senhor americano dizendo que o vírus é um truque do governo e da mídia para nos tirar de circulação enquanto arquitetam coisas malignas para controlar o planeta. Fiquei sabendo por um colega médico que ele tem 30 colegas infectados, muitos dos quais, com as devidas precauções, se mantém firme trabalhando.

    Vi uma postagem no Facebook de que a China já teria desenvolvido a cura. Vi outra de que Cuba, sem nenhum contaminado, já teria desenvolvido a cura.  Recebi um link de um suposto abaixo assinado para que todos os trabalhadores suíços recebessem uma ajuda de CHF1600,00 até o final do ano. Vi outra em que uma empresa farmacêutica teria desenvolvido uma vacina. Vi um vídeo de um caldo de cebola com alho que, além de parecer delicioso, ainda evitaria a contaminação.

    O que me assusta mais é que, mesmo gostando de ler, estou em casa, acordado em torno de 15 a 18 horas por dia. Cozinho para a família, escrevo para um dos blogs, estudo alemão com a filhota, falo com a família pelo telefone, no Brasil e na Suíça, saio todo dia caminhar distante da cidade por uma hora e, ainda me sobram 7 a 8 horas no dia: Facebook e Instagram.

    No Facebook só se fala do vírus, parte da culpa é do Lula, parte da culpa é da Dilma, o Trump é culpado, o presidente da China é culpado e o Bolsonaro é culpado. Dependendo do feeds, isso muda, todos passam a ser heróis ou culpados dependendo do time do qual o amiguinho copia as Fake News.

    A ausência de uma referência mais confiável (acho o BAG, a agência de saúde do governo suíço muito mascarada, lenta e perniciosa aos interesses dos planos de saúde), fico a mercê do Deus dará das informações.

    Junto com tudo isso, minha esposa está 24/7 nos grupos de brasileiros e das famílias no Whatsapp, mais informações desencontradas.

    Há duas semanas, na minha caminhada pela floresta, meditei muito no assunto.

    Me lembrei da epidemia de H1N1.

    Me lembrei do quanto o álcool em gel fez a diferença e criou, de um modo geral hábitos mais saudáveis na comunidade Curitibana. Quase todos os ambientes sociais passaram, desde então a oferecer álcool em gel para as mãos.

    Lembrei também das minhas aulas de saúde básica e comunitária na faculdade: lavar as mãos!

    Lembrei também que, em termos microbiológicos, a contaminação não é algo sensível. Não se sente o momento da contaminação. O momento em que o agente biológico invade o organismo, não é sentido. Nós podemos até lembrar onde pode ter acontecido. Mas, não sentimos o vírus entrando no corpo. Além disso, um determinado nível de contaminação é bom, para preparar o imunológico e, ao mesmo tempo, perigoso e, fundamentalmente inevitável.

    É possível, que nós, na Suíça, que tivemos um Lockdown tardio, estejamos contaminados. Nós paramos no dia em que atingimos 1200 infectados. O Mesmo dia em que o Brasil com 360 infectados parou. Somados a isso o demora da reação da população (mais uma semana) a Suíça parou eficientemente com 4500 contaminados. É possível que, facilmente, 80% da população tenha tido contato com o vírus.

    Isso não é garantia de adoecimento, nem de saúde.

    Tentei pensar, como psicólogo, qual seria o ponto divisor entre a higienização e a loucura? Qual seria a hora para entrar em pânico?

    Ganhei de presente da minha esposa um fraquinho de álcool 70% para levar comigo. Levo e borrifo no manete do carrinho do supermercado. Da última vez, a senhora do meu lado pediu para que eu borrifasse no qual ela usaria. Achei funcional, usei a caneta de tocar no celular na tela do autoatendimento do Migros. Achei funcional.

    Mais do que isso é desnecessário. Simplesmente porque não trará mais proteção. Mais do que evitar tocar nos corrimãos e seguradores (principalmente no transporte público) não evitará mais a contaminação.

    Qualquer ritual é disfuncional. Tudo o que você “sinta” que está descontaminado é absolutamente inútil. Quando lavamos a mão e “sentimos” a “descontaminação ou limpeza”, o que estamos sentindo na verdade é o efeito adstringente do sabão na mão. O álcool dá uma sensação similar, mas mais intensa. Mas, isso não representa DESCONTAMINAÇÃO, isso representa adstringência.

    Aprendi nas aulas de anatomia que, a cada ação efetuada com a luva cirúrgica, ela deve ser descartada, assim sendo, andar de luva cirúrgica não resolveria o problema, você sairia por aí descartando as luvas. Mais engraçado ainda, você passaria a coçar o rosto com a luva suja.

    Mas, evitar tocar o rosto sem antes lavar as mãos, funciona muito. É só você lembrar de uma coisa simples, sujeira na mão é diferente de sujeira no olho. As luvas são para os médicos.

    Então, qual a linha que divide a higienização segura da loucura: simples, basear-se no manual, na técnica. Quando você “acha” ou “sente que ou falta de” você está na loucura. Quando você segue o protocolo, você está sendo eficiente. Mas, lembre-se que o protocolo doméstico de quem está respeitando a quarentena e não tem doentes em casa é muito mais brando do que o protocolo médico.

    Ainda fica para mim a segunda pergunta, qual é a hora para o pânico?

    A resposta é nunca! Quem entra em pânico morre pisoteado. Quem entra em pânico não é o primeiro a sair, é o primeiro a ser esmagado de encontro a porta ou as paredes. Então, respire fundo quando a sua cabeça se agitar. Depois, acompanhe comigo os números:

    Na Suíça hoje, são cerca de 9000 (23.03.2020) casos confirmados. A maior ou a segunda maior taxa per-capita do mundo. Mas o que isso representa de fato?

    Representa que em uma população de 8 milhões de 750 mil pessoas cerca de 9000 pessoas estão contaminadas. Um número que cresce cerca de 1000 a 1200 por dia, é verdade. Mas, para uma parcela gigante desses contaminados, o COVID-19 é vivido como uma gripe muito forte. Quantas gripes fortes você já teve em sua vida?

    É um número crescente, mas ainda tão pequeno de contaminados que, para que se possa fazer uma média, é preciso trabalhar em grupos de 100 mil pessoas. Uma comparação simples é pesquisa eleitoral nas eleições nacionais. Para se tirar uma média nas eleições, os grupos de pesquisa precisam ser de só 5 mil pessoas.

    Mesmo na Itália, com uma população de cerca 66 milhões de pessoas, com 60 mil pessoas contaminadas, não é uma estatística para pânico. Mas, apara entrar em ação com firmeza!

    Todo esse processo de bloqueio da vida comum e de proibição do contato social é apenas uma medida preventiva. Uma estratégia global de tratamento. E, particularmente, após conversar com pessoas que entendem do assunto, é possível que esse isolamento siga pelo menos até junho.

    Então, desencane, fique em casa e lave a mão.

    Raul de Freitas Buchi

  • COLUNA DE OGIER BUCHI – 20/03/2020

    HORA DE GRANDEZA

    Longe vá temor servil! Não é hora para temores, é hora isto sim de união nacional. Os exemplos que vieram da Ásia e da Europa provaram que a reação tardia ao coronavírus foi desastrosa.

    A união nacional que ora prego deve englobar a cidadania e a representação desta. Deve ser manifestada nas ações individuais de cada um de nós, e no coletivo pelas diferentes autoridades nacionais.Em tempo de comunicação global, a comparação entre as reações de nossos governos, federal, estaduais e municipais, nos embaraça e constrange. Seja por força de nossa vetusta e cartorial legislação, seja pela incapacidade de parte de nossas autoridades o sentir é de que as atitudes demoraram demais. Nada obstante, é o que representamos como povo e nação.

    No nosso consagrado regime presidencialista foi o que a democracia nos permitiu e permite. Nesta etapa o enfretamento é contra inimigo desconhecido e sem fronteiras.Não é nem será salutar agora o eterno padrão de encontrar responsáveis diretos ou não e acusar ocupantes de cargos públicos.Exemplifico: no Paraná o G7 congrega as grandes empresas do setor produtivo, os setores de relevância na construção do PIB estadual.

    Pois bem, suas sugestões são sempre bem vindas e aceitas em qualquer quadro governamental. A título de exemplo o Vice Governador do Estado é deste quadro, mais especificamente do setor de comércio. E suas sugestões são aceitas porque produzidas por quadros técnicos muito qualificados que buscam sempre como escopo o bem comum.Pois bem, o que enfrentamos agora é um desafio sem precedentes, posto que pandemia declarada pela Organização Mundial de Saúde.

    Neste setor não visualizamos a integração tão benfazeja que acima descrevi. Não é perceptível a unificação de esforços de setor publico e setor privado, nem mesmo nesta situação ora enfrentada.É o momento da grandeza.

    É o momento de separar homens de meninos e finalmente fazer brotar do Governo a semente da tão almejada nova política!VEJAMOSNão é segredo que há um enorme hiato entre os serviços públicos de saúde e os serviços privados. Há diferença de qualidade e, sobretudo de expertise.E sem embargo a hora do Governo do Paraná mostrar tamanho e dimensão.

    E o momento para convocar a Associação Médica do Paraná, entidades privadas de saúde e luminares da área médica para a construção de um plano emergencial.Borges, Caputo e Ducci.Não se entenda aqui, uma postura crítica ao Secretario de Saúde e tampouco ao Governador. O assunto como já escrevi acima é serio demais para quizilas. Há que construir pontes e elas têm que ser terminadas em processo de urgência urgentíssima. Santa Catarina já fechou fronteiras, enquanto o Paraná fecha escolas nesta sexta feira (20).

    São Paulo fechou tudo, inclusive shoppings! Todavia, para demonstrar firmeza e coragem o Governo precisa de apoio moral, técnico e científico. Não tem. Cabe a sociedade socorrer o Governo e dar ao Governador o suporte tão necessário as emergências. Irmanemo-nos e vamos à luta!

    Lembro que o próprio Governador tem na sua equipe, o Ex-Ministro da Saúde Borges da Silveira, médico de larga experiência e na Assembleia dispõe de Michelle Caputto ex- Secretário de Saúde, com também o Ex-Prefeito Luciano Ducci, enfim continuo sugerindo a S. Excelência que se faça cercar de experiência e Excelência nesta fase aguda da Pandemia.

    E que fique claro, tal postura só fará engrandecer o Governador! Vidas estão em jogo e só na questão da dengue mais de quarenta delas já foram perdidas.BOM EXEMPLOO Instituto da família Malucelli foi a Secretaria de Saúde e ao Governador oferecer o Hotel que o grupo possui em Guaratuba para ser utilizado como Hospital do Litoral se necessário for.

    Entendo, na linha do que acima escrevi que vivemos tempo de guerra. Como dito, contra inimigo covarde, desconhecido e, sobretudo invisível.Tenho certeza que para o paciente que sente a morte por asfixia, ou para seus entes queridos, nada importa a cor da bandeira partidária de seu governador ou Presidente.

    O vírus tem um objetivo: matar!

    Para seu escore não interessa a cor, ideologia ou mesmo nacionalidade de sua vitima. É bem verdade, prefere os mais velhos e os menos favorecidos pela saúde, porque tem que gastar menos energia. Esperamos ansiosamente por mais atitudes como a do grupo Malucelli!PROPOSTASFruet e Francischini.

    Chegada a hora de propor.

    Positivamente.

    Assim há que convocar todos para que saiam do anonimato e se exponham, protegidos pela rede social é claro, especialmente os de mais de sessenta.Deputados estaduais Fruet e Francischini, já o fizeram, em bom exemplo. Pedem para que se torne lei, projeto que isenta de taxas de luz e agua os mais carentes sob a ótica econômica!Não é suficiente, por óbvio, mas é indicativo. Há muito que fazer, desde escolhas pessoais de cada um, ao coletivo das escolhas.

    Fechar shoppings e privilegiar os pequenos fornecedores nesta etapa. Escolher a venda em detrimento dos supermercados. Como disse o excelente Mandetta da Saúde, cuidar dos mais velhos quanto à saúde, e dos menos privilegiados na economia.

    SEM ALARME. COM RESPONSABILIDADE.

    Não escrevi esta coluna sob a inspiração do alarmismo.

    Não sou dotado deste espírito.

    Sou resiliente por natureza e opção.

    Todavia, este é um momento que se sobrepõe como sustentei a individualidades sempre tão insignificantes frente ao todo.

    É o momento de união e fortalecimento nacional, e um e de todos irmanados pelo bem comum!

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Senhor proteja o Brasil e os seres humanos de todas as Nações.

    Amém!!

  • Em tempos de COVID-19

    Em tempos de COVID-19 tudo se torna um pouco em vão. Ando sempre cheio de planos e projetos, ando sempre cheio de confabulações, tarefas e agendas. Trabalho muito no restaurante e, nos tempos livres, escrevo para os meus blogs, ajudo minha mãe coma empresa, procuro parcerias para projetos e crio planos.

    Uma vida corrida e atribulada que começa, em geral, em torno das seis horas da manhã, com o café da minha filha e vai até a meia noite com meu retorno para casa. Não muito diferente da sua e da grande maioria dos não bilionários. Nós, não bilionários, costumamos ter uma vida que não combina com quarentena e recolhimento forçado.

    Claro, nesses primeiros 3 dias, tomei café na varanda, estudei alemão com minha filha recém chegada na Suíça, apreciando a bela vista das colidas esverdeadas. Tomo um chá na mesma varanda no fim do dia apreciando o pôr do sol sobre o lago Zurique. Tudo muito lindo e prazeroso.

    Mas, eu tinha uma reunião bem bacana, sobre uma possível parceria mais bacana ainda, para um projeto, hiper bacana, nesse sábado, mas que foi desmarcada. Foi deixada para esse tempo incerto e invisível de pós-pandemia. Essa freada forçada do mundo é bastante desagradável. Absolutamente fundamental para que mantenhamos a possibilidade concreta de um mundo pós, mas muito chata.

    Quando entramos em férias, passamos um período, muitas vezes longo, organizando e preparando a parada. Muitas vezes as férias acabam sendo cansativas devido as agendas apertadas. Mas, nesse toque de recolher, em 3 dias fomos jogados em suspensão. Fomos arremessados para dentro de casa sem aviso prévio.

    Não há passeios, não há confraternizações, não há viagens. Sair resume-se ao mercado e farmácia.

    Nesse improviso de parada, revisei meu currículo, hoje fizemos uma faxina monstra na casa, desenhamos, jogamos escopa, MTG, vimos séries, estou relendo alguns livros e HQs. Estou pensando em provocar algumas intrigas entre os membros da família para causar discussões e diminuir o tédio.

    Escrevi um texto amargo sobre o pessoal que não cumpre a quarentena e não colabora. Publiquei, mas não difundi, muito amargo.

    Também tenho refletido sobre os possíveis desmembramentos da pandemia: mortos, doentes, desemprego, ruína financeira global, miséria, ou, por outro lado, farsa, continuidade normal da vida, jogos de guerra fria, crescimento do varejo pelo medo, China.

    Me sinto como num turno de Magic The Gathering, onde eu acabei de jogar o meu turno e preciso aguardar os desdobramentos dos próximos jogadores antes de poder tomar decisões. Sei o que eu quero e posso fazer, mas agora é o momento do outro jogar, só posso, se for o caso, conclamar as minhas defesas e aguardar o tempo passar sem perder o foco e atenção no jogo.

    Talvez, aonde você esteja lendo a postagem, a quarentena ou a propagação não seja tão severa. Mas aqui na Suíça é, e é uma consequência direta da propagação explosiva da Itália. Espanha e França também estão explodindo e tem quarentenas severas. No momento em que escrevo, aqui na Suíça são mais de três mil casos em uma população de um pouco menos de 9 milhões de pessoas em um país com uma densidade demográfica enorme. A segunda maior propagação per-capita nesse período da pandemia.

    Isso significa que todos os compromissos que não estão ligados a uma situação emergencial estão automaticamente cancelados. Claro, trocamos mensagens e telefonemas para desmarcar os eventos. Eu teria duas consultas médicas para check-up essa semana. As clínicas ligaram, perguntaram se eu tinha sintomas de CONVID-19, quando eu disse não, eles cancelaram. O dever os chama.

    Assim, o processo e semear o futuro está adiado. Muito estranho isso, mas muito real. É certo que, apesar do enorme número de contaminados e doentes que teremos no próximo mês, não teremos o mesmo número de mortes que tivemos em 1918-20 com a Gripe espanhola. Mas, alguns desdobramentos serão muito mais severos a médio e curto prazo.

    As pequenas e médias empresas Suíças se mobilizaram junto ao governo requerendo fundos de amparo para que não desapareçam durante esse período. O mesmo acontece na França, na Espanha, na Itália e no irmão rico, a Alemanha. Os pequenos mercados, vendas, restaurantes fabriquetas e fábricas, mesmo grandes indústrias estão completamente paradas.

    A SBB, a gigante dos trens e transportes suíços determinou uma alteração nas escalas e deslocamentos do transporte público. Ela quer, em partes, diminuir os trens fantasmas e por outro lado manter a organização e disponibilidade necessária de transporte público. A SBB anúncio em janeiro dois recordes: Número de passageiros e lucro no ano de 2019. Doce ironia para os anarquistas que tanto a odeiam.

    O prejuízo na primeira semana de COVID-19 foi de CHF500.000,00 ao dia (algo em torno de R$25.000.000,00) e nem tinha sido decretado o trancamento da existência de seus clientes. Hoje não sei como devem estar as coisas. Mas, se está ruim para a SBB, imagine como está para o mercadinho do turco ou para a pizzaria.

    Os funcionários legalmente registrados e em dia com suas taxas terão seus salários cobertos pelo seguro desemprego. Mas, e os outros custos? E o giro? E a manutenção da marca? E os clientes de linha de frente, os de todos dias? Como fazer? Como resistir?

    Também pensei no que me disse a secretária do meu médico: “precisamos desmarcar tudo que não é emergencial. Temos que deixar a clínica pronta para uma emergência. Seremos a segunda linha de ‘impacto’”. O ambulatório no qual eu teria minha consulta é no Spital Linth. O hospital de referência aqui na região. Excelente por sinal, tem mais leitos do que o número de habitantes da minha cidade, portanto, atende toda a região.

    Li no jornal pela manha que na Suíça só temos mais 160 leitos de UTI. Acho que a secretária se referia a isso. Quando a linha do pronto atendimento lotar, quando a crise transbordar, eles terão que estar fortes, descansados, saudáveis e com espaço. Quando não houver mais leitos.

    Li também, mas ontem, que o exército Suíço, o maior contingente militar do planeta (dois milhões de pessoas entre ativos e reserva) está se dirigindo para Ticino, na divisa com a Itália para montar hospitais de campanha. Nada disso é Fakenews, fui checar.

    Com esse tipo de informação, o que se pensar? O que planejar?

    Uma amiga do Facebook, muito religiosa, publicou um salmo do tipo “atravessar o inferno e não ser queimado”, ou qualquer coisa de cristãos, mais ou menos equivalente. Lembrei imediatamente da peste-negra e dos cristãos dizimados em massa porque era errado tocar o próprio corpo e, portanto, tomar banho e lavar as mãos. Não era exatamente a peste o problema, era a imundície.

    Obrigado por ler, amanhã escrevo de novo.

  • COVID-19

    Esse não é um texto sobre estatísticas ou sobre regras de sobrevivência. É mais um desabafo angustiado por ser humano.

    Estamos em um momento de crise mundial. Curiosamente, o tamanho e a intensidade da crise, derivarão exclusivamente da nossa atitude perante o problema que enfrentamos.

    Como em outros momentos da nossa história, a postura individual somada, será a força coletiva que podemos usar de barreira para conter a crise.

    Aqui na Suíça, a determinação do estado é de bloqueio total. Apenas serviços imprescindíveis de suporte a comunidade continuam funcionando. Todo o resto está fechado. O bloqueio é quase total.

    A intenção do estado não é exatamente tirar as pessoas da rua. Mas evitar o contato social. O vírus que agora nos ataca tem como hospedeiro conhecido o ser humano. Então, estamos para o corona vírus, como o Aedes Egipty está para a dengue. Com um agravante, o Convid-19 mata ou pelo menos adoece seu hospedeiro.

    Assim sendo, assim como se fazem as campanhas para cuidar do quintal e evitar o mosquito da dengue, agora a campanha é para evitar o humano do Convid-19. Literalmente, essa campanha não é para te proteger do vírus, mas para proteger as outras pessoas do vírus que nós, potencialmente, carregamos.

    Para qualquer pessoa de bom-senso essa informação seria o suficiente. Mas, pessoas de bom senso, apesar de serem a maioria, não passam de 75% da população. Vejamos o que eu quero dizer com exemplos simples e carregados de amargura.

