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As entrevistas e reportagens (em construção)

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Meu aniversário ou o Brasil tem jeito

Dias atrás foi meu aniversário. Embalado pelo carinho e pela amorosidade dos amigos decidi que descreveria as emoções sentidas naquele dia. Quanta prepotência e quanta irrelevância em mim, rsss – cumprida a promessa de falar sobre o aniversário, vamos ao que interessa.

Escrevi sobre a necessidade de revisitarmos uma função abandonada. A função da disciplina no caminho das conquistas psico-espirituais. Imaginava como encerrar o capítulo, quando recebi de um amigo o texto abaixo, de indescritível beleza, amor, disciplina e patriotismo.

Não importa a Pátria, Esparta, Roma ou Prússia. Conta a História de quem percebe que existe um valor maior pairando sobre nós, essencial a nossa sobrevivência como espécie e como Nação. Fiquei apaixonado pela História, que se passa no mês de março de 2021. Por esses dias, por nossos dias, heroísmo de agora, não de Esparta, não de Roma, nem de USA.

Um brasileiro ensinando a grandeza da Pátria e como a liberdade pode abrir suas asas sobre nós.

Copiei e publico, para engrandecer o semdominio.com. Original do genial jornalista Jorge Serrão.

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net

Por Jorge Serrão – serrao@alertatotal.net

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Qual é o Éthos da Nação Brasileira? (Ou qual o nosso “DNA” Psicossocial?). Eis a pergunta que precisa ser respondida, após profunda reflexão, baseada em conceitos e observações corretas da nossa realidade. Éthos é definido como o conjunto dos costumes e hábitos fundamentais, no âmbito do comportamento (instituições, afazeres etc.) e da cultura (valores, ideias ou crenças), característicos de uma determinada coletividade, época ou região.

Alguns livre pensadores já tentaram pensar sobre o conjunto de traços e modos de comportamento que conformam o caráter ou a identidade da coletividade brasileira. No livro “Os Bruzundangas”, o “maldito” Lima Barreto psicografou os traços perversos da nossa “zelite” intelectual. Mário de Andrade também descreveu nosso “herói sem caráter”, o “Macunaíma”. Nelson Rodrigues denunciou o povo com “complexo de vira-lata”.

Não encherei os 12 leitores e meio deste Alerta Total com teorias. Vamos descrever um caso real e prático em meio ao pandemônio covidiano. Não é ficção, nem fábula. Aconteceu nesta semana, no Estado do Paraná. Trata-se de um drama familiar. Porém, reflete e chama atenção para o problema que temos de resolver: o caráter do brasileiro (ou melhor: a falta de qualidade dele). Não citaremos nomes. Interessam os fatos e o fenômeno.

Assistimos nos dias de hoje, século 21, milhares de denúncias de desvios da vacina do COVID 19. Pessoas sendo vacinadas porque são parentes de autoridades que as nomearam só para receberem as vacinas. Autoridades vacinando suas famílias na cara dura, enquanto os brasileiros normais são tratados como pessoas inferiores e que devem esperar como cordeiros, a bondade dos senhores feudais brasileiros, para poderem se vacinar.

Nossa história se inicia na década de 20, do século passado. Uma família humilde, de trabalhadores da Tchecoslováquia migra para o Brasil, em busca de um futuro melhor. Em busca de uma nova Pátria. Eles viajam nos porões de um navio mercante, sem direito a sol e mal alimentados. Pai, mãe e um bebê, uma menina.

Chegando ao Porto de Santos, logo são aliciados para trabalhar nas fazendas de café do interior de SP. Com o passar dos anos, percebem que a comida que lhes dão custa mais caro do que a remuneração de seus trabalhos. A cada mês que trabalham ficam devendo mais e mais aos donos dos cafezais. Uma escravização disfarçada.

Vida sofrida. Mais duas meninas nascem na fazenda. Todos os trabalhadores dormem ao relento no meio dos cafezais e só são levados às suas casas no final de semana. A família de imigrantes tchecos leva as crianças para o meio do cafezal com eles, por falta de opção.

Então, uma das crianças morre durante a noite fria de inverno. Havia contraído uma gripe e nenhum medicamento estava disponível. Compreendendo o final terrível que os aguardava como escravos informais em meio aos pés de café, decidiram tentar sobreviver em outra região.

