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As entrevistas e reportagens (em construção)

Nesse canal do youtube, trazemos as entrevistas que não podem ser realizadas ao vivo por conta do fuso horário ou de outras dificuldades. Também compartilhamos aqui, reportagens feitas por nossos parceiros e equipe.

Há mais de um ano, a sociedade brasileira vive uma restrição de sua liberdade constitucional por conta de uma doença que surgiu do nada na China e se espalhou mundo afora.   

A solução encontrada por aqueles que legitimamente foram eleitos para administrar esses problemas foi dizer para a população que ficar em casa seria a melhor solução. Obviamente, que ter tolhida a sua liberdade de ir e vir causou constrangimento a todas as pessoas que precisam trabalhar. Mas, ficando em casa, como todos iriam sustentar as suas vidas? Para essa pergunta não houve nenhum tipo de resposta.  

Contudo, ao ficar em casa por um longo período, e sem ter muitas atribuições, o contribuinte brasileiro passou a olhar com mais freqüência as redes sociais. E, nesse terreno sem proprietários, uma verdadeira terra de ninguém, local no qual surgiram muitos especialistas em tudo, algumas pautas foram apresentadas.   

Por exemplo, aquilo que surgiu nas eleições de 2018, ou seja, a polarização política, nesse momento, ficou evidenciada com muito mais força. Aliás, dividir a sociedade em dois pólos, formar “o nós contra eles”, de nada favorece a população em um momento de crise.   

Nos dias atuais, há um ambiente muito ácido entre os dois pólos. As visões divergentes, com discursos em direções contrárias fazem com que haja um aumento de tensão e ódio, não apenas nas redes sociais, mas, nas ruas também. Existem relatos de intolerâncias em todos os níveis da sociedade. Inclusive, alguns casos ultrapassaram os limites de uma discussão verbal e chegaram à violência física e isso ocorreu dentro das próprias famílias.  

Vivemos um momento que não há o diálogo para o encontro de um pensamento comum. O que vemos é um sentimento beligerante, no qual, ambos os lados se fecham em suas próprias convicções e quem sofre as conseqüências é o povo que paga seus impostos.   

Em um ambiente polarizado, com ideologias antagônicas, surgem linguagens próprias com uma forte tendência totalitária e com foco mental para recrutar admiradores. Sempre haverá uma solução mágica que vem do céu, como obra do divino. A outra, em contraposição será a visão do inferno. E, os envolvidos esquecem que há necessidade de uma transição.   

Nesse caso, os “especialistas” ativos na rede social, de um lado passaram a endeusar o presidente Bolsonaro e aplaudir os seus desmandos e a sua negação com relação à pandemia. Os algoritmos lançados na rede por todos esses “experts” criaram códigos segmentados que chegaram até os receptores que se encaixam com as suas visões de mundo, que sentem prazer em consumir essas informações e desinformações expostas na tela do computador ou em grupos de mensagens instantâneas.  Aliás, o povo brasileiro adora se informar pelas redes sociais, um verdadeiro latifúndio por onde circulam milhares de notícias falsas.  

Os navegantes utilizam o Twitter, Facebook e especialmente o WhatsApp para disseminar as informações polarizadas. E a divisão de idéias, segundo pesquisa, apresenta: 13% de ativistas de direita, contra 5% de esquerda e 3% de centro. E, todos já têm em suas mentes o vilão dessa história: 55% deles crêem que a mídia exagera na divulgação do Covid 19 e promove a desinformação. (Fonte: Quaest Consultoria).   

O certo é que o País, por falta de liderança política perdeu muito tempo para adquirir doses de uma vacina que estava em desenvolvimento ao redor do mundo.   

Na contramão dessa visão exposta nas redes sociais pelos apoiadores do governo, a polarização coloca no jogo os seus opositores. No tabuleiro, os especialistas apresentam discursos bem acalorados para sua platéia e Lula – Luís Inácio da Silva, ex. presidente da República, condenado pelos seus erros quando presidia a Nação e que ficara preso por um bom tempo – surge como solução de todos os problemas brasileiros.   

Dentro do discurso populista de esquerda, para eles é preciso desvencilhar-se das capilaridades políticas, econômicas, morais e bloquear os fascismos da direita. Usar a voz da razão e principalmente da igualdade. Apresentam, também, a idéia de que uma nova ordem, agora sem medo e com intrepidez deve ser construída.  

E, mais, que o Estado seja responsável por proteger os seus cidadãos em momentos de crise, deixando de lado os ideais mercantis que estão no contexto, apenas para dar lucros para alguns privilegiados, os quais são desinteressados em proteção social do indivíduo.  Por esse motivo, em uma crise pandêmica, os deveres do Estado deveriam ser expandidos. A relação com o mercado deveria ser reduzida e o bem estar social favorecido em detrimento Estado de Direito tradicional.  

Apresentadas as visões polarizadas, cabe perguntar: e o povo? O povo quer ser vacinado o mais urgente possível; quer o direito de circular livremente pelas cidades; quer a liberdade para poder abrir seu estabelecimento comercial e trabalhar, gerar empregos; poder entrar no supermercado de sua preferência e escolher o que quiser, sem que alguém lhe diga o deve comprar e que não estejam com preços abusivos; quer pedágios com preços justos; combustíveis com preços adequados a nossa realidade, – aliás, por falar em combustíveis, se precisamos seguir preços internacionais, que tal, também seguirmos os valores de salários internacionais?.  

Deste modo, infelizmente, no Brasil ninguém esta preocupado com o Estado de Bem Estar Social do seu povo, ou para ser mais chique The Welfare State System, não funciona para os brasileiros. Aquela “gripezinha” já matou mais de 200 mil brasileiros, ou “maricas” como disse o nosso presidente. A informalidade e o desemprego só aumentam no nosso País e a culpa continua sendo da roubalheira ocorrida no governo anterior e nada é feito de positivo, de produtivo. 

E, para dar uma sobrevida aos desvalidos surgiu a figura de um plano emergencial com valores que são aviltantes. Porém, tal providência aponta para futuros problemas que serão reclamados pelos mandatários, pois, haverá um aumento da dívida pública, e eles “têm responsabilidade fiscal”. 

Contudo, tais gastos são os mesmos que alimentam sobremaneira os bancos que financiam as políticas públicas do atual governo. Os banqueiros estão rindo a toa e ninguém fala nada.  

Assim, é possível chegar à conclusão que, as notícias estão aí a nossa disposição. São informações verdadeiras e outras falsas misturadas para enganar a todos nós. Cada um nos engana de acordo com seus interesses. São bolhas criadas que tem como objetivo o de inserir na cabeça do cidadão apenas opiniões, notícias, artigos, vídeos e imagens que reforçam as nossas próprias convicções, crenças e ideologias. Visões diferentes das expostas nas redes sociais têm mínimas chances de prosperar, pelo menos no mundo dos engajados, seja de esquerda ou de direita.    

Pois, as pessoas vão criando suas identidades políticas e reforçando as idéias que já possuem por meio do consumo das informações “fakes” ou não.  Elas, pelo reforço de outras opiniões que chegam a cada minuto, passam a ter muito mais certeza de suas avaliações. Visões contrárias são estranhas e inaceitáveis e passiveis de cancelamento. Particularmente, quero ter direito de ler tudo, ouvir tudo, processar as informações e tirar minhas próprias conclusões. Que, independentemente da minha visão política eu não seja impedido de gozar do que está escrito no  art. 5º da Constituição Federal.   

Edilson de Souza Barbosa  

Jornalista e Sociólogo  

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