    Nasci em 1976, fiz o primário em colégio municipal (você encontra esse relato em outras postagens). Uma escola que, nos idos 1981 do século passado era bastante puxada e carregada com serviços médicos e sanitários de apoio aos alunos e a comunidade.

    Aprendemos no primário que, devíamos lavar as mãos várias vezes ao dia, principalmente antes das refeições. Aprendíamos a escovar os dentes após as refeições. Aprendíamos a tomar banho todos os dias. Lavar as mãos e escovar os dentes eram lições dadas dentro da sala de aula em uma pequena pia que ficava disponível no canto da sala de aula.

    Lavar as mãos, escovar os dentes e tomar banho (usando os adequados produtos de higienização) é tão importante ou mais do que a matemática, a interpretação de texto e a geografia.

    Aprendíamos também aonde construir o poço artesiano em relação a fossa sanitária. Aprendíamos como cuidar da vida para não pegarmos determinado vermes e infecções. Aprendíamos os rudimentos do sanitarismo comunitário e da profilaxia. Aprendíamos como funcionavam as vacinas, quais eram, quando deviam ser tomadas, em que ordem e para que peste cada uma delas servia.

    Enfim, aprendíamos de forma clara e engajadora, como a ação individual de cuidar de si resultava em uma gigantesca ação comunitária pela preservação da vida e de sua qualidade. Aprendíamos que em Manaus ou Curitiba, tanto fazia, estavam todos sendo vacinados, estava todos aprendendo o que deveriam fazer para que o espaço comunitário fosse o mais favorável à vida o possível.

    Me lembro de irmos coletar água da pia, do filtro e da poça para olhar no microscópio a presença e quantidade de vida existente nas gotículas de cada uma das amostras. Protozoários, bactérias, algas estavam todos lá, nadando vorazmente em busca de um aparelho digestivo para infecionar.

    Eu tinha 10 anos, era um aluno um pouco melhor do que a média, mas sabia tudo isso décor e salteado. Morria de medo de tudo isso porque eu roía as minhas unhas. Então, achava que seria um dos primeiros a morrer ou pegar uma dessas pragas.

    Mas, tudo mudou, depois de 2008, com a explosão da falta de leitura e o crescimento do fundamentalismo pentecostal na Europa e nas Américas, o planeta voltou a ficar plano e as vacinas viraram um truque do governo (nem tudo é culpa dos bíblico, a falta de leitura é o problema fundamental, gera falta de crítica real).

    Assim, paralisia infantil, sarampo e coqueluche viraram a nova moda. Problemas há muito tempo resolvidos, graças a leitura de uma única e muito desatualizada bibliografia, passaram a causar menos medo do que o sal que cobriu Sodoma (ou Gomorra, nunca sei).

    As atitudes individuais que geravam um bem maior coletivo, começaram, com o medo da vacina da gripe, a serem extintas gradativamente até que, hoje, 12 anos depois, passamos a ter novamente epidemias de sarampo.

    Claro, escrevo isso de cima do meu rancor enclausurado. Estou em casa com a família a dois dias. Saí duas vezes para rapidamente comprar coisas no mercado (que continua aberto) cujas as prateleiras no fim do dia estão vazias e, de manhã estão repostas. Escrevo isso do alto da minha amargura de ver meus vizinhos passeando de bicicleta e levando as crianças no parquinho.

    Falo isso do alto da minha indignação com a reunião que meu vizinho fez com seus amigos na varanda. Falo isso do alto da inveja que sinto dos paulistas e cariocas reunidos na praia. Falo isso a partir da raiva que sinto da Fakenews escritas em blogs diversos e, irresponsavelmente compartilhadas nas redes sociais por pessoas que não se dignaram de abrir o link para ver se funcionavam.

    Falo isso porque o que espalha o vírus é o ser humano. Um bicho, ou o único bicho, mesquinho, egoísta e mal-educado. Falo isso poque, no país com a segunda melhor qualidade de vida do mundo, as pessoas correm esvaziar as prateleiras do mercado por medo de ter que tomar banho depois de cagar. Mas, essas mesmas pessoas, quando estão no mercado, não cobrem o rosto quando espirram ou tossem em cima de seus carrinhos de bebês.

    Falo isso porque vi os vídeos dos italianos cantando em suas varandas. Conclamando a humanidade de seus vizinhos. Tentando convocar a todos para que se humanizem. Falo isso porque vi as fotos de satélites de uma Pequim sem humanos, com céu limpo. Vi as fotos de uma Veneza sem humanos, com água translúcida e limpa. Falo isso porque vi, com os meus olhos castanhos sem graça, os corvos e esquilos no centro de Zurique, comendo e passeando em paz.

    Os humanos não tem mais espaço no planeta.

    Ficar em casa (manter a distância social) e manter a higiene pessoal adequada é só e é tudo o que podemos fazer para que o coletivo humano, mesmo que não estejamos incluídos nele, possa prosperar e seguir adiante.

    Raul de Freitas Buchi

  • COLUNA DE OGIER BUCHI – 13/03/2020

    SÍNDROME DE ESTOCOLMO E OS BARROS

    Conheço a Governadora Cida Borghetti por toda uma vida. Também conheço Ricardo Barros desde sempre, pois ainda muito jovem tive a honra de servir a Maringá na época do saudoso Silvio Barros.

    Tenho por eles carinho e respeito pessoal assim como toda a minha família!

    Camondonguinho mentiu descaradamente como deputado estadual insuflando a população contra a Governadora em relação ao aumento que seria possível! Eleito, o novo condutor fez um sem número de grosserias e desaforos a sua antecessora e claro descumpriu suas promessas em relação a aumentos e benefícios aos servidores.

    Chamou-a de mentirosa inclusive em relação ao orçamento de 2019, inobstante como se saiba o orçamento decorra de lei própria. Enfim demonstrou publicamente seu destempero verbal. E por certo, falta de educação quando no mínimo em relação à mãe de família e avó que o antecedeu no nobre função de Governador do Estado do Paraná.Pois me surpreendi nesta semana ao ler notícia que a filha única dos Barros, nobre deputada estadual visitara Guteco Silva na Casa Civil.

    Trataram segundo consta de organizar caminhada eleitoral em 2020 de PP e PSD seus partidos políticos.Soma-se a esta visita outras de Ricardo Barros ao próprio Camondonguinho todas recheadas de salamaleques, pompa e circunstância!Como na condição de italiano sanguíneo como soem serem os itálicos, afirmo que não compreendo esta conduta, a não ser que os Barros tenham sido contaminados, não pelo corona, mas pela Síndrome de Estocolmo!

    O BPC E O GOLPE NO POVO

    O Congresso Nacional deu mais uma vez prova inconteste de que trabalha o tempo inteiro contra o interesse nacional. Ao aprovar a majoração do benefício presta imenso desserviço à Pátria porquanto contamina o Orçamento e, muito mais, desequilibra em muito o avanço obtido com a Reforma da Previdência.

    Por óbvio os Congressistas reunidos no aniversario de Aécio Neves corrupto do PSDB, urdiram o golpe a base de champanhota e outro combustível preferido pelo anfitrião. Irresponsáveis sob a justificativa de maltratar Bolsonaro destroem os avanços do País. Povo pusilânime e frouxo este nosso. Esta caterva deveria apanhar de vara de marmelo quando da volta aos seus pagos.

    A COPEL NO ESTILO CAMONDONGUINHO. VERGONHA!!!!

    Nas palavras “da empresa”, a Copel busca alinhar-se às melhores práticas de “mercado” e quer programar uma Política de Remuneração Variável. Os gestores da empresa entendem ser adequado remunerar melhor quem atinge e supera os desafios do que remunerar a todos de forma igual.Parece perfeito. Parece, mas está longe de ser verdade.

    VAMOS ANALISAR OS FATOS E ENTENDER POR O QUE ESTÁ TRÁS DISSO?

    FATO1:

    No último ACT, a Copel acenou com a possibilidade de implementar o PPD e adotá-lo em substituição ao tradicional abono pago anualmente. (Relembre aqui: http://bit.ly/39HsmHQ) Àquele momento, a Copel não apresentou nenhum modelo de “meritocracia”, limitando-se a firmar o compromisso de implementá-lo ainda em 2020. Presidente fez vídeo sobre isto.

    FATO 2:

    Diante da negativa dos Sindicatos em acatar um modelo de remuneração sem nenhum parâmetro claro em substituição ao abono, o ACT foi firmado em moldes similares aos usuais. Para quem não lembra, o último abono foi de 0,6 remunerações acrescido de R$4.850.

    FATO 3:

    Desde 2011 a PLR, por força de Lei Estadual (Lei 16560/2010), é paga de forma linear. Ou seja, TODOS ganham exatamente o mesmo valor. Antes disso, metade do “bolo” era distribuído igualmente e a outra metade era proporcional ao salário.

    FATO 4:

    A Consultoria FIA (Fundação Instituto de Administração) foi contratada em 08/10/2019 pelo valor “estimado” de R$623.373,05 (Contrato número 4600018471/2019 e aditivo assinado em 06/12/2019). O objeto do Contrato é a contratação de serviços de “Consultoria para a Concepção de Sistema de Gestão de Pessoas com base em Competências e Remuneração Variável”. (Contrato: http://bit.ly/2TTrTM9 e Aditivo: http://bit.ly/2W3w4Yq)

    FATO 5:

    A contratação da FIA foi realizada SEM licitação, tendo sido justificada pelo Memorando – MEM DGE/CRH 038/2019 de 06/09/2019, com fundamento na Lei 13.303/2016 Art. 29 Inciso VII e a justificativa de que “O quadro de pesquisadores e profissionais da Fundação destaca-se por sua expertise e competências aplicadas ao planejamento, concepção e execução dos trabalhos desenvolvidos, o que nos permite aferir que a Fundação Instituto Administração (FIA) é indiscutivelmente o fornecedor mais adequado à plena satisfação dos objetivos pretendidos.” (Dispensa de Licitação: http://bit.ly/2TFf4Gw)

    FATO 6:

    A Copel começou a divulgar o PPD aos empregados por meios eletrônicos em fevereiro de 2020. Uma informação superficial, de caráter mais emocional do que técnico, usando de linguagem motivacional. Até um vídeo com lindas imagens recheado de empregados sorrindo foi utilizado. (Vídeo aqui: http://bit.ly/3aImm1H)

    FATO 7:

    Na reunião quadrimestral com as Entidades Sindicais, ocorrida em 3 e 4 de março, a Copel apresentou superficialmente o programa. Digo superficialmente porque não mostrou as metas e nem os potenciais “prêmios”. Apresentou a estrutura geral do programa e afirmou que encaminharia aos Sindicatos todas as informações que fossem enviadas aos gerentes em 05/03.

    De fato, o arquivo com a apresentação foi enviado na sexta-feira (06/03 às 18:44), mais de 24h após a apresentação aos gerentes. Mas… veio incompleto. As metas até o nível de Diretoria foram enviadas, mas o “target” (potencial do prêmio), não. (Arquivo enviado aos Sindicatos: http://bit.ly/2Q4QYmi)

    FATO 8:

    A apresentação feita aos gerentes em 05/03 CONTINHA informações que não foram repassadas nem aos empregados e nem aos Sindicatos. Entre elas, os “targets”. Esta apresentação está circulando em redes sociais e apresenta uma variação de 1 salário (empregados) até 6 salários anuais (Diretoria). (Arquivo apresentado aos Gerentes: http://bit.ly/3aGhN8f)

    Diante do exposto, manifestamos que os Sindicatos NÃO negociaram e SEQUER participaram em qualquer momento da elaboração do Programa PPD – Prêmio por Desempenho. Os Sindicatos reforçam que o referido programa é de única e exclusiva responsabilidade da Copel.

    Temos várias considerações que poderiam ser feitas a respeito do programa, mas que NUNCA foram objeto de discussão com a empresa. Entre elas, podemos destacar:1) A discrepante e absurda diferença do prêmio de um empregado e de um Diretor.2)

    Empregados com avaliação “baixo desempenho” não receberão a premiação. Aqui cabe um parêntese: Da forma como está o programa de avaliação de empregados, é impossível garantir que haja isenção na avaliação individual de cada empregado. (Já denunciamos situações de avaliações realizadas para prejudicar alguns empregados)3) A “amarra” eminentemente financeira das metas.

    Caso não se atinja o EBITDA almejado, ninguém recebe nada. Mesmo que as metas técnicas sejam superadas.Também salientamos que é importante entender os movimentos da gestão da Copel e as mudanças de padrão observadas nos últimos meses:– Nas palavras “da empresa”, a Copel busca alinhar-se às melhores práticas de “mercado” e quer implementar uma Política de Remuneração Variável.

    Os gestores da empresa entendem ser adequado remunerar melhor quem atinge e supera os desafios do que remunerar a todos de forma igual. Parece justo, não? Afinal, quem produz mais, ganha mais (ou deveria, segundo essa vertente).Um belo discurso que busca cooptar os empregados para uma forma de distribuição de remuneração atrelada ao atingimento de metas e baseada em “meritocracia”.

    Em outras palavras, quem obtém melhores resultados, ganha mais.– Nunca se utilizou tanto da “dispensa de licitação” para contratação de serviços. Principalmente Consultorias a elevados valores.– Dissemina-se que há a necessidade de adotar um “mindset” (mudança de mentalidade) privado.

    No entanto, a estrutura da empresa é por demais verticalizada, com muitos gerentes e pouca delegação de responsabilidades aos empregados.– As avaliações de desempenho continuam arcaicas e subjetivas. Não há nenhuma forma de avaliação dos pares, dos fornecedores/clientes internos e dos superiores.

    Há muito espaço para perseguições e injustiças.– A remuneração, que em outros tempos era discutida com empregados e Sindicatos, está se tornando objeto de “determinação” da empresa, com claro benefício aos “altos salários”.– Os pleitos dos empregados têm sido ignorados pela empresa. Sob o pretexto de atender uma lógica de mercado privado ou sob a censura da CCEE, vemos nossos benefícios serem congelados ou ameaçados de extinção.

    Como é fácil de concluir o mundo Camondonguinho de governar diverge e muito das falácias de campanha! Acreditou quem quis.ORAÇÃO DO OGIER BUCHICom o advento do coronavírus temos todos que rezar, é claro. Mas as orações mais intensas tem que ser pelo Governador e pelo Presidente do Coritiba.

    Nenhum dos dois acerta nada internacional!

    OGIER ALBERGE BUCHI

    Amém!!

  • COLUNA DE OGIER BUCHI – 06/03/2020

    O PARANÁ DEVE MUITO AO MINISTRO TARCÍSIO

    Finalmente o Brasil tem homens e mulheres de bem em vários setores estratégicos da administração publica federal. Inequivocamente são vários os Ministros que tem se destacado por ações que contribuem para a melhoria do dia a dia do brasileiro.

    Sei que a demanda por um PIB mais elevado é anseio coletivo e que o sucesso do atual Governo será sempre avaliado com mais intensidade pelo viés econômico.Nada obstante a vida dos brasileiros pode e deve se tornar mais leve e feliz com um conjunto de ações que apontem para melhoria da qualidade dos serviços prestados pelo Estado ao cidadão.

    Nesta ótica inequivocamente as concessões publicas deixaram nos últimos vinte anos pelo menos muitíssimo a desejar. Em especial no Paranã o serviço concessionado de pedágios de estradas transformou-se em fonte de enriquecimento ilícito de agentes públicos e empresários inescrupulosos!

    Desta forma as ações do Ministro Tarcísio tem sido alvissareiras para o nosso “Paranã”, e aqui o parentes para lembrar que não errei a grafia, só pedi a licença poética para rimar com “ladrã” de pedágio!

    Voltando ao texto o Ministro Tarcísio deixou claro a todos em sua recente estada no Paraná, que a NOVA CONCESSÃO DO PEDÁGIO será balizada por estudos científicos patrocinados pelo governo federal e por consequência obedecerá a preços de mercado.Espera-se que a não menos famosa AGEPAR aprenda, se apresente para o serviço e contribua para a melhoria da vida de nossa gente.

    E A SAÚDE DO PARANAENSE, CAMONDOGUINHO?

    Nesta quarta-feira (04) o trânsito no Centro Cívico esteve caótico. Por conta de um episódico encontro de prefeitos e afins com Camondonguinho no Iguaçu. Claro tocando em alto e bom som nos alto falantes do sistema sonoro Camon, o tema da Ilha da Fantasia e a turma de Tatoos gritando alegremente “olha o avião”!

    Claro, uma falha no Cerimonial, posto que em janeiro as mais experientes fossem substituídas. A ordem de Guteco era para gritar “olhe, ambulâncias”. A pergunta: seriam ambulâncias doadas pelo Governo Federal?Por outra ótica, os paranaenses continuam esperando que o Governador saia da toca e enfrente a epidemia de dengue que já matou mais de trinta paranaenses! Não é minimamente razoável que com a máquina de propagando que Camondonguinho dispõe ele continue sem tomar posição!

    ENQUANTO ISSO, NO SUS…

    O Governador Camondonguinho, como anteriormente explanado, fez entrega de ambulâncias para várias cidades, ontem, no Centro Cívico. E só. É sabido que aqueles que se veem impelidos a buscar atendimento junto ao SUS (seja nos Postos de Saúde, seja nas UPAs), não terão suas necessidades atendidas apenas com a entrega de ambulâncias (necessárias, porém, insuficientes para tal).

    Embora os governos estadual e municipal se ufanem de excelentes programas voltados para os mais carentes – e isso não se nega – é de se ressalvar que a Saúde Pública carece de muito mais do que “apenas” ambulâncias e aplicativos para marcar consultas: a estrutura a ser mantida é o lastro que permite que o Sistema funcione, no mínimo, a contento.

    A disponibilização de medicação nas farmácias dos postos de saúde e UPAs; os instrumentos médico-cirúrgicos; equipe médica, de enfermagem e gestão capacitada e bem remunerada; sem contar os insumos básicos para funcionamento (luz, água, segurança, internet), são tão ou mais importantes para o funcionamento do SUS, do que as ambulâncias entregues e a disponibilização de um aplicativo para marcar consultas.

    É de se estranhar que passados tantos anos, continuemos a receber notícias que parecem requentadas no campo da saúde: filas em hospitais; falta de leitos; atendimento insuficiente em postos de saúde e UPAs (pelos mais diversos motivos); demora no agendamento de consultas e fila de espera superior a um mês (no mínimo!) para realização de exames. Onde está à eficiência da Saúde Pública tão propalada por Camon, o Primeiro, e pelo Prefeito de Curitiba?

    Ao ouvir tais afirmações, a população as confronta com sua própria realidade, e faz o desafio a todos os governantes: por que, então, não se utilizam também do SUS para tratar de sua saúde? E para finalizar: epidemia de dengue e trinta mortos.

    DUBAI DAYO

    Camondonguinho continua construindo suas fantasias. Ocorre que tais fantasias custam caro ao povo paranaense. De fato ora se cria um factoide ora outro. Neste momento o objetivo é realizar uma feira de negócios na Veneza do Oriente a lindíssima Dubai.

    O Rei de Dubai escreveu um livro extremamente importante “My Dream”, em o qual ele delineia seus sonhos e objetivos. A rigor gostaria de verdade que o Governador do Paraná tivesse a capacidade e competência de formalizar qualquer tipo de negocio rela e efetivo nesta etapa. A dúvida existe por responsabilidade do próprio Camondonguinho.No fundo eu torço para que o moço arrume sua casa e se torne um bom Governador!

    CURITIBA EM EBULIÇÃO POLÍTICA

    Estou evitando me aprofundar propositadamente à eleição municipal. Daqui a pouco abro a caixa de ferramentas.

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    “Senhor ilumine meus caminhos. Ajude-me a perdoar. Amém!”

  • COLUNA DE OGIER BUCHI – 14/02/2020

    O DESQUALIFICADO E O MINISTRO DA JUSTIÇA

    Sem embargo a Caixa de Pandora da Câmara Federal foi escancarada nesta quarta-feira (12)! Rapidamente o relato:- A audiência pública da comissão especial sobre a PEC 199/2019, proposta de emenda à Constituição que regulamenta a prisão após condenação em segunda instância, teve de ser suspensa devido a um bate-boca que envolveu o ministro da Justiça, Sergio Moro, e os parlamentares Glauber Braga (PSol-RJ) e Delegado Éder Mauro (PSD-PA).

    O presidente da comissão, Marcelo Ramos (PL-AM), tentou apaziguar os ânimos, mas acabou suspendendo os trabalhos após a discussão virar gritos e Mauro, que é governista, chegar a partir para cima de Braga, da oposição, certamente com o objetivo de aplicar-lhe uns bons pés de ouvido didáticos!