A família se muda e consegue trabalho rapidamente. Já na segurança de uma casa, a família cresce e as duas filhas ganham a companhia de mais duas meninas e três meninos. Todos trabalham, desde cedo. Ordenham os animais, cuidam das plantações e aprendem a falar e escrever o português brasileiro.

Os pais os ensinam a “Amar o Brasil”. O País que os acolhera e que era a nova Pátria deles. Deram aos filhos uma educação rígida, focada em valores familiares e no trabalho duro. Respeito, disciplina, honestidade e dignidade. Foram formadas pessoas de caráter. Resilientes e prontas para trabalhar e empreender.

Os poucos recursos não permitiam sonhar com cursos universitários. As condições financeiras melhoram, mas os filhos já não estavam mais em idade de estudar. Apenas o filho caçula poderia fazer faculdade se todos se unissem para ajudar. Por sorte e união da família, ele fez engenharia elétrica e matemática no RJ.

Este jovem engenheiro nascido no Brasil e filho de humildes imigrantes tchecos, de volta à sua cidade natal, nos anos 60, presta serviços para empresas locais e logo monta seu próprio negócio. Ele decide trabalhar com refrigeração em geral e aos poucos vai se especializando em refrigeração na área de saúde – freezers, refrigeradores e equipamentos para conservação de medicamentos. Monta uma pequena fábrica. Já nos anos 70 e 80 começa a exportar para países do Oriente Médio, clientes naturais por causa do clima local.

O jovem engenheiro se casa e tem 2 filhos e uma filha e todos trabalham na empresa. Atualmente esta empresa é grande fornecedora de toda uma gama de equipamentos de refrigeração, fixa e móvel, desenvolvidos por ela, para as Vacinas da COVID 19. Ou seja, um empreendimento de importância social, sobretudo em tempos pandemônicos.

Ironicamente, pela idade, nenhum dos filhos ainda foi vacinado. Apenas o fundador da empresa e sua esposa o foram. Estão na casa dos 80. Mesmo armazenando milhões de doses das vacinas adquiridas, o filho de imigrantes humildes que chegaram ao Brasil há quase 100 anos, ao contrário de muitos espertalhões, não se aproveitou da situação para imunizar sua família, seus filhos, noras e netos.

Não foi por falta de “convite”. Nestes meses de 2021, a todo momento, alguma prefeitura ou algum hospital em busca de equipamentos insinuava e até mesmo oferecia abertamente uma “porta dos fundos” para vacinar toda a família dele. Afinal eram em seus equipamentos que eram mantidas as vacinas.

Pois esse brasileiro filho de imigrantes tchecos NUNCA aceitou e nem permitiu que nenhum de seus filhos se aproveitassem desta situação. A vacinação da família seria conforme a programação coletiva. Ponto final. Sem discussão contrária… O caráter do idoso empresário não permitia o “jeitinho”.

Ele sempre dizia que seria uma falta de caráter muito grande se aproveitar para se vacinar antes das demais pessoas. Sua frase preferida era que não existe “MEIO CERTO” ou “MEIO ERRADO”.

Acontece que o destino prega peças às pessoas de bem. Nesta semana, infelizmente, seu filho primogênito e presidente da empresa faleceu vítima do CORONAVIRUS – COVID 19. Aos 59 anos de idade. Deixou uma filha temporã de cinco anos de idade.

Arrasado, este pai se despediu de seu filho e aos prantos clamava para que ele compreendesse suas razões. Após o sepultamento, abraçando seus filhos e netos, pediu perdão e se justificou, explicando que o nosso Brasil só vai melhorar quando todos entenderem que as obrigações coletivas estão sempre acima do bem-estar pessoal.

O trabalho, engenho e arte desse filho de imigrantes humildes hoje salva milhares e milhares de vidas todos os dias com seus equipamentos e invenções. Ele viveu o drama de “entregar” a Deus a vida do seu filho primogênito para construir uma Nação de pessoas honestas, honradas e de bom caráter.

Ele tem a esperança que sua família, seus netos e bisnetos vivam em um Brasil melhor. E você? Tem a mesma esperança?

Precisamos debater e – certamente rever – o DNA ou Éthos do brasileiro. Do contrário, somos candidatos a mergulhar na barbárie de uma guerra civil que pode gerar separatismo (secessão).

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