    CLAVUS CLAVO PELLITUR

    Que significa um prego e rebatido com outro, ou uma peçonha mata a outra. Não é segredo que o ministro Moro é considerado um brasileiro relevante para a história de nosso Pais, em especial a história recente do Estado Brasileiro.

    Não precisa da posição de Ministro, ao inverso o País precisa dele e de sua credibilidade, bem como de sua postura e firmeza no que tange ao combate ao crime organizado e em especial ao narcotráfico.Fiquei confortado quando o Ministro, depois de ofendido e destratado pelo desqualificado deputado federal fluminense como tal o nominou.

    Lembro por amor a verdade que o mesmo desqualificado parlamentar já houvera sido advertido em julho de 2019, pelas suas invectivas da soleira dos trívios contra o Ministro.

    Claro, o Ministro não precisa de nossa pena para sua defesa, posto que sua obra e trajetória tratem de fazê-lo, todavia me sinto cansado como brasileiro de ver e ouvir canalhas da espécie deste Glauber de tal, ao ocupar uma cadeira que deveria SER DESTINADA E LEGISLAR E FISCALIZAR utilizarem-na para desconstruir autoridades e minar o trabalho árduo de reconstrução nacional.

    Tenho firme, que a hora já chegou! O povo brasileiro tem que dar um basta nesta conduta naquela que deveria merecer ser chamada de Câmara Alta. Não merece. Descalabros, desmandos e falta de decoro, isto sem falar nos prejuízos permanentes aos temas de relevância nacional, que deveriam ser o norte dos mandatos.

    Não são, posto que a imensa maioria dos mandatos seja balizada por emendas parlamentares e interesses políticos menores circunscritos as chamadas bases eleitorais.Faço questão de destacar que há inúmeros deputados que orgulham seus votos e assim justificam a confiança que mereceram. Os demais deveriam começar a enfrentar a ira popular no seu dia a dia! Especialmente os que roubam o povo com notas frias e outros expedientes marginais!

    AEROPORTOSO

    Governador repercute a boa notícia referente aos investimentos em Aeroportos. Sem embargo, uma novidade quanto à infraestrutura que pode ser uma marca muito boa para governos, Estadual e Federal. Será ótimo quando o Governador trouxer notícias desta monta em relação a portos e ferrovias. Boa Governador!

    MUDANÇAS NO GOVERNO

    Alertado insistentemente por aqueles que ainda têm respeito pela instituição Governo do Paraná, e que guardam de alguma maneira ternura nos seus corações em relação a Ratinho Junior, nominado pelos que lhe tem carinho como Juninho, parece que o Governador começa a acordar.

    AFIRMA QUE VAI PROMOVER MUDANÇAS NA EQUIPE!

    Não é sem tempo, mas ainda não é tarde demais. Muda na Comunicação e em outras posições depois do Carnaval, segundo as madames do Palácio. Aqui um parêntese, para esclarecer que nomino de “madames” àquelas figuras que se encarregam de fazer o leva e trás dos bastidores palacianos, não importando o sexo real do fofoqueiro.Imagino que depois de mandar despedir o Chefe de gabinete do Secretário de Educação o Governador saiba que não é mais viável insistir com esta figura alienígena em pasta tão fundamental para a construção do futuro de nosso povo paranaense.

    Poderia me estender sobre a figura do sujeito despedido, mas seria gastar vela com defunto bem ruim. Sujeito gastou mais de cem mil reais em diárias em um ano. Bom que o Governador saiba que existem outros que se comportam como o defenestrado da Educação.

    No DETRAN tem um que estou cuidando para lhe ajudar Camondonguinho!

    CASA CIVIL

    Por aqui a quem defenda a tese de que a Casa Civil tem que ser ocupada por alguém que seja eminentemente técnico e não tenha pretensões políticas. O Presidente Bolsonaro optou por tal solução e escolheu um General de muita ação e poucas palavras.

    Dentre os que aplaudem as mudanças no Governo, inúmeros almejam a volta de Guto Silva, para o lugar de onde não deveria ter saído, segundo eles, ou seja, a Assembleia Legislativa. Os inimigos de Guto que são inúmeros atualmente desejam que ele vá mesmo a Pato Branco disputar o posto de Alcaide para assim ajudar o sogro! Esta é uma função de confiança do Governador e quem sabe onde o sapato aperta é ele, portanto que pariu Mateus que aguente!

    ELEIÇÕES

    Por certo o assunto é sempre relevante. Tenho tomado certo cuidado ao abordá-lo porquanto nesta fase as notícias são normalmente produto da imaginação das galeras e mais do que isto, estratégias de mercado de candidatos.

    O que sei e disto tenho certeza, é que as redes sociais serão definitivamente importantes e que as experiências recentes com gente que fala sobre “a nova politica” estão sendo extremamente frustrantes nos Estados. Por aqui, apesar das alegorias de pesquisa contratadas e alavancadas a avaliação real foi muito baixa.

    Destarte tenho convicção que puerilidades como “cuidar das pessoas” e outras frases feias de baixa envergadura e sofrível intelectualidade não mais servirão para motivar o eleitor. Neguinho vai ter que estudar a cidade e efetivamente propor soluções para a saúde, educação, transporte, segurança e por ai vai!

    CORITIBA E O CALVÁRIO!

    Mas quem foi que avalizou o tal Sassá? Eu acho que erraram… Penso que o original, o Lima Duarte, o Mutema com 90 anos poderia converter pênaltis. Não entendo como o Marcelo Fedeger ainda torce pelo time do Samir Namur…!

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Senhor proteja o Camondonguinho dos “amigos” dele! Amém

  • COLUNA DE OGIER BUCHI – 08/02/2020

    A ILHA DA FANTASIA DO CAMONDONGUINHO

    Se alguém duvidava da Ilha da Fantasia criada pela comunicação mendaz do Governo do Paraná agora não duvida mais. A abertura dos trabalhos legislativos, marcada pela imperdoável falha do Cerimonial, efeméride sem hinos, provou que o primeiro ano de governo, teve como destaque puerilidades como uma reforma administrativa que encareceu a folha e devolução de avião(?).

    No mais o mesmo!

    Conversa sobre 5.0, e Compliance!

    Entrementes aumento de 35% nos casos de dengue e demais evidências de falta de comando.A informação sobre investimentos industriais verberada pelo Governador padece de veracidade, porquanto o aumento havido e real prove de investimentos privados dissociados de qualquer política de estado que os incentivasse!

    No que tange a Segurança, há que destacar que o Secretário de Estado litigou em desfavor de Sergio Moro, o Ministro, real responsável pelas políticas e ações que culminaram com a diminuição dos índices de criminalidade em todo o País, inclusive no Paraná!

    Há que destacar os financiamentos da Fomento e da SEDU nos municípios, que implicam em obras municipais. Asfalto em Curitiba, por exemplo!Rumores sobre investimentos industriais existem, então um dos Tatoo, é o não menos famoso Bekin!

    Na quarta-feira (04) em Cascavel, no fantástico evento Show Rural, que é a maior feira do Estado, capitaneada pela brava gente cascavelense, o Governador anunciou que vai transformar o litoral do Paraná em uma nova Dubai.

    Claro, sem a mínima sustentação no que tange a forma de financiamento, execução, prazos e tudo o mais que se exige para uma proposta de política pública minimamente factível.Qualquer semelhança entre o notável Ricardo Montalban e seu Tatoo na Ilha da Fantasia, não será descabida.

    A REAL, SEM FANTASIA

    Para que serve a tal AGEPAR? Tem uma penca de diretores, todos ligados a administrações anteriores. Segundo Backri, representa o interesse do povo do Paraná, nas relações com a esfera privada, prestadora de serviços delegados, ao povo paranaense.

    Isto posto, meu nobre, como diria Gomes o Fernando: a minha planilha não falha, e a turma da Diretoria assistiu com passividade absoluta o aumento dos pedágios e que tais. Aliás o Arquiteto Omar, no final do ano vogava em férias pelo litoral sul-americano em confortável transatlântico! Nesta quarta-feira as tarifas da Econorte voltaram, por decisão do STJ, Ministro Noronha de novo, a subir! A AGEPAR vai fazer o que?

    AS FINANÇAS. VERGONHA E INCOMPETÊNCIA NA ILHA DA FANTASIA

    Apesar do papo mendaz de Camondonguinho na Assembleia a verdade eu vos conto agora. A LOA, lei de Orçamento foi devidamente votada, mas a incompetência do Governo fez com que o Balanço de 2019, não fosse fechado. Então os gastos públicos não estão sendo pagos. O Estado tem dinheiro e não paga suas contas por falha operacional.O sistema esta travado. Só estão pagando as obras do consorcio da ponte em Foz, porque no caso o dinheiro é Federal. O que justifica os erros do Tatoo das Finanças? Caso liberem é só informar que noticio!

    HOSPITAL CHINÊS. CONSTRUÇÃO

    Nós todos louvamos a capacidade empreendedora do povo chinês, em especial porque hodiernamente construíram um hospital em dez dias. Pois é, nos esquecemos de imediato que buscaram conhecimento com a engenharia brasileira para construir Três Gargantas precedida em décadas pela nossa monumental Itaipu.

    E o Hospital? Bem, a construção do hospital é mais simples, pois se trata de um modelo com pré-moldados.Ocorre que lá, e aqui parafraseio o Deputado Martins do PSC, que lembrou que os chineses não tem que obedecer a lei de Licitações, licenças ambientais, as autorizações do IPAHN, os alvarás municipais, audiências pública previstas em lei, vinculações orçamentarias, as exigências do MPT, MP e demais que tais.Lembro eu, ao Ilustre Parlamentar que é nota 10, segundo o Instituto Monte Castelo, e mais segundo seus admiradores entre os quais me incluo, que também não tem que obedecer prazos de seu Congresso Nacional onde não são encontrados tipos como Maia e Alcolumbre, e inúmeros outros deste quilate. Aliás, lá não sobreviriam para benefício do povo e rapidez das decisões do Executivo!

    E O DÓRIA

    O Presidente lançou um desafio aos governantes no que tange ao ICMS da gasosa! O Governador de São Paulo chamou Bolsonaro de populista e pouco responsável. Este senhor, produto de televisão, que ficou rico nos governos dos tucanos seus amigos pode usar o argumento que lhe aprouver, mas chamar Bolsonaro do que chamou não lhe cabe, por absoluta falta de condição moral!

    ISENÇÃO DO ICMS DOS COMBUSTÍVEIS

    Cansado do papo furado de governadores que insistem em responsabilizar a Presidência, Bolsonaro deu-lhes uma chave de pepino egípcio. Tal chave consiste na entrada do pepino que uma vez na cavidade abre como se guarda chuva fosse (ahahahah!).Assim, afirmou que se os regionais abrirem mãos do imposto estadual ele abre mão dos federais.

    Óbvio que a questão passa pela Lei de Responsabilidade Fiscal, artigo 14, pelas respectivas Assembleias estaduais e outras particularidades.Mas serviu na prática para despertar os cidadãos da letargia até então existente em relação aos seus Governadores.

    O sarrilho de pau que esta cantando no governador Camondonguinho e também no costado do famoso apresentador de televisão Sr. Carlos Massa chega a impressionar! Espera-se manifestação a tempo e modo! Em linguagem de televisão tá na hora, tá na hora de mostrar se tem café no bule!

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Aos meus detratores em geral aos que falam mal de mim em almoços, e aos que me rogam pragas constantemente. Por vocês oro todo os dias para que o Senhor os abençoe grandemente e os recoloque no caminho do bem e da honestidade. Amém!!!

  • COLUNA DE OGIER BUCHI – 20/01/2020

    A VIRADA BRASILEIRA

    A pesquisa desta quarta feira (22) prova que a virada já aconteceu. Bolsonaro virou o jogo e voltou a crescer em aceitação e popularidade. E a que se deve a mudança de vetor. Deve-se a compromissos cumpridos. Deve-se a análise dos resultados das ações governamentais voltadas para

    A SOLUÇÃO DOS PROBLEMAS.

    ORA O QUE FOI CONSTRUÍDO EM UM ANO ATINGIU O IDEAL?

    Óbvio que não, e em nenhum momento alguém disse que sim, mas avançamos de forma comovente até, como Nação. Readquirimos o fundamental amor próprio que um povo deve necessariamente ter. Duas atividades provam o que escrevo.

    A construção civil que já dá convincentes mostras de aquecimento e a indústria de embalagens que cresceu muito no final de 2019. Dois indicadores em os quais confio, menos por questões científicas e muito mais por feeling!

    CRESCIMENTO

    O que realmente importa é que a pesquisa aponta franco crescimento da popularidade do Governo Bolsonaro, apesar das dificuldades incríveis que o Presidente encontra no dia a dia com as casas legislativas. Entendem deputados e senadores que lhes esta reservado papel mais relevante que o de legisladores iniciais e revisores de legislação.

    Daí ficam mastigando que o Botafogo e um grande brasileiro, como se Maia fosse admirável e não ficasse o tempo todo jogando com cascas de bananas na condução do mandato. Um deputado federal me afirmou que se não fosse o Maia a reforma não passaria. Pois eu acho que então os deputados podem tentar uma queda de braço com a vontade popular para ver no que dá. Os caras ganham cem contos por mês e ainda acham que não está de bom tamanho!

    DAVOSO Ministro Paulo Guedes sambou e dançou minueto em Davos. Do jeito que vai concorrerá no Dança dos Famosos de pentelhíssimo Faustão!Foi aplaudido de pé, depois de sua participação, anunciando, sobretudo, que o Brasil estará aberto para as concorrentes internacionais. Evidente que a qualidade de bens, serviços, indústria pesada etc., deverá ter sua régua aumentada quanto ao patamar. Isto para não falar de preços, que quando não submetidos aos cartéis, obedecem aos reais leis de mercado.

    O PACOTE ANTI CRIMES

    Tenho certeza que o ideal também contemplaria a prisão em sede de condenação em segunda instância. De qualquer sorte, é importante frisar que se nós o povo, acertamos quanto à escolha do Presidente, o mesmo não se pode dizer, de parte do Legislativo.

    Este segmento é comprometido com o passado e em especial o passado dos próprios parlamentares. A resistência do processo moralizador se constrói no exercício dos recursos que a língua pátria oferece ao exercício da construção de silogismos de premissa falha e mentirosa.A eterna retórica da defesa dos Direitos Constitucionais em confronto com as funções não menos constitucionais do Ministério Público e do Judiciário, nos apresenta um conflito que exige uma consideração mais profunda.

    Ora, os parlamentares de currículo duvidoso se arvoram em defensores dos direitos dos cidadãos e as autoridades afirmam que cumprem seu dever funcional. Pergunta de humilde cidadão: leitor o Moro ou o Deltan alguma vez prejudicaram seus direitos?

    Certamente que não! Sabe por quê?

    Simples, você não deve nada a Justiça.

    REGIONAIS

    PRIVATIZAÇÃO DA COPEL TELECOM

    Como já se imaginava o assunto esta dando problema. De há muito, eu destacava que a boca pequena o nome de uma empresa mineira, Algar era relacionado à matéria. Não tinha duvida que a sociedade civil se manifestasse.

    Em boa hora e medida o Senge obstaculizou o andamento que já continha erro primário desde a gestação da venda. A Copel em ato de incúria contratou um banco por quatro milhões de reais, sem processo licitatório para avaliação da empresa a ser privatizada. Claro a justiça vigilante impediu a incúria desde logo.

    A Copel deve explicações à sociedade e o silêncio do Presidente Daniel Pimentel é no mínimo constrangedor!VAI MUDARO Governador Camundonguinho está meio barro e meio tijolo. Sabe, e como sabe que tem que mudar a escalação de seu time.

    Acontece que entre o saber e a necessária coragem para mudar, há que haver desprendimento quanto ao passado.As queixas contra o Chefe da Casa Civil ecoam e muito até mesmo fora dos muros assembleianos, o desconforto contra outros secretários e consistente.

    Na verdade, o Camon I está em camisa de onze varas, pois construiu uma equipe embasada no segundo e terceiro escalão richistaA propalada modernização do Governo ate então não passa de peça publicitária sem base na realidade. A última que é deveras hilária é afirmar que o BRDE será 6 a zero! Com efeito, ou CAMON I assume o comando de verdade ou o barco vai bater na pedra. E neste caso o ditado é conhecido!

    ELEIÇÕES MUNICIPAIS

    Começaram os jogos! Mandar a real é muito complicado, pois de verdade o único candidato “a vera” de cada cidade é o Prefeito que busca reeleição. Aqui em Curitiba temos inúmeros pré candidatos, mas de verdade por hora enxergo Greca e Ney.

    Os demais dependem de injunções partidárias e mesmo os que são donos de partido têm problemas financeiros ou morais!Existem aqueles profissionais que fingem que vão, mas não vão. E a turma do quem dá mais….!

    JANTAR

    O Aliança realizara o jantar de lançamento oficial do partido dia 1ª, no Madalosso. O Presidente Bolsonaro participara através de “live” e vários deputados federais estarão presentes, inclusive Aline Sleutjs e Felipe Barros do Paraná. Como o número de convites é limitado já se sabe que teremos lotação plena!

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Senhor ajude Camundonguinho, ele esta precisando! Amém

  • COLUNA DE OGIER BUCHI – 13/12/2019

    LETARGIA E AUTOCRÍTICA

    E realmente impressionante a adesão dos analistas ao mundo Camondonguinho de governar. Enquanto se esfalfam de maneira incansável no afã de desqualificar o governo federal, esquecem-se de ao menos passar os olhos nas decisões mais importantes do atual grupo mandatário. Emblemática, por certo a semana presente que se somou à anterior em votações de orçamento para 2020, e reforma previdenciária estadual.Tudo passa batido, ou em marcha batida!Seria reflexo só da incompetência de José Hudson?

    Não creio. Claro, se fora competente estaria orientado a comunicação no bom sentido de orientar e esclarecer a população. Não sinto que a propaganda mendaz, ou melhor, audaciosamente mendaz esclareça o que fez se fez e como fez o governo em seu primeiro ano.

    O fato irretorquível e que estamos no ocaso do primeiro ano de Governo Camon I, e não há o que destacar no campo das realizações.José Hudson assim como outros secretários de Camon, a maioria oriundi de segundo e terceiro escalões do grupo Beto Richa e do próprio Camon, está longe de convencer o distinto público. A dita reforma administrativa destroçou a TV Educativa, eliminou a Cultura e desde logo deu a letra do que seria este governo.

    É evidente que o quadro do não fazer e só falar e falar e planejar além, é claro, de viajar não é responsabilidade só deste secretário, senão e principalmente do chefe de Todos, Camon I.

    QUEM É LEANDRO VICTORINO DE SOUZA?

    Reza a lenda que veio da Paraná Cidade. Está na Celepar, repositório de inúmeros apaniguados do Camon I. Denúncias nesta semana em relação aos pendurados na Companhia de Informática. Uma lástima para a administração pública.

    O senhor Leandro foi homenageado nas redes sociais, por conta de salário (o que não é responsabilidade dele) e, sobretudo, pelo fato de ter integrado a comitiva de festa de bode que esteve na Espanha! Por conta de tornar o Paraná o Estado mais moderno do País!

    Antes de qualquer execração ao Victorino das hostess, do Lipski ou de Ortega, gostaria de pedir a ele uma manifestação pública do que fez na Espanha para justificar os vinte conto do povo do Paraná que gastou na viagem! Se não for grumete de Jacobowski, já é um avanço! Você é, Diretor?

    DINHEIRO PARA SAÚDE

    Está no Orçamento. Está na Constituição! A festa para destinação e assinaturas de convênios é repulsiva e custa muito dinheiro ao povo. Enquanto isso, a dengue só aumenta.

    O FILHO DO ZAGUEIRO É O CENTROAVANTE E CAMON I ASSISTE.

    Carlos Augusto Silva, o Guto Silva, ex-vereador de Pato Branco, deputado estadual atualmente chefiando a Casa Civil do governo de Ratinho Junior, foi agraciado com a incumbência de designar os cargos comissionados tão queridos pela maioria dos políticos.Isso foi sacramentado pela Lei 13667/2002 (ver abaixo).

    Nunca antes na história da Casa Civil o titular recebeu tamanha incumbência, já que a comissão sempre era criada envolvendo várias Secretarias.12 – Fica, ainda, o Poder Executivo autorizado a alterar a denominação e a proceder ao remanejamento dos cargos de provimento em comissão, para implantação da estrutura organizacional dos órgãos e entidades, no âmbito do Poder Executivo Estadual. O decreto do governador é claro:Decreto 3533 – 29 de Novembro de 2019Publicado no Diário Oficial nº. 10574 de 29 de Novembro de 2019 Súmula: Dispõe sobre a delegação ao Chefe da Casa Civil.

    O GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ, no uso de suas atribuições que lhe confere o art. 87, inciso V, da Constituição Estadual, e considerando o disposto no parágrafo único do art. 12 da Lei nº 13.667, de 5 de julho de 2002,DECRETA:Art. 1º Fica delegada ao Chefe da Casa Civil a competência de que trata o parágrafo único do art. 12 da Lei nº 13.667, de 5 de julho de 2002.Art. 2º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.Curitiba, em 29 de novembro de 2019, 198° da Independência e 131° da República.Carlos Massa Ratinho Junior — Governador do EstadoGuto Silva — Chefe da Casa Civil

    AO INVÉS DE GOVERNAR, O CAMON I DELEGA E VIAJA!A CONSTRUÇÃO DO ALIANÇA

    Muita gente me pergunta a quantas anda a construção do Partido e quem pode se filiar a ele e, sobretudo, quem manda no Partido. Por partes: No momento aguardamos a definição de estratégia do Jurídico do Partido para a forma da coleta das assinaturas no Paraná. Todos que desejarem podem se filiar ao Partido, quando estiver legalmente registrado no TSE,

    E POR ÓBVIO,

    caberá à Executiva Provisória decidir quem e como se filiará. Claro, a Executiva Provisória será escolhida pelo Presidente da República, que foi o fundador do Partido – ao lado de outros 150 Brasileiros!

    Lembrando: AOS QUE DUVIDAM

    Vejo e escuto muitos falarem e se intitularem em relação ao Aliança. É preciso lembrar que este é um momento de construção, e enfatizar que lideranças não são impostas. Todos os interessados na nova postura e no novo comportamento político são iguais e bem-vindos ao Aliança, desde que comprometidos com o nosso pensamento político ideológico!

    ELEIÇÃO CURITIBA 2020

    Quem é o candidato a candidato a prefeito em Curitiba, que atualmente é deputado e pode ser lembrado como admirador do Hard Rock Café? E mais: com o amigo daquele senhor que é chamado Mister Informática, apreciador de casamento chic? O que o ICI tem a ver com isso?

    Não sei.

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Ficam Pastana e o Presidente Samir no Coritiba. Mais um ano em oração plena. Amém.

  • O imigrante e a saudades

    Quando meu bisavô imigrou da Suíça para o Brasil, levou consigo três filha, uma de 19, uma de 18 e uma de 10 anos (minha avó). A primeira já estava prometida com um casamento na Suíça e, tendo completado 21 anos, foi colocada no navio em Santos, e enviada para se casar. Eles demoraram, pai e filha, 40 anos para se reencontrar, quase a minha idade.

    Ao longo desse tempo, trocaram muitas cartas que demoravam entre 60 e 90 dias para atravessar o atlântico e chegar aos seus destinatários. Ou seja, as novidades e vivências cotidianas eram reportadas com um atraso imenso e, boa parte delas podia apenas ser imaginado a partir da leitura das cartas.

    Quando emigrei do Brasil para a Suíça, em fevereiro de 2018, deixei no Brasil meu pai (na época com 70 anos) e minha filha (na época com 15 para 16 anos). Nesse afastamento, muitos medos, muitas ansiedades, muitas culpas acompanharam as decisões e ações.

    Claro, os contextos de mundo são muito diferentes dos enfrentados por meu bisavô e seus familiares. Mas, ainda assim, a distância, o desapego e a saudades estão presentes no enfrentamento da realidade do emigrante contemporâneo. Portanto, também então presentes, na minha relação à distância com minha filha.

    Nessa publicação, minha filha e eu colocamos em texto a nossa experiência de separações e reencontros ao longo desse período de distanciamento. Acho que, para muitos, o relato possa vir a parecer um pouco desestimulante ou mesmo triste. Mas, para quem acompanha esse blog procurando clarear o planejamento para emigrar ou conforto no processo de imigração, conhecer e entender a realidade da distância é um ponto fundamental.

    Mas, primeiro, vamos pontuar algumas diferenças: me bisavô ficou 40 anos sem rever a filha. O período foi de 1938 até 1978, como na época ele já beirava os 80 anos, foi a filha quem veio visitá-lo. Ela passou um mês no Brasil visitando e conhecendo toda família brasileira. Eu e minha filha, entre idas e vindas entre Brasil e Suíça, nos visitamos 6 vezes nesse período (3 viagens de cada) de 1 ano e 9 meses.

    Meu bisavô escrevia cartas constantemente e recebia cartas constantemente. Isso quer dizer que ele recebia notícias e envia notícias mais ou menos duas vezes por mês ou, talvez toda semana. Ele morava em sua fazenda a 40km de Curitiba. Só ia para a cidade nos sábados para assistir a missa. Então, talvez recebesse e enviasse cartas semanalmente. Mas, de qualquer forma, as notícias referiam-se há períodos de 3 meses no passado.

    Entre as três irmãs (duas no Brasil e uma na Suíça) a troca de cartas também era constante. Mas, uma morava em Pato Branco, interior do Paraná, 600km distante de Curitiba. Minha vó morava em Curitiba. Mas, aí, já estamos falando de 1960, 25 anos após a partida da primogênita.

    Eu e minha filha temos um blog de fotografia em família, falamos no whats-up constantemente, trocando fotos, vídeos e fazemos pequenas conferências. Trocamos fotas, na verdade 3 ou 4 vezes por dia. Mandamos pequenos vídeos com falas das coisas que estamos resolvendo no dia a dia.

    Acompanhamos a vida um do outro quase em tempo real. Claro, o controle paterno, a supervisão da rotina, o olhar sobre o comportamento da pequena fica praticamente impossível.

    O chazinho no dia de gripe, a carona para a escola, a visita na livraria, o café da manhã na cama ficam reservados para os momentos de férias. Mas, ainda assim, a proximidade é muito maior do que foi para meu bisavô.

    Eu e ela temos gênios difíceis que atrapalham mais a relação com a pequena do que a distância em si. Ambos somos muito empreendedores e queremos resolver nossos problemas (sejam de saúde ou da vida) sozinhos. Mas veja, não quero dizer que é fácil estar longe. Estou dizendo que é mais fácil e mais confortável hoje, com aviões e whatsup, do que foi para meu bisavô.

    A saudades é o sentimento mais difícil. Eu nunca havia me separado de pessoas amadas que não houvesse falecido (e para minha “sorte” apenas meus avó maternos com um espaço de 27 anos entre eles), portanto, não senti saudade de verdade ao longo da minha vida.

    Agora, com minha filha e meu pai longe, a saudades parece que vai arrebentar o peito de dentro para fora. Mesmo com todas as técnicas que conheço de meditação, de relaxamento, de desvio de atenção, ainda assim, em muitos momentos, parece que será impossível de aguentar.

    Não é todo dia, em verdade, ela vem pequena todos os dias. Mas, um bom dia no whatsup, duas fotos e a rotina que me engole, e ela não cresce. Em alguns dias, principalmente nos dias bons, nos dias de passeios, nos dias de chocolate na frente da TV, a saudade vem forte, não passa e cresce ao longo do dia, parecendo que vai me matar.

    Ela é o sentimento negativo mais frequente e mais assustador. Principalmente quando nos encontramos, ela vai crescendo dentro do avião. Faz o voo fica infinitamente longo e sofrido. Quando estou pegando a bagagem, não consigo parar de chorar e a vontade é largar a mala e correr para o abraço.

    O mais estranho é o toque. No momento do abraço, toda aquela dor passa instantaneamente. É instantâneo, abraça, aperta a adolescente, sufoca ela no peito de tanto apertar e a dor some. É assustador, parece haver um buraco do tamanho dela dentro de mim e, com a distância, ele enche de lágrimas.

    A culpa é o outro bichinho que corrói. Não me incomoda muito, mas fica como uma espécie de sombra. De vez em quando ele diz: “e se acontecer algumas coisa com ela?”. E, pasme, sempre acontece. Uma hora perde o horário na escola (recebo por e-mail os aviso), outro dia esquece o material, no outro dia vai mal na prova.

    Aí, tento levar uma conversa pelo whatsup, sei que não vai educar, que só vai encher o saco da guria. Mas, é para aplacar a minha culpa de não dar a bronca pessoalmente. Nesse momento, ela fica ocupada, sem sinal, sem conexão, está em reunião, o Papa está na linha…

    Aí a culpa aperta, aí culpa grita. Mas, ela não dói e não me atrapalha. Me deixa com vontade de resolver logo as coisas e ficar trilhonário de uma vez, para pegar o jato particular e dar a bronca pessoalmente. A culpa é transformável em responsabilidade na maior parte dos dias.

    Além disso, como psicólogo, sei que a maior parte das coisas não dependem mais diretamente de mim. Não tenho mais controle absoluto sobre a vida da pequena, estando eu lá ou aqui, as decisões dela até podem ser vetadas ou apoiadas por mim, mas são decisões dela.

    Fica a culpa de não estar vendo de perto, de não estar vendo crescer, de não estar participando presencialmente da jornada dela. E essa culpa não tem alívio nem fuga. Não é racionalizável, não deve ser racionalizada. Eu não estou lá para ver acontecer. Essa culpa deve ser sentida e não substituída por presentes e mimos.

    O castigo para essa culpa é a perda de uma parte da história que seria, que poderia ter sido vivida juntos. O castigo para essa culpa talvez seja a saudades atroz.

    Raul de Freitas Buchi

    Vitória Sávio Buchi

  • Vai emigrar? Procure emprego no MC Donalds

    Quando viemos para a Suíça, viemos em família. Viemos todos as 5 pessoas apostando na empresa que havíamos aberto e que, vai indo bem, graças ao esforço de um bom time. Mas, em 2019, a empresa, da qual sou sócio, precisava guardar dinheiro para reinvestir num futuro próximo. Como meu trabalho na empresa é todo no computador e, em geral, excetuando-se algumas reuniões, faço tudo em mais ou menos duas horas por dia, acabamos decidindo por diminuir a minha renda para poder guardar um pouco mais de capital.

    Assim, precisei procurar outro trabalho. Meu alemão é parco, leio bem, entendo bem, mas falo muito pouco. Fiz onze meses de curso, terminei o nível B2, mas em casa falamos português e, até então, no trabalho, só falava inglês, então falo alemão só o suficiente para me comunicar no básico. Dessa maneira, um trabalho ou ocupação compatível com as minhas “qualificações” e experiências é bastante difícil.

    Seguindo a experiência de outros brasileiros por aqui, procurei a RAV (escritório que atende aos desempregados). Lá, a ajuda foi pífia. Mas, de lá, fui encaminhado para o escritório de profissões, cursos universitários e carreira (sim, aqui temos uma estrutura organizada pelo cantão, para dar um “coaching” na carreira). Nesse escritório obtive algumas informações interessantes e recebi uma boa organizado no meu currículo.

    Read here in English!!!

    Com essa reorganização do meu currículo, em duas semanas, seguindo de novo outros brasileiros, estava eu trabalhando no MC Donalds.

    Calcule só: um mestrado em educação, duas pós-graduações, psicólogo de consultório por 17 anos e empresário, em questão de dois meses, agora estava limpando o chão do MC Donalds e fazendo Big Mac´s. Parece um fundo de poço e, até o primeiro dia de trabalho, foi assim que me senti.

    Um soco no estomago, como se tudo que eu semeei na vida, de nada tivesse valido.

    Puro preconceito da minha parte.

    No dia 16 de agosto de 2019 completei dois meses no MC Donalds trabalhando como assistente de produção. Eu comecei na linha de produção do Hamburguer, Cheeseburger e Big Mac. Nessa linha de produção, também fazemos (sim, ainda trabalho lá enquanto escrevo esse post) o Doble Cheeseburguer, o Doble MC Bacon e a linha Gluten Free. Na loja onde trabalho, no fim desse mesmo corredor de produção, fazemos o Big Tasty e Big Tasty Bacon e o Royale Cheeseburguer. Não visitei a produção de outras lojas, não sei se são iguais. Mas, no lado oposto temos o BOP, onde são produzidos os demais sanduíches, e todas as frituras.

    Meu preconceito caiu por terra. Trabalhar no MC Donalds tem sido uma experiência muito legal.

    A coisa sensacional do MC Donalds é a organização do processo de trabalho: produção em massa de alimentos para venda imediata. A organização do processo de produção é tão bem-feita, tão bem pensada que, se você demora mais que alguns segundos para resolver uma etapa qualquer do processo, você está errando movimentos, fazendo, literalmente, movimentos que não precisaria estar fazendo.

    A organização é tanta, o processo tão simples (claro, também, absolutamente repetitivo) que em 3 dias eu já conseguia rechear o sanduiche no mesmo tempo em que os hamburgueres grelhavam: 41 segundos. Para você ter uma ideia, hamburgueres e cheeseburguers são feitos, em geral em lotes de 8. Então, recheiam-se 8 pães enquanto 8 hamburgueres grelham no grill.

    No fim de 15 dias, eu já produzia todos os sanduiches do corredor e, fazia-os bem-feitos e bonitos.

    Quem me conhece sabe, sou uma pessoa dos livros, não sou uma pessoa habilidosa com trabalhos manuais e, só comecei a cozinhar depois do fim de meu primeiro casamento. Por tanto, não sou uma pessoa típica para o trabalho culinário. O mérito para essa repentina competência produtiva é da metodologia de trabalho da franquia.

    A metodologia de trabalho do MC Donalds é quase absolutamente perfeita. Funcional e fácil de ser aprendida, ela permite que, com um mínimo de atenção e concentração, seja possível dominar o processo produtivo.

    Foi assim que, em 15 dias, eu me tornei um bom funcionário. No mês de julho, consegui fazer um dinheiro razoável cobrindo férias de colegas e, aceitando todas as possibilidades que me ofereceram de trabalhar um pouco mais. Tive dias em que trabalhei 10 horas, com pausas a cada duas horas.

    Na loja em que trabalho, quase todos os funcionários são estrangeiros. Os Suíço que trabalham lá, em geral, trabalham no caixa e no atendimento ao público e são muito jovens (18, 19 anos), enquanto nas diversas etapas de produção, os trabalhadores são estrangeiros: Tâmiles (Sri Lanka) e Albaneses são as etnias predominantes na minha loja. Mas, trabalho com Húngaros, macedônios, italianos, dominicanos, bósnios, tailandeses, indonésios e eu, brasileiro/suíço.

    Todos com situações de vida típica de imigrantes: procurando um lugar melhor para si e para as futuras gerações.

    Conto uma história breve de uma colega de trabalho. 58 anos, faltando pouco para uma aposentadoria na Suíça, essa senhora veio do Sri Lanka com uma criança no colo e outra no ventre, e junto com o marido, fugiam da guerra que havia estourado em seu país.

    Hoje, 20 e tantos anos depois, ela completou 7 anos de MC Donalds. O dinheiro que ela ganha por lá, trabalhando muito e sendo uma excelente professora para os iniciantes, em todos os processos, foi investido na faculdade dos dois filhos: um se forma em medicina no próximo ano e o outro em engenharia em dois anos. Da guerra para dois diplomas em profissões de ponta na suíça.

    Que imigrante!

    Outra história muito bonita: minha gerente da loja, veio da Servia (provavelmente fugindo da guerra, o pessoal da Sérvia e da Albânia não fala sobre isso e eu também não pergunto) com 14 anos. Aprendeu alemão na escola de integração. Seu primeiro emprego foi o MC Donalds. Aos 43 anos, foi realocada na loja em que eu trabalho para melhorar a qualidade dos processos e levantar a loja. Em dois meses, ela colocou a loja nos padrões e nas expectativas da franquia. 3 meses depois de sua chegada, entro eu na loja, que tristeza para ela. Mas, que história ela carrega: da guerra para a referência de qualidade em gerência. Ela é rígida, mas absolutamente gentil e educada. Só grita com os boletos bancários, assim como eu!!!!

    O MC Donalds tem sido uma opção que superou em todas as possiblidades o meu preconceito. Como cliente, ouvia os gritos na linha de produção. Achava que aquilo deveria ser o fim do mundo. Mas, devido ao ruído geral da produção, a correria geral da produção e a energia que é deslocada para se alcançar a produção, o tom de voz fica mais alto porque a energia fica alta.

    Muitas vezes, discussões ríspidas acontecem, principalmente, quando o alemão não é bem falado ou compreendido (o que torna tudo muito mais perigoso, porque muitas vezes, é muito engraçado). Mas, há um entendimento global de que, estamos todos no mesmo barco, e a paz impera na sequência.

    Gerentes varrem o chão e lavam bandejas. Sim, gerentes fritam batatas e, muitas vezes, vem para a produção fazer sanduiches e dar suporte para a linha. Gerentes limpam gordura das fritadeiras, tiram o lixo, juntam bandejas e cortam tomates, descarregam entregas e, acima de tudo, controlam o sistema de produção. Enfim, sabem que estão lá para o que der e vier.

    Todos os gerentes de turno e mais a gerente geral, todos sabem meu nome. Trabalho lá com um contrato de 20 horas por semana (meio expediente) e todos sabem meu nome e sobrenome. Não, não sou um empregado modelo, trabalho bem, mas não sou referência. Os gerentes sabem o nome de todos os 69 funcionários que se revezam nos diversos turnos. Os gerentes carregam em si a visão de que precisam dar o exemplo de trabalho, educação e respeito.

    Os mais velhos na loja são tratados com deferência e respeito, um senhor, também do Sri Lanka, trabalha nessa loja há 30 anos!!! Foi um dos primeiros funcionários a trabalhar lá. Aprendi muito com ele e, dentro da loja, é uma figura lendária. A noção de igualde, de democracia, de direito individual está presente sem que se faça perder a noção de respeito ao cargo e de responsabilidade individual.

    Todos têm seus deveres frente a missão do MC Donalds. Todos, dentro desse sistema organizacional, dentro da metodologia de trabalho, fazem a sua parte. Ninguém é mais do que ninguém, mas, o gerente tem o dever de controlar os horários, apesar de também limpar o chão quando necessário.

    Estamos todos no mesmo barco: Pessoinhas quaisquer tentando fincar as ancoras em terras novas. Na minha loja especificamente: imigrantes em busca de um espaço melhor para suas vidas e de seus descendentes.

    Trabalhando no MC Donalds pude entender na prática aquilo que chamamos de comunidade de prática, o grupo de pessoas que compartilham entre si um objetivo comum, e que, para esse objetivo, precisam compartilhar um trabalho extremamente puxado, metódico e que precisa ser feito com um grau de excelência ímpar (lembro ao leitor que minha loja é na Suíça, os estandartes da franquia precisam ser seguido em 100%). Para isso, além de compartilhar esse objetivo comum, é preciso compartilhar o conhecimento necessário e a técnica advinda desse conhecimento, para que, assim, todos consigam alcançar o padrão, o estandarte de qualidade almejado.

    Fica implícito na loja que, todos precisam ter a mesma qualidade, a mesma capacidade e, o mesmo conhecimento sobre todos os processos. Esse espaço de aprendizagem fica disponível no espaço entre as pessoas, como se ali houvesse uma prateleira de apostilas com “Manuais de boas práticas de produção” para serem lidos. Não é preciso curso, só é preciso perguntar, com viver.

    Hoje, dois meses depois de ter começado, tenho o prazer de acompanhar dois “novatos” em suas jornadas na produção: “ponha a alface assim, por favor” (sempre com por favor e obrigado). E, mais, ficar satisfeito de ver a pessoa colocando a alface como recomendado pelo padrão, pelo estandarte. Ou seja, ver a pessoa tornar-se parte do time.

    Claro, saio muito cansado da loja pois o trabalho é pesado, o salário é não é o melhor, mas tem quebrado um galhão.

    Mas, trabalhar no MC Donalds, mais do que um plano de carreira ou um seguro para o futuro, tem sido uma experiência ótima, realmente muito prazerosa e um excelente começo nessa jornada fora da minha própria empresa.

    Mas, de longe, como bom psicólogo que imagino que eu sou, o melhor do MC Donalds são as pessoas, suas histórias e experiências.

    Obrigado, Salamat, Nandri, Falemndreit, Ravla, Köszönöm, Khxbkhun, Grazie, Gracias, Thanks

    Raul de Freitas Buchi

    Swiss Questions

  • Fazer negócios através a Suíça

    Primeiro de tudo e antes de mais nada, lembre-se de assinar o blog para receber as publicações por e-mail. Se possível, clique em uma das propagandas que o Google vai te oferecer na página, assim sem maiores investimentos seus, você me ajuda a sustentar o Blog.

    A Suíça é um país extremamente favorável ao empreendedorismo. Um país pequeno, com pouco mais de 8,5 milhões de habitantes, ela tem a maior renda per capita da Europa. Suas quatro línguas oficiais e altíssimo custo da mão de obra (de onde vem a alta renda) são desafios importantes, mas não impeditivos para o processo de empreendedorismo.

    Por outro lado, a liberdade e independência de cada cantão (equivalente aos estados brasileiros) faz com que a concorrência por novas empresas cresça até a competição por impostos cantonais mais baixos. Também, a flexibilidade dos contratos de trabalho e adaptação das profissões especializadas ao trabalho de consultor, facilitam e desoneram o custo e o investimento.

    Apesar de não fazer parte da zona do Euro, o que faz do Franco Suíço uma moeda fortíssima, com seu peso balizado em ouro, a Suíça tem acordos bilaterais com a União Europeia, permitindo assim um fluxo relativamente livre de mercadorias entre o gigante mercado europeu e o pequeno mercado suíço.

    Preocupada com a manutenção da saudável concorrência de mercado, a Suíça também finaliza acordos (através do EFTA) com o Mercosul e diversos países asiáticos. Ela se transformará, até 2021 em um importante polo comercial entre os diversos grupos comerciais continentais. Lingando Europa, Ásia e América Latina, a Suíça pretende ser novamente a sede da movimentação financeira e bancária.

    Mais do que um porto logístico ou um centro de distribuição, o interesse da Suíça é manter bem nutrido os cofres bancários que, desde o início do processo de transparência e ética bancária, vem gradativamente perdendo força e volume do dinheiro do mercado negro. Dependendo assim, dos fundos de pensão e seguros.

    Os acordos com o Mercosul são os mais interessantes até o momento, ele prevê o fim de boa parte dos impostos em pelo menos 27 áreas de produção, no comércio entre os dois blocos. EFTA e Mercosul ganham com os acordos: a EFTA, composta por países montanhosos ou muito frios (Finlândia, Suíça, Litchenstein e Groenlândia) passam a ter acesso às matérias primas e produtos agrários brutos e industrializados, enquanto o Mercosul, além de ganhar uma canal aberto para o mercado Europeu e Asiático, terá acesso às tecnologias de ponta na produção industrial, patentes de tecnologia e marcos de desenvolvimento tecnológico.

    A maior dificuldade para as empresas brasileiras é a total liberdade de mercado oferecida por esses países. Apesar de os acordos comerciais serem amplamente discutidos por governos, após a assinatura dos acordos, todo o trabalho do governo suíço termina. Ficando, então, a cargo da iniciativa privada, procurar e formalizar seus negócios.

    Empresários brasileiros, em geral acostumados com as pontes criadas pelos estados, municípios e federação, podem estranhar essa conduta do governo suíço. Mas, a fim de manter a livre concorrência, as instituições governamentais suíças não fazem nem a indicação dos cantões mais favoráveis para o tipo de negócios que se quer fazer, menos ainda a indicação de parceiros e revendedores.

    Ou seja, enquanto o governo brasileiro fará a paternalização de suas empresas favoritas, o governo suíço deixará que cada um concorra com aquilo que tem para oferecer. Dessa maneira, conhecer as empresas, ter o conhecimento das políticas cantonais e ainda estar disposto a abrir novas portas é um papel importante e que pode trazer grandes benefícios para os conterrâneos brasileiros.

    O mercado europeu, mesmo em crise, aliás, a maior crise desde o fim da 2ª grande guerra, continua vibrante e altamente consumidor. O mercado suíço, apesar de conservador, e muito eco-alinhado, tem uma repercussão importante na Europa, seja por conta da referência de qualidade ou pela agressividade na venda. Sendo assim, produtos saídos da Suíça encontram-se em quase todos os supermercados, farmácias e salões de beleza da Europa. É o corredor perfeito para produtos brasileiros.

    Na área farmacêutica, os últimos acordos entre a EU e a Suíça, preveem um processo de registro e de licença de comercialização único entre as duas partes. Com isso, produtos farmacêuticos e protéticos registrados na Suíça poderão ser comercializados na EU, sem maiores atrasos burocráticos. Essa parceria vale também para os produtos da medicina complementar (como fitoterápicos e homeopáticos).

    Acordos similares valem também para a indústria de alimentação e de produtos nutracêuticos. Vitaminas, barras proteicas e produtos saudáveis tipicamente brasileiros já estão sendo fabricados e embalados no Brasil de acordo com as regras da EU para distribuição na Europa através da Suíça.

    As matérias primas e os produtos vindos da EU, em sua maior parte, carregam os estigmas da produção da China e dos países do Sudeste Asiático, marcados pelo trabalho exploratório e pelas péssimas condições de tratamento com a natureza, baixo compromisso com acordos internacionais e com o preço justo das mercadorias.

    Por outro lado, no Brasil, os empresários sérios vêm lidando com as certificações internacionais há mais de 30 anos, fazendo com que, em geral, os produtos brasileiros estejam prontos para entrar na Europa a partir da Suíça. Mais do que isso, o Brasil é signatário de todos esses acordos internacionais que certificam os mercados como politicamente corretos: ausência de trabalho escravo, preservação do meio ambiente e banimento do trabalho infantil.

    Junto com isso, o Brasil carrega uma empatia internacional inata. As cores verde e amarela são sinônimo de simpatia, alegria e férias para os europeus. Sendo assim, os preços brasileiros, sempre muito favoráveis para o mercado da EU, somam-se as certificações e a aceitabilidade do mercado.

    Produtos como o baru (uma semente do cerrado), o jambu (uma folha da Amazônia), catuaba (não preciso explicar), óleo de coco, frango, madeira de compensado, quando acompanhados pelos devidos certificados, tem uma aceitação quase imediata pelas distribuidoras locais.

    A sede de negócios existe de ambos os lados e é tão voraz que, provavelmente, mesmo que a finalização do acordo do EFTA com o Mercosul seja adiada, o simples ensejo e a perspectiva do acordo já estão colocando fogo no mercado. E, aqueles que deixarem para amanhã, vão perder o assento na primeira classe.

    No Brasil, a Suíça oferece um canal importante, o Swiss Global Enterprise. No Sul do Brasil, a empresa SwissQ é especializada nesse tipo de transposição oceânica (aliás, foi responsável pela vinda da minha empresa para cá), alguns consultores individuais também podem ajudar a orientar ou nortes as decisões caminhos. Mas, daí, você me chama inbox e eu te passo os contatos.

    Swiss Questions

  • Trabalho braçal e imigração

    Nunca fui cozinheiro, nem em casa nem como trabalho. Passei a cozinhar um pouco depois da separação da primeira esposa, mas no início, fazia as coisas na cozinha muito mais para a filha dar risada das trapalhadas do que realmente para conseguir comer. No fim de maio de 2019 comecei a trabalhar no MC Donalds e, depois de 18 anos trabalhando como psicólogo clínico ou empresário, tive a primeira experiência com trabalho braçal.

    Aos 43 anos, tendo vivido até então, basicamente para os livros e os vídeos-games (sempre fui esportista, mas não fanático) nunca tinha queimado caloria fazendo força no trabalho. Mas, desde maio, comecei a puxar caixas, carregar peso, fatiar, cortar, rechear, grelhar e, mais estranho, tudo isso em alemão. Uma experiência completamente nova.

    Foram 3 meses de MC Donald’s e achei um novo emprego novo em um pequeno e charmoso restaurante, coincidência ou não, na academia onde pratico escalda (Boulder). O Minimum Boulder bar e restaurante é pequeno só no tamanho da cozinha. São dois cozinheiros, um no fogão e forno e outro na preparação dos pratos, e eu na faxina, na limpeza, carga, descarga, descasca, fatia, busca, traz, leva e ergue, raspa e arruma.

    O restaurante serve uma média de 90 refeições complexas por dia e mais uma infinidade de sopa e salada. São em média 190 peças de louça de uso dos clientes para lavar por dia, meia centena de panelas, bandejas, cumbucas e caixas plásticas e metálicas não consegui contar. Mas, o mais divertido não é o trabalho em si, mas a língua.

    Enquanto no MC Donald’s o idioma principal era o alto-alemão (por ter em seu corpo de funcionários praticamente só estrangeiros), nesse restaurante em Zürich, a língua predominante é o dileto suíço de Zürich, recheado de inglesíssimos e italianismos (são quase todos estrangeiros que cresceram desde muito pequenos em Zürich). Ou seja, o restaurante tem certamente um dialeto próprio no serviço.

    Desse dialeto, não entendo nada e coisa nenhuma, principalmente se dito fora de contexto. Isso torna o recebimento de pequenos comandos simples uma grande confusão que acaba sendo sempre resolvida com o inglês ou o italiano (muito próximo do português). As conversas, quase sempre recheadas de contextos e gestos, são compreensíveis, mas os comandos são, muitas vezes, um inferno irritante para ambos os lados, comandado e comandante.

    No período do MC Donald´s já tinha aceitado e gostado da ideia de ter um trabalho mais corporal do que intelectual. Até porque, fora do Brasil, esse tipo de trabalho não leva o estigma construído pelo período escravocrata, então os salários são bons e não há uma visão pejorativa na comunidade.

    Assim, ganhando um bom salário, tenho corrido atrás de reaprender o nome de todos os utensílios de cozinha em alemão nos intervalos do serviço (o que não resolve, porque no dialeto local tudo tem outro nome). Assim, os comandos podem passar a ser mais compreensíveis e a comunicação na cozinha pode melhorar com o tempo.

    Aqui na Suíça, como nos EUA, o preço da energia elétrica não ofende o consumidor, com isso, o trabalho de lavar a louça implica muito mais em organizar tudo para que a máquina faça uma boa limpeza. Portanto, o serviço não destrói as costas, nem corrói os dedos e a alegria de viver. Aliás, estou escrevendo esse texto no intervalo das 16hs, animado e pronto para 30 minutos de escalada no Boulderhalle.

    Além disso, como procuro ser polido, com os meus “bons dias” e “obrigados”, como procuro não falar nada quando não for para falar em alemão, os outros funcionários não têm ressalvas com a minha inabilidade com o dialeto. Em partes porque percebem meu esforço de falar alemão e em partes porque não fico tagarelando em inglês ou português, respeitando o idioma local. Como fruto dessa boa conexão, algumas risadas e muitas lições têm surgido.

    Quase todos os dias algum deles tem algum esclarecimento sobre algo no dialeto, alguma expressão idiomática local ou uma frase de efeito no dialeto local para me ensinar. Além dos meu dois Chefs tenho mais 11 colegas que se revezam como garçons e baristas ao longo da semana. Como muitos deles já visitaram o Brasil ou gostariam de visitá-lo (umas das colegas é uma amigona brasileira/italiana), recebo com frequência alguns “Bom Dia” e “Obrigado” em português!!!

    Até começar a trabalhar aqui, nunca tinha pisado em uma cozinha de restaurante (visitei uma vez o Restaurante Madalosso para fazer um trabalho para a faculdade), então tudo ali é novidade. O Chef é bastante cauteloso e paciente, tem tido a delicadeza de corrigir minhas tolices com respeito e bastante suporte (afinal, sou bastante produtivo na limpeza, apesar de cortar mal as batatas), garantindo assim que os pratos sejam preparados com a qualidade que ele pretende que o restaurante represente.

    A quantidade de informação que precisa ser absorvida é enorme e a força física necessária para esse tipo de função era inimaginável para mim. Nunca imaginei que pudesse ficar fisicamente tão cansado. Até pouco tempo atrás, o cansaço era uma experiência muito mental. Cansado de pensar, de planejar, quase nublado, mas fisicamente inteiro.

    Hoje, com o cansaço é físico, a mente continua alerta, as emoções continuam positivas. E, essa é a parte que mais gosto nessa mudança de área profissional. Minha mente tem energia para mim, coisa que nos últimos anos não foi possível experimentar.

    Começo com esse relato tão positivo porque a área de hotelaria, catering e restaurantes é uma das áreas que mais contrata na Suíça. Verdade que muitos contratos são sazonais (inverno nas áreas de ski e no verão nas áreas de treking e nos lagos). Mas, ainda assim, são empregos atrativos financeiramente e de trabalhos que não exigem uma carga de experiência alta ou treinamento específico.

    Para que se tenha uma ideia, uma das principais região de turismo da Suíça é Zermatt, uma cidade alpina, próxima ao Matterhorn. Lá o turismo funciona o ano inteiro, no inverno com o ski e nas demais estação, com turismo de aventura e caminhada. Em Zermatt, 70% dos trabalhadores são sazonais e, vindos de Portugal, revezam-se de acordo com a sazonalidade. Para alguns deles, o ganho é suficiente para ficar até 4 meses sem trabalhar em Portugal.

    Quando vencemos alguns preconceitos tipicamente brasileiros e escravocratas, principalmente em relação ao trabalho braçal, abrimos um mar de liberdades e possibilidades para o processo de imigração. Muitos brasileiros que almejam emigrar para países mais estáveis e menos violentos, deixam de fazê-lo por conta do status social das profissões que terão que enfrentar.

    Minha experiência, vivida por necessidades descritas em outras postagens e não por pura opção, me mostrou que essa abertura é possível, agradável e surpreendentemente desenvolvedora. Além disso, me garante a estabilidade que minha família precisa.

    https://www.jobs.ch/en/vacancies/catering-food-tourism/

    Swiss Questions

  • As duas razões do emigrante

    Imigrar é um processo. Não é decisão que se resolve do dia para a noite, mas, sim, um processo que toma um tempo longo da vida. Não sei muito bem se termina, mas ele tem um dia que começa.

    Para mim, o processo de imigração não surgiu da insatisfação com a vida no Brasil. Diplomado em psicologia, mestre em educação, sempre tive uma vida de muito trabalho, mas muito boa. Com direito a shopping, cinema, carro, moto e boas trilhas no fim de semana, seja na serra do mar ou no sítio da família.

    O processo de imigração surgiu como encantamento.

    Read here in English!!!

    Fizemos uma viagem em família para a China (Pequim, mais especificamente) na volta, paramos 7 dias na Suíça. Ficamos os 3 primeiros dias da viagem em Lucerna, ali fui contaminado por uma espécie de vírus. Voltei para a Suíça a passeio mais 5 vezes depois disso, sendo que, uma das vezes, fiquei aqui por dois meses consecutivos.

    Passei a ter uma espécie de melancolia, uma saudade imensa daqui. Na verdade, me senti como se tivesse vivido a vida inteira na Suíça e estivesse passando um tempo no Brasil. Passava seis meses planejando a próxima viagem e, uma ou duas semanas viajando na Suíça. Ou seja, passava 12 meses por ano pensando e estudando a Suíça. Virei um ufanista.

    A viagem para Pequim e para a Suíça foi em 2009. Em 2010, já havia visitado o país alpino mais uma vez e, em Setembro, protocolei meu pedido de cidadania suíça. O reconhecimento da cidadania demorou 4 anos para sair. Mas, em Março de 2014 recebi a carta da oficialização do meu registro como suíço. A cidadania foi estendida para a minha filha, sendo assim, em Julho de 2014, estávamos os dois com o passaporte vermelho.

    Passamos a ser brasileiros e suíços.

    Isso me deu livre trânsito pelos aeroportos do mundo. Afinal, apenas 3 ou 4 países exigem visto para cidadãos suíços. Mas, mesmo com essa liberdade, meu destino continuou sendo a Suíça. Mais especificamente a Suíça alemã, da região norte dos alpes até a divisa com a Alemanha.

    Nesse período de 2009, quando conheci a Suíça, até 2018, quando emigrei com a família, tratei de planejar e estudar o país de destino:

    – As línguas;

    – Custo de vida:

                    – Transporte;

                    – Aluguel;

                    – Saúde;

                    – Alimentação;

                    – Seguros;

                    – Lazer;

                    -Impostos e taxas.

    – Leis;

    – Trabalho;

    – Diplomas;

    – Estudo (para as crianças);

    – Cidades;

    – Cantões;

    – História.

    Quanto mais eu estudava, mais encantado com a Suíça eu ficava. Mas, foram 9 anos de planejamento, não foi um ímpeto mochileiro, não foi um desespero com a situação do Brasil, não foi um surto antipatriótico, não foram dívidas. Foi fruto do encantamento da relação entre um povo e a terra a qual pertencem e da qual cuidam.

    Para explicar melhor.

    A vida na Suíça, sempre repito isso nas minhas postagens, não é fácil. Como em qualquer lugar do mundo, a vida é acordar cedo, deslocar-se para o trabalho, e trabalhar até ficar esgotado. Igualzinho era no Brasil. Trabalho – dinheiro, dinheiro – contas. Claro, existem diferenças marcantes: a política aqui não está nos extremos; a economia aqui não está em baixa; a violência aqui é praticamente nula; os espaços públicos aqui são bem preservados.

    Mas, o motivo do meu encanto com a Suíça não foi por aquilo que ela tem de melhor que o Brasil. Até porque, essas 4 coisas são as únicas coisas melhores do que o Brasil. Todas as outras coisas são muito melhores no Brasil: comidas, família, amigos, trabalho, amor, florestas, praia, música, pessoas, leis, família, amigos, família… O Brasil, com toda a corrupção e caos, é a 8ª economia do mundo e isso é fruto de sermos um povo foda em uma terra maravilhosa.

    Se não houvesse a desordem causada pelas ilegalidades e a corrupção, o Brasil seria fácil a primeira economia do mundo e o primeiro em todos os rankings, escola, justiça e saúde. Mas, o que me encantou na Suíça não foi o contraste com o Brasil, não foram os dados comparativos. Foi uma relação mais íntima, mais visual e afetiva.

    As paisagens da Suíça são alucinantes.

    Como o país é muito pequeno e, de nordeste a sudoeste é cortado pelos alpes, que ocupam 60% do território e mais 20% do território é ocupado pelos lagos, as paisagens são absurdas. Morar em uma pequena cidade do interior da Suíça faz com que você tenha na vista da sua janela uma paisagem proporcional a morar e de frente para um cartão postal.

    Até porque, os suíços sabem que as paisagens são absurdas e, cuidam para que a arquitetura e o crescimento das cidades sejam compatíveis com as paisagens e com a natureza dos arredores. Então, a praça da cidade, acaba sempre sendo um lugar com uma arquitetura ou com uma vista que reúna os olhos da comunidade.

    Quase todas as cidades têm uma reserva florestal ao redor ou nas proximidades de seu centro. E, essas cidades são menores do que os bairros das cidades brasileiras, menores até que os conjuntos habitacionais e condomínios. Com isso, saindo da minha casa, que fica na rua com o nome da montanha que pode ser vista da frente da minha casa, caminho 5 minutos e estou na floresta.

    Cachoeiras, colinas, árvores, trilhas e vistas magníficas, numa caminhada de 25 minuntos.

    A montanhas estão há 20 minutos de trem da estação da minha cidade.

    O lago está há 10 minutos de caminhada.

    E, você pode não saber, mas eu adoro caminhar nas montanhas e nas florestas. Somado a isso, eu adoro fotografar. A Suíça tem violência quase zero e algumas das paisagens mais deslumbrantes do mundo há 20 minutos da minha casa. Saio de casa com a câmera no pescoço, zero de risco e um passe de trem.

    Como resistir?

    Não sei. Eu não consegui.

    Claro. Não acredito que você, leitor, esteja realmente interessado em caminhar e fotografar a Suíça. E, nesse blog, não trato desse assunto. Para ler sobre isso, visita meu outro blog: www.grandefocal.ch

    Aliás, bem pelo contrário. Aqui, escrevo sobre trabalho, impostos, leis e a vida séria na Suíça, não sobre meu hobby: caminhar e fotografar.

    A maior parte dos brasileiros que conheci, emigraram em busca de uma vida melhor. Mas, se a vida aqui é tão ou mais difícil (se contarmos a língua) do que no Brasil, o que eles consideram ser essa vida melhor?

    A vida melhor, buscada por brasileiros que emigraram aqui para a Suíça, é uma relação entre o esforço para se ganhar o sustento da vida e a vida obtida com esse sustento. Mas, principalmente, o comparativo entre os resultados dessa equação no Brasil e no lugar onde o imigrante se encontra.

    Então, diferente do que aconteceu comigo, nem sempre o brasileiro residente na Suíça veio para cá por amor aos dialetos suíços, ou as montanhas da suíça. Mas, sim, porque, quando esse brasileiro analisou a qualidade de vida que poderia ter aqui e a que tinha no Brasil, o esforço de emigrar fazia sentido.

    Então, essa equação:

    Esforço para o sustento da vida/vida obtida com o sustento=QV

    acaba empurrando as pessoas para os mais diversos lugares do mundo, aliás, nos últimos anos, muito menos para a Suíça do que para a França ou para a Alemanha, Canadá ou Nova Zelândia.

    O comparativo entre o QV no Brasil e a QV em outros países acaba sendo gritante quando levamos em conta dois fatores:

    1 – O que se pode adquirir para a vida com o salário mensal?

    2 – Qual o risco de vida e a percepção de segurança na vida?

    Uma rápida discussão sobre o primeiro fator:

    O que podemos comprar com a renda mínima no Brasil não permite a subsistência mínima de um indivíduo, muito menos de uma família. E, mesmo com os programas de apoio à renda familiar não são o suficiente para que o indivíduo possa se alavancar ou alavancar a família. Então, quando pensamos no desenvolvimento dessa família ao longo das gerações seguintes, o esforço para que se alcancem as mudanças que refletirão em termo na qualidade da vida terão que ser gigantes e provavelmente infrutírferos.

    A relação entre renda e custo de vida é injusta, não é possível crescer, quando muito, sobreviver ou só, perecer.

    Nos países da UE, Estados Unidos e outros, a relação entre a renda e o custo da subsistência é mais justo (não muito mais, mas mais justo). Aquilo que se pode fazer para ter renda, as relações trabalhistas e, principalmente, as recompensas do esforço individual refletem-se muito facilmente numa renda transformadora ou potencializadora de transformação.

    Ter um trabalho fixo e, em paralelo, vender o picolé na praia, a coxinha na estação e ou mesmo produtos de beleza em domicílio, permite a aquisição de uma renda justa. Uma renda que permitirá um usufruto qualitativo da vida e um pouco mais. Esse um pouco mais pode ou deveria ser investido em desenvolvimento.

    Aqui na Suíça, pela altíssima competitividade do mercado de trabalho, estamos sempre investindo a pouca sobra em desenvolvimento: cursos de língua, cursos de aperfeiçoamento, atividades extras para as crianças…

    Por outro lado, o segundo fator traz ganhos para a vida que, hoje no Brasil, não temos há muito tempo noção do que ele representa. A sensação de segurança permite o usufruto do espaço público ou do espaço comunitário, de forma ordenada e cooperativa para o lazer. Me deixe explanar rapidamente sobre isso.

    Na Alemanha, hoje, a situação é a mais difícil dos últimos 40 anos. Desde o fim da segunda guerra mundial as coisas não são tão difíceis por lá. Os refugiados, em sua maioria mulçumanos, estão provocando mudanças drásticas no comportamento do povo alemão.

    Mas, mulçumanos não roubam, não são violentos e, tirando alguns grupos minoritários que são amplamente repercutidos pela mídia, vivem suas vidas como quaisquer outros crentes: Trabalho-casa, casa-trabalho e muitas orações. Não causam um aumento nos índices de violência que possam ser considerados impeditivos para o exercício da vida no espaço comunitário.

    Portanto, apesar das grandes mudanças provadas pela imigração em massa, os países da UE continuam oferecendo aos seus residentes uma sensação de segurança para a vida e para o patrimônio que, nós brasileiros já esquecemos o que é. Claro, sem tolices, a vida em grandes centros urbanos tem seus problemas em todos os lugares do mundo e, viver em pequenas comunidades (como eu) também tem seus incômodos.

    Mas, de um modo geral, não se roubam igrejas, não se roubam pessoas, não se rouba praticamente nada. A criminalidade per-capita é baixíssima. Veja bem, ela existe. A violência existe. Mas, tem outra forma, tem outro discurso, tem outro carácter. Então, afeta muito pouco, ou não afeta (para nós brasileiros que temos outro nível de tolerância com isso) a sensação de segurança e o direito à vida, porque está restrita a lugares específicos ou a populações minoritárias específicas.

    Com isso, parques, praças, florestas…lugares onde se pode exercitar o lazer gratuito, que nós perdemos no Brasil, por conta das praças tomadas por usuários de drogas, passam a ser uma possibilidade ótima. Aliás, aqui na Suíça, compartilhamos as churrasqueiras nos parques e praças, juntando crianças, famílias e vizinhos.

    Passear deixa de ser ir ao shopping gastar. Passear, retoma um conceito do tempo do meu pai: ir até o centrinho, sentar-se em um banco e ver o movimento da cidade, o pôr do sol no lago, as crianças jogarem bola na pracinha etc.

    A relação entre a qualidade de vida obtida com a fruto do esforço é o que move a emigração do brasileiro para fora do país, a sensação de segurança o que mantém o brasileiro fora do país.

    Muitas vezes eu ouvi esse resumo:

    “Minha família é muito pobre no Brasil. Muitas vezes, não tínhamos o que comer. Morávamos no interior com 2 (3, 4, 7) irmãos quando conheci meu marido. Eu me casei e vim morar aqui, sofro de saudades todos os dias. Mas, hoje eu posso dar para meus filhos uma vida que eles jamais poderiam ter no Brasil. Hoje, 2 (3, 4, 7) irmãos moram aqui também. Cada um tem seu negócio. Um deles é professor de capoeira (cozinheiro, faxineiro, engenheiro) e, juntos, conseguimos ajudar a mãe e o pai lá no Brasil. Ajudamos também os nossos vizinhos (primos, tios, irmãos)”.

    É como se essa coisa de “não desistir nunca” que nós brasileiros temos. É como se essa capacidade de sempre dar conta da realidade, não importa o tamanho do problema. É como se o nosso jeito (não o “jeitinho”) pudesse frutificar e se multiplicar.

    E, sentir-se capaz de construir, fazer, moldar, frutificar, não tem preço.

    Raul de Freitas Buchi

    Swiss Questions

  • COLUNA DE OGIER BUCHI – 13/09/2019

    TANTAS COISAS PARA DIZER

    Ouvia com atenção um dos jovens comentaristas da Band no horário do almoço. O rapaz é muito bom e centrado. Falava sobre a forma abjeta que os homens públicos do País tratam dos problemas das suas administrações, em especial das inaugurações dos projetos!

    Sim, importante frisar inaugurações de projetos e lançamentos. Exemplo clássico é o metro de Curitiba, lançado pelo menos por quatro vezes pelo time petralha, com pompa e circunstancia. Não menos clássicas são as inaugurações da Copa de 2014, que de concretizadas mesmo tem a obra do estádio de futebol de clube, alias belíssima obra!

    O Estado é administrado por camondonguetes da Fomento, neste caso! Alguém acredita que um dos camondonguetes peita o Major do Atlético?

    Heraldo que já era da Fomento se habilita?

    Dos tempos modernos, mas nem tanto

    O Governador Camondonguinho estabeleceu com seu representante na Comunicação a nova ordem. Primeiro destruíram a TV Educativa, em ação em tese delitiva que já deveria ter sido investigada pelo Tribunal de Contas, Assembleia Legislativa e Ministério Publico.

    Segundo passaram a destinar verba e benesses a veículos de forma absolutamente discutível a ponto de a Compagás, sempre citada como poule de dez em privatização patrocinar coquetel party de veiculo de comunicação destinada a publico socialite, chamado outrora pelo Camondongo de “cuecas de seda”. Em contrapartida a informação mendaz e desprovida de veracidade.

    Cria-se assim um pano de fundo para lançamentos e projetos e sem embargo os governos falam de números como se verdadeiros fossem e a malta se acostuma a ouvir sobre escolas seguras e outras sandices oficiais como se fosse realidade

    Do Governo Camondonguinho o que é necessário saber é como se darão as avaliações sobre o que será privatizado. Esta bobagem repetida de forma cansativa sobre vitórias do Compliance do governo é de dar náuseas.

    PRIVATIZANDO

    Já está em curso a privatização do Parque de Vila Velha! Em primeiro lugar quero afirmar, pois tenho autoridade e conhecimento para isto que o Parque é superavitário. Assim tenho certeza que se quer privatizar tem que privatizar os demais equilibrando o pacote. Segundo, a questão está sob responsabilidade deste rapaz o Marcio Nunes de Campo Mourão que está no Meio Ambiente e Recursos Hídricos!

    Para ser justo com o rapaz, gostaria quer a assessoria de imprensa dele, ou mesmo o Hudson José, da Comunicação pudessem ter o cuidado de investir um tempo me mandando cópia de ações relevantes da pasta nestes oito longos meses de Governo! Quanto custa a pasta e o que ela fez em troca de seu custo. O que fez de positivo o Secretario de Meio Ambiente e Recursos Hídricos? Faço questão de divulgar o que for de positivo!

    MALA

    Todo o Governo tem um ou mais homens da mala! Claro, já conheço dois que abordam empresários no planalto curitibano e no interior! Mas gostaria muito de ampliar informações, portanto se você já foi abordado por alguém com conversas não republicanas, me chama que eu vou! Primeiro te escuto, depois divulgo e desde logo comunico ao Gaeco, para o respectivo compliance rsrsrsr!

    FUNDO DO LITORAL

    Em princípio acho positivo! Depende de quem estiver envolvido. Vamos nós da população utilizar a lupa na parada!

    DEMITIR O PRESIDENTE? “QUE TEM LOCO”?

    Ricardo Barros que aguenta quieto, todas as mentiras e ofensas que são destinadas a ele e a Ex.ª Governadora de parte de Camondonguinho resolveu endurecer E avisar a Bolsonaro que pode demiti-lo em ação conjunta do Centrão!

    Confesso que admiro o sangue gelado que Ricardo sempre demonstrou. Não quero de forma nenhuma desrespeitar a admiração que tenho pela família desde que fui funcionário de Silvio Barros Sênior em Maringá nos idos de 70!

    Mas quero ver esta coragem a serviço do Paraná Deputado. Conte o que sabe do muito de ruim que está acontecendo! Fale da Saúde aqui no Estado por exemplo. Roupa suja e lavanderias!

    Quanto a demitir o Presidente, sabemos você e eu, que se trata de assumir protagonismo! Como diria o pessoal da Vila Operaria na minha amada Maringá, “ vai carpir uma data, seo”! Ricardo afirma que o Congresso vive ótimo momento! Então tá.

    CONGRESSO

    Provando o ótimo momento do Congresso, Boca Aberta e outro Federal de Londrina Diego Garcia, expõe nosso Estado ao menoscabo da Nação. Lembro que o povo deixou de fora Hauly, e elegeu estes dois. Realmente nossa população da razão ao futurólogo Pele! Brasileiro não sabe votar. Mesmo!

    AUMENTO SETORIZADO

    Camondonguinho cantou como se sereia fosse e os funcionários públicos encantados foram para as urnas, obnubilados pelo Flautista de Armelin das Mercês ! O guri é simpático e bom da charla!

    Pois nesta semana a Assembleia garantiu aumento para vários segmentos e deixou de fora quem realmente puxa o carro.

    Então o papo paupérrimo de não tem dinheiro só vale para os que mais precisam. Os funcionários públicos do Paraná têm a seu favor alguns deputados que faço questão de citar: Boca Aberta Jr (PROS), Coronel Lee (PSL), Delegado Fernando (PSL), Delegado Jacovós (PL), Delegado Recalcatti (PSD), Do Carmo (PSL), Evandro Araújo (PSD), Homero Marchese (PROS), Luiz Fernando Guerra (PSL), Mabel Cantos (PSC), Mauro Moraes (PSD), Rodrigo Estacho (PV), Soldado Adriano José (PV), Soldado Fruet (PROS) e Subtentente Everton (PSL).

    Este grupo pode se tornar forte e propositivo, pois não tem compromisso com os erros do passado. E o que o povo espera!

    De meu Partido o PSL, três são dominados por Fernando Francischini da CCJ, que imortalizou seu sentimento pelos funcionários públicos do Paraná no nominado evento do Camburão e votaram para os nababos!

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Senhor, já viu a dívida da Previdência do Paraná? Senhor chame Nossa Senhora Desatadora dos Nós, e determine que ela ajude o Camondonguinho, senão coitadinhos dos aposentados! Amém

    Ogier Buchi

  • COLUNA DE OGIER BUCHI – 06/09/2019

    CAMONDONGUINHO E A POLÊMICA!

    Nesta semana o programa Jornal da Rede Mercosul no qual eu participo na condição de comentarista recebeu o Governador do Paraná. Mesmo antes do início do programa as pessoas me interpelavam sobre o epiteto que criei para a autoridade. De fato, me parece muito mais simpático o apodo que o nome oficializado.

    Não me agrada chamar o Governador de meu Estado de Ratinho Jr! Prefiro o simpaticíssimo Camondonguinho.

    Como me pediram para não usar tratei Sua Excelência como tal. Conheço o Governador desde que ele tinha dez anos de idade e sempre nutri por ele simpatia. Quando discordo crítico e quando concordo elogio. Tem sido assim por estes oito meses. Torço e muito pelo nosso Paraná. Continuarei criticando quando julgar correto e elogiando sempre que entender merecido. Simples assim. Espero sinceramente que possam prevalecer os elogios!

    UMA SUCESSÃO AÇODADA

    Me impressiona a pressa de figuras e seus familiares no sentido de disparar o processo eleitoral dos municípios do nosso Estado, em especial na nossa tão amada Curitiba. De fato, deputados, por exemplo, assumiram funções em fevereiro. Cabe perguntar: fizeram exatamente o que até então para justificar o dinheiro amealhado do erário? Seus parentes diretos ou indiretos bem como seus funcionários contribuíram com o que para o progresso e bem-estar de cada cidadão?

    Muitos deles, inclusive respondem a processos na Justiça Eleitoral! Na verdade, o processo eleitoral não corresponde ao anseio de moralização tão claramente demonstrado pelo povo em 2018.

    Seria de bom alvitre que os possíveis candidatos de 2020, trabalhassem e fortemente nas suas obrigações, trabalho pelo qual são regiamente remunerados e se afastassem desta pratica de politicagem permanente que os leva a busca de cargos e poder pelo poder!

    O Fundo Eleitoral votado nesta semana, certamente será a alavanca moral para uma nova revolução eleitoral em 2020. Em 2018 o beneficiário da Lava Jato foi o atual Presidente. Em 2020 o cidadão certamente repudiara os que enganaram em 18, e continuaram a praticar mais do mesmo. Quem viver e prestar atenção verá!

    ASFALTO

    Cabe lembrar aqui que se asfaltar rua elegesse Prefeito o Luciano Ducci seria prefeito de Curitiba até o ano de 2050!

    Com efeito, a cidade está bonita e com cara de bem arrumada e vestida. Vi hoje um ônibus da Guarda Municipal com dizeres a respeito do combate ao crack, o que é muito elogiável! Nada obstante, o pleito de 2020, exigira discussão profunda a respeito de saúde e segurança, ainda que segurança não seja constitucionalmente obrigação direta dos alcaides.

    Aprofundar temas como soluções tecnológicas e qualidade real de vida dos munícipes pode ser o diferencial para afastar os populistas de sempre!

    PIPOCA

    O Vice-Prefeito pulou esta semana mais que pipoca americana. Emblemática foto com parte do pessoal do PSL alertou e muito o comando político do DEM!

    MAIS UM

    Dizem que Oriovisto tomou gosto e quer ser candidato a Prefeito de Curitiba. Creio que se todos os pré-candidatos confirmarem a eleição de 2020 será bem acirrada e bonita! Evidentemente se espera sobretudo que propostas sejam realmente apresentadas, sempre lembrando que devem guardar consonância com o real orçamento do município.

    MAIS UMA

    Quem trabalha todos os dias, com objetivo já declarado de concorrer em 2020 também é Cida Borghetti.

    CONTINUA A BOBICE

    O Governo Camondonguinho anuncia de novo com o rapaz robusto do Compliance medidas de combate à corrupção!

    Até agora só papo furadasso!

    POLICIA FEDERAL

    Enquanto escrevo o assunto da Superintendência ainda não está definido. O fato é que Anderson Gustavo Torres, que é Secretário de Segurança do Distrito Federal e delegado da carreira da PF, foi Chefe de Gabinete de Fernando Francischini enquanto deputado federal. Convenhamos se emplacar será uma vitória tremenda da dupla Francis pai e filho, que assim derrotarão ninguém mais ninguém menos que Sergio Moro, demonstrando que realmente estão mandando em Bolsonaro.

    MINISTROS

    Três ministros têm mais prestigio que o Presidente Bolsonaro. Efetivamente o tripé que sustenta o Governo, Moro, Tarcísio e Guedes. Muita gente votou em Bolsonaro por causa de Guedes. Eleito o Presidente tirou dez ao escolher Sergio e Tarcísio, como os resultados indicam! Parece o trio de ataque do Flamengo. Se mexer estraga. Entendo que se o Presidente acatar o desejo dos esquerdopatas estará certamente consagrando o que se chama de tiro no pé!

    36 VETOS

    Felizmente o Presidente Bolsonaro vai vetar 36 dos 44 artigos do Projeto de Abuso de Autoridade. A votação deste espúrio financiamento eleitoral ocorrido nesta semana bem comprova o quanto os políticos pensam que tudo podem!

    MILHARES

    O Governador Camondonguinho vai contratar milhares. Muito bem. Só tem um grave problema. Toda hora fala que esta com dificuldade de pagar quem já esta a serviço. Há que explicar a contradição, pois a turma que não recebeu aumento na data base esta furiosa! O que realmente queremos saber do Governador é quando finalmente ele apresentara o resultado oficial de sua administração no que tange a diminuição de gastos!

    ORAÇÃO DE OGIER BUCHI

    Senhor até quando teremos que aguentar a Dilma e o Roberto Requião? Nesta semana eles exageraram e muito! Corretivo Senhor, por favor. Amém.

    Ogier Buchi

  • Viver na Suíça

    Viver na Suíça não é um desafio para qualquer um. Um país sedutor pela economia estável, pelas belas paisagens, pela organização, pelo serviço público absolutamente eficiente, pelos índices de qualidade de vida, segurança e felicidade do povo. Será?


    

    A Suíça é o país mais liberal do mundo, isso quer dizer que a Suíça é o país mais capitalista do mundo. Literalmente, nada é de graça. Isso torna esse pequeno país montanhoso, no centro da Europa, a terra mais competitiva do planeta.

    Isso traz coisas boas, os serviços, produtos e quase tudo que pode ser consumido, tem qualidades impecáveis. Mas, também, exige muito, mas muito mesmo, dos indivíduos envolvidos em serviços ou produção.

    Essa exigência de eficiência é ótima para quem tem um perfil empreendedor e adora um bom desafio. É preciso crescer, evoluir, desenvolver, quase todos os dias, então, o ambiente geral do país é extremamente criativo. Desde a escola as crianças são aproximadas da música e da arte, dos trabalhos manuais e da tecnologia.

    O país é extremamente aberto a novos empreendimentos, investimentos, ideias e negócios. Segundo os dados locais, 70% das Startups do mundo tem alguma participação suíça e mais de 50% das patentes registradas no mundo tem alguma participação suíça.

    O quanto isso é, muito. Mas, dificulta muito para o estrangeiro que quer se mudar para cá. O sistema de educação da Suíça é aceito em boa parte dos países ao redor do mundo, e isso é ótimo se você tem filhos pequenos que topam estudar muito e dedicar sua vida juvenil a um sistema escolar absolutamente entusiasmante. Se não, é muito difícil reconhecer diplomas estrangeiros por aqui, e mesmo, para serviços de faxina, o Ausbuildung (formação e capacitação) é exigido para se conseguir um emprego.

    O clima também é extravagante, verões secos e quentes, invernos longos e gelados. Em algumas regiões, como Zürich, o clima é nublado 600% do tempo. Nas regiões montanhosas (60% do território) a neve cobre a terra por 4 a 6 meses do ano.

    A relação com as pessoas é complicada, fazer amigos, envolver-se socialmente com o povo suíço é muito difícil. A barreira está basicamente na língua, por que eles são simpatiquíssimos e, para a minha sorte e da minha família, adoram brasileiros. O que acontece é que, diferente do que se lê por aí, a Suíça não tem 4 línguas (sim, tem 4 línguas oficiais, que são usadas para emissão de documentos e publicações), mas tem, só do alemão, mais de 20 dialetos locais. Um exemplo esquizofrenizante é Fribourg, uma cidade com menos de 100mil habitantes e quatro dialetos, que vão do alemão ao francês.

    Entende o que isso representa? Não?? Então calcula: São quase 9milhões de pessoas. Dessas 30% são estrangeiros, dois quais 50 por cento fala o alto alemão no dia-a-dia, 25% falam inglês e, pasme, 25% falam português. Estou arredondando. Existem frações que rondam entre 1 e 5% dos estrangeiros, que falam: turco, romeno, albanês, sérvio, dialetos franceses e italianos, 9 dos 9 idiomas da Eritréia, farsi, persa, hindi, bengali, etc.

    Os outros 70% da população, os “nativos”, falam oficialmente: alemão, francês, italiano e reto-romano. Estas línguas são as línguas dos livros, mas não o que é falado nas ruas, nos parques e em casa. No dia-a-dia, esses 70% da população falam mais de 60 dialetos, variações que chegam a ser piada entre os próprios suíços, de tão incompreensíveis.

    Ou seja, para conseguir criar laços por aqui, fazer um bom uso dos potenciais super desenvolvidos da Suíça, aproveitar seu bom serviço público e poder ter bom convívio com os vizinhos, é preciso integrar-se ao ponto de fluir através do dialeto (pelo menos uns dois), tornar-se um grande empreendedor de si, e amar o frio e o calor ao mesmo tempo.

    É nesse contexto que resolvi escrever nesse blog sobre as minhas experiências, visões e leituras desse mundinho peculiar, chamado Suíça.

    Swiss Questions

  • O imigrante e o empreendedor

    Todo imigrante carrega em si um empreendedor. Todo mundo que sai de sua terra natal em direção a uma vida nova em um país estranho é em última instância alguém que empreende a aventura de uma vida nova.

    Mas, nesse texto, gostaria de diferenciar as duas coisas. Convivemos muito com suíços pacientes com nosso alemão chulo, com brasileiros que já eram conhecidos de longa data, brasileiros que conhecemos nas cabeçadas por aqui e portugueses residentes (em verdade, Carine que é simpática, nos aproxima dessa galera). Excluindo os suíços, nativos daqui, podemos dividir o grupo de imigrantes basicamente em dois: imigrantes e empreendedores.

    Os empreendedores são aqueles que vieram em busca da economia vibrante e da moeda valorizada. Trabalham de sol-a-sol para garantir a aposentadoria ou a poupança em francos suíços para depois voltar para o Brasil ou para Portugal viver uma vida melhor do que a que tinham anteriormente. Nesse grupo, os brasileiros, por conta das mudanças de leis, diminuíram bastante. Mas, os grupos de Portugueses só aumentam.

    O segundo grupo é o que veio de mala e cuia, e imigrou para ficar. Como muitos europeus fizeram em direção ao Brasil nos séculos XIX e XX.

    Como brasileiro na Suíça, reconheço a mim e a minha família como imigrantes e não como empreendedores. Somos pessoas que saíram do Brasil em busca de um novo lugar (idealizado ou não) para empreender a vida, em busca de uma nova vida. Trouxemos o que pudemos, incluído sonhos e expectativas com o futuro.

    Batalhamos todos os dias pelo bem viver: o dinheiro nosso de cada dia, a integração na comunidade, o aprendizado das regras escritas (leis e normas e das regras não escritas desse novo espaço cultural. Batalhamos com a língua, com as diferenças culturais, com as frustrações e idealizações e com a surpresas de novas coisas boas não previstas.

    Enfim, viemos para ficar. Entre erros e acertos, aprender a viver na nova terra e, a partir disso, como fizeram meus ancestrais no Brasil, garantir uma vida melhor para os filhos e uma boa vida para os netos (se vierem).

    A chave do sucesso nesse processo, que não é uma expedição empreendida por 20 em busca de dinheiro, mas um processo de desconstrução de um jeito de viver e a construção de um novo modelo, é a integração. Reconhecer, mergulhar, vivenciar a nova cultura na qual se enreda.


    Como já disse em outros posts, a maioria dos brasileiros por aqui é mulher, casada com um europeu. E, seja em busca de uma vida melhor, de um mar de ilusões ou por amor, a maior parte delas não veio de mala e cuia. O coração ficou no Brasil, não necessariamente atrelado a um patriotismo, mas sim às pessoas, aos lugares, às comidas, às músicas, ao jeito de viver e conviver. A maioria delas passa o ano inteiro trabalhando para passar 4 a 6 semanas de férias no Brasil curtindo sobrinhos, irmãos, pais.

    Ou seja, não são nem imigrantes e nem empreendedores.

    São mulheres que construíram laços de 10 ou 20 ou 30 anos com seus maridos europeus, que vivem aqui há esse tempo, tem filhos, enteados, sogros, cunhados, amigos, trabalho, carreira e toda uma vida estruturada aqui. Mas, ao mesmo tempo, não conseguiram abandonar o sonho de voltar para a terrinha como vencedoras, em uma condição de vida melhor do que a que tinha antes. Imigraram sem trazer de todo, seus corações.

    Algumas imigraram trazendo seus filhos, que hoje são enteados de europeus, em geral crianças e jovens que, aos 12 ou 13 anos falam 3 ou 4 línguas por conta das escolas suíças. Enquanto as próprias mães, devido as suas condições de origem falam o português, cuja a escrita se perdeu no tempo, e o dialeto alemão local. Jovens e crianças que, pela integração apenas parcial da mãe, acabam ficando em um espaço de identidade muito sofrido.

    O português fica carregado de sotaque e com um repertório curto, enquanto o dialeto local também não tem uma forma que o permita se misturar indistintamente com a comunidade. Como se dentro do moleque (a) duas forças contrárias estivessem em briga. Quando o pai permanece no Brasil, e ainda por cima joga pesado com mudança, a questão fica ainda mais difícil. O jovem não percebe, por pura falta de maturidade para isso, as oportunidades que tem ao seu redor na terra nova e, ainda, é seduzido pelas promessas e embalos da terra natal.

    Esse jogo conflituoso barra a integração. Para que ela ocorra é preciso uma entrega, é preciso um processo de abandono do anterior. Só que essa experiência pode ser percebida pelo imigrante e pelos que ficaram como desamor. Como uma prova de pouca importância dada ao que ficou no país natal. Mas, não é.

    Assim como sair da casa dos pais quando se é adulto não é deixar de amar, integrar-se na cultura para a qual se imigrou, também não é traição, nem abandono, nem desamor. Muito pelo contrário, é uma prova de amor para consigo mesmo. É permitir-se construir uma vida boa ao seu redor.

    Assim, libertar-se da culpa de imigrar é fundamental no processo de integração. Libertar a si mesmo e aos seus dependentes da culpa de imigrar é permitir que se enxergue o amor pela terra natal sem a cobertura dos sentimentos de dívida e culpa. É permitir-se amar a nova terra e ter condições financeiras para viajar para a terra natal com dinheiro para se enveredar turística e amavelmente pelo país de origem. É conseguir ajudar as (os) filhas (os) a enxergaram suas oportunidades e futuras na nova terra e ajudá-los a construir laços afetivos que os transformem e nativos da nova terra.

    Enfim, é aceitar a nova residência com a terra prometida e se fazer cumprir essa promessa, conquista-la, sem culpa pelo que ficou para traz mas com muito amor e whatsup.

    Swiss Questions

  • A Suíça

    A Suíça é um país formado por cantões livres. Isso que dizer que, cada cantão é praticamente um país independente. Na verdade, o governo federal tem poder apenas sobre alguns pontos estratégicos com, a regulação da moeda, o exército e a defesa civíl.

    Mesmo a saúde e o transporte não são administrados pelo governo federal, mas por concecionárias privadas, o governo apenas federal regulamenta essas estruturas, mas, por exemplo, cada cantão tem liberdade de operar o transporte público como bem entender. Mesmo a educação que é pública e de altíssima qualidade, é regulamentada pelos cantões


    A Suíça é o mais liberal de todos os países do mundo, isso quer dizer que ela é o país com menor intervenção do estado na economia. Ou seja, os impostos subsidiam muito pouca coisa, e os custos diretos para o contribuinte são mais altos, mas de livre escolha. No cantão onde eu moro, Sant Gallen, o imposto é de mais ou menos 11%, em Zürich, 7,75%. Foi reduzido em 2018 por causa do superavit fiscal.

    Essa escolha de governo mínimo é fruto direto da democracia. A equação é simples, quanto mais forte o governos central, mais autoridade ele tem. Assim, forjada  sobre juramento entre cidadel imperiais livres e cantões campesinos, a Suíça opta por não ter governo central forte, investir na educação de seus cidadãos, e deixar a economia fluir de acordo com as demandas.

    Se voltarmos um pouco no tempo e olharmos a geografia da Suíça, fica fácil entender essa situação. Muito cedo, já nos anos de 45 AC, a Suíça foi invadida pelos Romanos.

    No Século I, os Romanos já tinham estabelecido por aqui, inumeras cidades, cujoj patrimonio Romano pode ser visto ainda hoje. No perído da queda de Roma, mas também pela distância muito próxima e por ser uma rota comercial obrigatória, boa parte da Suíça já era cristã. Calcule que, Zürich tem mártires cristão do Século III.

    Isso quer dizer que, muito cedo, as cidades Suíças seguiam a moral cristã e o jeito de viver Romano. Quando no século VIII, Carlos Magno (grande imperador Francês que cristianizou a Europa ocidental) cruzou a Suíça para visitar o Papa.

    Ele declarou Zürich uma cidade imperial livre e colocou-a sobre sua proteção pessoal. Deu de presente a essa cidade tão cristã, duas igrejas (Grossmünster e Frauenkirche, a primeira em homenagem aos mártires cristãos e a segunda como convento para sua filha).

    Os votos de Carlos Magno foram mantidos por vários de seus decendentes e, assim como Milão, Floreça, Fribourg, várias cidade Suíças atravessaram a baixa idade média sendo saquedas, incendiadas, mas economicamente, prestando contas únicamente ao Papa. Disso surge que, apesar de livres economicamente, estavam for a da proteção de um rei ou imperador. Por volta do ano de 1100, começaram a se organizar e, em 1291, assentaram o primeiro contrato de proteção mútua. Esse modelo perssiste, mais ou menos, até hoje.

    Ele consiste em um juramento dos indivíduo perante a comunidade (Gemeinde) e perante Deus de proteção e vassalagem. Então, não era um juramento perante um rei, duque ou conde. Mas, um juramento inter comunal.

    Ele envolvia as pessoas que viviam no espaço urbano, mas também nas fazendas das redondezasa. E, as comunidades prestavam juramntos entre si. Da organização dessas comunidades em busca de mais proteção (em direção às cidades livres, maiores e mais ricas) surgem os cantões.

    O primeiro contrato de proteção entre os cantões, foi esse assinado em 1291. Ele mantinha a individualidade administrativa, comercial e cultural. Mas, enlaçava os cantões em um tratado de próteção mútua e de manutenção da segurança nas diversas rotas comercial que cruzam a Suíça. Livre trânsito de mercadorias.

    Esse modelo foi mantido dessa forma inclusive com a entrada de outros cantões e, desde o fim da era Napoleônica a Suíça é o país de hoje. A reforma educacional iniciada pelo cantão de Zürich em 1800, o investimento nas estradas de ferro também em 1800, o gigantesco investimento industrial na revolução do vapor não foram o suficiente para evitar que, esse pequeno país, de terras montanhos e pedregosas, fosse extremamente pobre até o fim da segunda guerra mundial.

    Apesar de pobre, a economia livre, sempre deixou sua moeda estável e, a confiabilidade de seus bancos, fez com que o mundo depositasse aqui o resultado de suas pilhagens. Reforçando a economia e, gradativamente enriquecendo o probre país campesino.

    Essa história dos campesinos lutando pera manter sua independência econômica e sua liberdade de escolha é tão forte que, o nome Suíça (em alemão Schweiz e em alemão suíço Schwyiz) vem de Schwyizer, ou, camponês no dialeto local.

    Zürich é o hoje a cidade mais cara do mundo. Nas encostas de suas colinas, encontram-se os imóveis mais caros do mundo. O aluguel de um apartamento pequeno como 3 quartos, chega a custar R$12.000,00 (CHF3.500,00). Mas, ali, no berço da liberdade econômica, também se encontra um dos PIB´s mais altos do mundo, na cidade mais rica do mundo. Genebra é a segunda cidade mais cara do mundo e, como Zürich, tem um custo de vida proporcional à riqueza gerada em seu limites fronteiriços.

    Nada disso surgiu do dia para a noite, nada disso começou num plano econômico milagros, nada disso começou com bolsa e auxílios mágicos, nada disso começou com governos fortes de pulsos em riste e promessas santas.

    A liberdade, pelo exemplo dado pela Suíça, não é possível com um governo central forte, não é possível sem educação, nem é possível sem empreendedorismo, tudo isso investido num longo prazo na linha do tempo. Enfim, sucesso, como sempre, é fruto do esforço e da persistência.

    Swiss Questions

  • Integração, pertencimento e sonhos

    Três tópicos sobre integrar-se!

    Integrar-se em um país novo, não é saber dançar e cantar suas músicas folclóricas. Mas, ter respeito pelo que foi construído, aprender a amar ou gostar das coisas que compõe a vida local e enturmar-se com as pessoas que já vivem nesse lugar a mais tempo que você é a chave de uma boa integração.

    Aliás, essa palavra não é usada em vão. Integração remete a pertencimento. Integrar-se é fazer parte da comunidade, pertencer a ela, sentir-se pertencente. Claro, isso terá um teor um pouco diferente, pois os valores são um pouco diferentes, mas, pertencer é sentir-se em casa, sentir-se como um igual, como uma parte da estrutura.

    Essa sensação de pertencimento, esse processo de integração pode ser facilitado por três comportamentos, três posicionamentos frente a vida:

     


    1 – Conhecer

    Um país novo oferece inúmeras possibilidades novas. Algumas já conhecidas, outras desconhecidas. Para que se possa fazer uma boa adaptação, é preciso que se conheça que possibilidades são essas:

    Pessoas novas, lugares novos, trabalhos novos, novas línguas, novos lugares, novas comidas, novas rotinas, transportes, cheiros, feriados, festas, praias, plantas, escolas…

    Desde que você desembarca, é preciso preparar-se para ver, ouvir e experimentar as novas possibilidades, quase que como uma criança que começa a experimentar e conhecer as coisas que a vida oferece.

    Um exemplo. As escadas rolantes, no Brasil ocupamos calmamente a escada rolante e esperamos que ela nos leve para cima ou para baixo. Por aqui, quem vai ficar parado esperando que a escada rolante faça seu trabalho, fica do lado direito. Mas, que que complementar o trabalho da escada rolante, subindo ou descendo enquanto ela trabalha, fica do lado esquerdo. Esse conhecimento é excelente para não ouvir uns desaforos na estação central e no aeroporto.

    Muitas dessas coisas boas serão diferentes, outras difíceis, algumas insossas, mas, a maioria terá que ser bem conhecida, bem aprendida e, principalmente, aceita.

    2 – Aceitar

    Se você é imigrante, como eu, o primeiro passo para uma boa integração é aceitação.

    Aceitar o que ficou para trás, aceitar o que vier de novo, aceitar as dificuldades como desafios, aceitar as mudanças de valores e comportamentos que precisam ser feitos no novo mundo.

    A imigração é um processo de chamamento. Seja em nome do amor por uma nova pessoa, seja por dificuldades na país de origem, seja por sonhos em relação à nova terra, imigrar é um chamado para uma nova vida. Para isso, um novo jeito de viver precisa ser desenvolvido.

    Um exemplo simples: Como brasileiro, era acostumado a comer feijão quase todos os dias no almoço. Aqui, feijão até é fácil de achar, mas cozinhar feijão e prepara-lo para o almoço todos os dias é difícil. Então, ele passou a estar presente, um dia na semana.

    Nessa mudança, perde-se peso, força e é preciso encontrar outros substitutos mais fáceis para o dia-a-dia.

    É preciso aceitar que o feijãozinho de todo dia ficou para trás, é preciso aceitar o substituto, mesmo que não seja tão gostoso. Se não houver a aceitação da mudança, a falta do feijão vai gerar sofrimento e insatisfação.

    3 – Entender

    Aprendemos na vida que tudo tem um valor histórico e cultural. Com isso, entender de onde vem os costumes, comportamentos e valores, pode ajudar a desenvolver empatia por eles e pelo povo no qual você quer ou precisa se integrar. Isso ajuda a perceber que, apesar da distância, no fim, todos os povos estão na mesma batalha: fugir da miséria e da dor.

    Alguns países estão nessa batalha de forma mais acertada, e, portanto, vivem uma vida de mais qualidade e estabilidade. Normalmente, somo imigrantes na direção de países que alcançaram essa forma melhor, esse ponto de afastamento da morte e da fome. Então, acabam tendo valores e comportamentos bastante distintos, pois a busca do povo que compõe aquele país passa a ser uma busca diferente.

    Um exemplo: Na luta pelo pão de cada dia em um país onde tudo precisa ser construído ainda, acaba valendo de tudo, empurra-empurra, lixo no chão, assalto, pequenos golpes e apliques e, toda tentativa de negócio acaba sendo válida. Quando se chega em um país onde tudo está pronto, tudo já foi construído, as coisas só precisam ser mantidas. Como as pessoas sabem o trabalho que deu para construir, conseguir e atingir esse patamar, preservar, cuidar e manter são verbos que precisam ser conjugados com muito capricho e talento.

    Isso pode parecer bobagem, mas isso quer dizer que, para todas as tarefas laborais, será necessário ter qualificação e boa remuneração. Do faxineiro ao pedreiro, do pinto ao porteiro, todos tem capacitação profissional e um salário digno (ou deveriam ter).

    Swiss Questions

  • Uma pequena cidade da Suíça

    Morando em uma pequena cidade suíça

    Meu sonho era morar em um pequeno vilarejo Suíço. Sonho realizado. Mas, e aí? Feliz? Satisfeito? Sim! Muito!

    Mas, muita gente me questiona, aliás, todo mundo com quem eu converso sobre isso, me pergunta? Por quer você escolheu morar em Uznach? Para a maior parte das pessoas, morar em um grande cetro urbano na Suíça parece o correto. Mas, para um brasileiro, a Suíça não tem grandes centros urbanos, apesar da alta concentração populacional. O cantão (estado) de Zürich inteiro é um pouco maior que a cidade de Curitiba, de onde eu vim, e tem um pouco menos de habitante e, é a maior concentração populacional da Suíça.


    Morar em uma pequena cidade da Suíça pode parecer algo bucólico, e é: o som dos sininhos das vacas, ovelhas e cabras, o barulho do vento, do riacho, dos passarinhos, dos trens passando lá longe… Isso se completa com a dificuldade de acesso às necessidades básicas: mercados, hospitais, médicos, transporte público, escolas…

    Bom, por isso eu escolhi Uznach (5.700 habitantes). Aqui tem um entroncamento ferroviários, na verdade um Y na estrada de ferro. Isso significa que temos trens para todos os lados a cada meia hora. Isso também torna a cidade um pequeno centro comercial e de transporte. Quase todos os vilarejos ao redor (com até 1.500 habitantes) se abastecem e usam a estrutura da cidade maior para sua subsistência. O fato de a cidade ter o entroncamento ferroviário, viabiliza para as cidades vizinhas através de uma conexão de ônibus, acesso aos trens. Esse fluxo de pessoas, incentiva o aumento do comércio e transforma a cidade em um pequeno polo comercial e um bom lugar para a instalação da indústria que foge dos grandes centros.

    Uznach, especificamente, fica há uma hora de Zürich, uma hora e quinze minutos de Lucerna e uma hora de Sant Gallen (a cidade capital do nosso cantão), sempre falando de percursos feitos de trem. Também se encontra a 10 minutos de Rapperswil, a maior cidade na nossa região (Linth). Nessas cidades maiores o emprego é muito mais fácil, mas a moradia muito mais cara. Mas, muito mais cara, muito mais. Assim, o tempo de deslocamento até os grandes centros, acaba sendo compensado pelo baixo custo de moradia, preço que se reflete nos supermercados e padarias também.

    Então, além de uma cidade entroncamento para o transporte público, Uznach também é uma cidade moradia. Isso atrai o comércio e a indústria, mas também a prestação de serviços. Com isso, além do pequeno polo comercial, do pequeno polo industrial, ainda temos um polo de serviços médicos. Com direito a hospital geral referência na região e clínicas especializadas, advogados, contadores, notários, construtoras, fotógrafos.

    Aliás, eu moro no meio da área industrial de Uznach, ou seja, na periferia da cidadezinha. Minha casa fica na última quadra da área industrial, depois começam as fazendas e mais um pouquinho, já estamos na área industrial de Schmerikon, na margem oeste do lago Zürich (Obersee).

    Ao todo são 275 empreendimentos registrado no munícipio (fora os galpões ocupados por empresas de outros lugares para baixar seus custos), entre indústria, comércio e prestação de serviços. O que torna a cidade um lugar absolutamente energético e competitivo, com uma média 1 de negócio para cada 20 habitantes registrados na prefeitura.

    A escola, além de linda é excelente e referência para a região. Inclusive, para os padrões suíços é uma escola grande. Além de seus complexos para o Primário e secundários, ainda tem estrutura para o ensino médio, biblioteca e área esportiva abertas a comunidade. Temos um cinema, um escritório da central de aconselhamento profissional e escolar.

    Mas, o meu tesouro é a Haus der Edelstein. A maior loja de pedras preciosas e minerais da Suíça. Vindo do Brasil, pedras precisas como ágata, ametista e cristais não são novidade, mas a loja em si já vale a visita.

    A fachada é envidraçada com vista para o início das montanhas dos Alpes (15 quilômetros daqui) e, dentro da loja, são 400m² de minerais e pedras precisos das mais variadas cores, dos mais variados tipos e dos mais variados lugares do mundo, inclusive fósseis e ouro. Uma coleção impressionante.

    Essa proximidade das montanhas também é ótima para a vida. Apesar de deixar o clima na cidade um pouco mais frio e nublado (numa Suíça fria e nublada), com 30 minutos de trem estamos naquelas paisagens paradisíacas da Suíça. O Wallensee, na minha opinião o mais bonito dos grandes lagos da Suíça, fica a na entrada das montanhas e, há 20 minutos de trem. Quando pensamos naquela infinidade de dias nublados, subir acima dos 1.500 metros é uma boa solução para encontrar o céu bem azul e iluminar o dia.

    Temos dois restaurantes muito bons na cidade. Um típico suíço, ao lado da estação e um no Centro Comercial Linth, mais sofisticado e contemporâneo. Ali, também encontramos uma excelente loja de sapatos cuja a fábrica é aqui em Uznach. Temos 5 ou seis cafeterias, algumas charmosas, outras com mercadinhos anexos. Temos 5 agências bancárias e um banco com sede aqui, o Linth Bank.

    Temos um cinema na cidade, o Kino Rex. Só tem uma sala de projeção e charmoso e bem servido.

    Então, morar numa cidadezinha Suíça é sim muito bom. Exige um conhecimento básico da língua nativa, exige um desapego de certos valores muito urbanos, como velocidade, ansiedade e pressa. Exige um reencontro com calma e com a sensação de segurança. Exige uma nova relação com o silêncio, pois, depois das 19hs, nada mais acontece, e, depois das 22:30hs, nem trem passa mais.

    A cidade é tão limpa e tão calma, que as cegonhas daqui não migram mais. Elas enfrentam os invernos por aqui. Aliás, a cegonha é o animal símbolo da cidade. Em cada chaminé, topo de árvore, quina de telhado tem um ninho gigante com um casal e seus filhotes.

    Estou fazendo uma postagem no meu blog de fotografia, mostrando algumas paisagens, detalhes urbanísticos e da natureza na minha cidadezinha Suíça não deixe de visitar.

    Swiss Questions

  • Swiss Questions
  • Formacao profissional

    Cresci no Brasil e, como bom brasileiro, aprendi que o ensino superior é uma formação necessária, obrigatória, principalmente para quem quer ficar bem colocado no mercado de trabalho. Enfim, para quem quer ser um funcionário de sucesso na empresa de alguém. Ele também é fundamental para garantir o acesso ao exercício de algumas profissões liberais para as quais, teoricamente, o conhecimento exigido estaria disponível no ensino superior. Médicos, advogados, engenheiros, psicólogos, etc.

    Assim, fazer uma faculdade ou universidade, é obrigatório para quem quer se fazer representar por um título profissional.

    Já faz muito tempo que deixei de acreditar nesse mito. Durante minha vida, conheci muito pedreiros, que tocavam a obra melhor do que os engenheiros, responsáveis por ela. Conheci muita tia da cantina, melhor conselheira do que o psicólogo da escola, e muita curandeira melhor que médico PhD.

    Em termos de riqueza, nem se fala, tive um colega que ficou rico antes dos 25 anos com loja de equipamentos para carros, veja que ele largou a escola na 4º série, depois, já adulto e rico, fez supletivo e, depois dos 30 fez uma faculdade de administração. Mas, quando parou na 4º série, aos 10 anos, foi trabalhar com o pai numa granja em Colombo (PR). Isso, claro, se passou antes do ECA. Por outro lado, o pai dele não era um explorador e escravizador, só era um homem sem escola, que achava mais importante ganhar dinheiro do que saber o nome do imperador asteca.

    Aqui na Suíça isso é mais marcante ainda. O ensino público é de altíssima qualidade, e não é fakenews, professores do ensino fundamental são muito bem remunerados. As escolas são superpreparadas, professores bem treinados. O acolhimento ao aluno, estrangeiro ou nacional, é emocionante e afetivo. Mas, o aluno é requerido, puxado, tem que estudar e se dedicar muito.

    O ensino médio é dividido em três categoria, grosso modo: um ensino profissional que junta o básico da escola com trabalho na prática; um ensino profissionalizante técnico; e ensino acadêmico que prepara para a universidade.

    No final da reta, todos abrem a possibilidade de se fazer uma universidade ou curso superior. Mas, os alunos aos 14 anos precisam escolher (com ajuda dos professores, da família e de conselheiros que o estado fornce) o que querem fazer. Assim, vão sendo direcionados pelo ensino público para o mercado de trabalho, de acordo com suas escolhas e talentos.

    Apesar de isso parecer um pouco cedo, sempre é possível fazer mudanças (com algumas dificuldades). Mas, o foco é que, quem não gosta de estudar, quem não gosta de ficar trancado 6 horas por dia em sala de aula, tem boas opções de qualificação profissional, seja como aprendiz ou no ensino técnico.

    A universidade é para poucos. Ela exige a prova do matura, uma espécie de prova do Enem, com menos diversidade de conteúdos, mas mais complicada em termos de interpretação de texto e matemática. Então, não importa muito como você fez o ensino médio, com a devida preparação, pode tirar uma boa nota na prova do matura e entrar na universidade. Mas, a proporção de pessoas que busca esse caminho é pequena. A maioria dos estudantes foca em profissionalização no ensino médio. Depois, já no mercado de trabalho, buscam o ensino superior.

    Esse período de aprendizagem profissional divide o tempo entre o trabalho em uma empresa para aprender a profissão na prática e, o tempo de escola, onde elementos técnicos são ensinados em paralelo a alguns conteúdos fundamentais. E, esse trabalho é remunerado. Então, além de permitir aprender uma profissão, agrega na renda familiar, desenvolve responsabilidade, compromisso, amadurece o indivíduo. Mas, lembre-se, o mau-caratísmo na Suíça é menor, mas muito menor do que no Brasil, assim, dificilmente esse jovem será explorado em uma carvoaria ou tecelagem.

    Esse sistema é muito bom para quem fez todo o processo acadêmico aqui, ou para quem vem para, em tempo de se adequar ao sistema em alguma de suas etapas, tentar um ensino superior por aqui.

    Esse processo é o que eles chamam de Ausbuildung. A profissionalização é realmente adquirida através da vida acadêmica. Começa na escola primária e segue por toda a vida. Até o fim da faculdade ou do curso superior é o Ausbuildung (quase sempre com um grau de mestrado). Depois, os doutorados e formações complementares e continuadas (obrigatórias para a maioria dos casos) são o Weiterbuildung.

    Os professores do ensino secundário (acima dos 13 anos) e do ensino médio são politizados e protestam com os alunos na rua. São politizados e de esquerda (uma esquerda europeia e não bolivariana ou trotskista). Ensinam os alunos a serem críticos. Faz pouco tempo, foram alunos e professores pedir aumento e melhor qualidade na carga horária escolar.

    As crianças saem do secundário com habilidade na língua local, inglês e mais alguma língua suíça. O foco do ensino básico é ler, escrever, falar em público, interpretar eximiamente texto e muita, muita matemática básica. Muito educação cívica (história da Suíça, comportamento social: desde atravessar a rua, andar de bicicleta na rua, manejo do lixo doméstico, respeito aos mais velhos, direitos e deveres cívicos…) embutida em várias disciplinas do currículo normal, como ciências, história e educação física.

    O projeto de educação é quase tão bom quanto o do Brasil. A diferença é a real possibilidade de execução do projeto. Com professores bem pagos, diretores eleitos e bem pagos, as escolas recebem o maior investimento. São gerenciadas pela junção do município e do cantão. Cada um colabora e fiscaliza o que deve. A escola é livre e autogerida, mas direcionada e fiscalizada. Professores bem pagos… muito bem pagos… e muito professores… muitos…

    O projeto de educação é, politicamente igual. A diferença é a execução. Professores bem pagos…

  • Moradia, visto e trabalho na Suíça

    A Suíça é um país de contrastes. Quase 30% da população é de estrangeiros. Ou seja, 1 de cada 3 ou 4 residentes, é forasteiro, é o país com a maior população estrangeira da Europa. Mesmo assim, aqui dentro, pela mudança de algumas regras de imigração, a partir de 2015/2016, o país parece muito mais fechado para estrangeiros, principalmente latino-americanos e asiáticos.

    Sem um passaporte Europeu, é praticamente impossível conseguir novos vistos de permanência. Exceções são abertas a pessoas que trabalham em empresas multinacionais e são, com um bom salário e argumentação, transferidas para cá. Ainda, assim, ouvimos constantemente, histórias de pessoas que, durante o processo de transferência, com tudo acertado com a Universidade ou empresa na Suíça, tiveram seu visto negado.

    Vistos de estudantes também estão bastante difíceis. Relatos dizem que, além de demorar de 4 a 6 meses para se obter uma resposta, sem que se comprove abundância de verba própria para auto sustento na Suíça, o visto é negado. Mesmo com a aprovação da instituição de ensino, contratos assinados, depósitos feitos. Ainda assim, os vistos são negados.

    O que acontece é que foram determinadas cotas de empregabilidade para estrangeiros e, nessa cota, existe uma espécie de “hierarquia” de nações estrangeiras que são priorizadas em detrimento de outras. Essa preferência não é cultural, mas sim, visa privilegiar os vizinhos fronteiriços. Então, na verdade criou-se uma reserva do mercado de trabalho: primeiro os suíços, depois os vizinhos de fronteira, depois, com uma certa argumentação, os demais imigrantes.

    Essa situação é tão marcante que, em 2017, foram mandados embora mais ou menos 27 mil imigrantes em condições “ilegalidade”. Em 2018, mais ou menos 17 mil. Calcule isso pelo número de passageiros de um avião de linha área internacional e você terá uma ideia do volume de pessoas.

    Mas, apesar dessa rigidez, existe um diálogo aberto entre autoridades e requerentes. Um bom advogado pode ajudar muito em questões migratórias para Suíça. E, brasileiros são, quando educados, bem recebidos pelas autoridades locais.

    Existe uma tríade para o registro na municipalidade (registro obrigatório) e o consequente processo de pedido de visto na imigração. A tríade consiste em: Contrato de trabalho, Contrato de aluguel e Contrato do plano de saúde. Só que esses três elementos são amarrados entre si.

    Então, quando você vai fazer o contrato de trabalho, é preciso um endereço (contrato de aluguel). Quando vai alugar o endereço, precisa do contrato de trabalho. E, para o plano de saúde, precisa do dois anteriores. Muitas vezes, além da dificuldade legal imigratória, sem alguém que estenda a mão e de uma ajuda, as coisas ficam impossíveis.

    Empregos, na prática, não faltam, são menos de 5% de desempregados (segundo as estatísticas do governo), a maior taxa de empregos da Europa e uma das maiores do mundo. Aqui, reconhecido com emprego pleno. Em qualquer site de buscas (Jobs.ch) é fácil localizar vagas em aberto, muitas inclusive, dependendo da região e do tipo de trabalho procurado.

    Bater de porta em porta, ou ter uma indicação de colegas, pode ser uma boa alternativa. Como uma parcela considerável da população é de estrangeiros, existe uma certa empatia. A outra, parte é de suíços, um povo em geral muito gentil, acolhedor e conhecedor, tanto da necessidade quanto da natureza da presença estrangeira na Suíça.

    Diversos grupos no facebook e no whatsup trazem informações e experiências trocadas entre os brasileiros residentes no exterior. Na Suíça, não é diferente, vários grupos reúnem pessoas com suas histórias, vivências e experiências por aqui. Claro que, assim com as próprias pessoas, suas experiências com e na Suíça, divergem em gênero, número e grau.

    Mas, o que se percebe é que, diferentemente de quem vai para os EUA, aqui a coisa é difícil para todos, principalmente nos dois primeiros anos. Dificuldades com a língua, com empregos, com as regras, com as estruturas governamentais e com os comportamentos. Mas, que, passados esses dois anos, a Suíça se torna um lugar insubstituível.

    Uma característica importante do público brasileiro residente na por aqui é que, a maioria absoluta é de mulher brasileiras que se casaram com suíços, alemães e italianos. E, dos quase 74 mil brasileiros que vivem aqui, eu acredito que 50 mil são brasileiras esposas de europeus, em sua maioria suíços.

    Nenhum problema nisso, em uma matéria recente na Swissinfo, uma pesquisadora portuguesa explicou o porquê dessa preferência: dotes culinários, “submissão” nos cuidados do lar, e, blá blá blá conservador. Na verdade, é porque a brasileira é pé de boi e, a mulher brasileira da conta do rojão sem perder a sensualidade e o carinho.

    Mesmo com toda essa capacidade de dar conta das coisas, tão típica da mulher brasileira, são muitas as que entram em roubadas e depois se veem sozinhas ou em litígios complicados. Outro aspecto é que, das brasileiras que conhecemos nesse tempo por aqui, nenhuma é submissa, apesar de, como no Brasil, serem donas de casas, a maioria ocupa papéis laborativos bastante intrincados, são poderosas, mandonas e bastante dominadora no casamento. Exemplo disso é que, antes de elas aprenderem a língua nativa, os marido aprendem português (com o sotaque da esposa: “méo déux du céu”, diria um  amigo nosso casado com uma pernambucana arretada!!!).

    Cheias de iniciativa, chegam aqui como esposas “submissas”, passam os perrengues iniciais e, ao fim de 5 ou 6 anos, são empresárias, empreendedoras e seguram a barra de casamentos interculturais com habilidades mestras. Enteados, ex-esposas, sogras, sogros, igreja, comunidade, todos falando o alemão, francês ou italiano, em dialetos dificílimos de compreender, um casamento com um pacote dos infernos para ser administrado. Em 5 anos, todas as dificuldades dominadas e gerenciadas pelas brasileiras, que se tornam o ponto forte das famílias, verdadeiras locomotivas da SBB.

    Doceiras, manicures, funcionárias, advogadas, psicólogas, faxineiras, esteticistas, baritas, gerentes, executivas, vendedoras, mães, madrastas, avós, etc.. Elas são os brasileiros na Suíça. Minha esposa é assim, morro de amores e de orgulho e, muitas amigas que fizemos aqui, merecem o mesmo apreço.

    Com isso, quero dizer que, outra forma de conseguir a permanência é casando. Mas, as autoridades entrevistarão até os seus vizinhos, para saber se o casamento é real e, nos primeiros anos, o visto é revalidado. Ou seja, não é de início, um visto de permanência, mas anual e as dificuldades também serão muitas. Então é preciso que o amor exista de verdade, senão explode tudo.

    Resumindo, se você pensa em morar aqui. Organize-se e de tempo para as coisas. Não adianta só pegar a mala e vir.

  • O trabalho e a vida

    Trabalho na Suíça não falta. Mas, desde a mudança da lei de imigração, as coisas ficaram mais difíceis. Conversando com os brasileiros que moram por aqui há mais de 5 anos, todos reconhecem que a Suíça está muito mais difícil de se viver. Em partes, a causa é a mudança na lei de imigração. Ela atinge basicamente as pessoas advindas de países que não são parte da União Europeia ou signatários da Schegen. Isso inclui os latino Americanos.

    A lei diz que, para esse público, o visto de trabalho passa a ser considerado quando, allém do emprego, a pessoa também comprova bons vínculos com a Suíça. Mas, claro, se a empresa te oferece um salário acima de CHF7.000,00 a regra é outra. Mas, a discussão que proponho aqui, não é sobre salário e sobre trabalho. Mas, sobre integração.

    A Suíça é um país de tradições. Muitas delas são absolutamente abstratas, como a precisão, outras absolutamente materiais, como queijo, relógios, canivetes, etc.. Mas, por incrivel que parece, a boa educação e a polidez também fazem parte dessa tradição.

    Como, desde de a muito tempo, a Suíça é um país independente e pequeno, rota comercial e passíve de invasões. Acabou sendo importante determinar claramente quem é de casa, quem está só de passagem e quem veio arrumar confusão. Isso talvez não seja tão fácil de perceber nas grandes (?) cidades com Zürich. Mas, quando você mora em um vilarejo pequeno, isso é muito evidente. Todas as pessoas são absolutamente gentis e polidez no trato público, coisas simples: Saudações, despedidas, agradecimentos, polidos gentis. Olá, boa tarde, bom dia, boa noite, bom apetite, até logo, até amanhã, até mais ver, passe bem, por favor, muito obrigado e muitas graças, com licença, desculpe e, etc.. Todas essas expressões são largamente utilizadas de forma absolutamente coloquial. O mais divertido é que, são usadas expressões que vem dos dialetos suíços e não do Hochdeutsch. Isso quer dizer que, todas essas saudações e tratos interpessoais, servem como um código de natividade. Assegurando aos interlocutores a gentileza e a boa edução tipicamente suíças.

    Mas, não pense que ela está presente apenas nas relações informais, mesmo no ambiente de trabalho, essas expressões dos dialetos locais (que vão variar, muitas vezes, largamente entre os diversos cantões) são largamente utilizadas e ajudam a criar um clima amigável.

    Outra tradição absolutamente comportamental é o entendimento sobre a terra, sobre o chão, sobre o país. Não em termos de uma soberania de fronteira, mas em termos de uma relação de posse com o país com bem material. O suíço se vem como dono de seu país e não como usuário ou como morador. Ou seja, ele cuida do seu país como se a ele pertence-se de fato e, como se as responsabilidades referentes ao cuidado desse pequeno mundo fosse de direito privado.

    E, pasme, eles cuidam como se fosse o próprio n. Evitam deixar lixo no espaço público, evitam conversas em alto volume, atravessam na faixa, param o carro em respeito ao pedestre, varrem a frente de suas casas, mantém o mundo florido, ocupam-se do transporte público para cuidar do ar, consomem com responsabilidade para evitar lixo, reciclam 100% do lixo.

    E, nas cidades menores, eles vão fiscalizar o comportamento alheio e não se privarão de intervir frente a uma inadequação, seja feita por crianças, adolescentes, adultos ou pessoas de idade. Todos estão sujeitos a uma boa broca que pode, inclusive, juntar mais de um suíço e ainda acontecer em tons bastante indignados.

    Eles realmente cuidam de seu país.

    A polidez e boa educação, junto com esse cuidado com o país, talvez sejam as coisas que realmente incomodem os suíços no fato de 35% dos aqui residentes serem estrangeiros. Latas de cerveja, pacotes de papel e barulhos nos trens são novidades por aqui.

    Então, quando se pega um ônibus e, isso eu adoro, o motorista saúda os passageiros que entram e saem e, ainda ele e os passageiros se encarregam de manter o lugar limpo, silencioso e confortável. Dependendo do motorista e do horário, no ônibus que pego todos os dias com minha esposa, o motorista apaga as luzes internas para que as pessoas, em paz, possam dar uma última cochilada antes de irem para o trabalho.

    Outra tradição, baseada nesse respeito e reconhecimento do espaço público, é as crianças irem para a escola sozinhas desde muito pequenas. Pequenas, em geral a partir dos 4 anos é recomendado que a mãe e o pai não mais acompanhem a criança para a escola. O país é muito, muito seguro, mas as histórias sobre raptos, ciganos, bichos-papões correm soltas pelo país. Mesmo assim, todas as manhãs, sai a criançada sozinha para escola. Quanto mais perto da escola, maior fica o grupo e, ao chegar na escola, um bando ruidoso de crianças chega festando e brincando.

    Morei os 4 primeiros meses na rua do jardim de infância. E, em frente a minha casa, todos os dias, passavam os pequeninos de colete fluorescente e em bandos. Quando a primavera chegou, encantados com as flores e borboletas, um bando de crianças se apoderou de uma rotatória bem na esquina da casa, e, por 15 minutos ficaram entre a calçada e rua, cutucando as flores. Resultado, o trânsito parou e ficou parada até que a última criança saísse da rua. Ninguém buzinou, ninguém acelerou, ninguém xingou. Incrível esse respeito pelos que construirão o futuro.

    Claro, nas grandes cidades isso parece ter se perdido um pouco. Mas, o respeito ainda é tanto que, em Zürich, os ciclistas é que são mal-educados e não os motoristas.

%d blogueiros gostam disto: