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Entender qual a origem das constantes insuficiências no cumprimento de certas orientações do líder aos seus liderados pode ser um divisor de águas para os diferentes contextos e situações da liderança. Foi nessa busca que nasceu a curiosidade em entender os fenómenos em volta do paradigma, e como resultado nasceu a percepção de que o segredo está na forma
como a nossa mente recebe, processa, filtra e representa as informações recebidas do meio externo por intermédio dos órgãos de sentido

Introdução

Como líder, sempre me intrigou o triste facto de que a mesma informação transmitida da mesma maneira para um grupo heterogêneo de pessoas teria efeitos variados para cada um dos meus liderados. É curioso saber que muitas das informações transmitidas pelo líder são interpretadas de formas diferentes pelos liderados.


Esse tem sido o motivo de frustração de muitos líderes da presente época, pois que desconhecendo o que está por trás das diferentes reações às informações transmitidas aos seus liderados, estes líderes acabam criando certas preferências baseadas no nível de subordinação e insubordinação de seus liderados.


“O discernimento pode ser descrito como a habilidade de encontrar a origem do problema, o que depende tanto de intuição como de raciocínio lógico. Os líderes eficientes precisam de discernimento, embora nem mesmo os bons líderes evidenciem-no todo tempo”. John Maxwell

Entendimento

Entender qual a origem das constantes insuficiências no cumprimento de certas orientações do líder aos seus liderados pode ser um divisor de águas para os diferentes contextos e situações da liderança. Foi nessa busca que nasceu a curiosidade em entender os fenómenos em volta do paradigma, e como resultado nasceu a percepção de que o segredo está na forma como a nossa mente recebe, processa, filtra e representa as informações recebidas do meio externo por intermédio dos órgãos de sentido.

Isso me torna consciente de que muitas vezes os problemas de comunicação não são advindos da incapacidade do líder em transmitir certa informação, mas na forma como a mente de cada um de seus liderados está programada para processar, filtrar e validar esta ou aquela informação.

FILTROS MENTAIS

Segundo Sigmund Freud, conhecido como pai da psicanalise, o nosso cérebro está constituído por três grandes elementos:

Ich – Id – Eu: Impulsos múltiplos da libido, dirigidos para o prazer.

Es – Ego – Isso: Nossa Consciência, Conhecimento do Eu.

Uberich – Superego – Supereu: Consciência moral, ou seja, os princípios sociais e as proibições que nos são inculcadas nos primeiros anos de vida e que nos acompanham de firma inconsciente a vida inteira.

Com base nesta estrutura entendemos que nossa mente funciona como uma máquina que absorve informações e desenvolve padrões de comportamento, baseados na educação familiar, na educação escolar, nas experiências vividas,
ouvidas e presenciadas.

Estes padrões, quando sistematizados criam filtros mentais por meio dos quais a mente de uma pessoa poderá receber, processar e interpretar uma informação como sendo verdadeira ou falsa.

Algumas teorias atestam que por meio destes filtros toda verdade se torna relativa, pois o que pode ser verdade para um, para outro pode não ser. Uma ordem do líder transmitida aos seus liderados pode ser apreendida e aplicada por uns e não por outros em situações diferentes.

A compreensão deste fenómeno não será simplesmente benéfica para os lideres, mas para cada pessoa de forma individual, pois esta descoberta permite identificar crenças limitantes, hábitos irracionais, vícios entre outros problemas que afectam
as organizações e as sociedades.

Uma informação dentro do nosso MIND, obedece um processo de 3 passos, nomeadamente:

1º Entrada de informação: processo realizado pelos 5 sentidos humanos;

2º Filtração da Informação: processo de validação ou invalidação das informações obtidas por meio dos órgãos de sentido;

3º Representação interna: processo que permite visualizar previamente os resultados do processo de validação ou invalidação de uma informação.

Pela complexidade e preponderância do processo do segundo ponto, neste artigo iremos nos focar no processo de filtração de informação.

Conceito: o termo filtração provém da física e basicamente significa, passagem de (onda de luz, calor, ruído, água, etc.) por algo que lhe diminua a intensidade ou o liberte de corpos estranhos. Figurativamente, o termo passou a ser parte da
administração ganhando um significado realmente interessante:

= separação do essencial ou desejado; escolha, seleção =

Separação do essencial ou desejado, escolha ou seleção, ou seja, a filtração permite selecionar aquilo que é essencial ou desejado, daquilo que que é supérfluo e desnecessário.

O nosso cérebro filtra as informações por 3 grandes processos:

Omissão: significa deixar de lado, desprezar ou esquecer; preterição, esquecimento de certos detalhes individualmente dispensáveis para validação de alguma informação. Nossa mente ignora aquilo que ela aprendeu de sua experiência, educação e ensino, como sendo menos importante e foca apenas naquilo que ela mesmo concebe por importante ou
desejável para aquele contexto e situação: Um exemplo disso é, ao ouvirmos uma notícia na TV ou outra mídia, nossa mente foca apenas nos detalhes que achamos importantes ou necessários para nós e para o contexto envolvente;

Generalização: a lógica trata o termo como sendo a operação intelectual que reúne em uma classe geral, termo ou proposição, um conjunto de seres ou fenômenos semelhantes, ou seja, pela generalização, nosso cérebro obtém
a informação do meio externo e procura por situações semelhantes, tentando achar congruência para que esta informação seja validada. Caso não encontre elementos, situações e/ou experiências semelhantes, nosso cérebro invalida tal informação de forma automática;

Distorção: é a capacidade que nossa mente possui de causar alteração da forma ou de outras características estruturais e como resultado causa deformação na informação obtida pelos órgãos de sentido. Por meio da distorção nossa mente desestrutura a informação e reorganiza-a com base em certos princípios compreendidos por nós, numa linguagem mais
acessível ao nosso MIND, e como resultado fará com que esta ou aquela informação seja validada ou invalidada.

META-PROGRAMAS

A filtração da informação em nossa mente por omissão, generalização ou distorção, acontece graças a um sistema mentalmente estruturado de:

Valores:

qualquer informação que adentre à nossa mente será tida como válida, só e só se esta estiver de acordo com os valores que defendemos. Este segredo foi compreendido pela indústria do marketing, e por meio dela os especialistas em markentig e publicidade – antes mesmo que vendam seu produto – buscam desenvolver em seus clientes valores que estejam em concorde com o produto que desejam vender.

Esta atitude permite não só vender o produto como também, fará com que o cliente se torne um verdadeiro consumidor da marca desta empresa. Na liderança, este mataprograma permite que o líder – antes mesmo que responsabilize e cobre por resultados – consciencialize seus liderados desse novo valor que será necessário para a garantia de produtividade. Sem isso, a missão de vender ou liderar é enfadonha e improdutiva. Se seu produto ou forma de liderança não agrega novos valores aos seus clientes ou liderados, seu produto ou liderança logo logo verá sua depreciação;

Crenças:

como cristão, sempre achei curioso o porquê de tanta complexidade em fazer proselitismo com alguém que seja radical em uma fé islâmica, judaica, budista, entre outros. Factores espirituais envolvem-se no processo, porém a explicação mais plausível foi que é impossível substituir crenças tão enraizadas na mente de uma pessoa e substituí-la por novas crenças, alheias ou novas a sua realidade.

Crenças são crenças, e qualquer informação em nossa mente só será validade caso esteja em concordância com as crenças aprendidas e apreendidas do meio envolvente e da educação que recebemos. Novas informações carecem da implementação de novas crenças. Funciona como a reputação que políticos e policiais possuem diante do povo, para que este volte a acreditar em políticos e policiais, é mister que estes desenvolvam ações que reformulem as crenças do povo, tendo como resultado a possibilidade de voltar a conquistar sua confiança e reputação;

Decisões:

Decisões passadas, padrões na concepção de ideias efectivas, têm também seu peso dentro do quesito da validação ou invalidação de informações dentro de nossa mente. As pessoas desenvolvem um padrão de comportamento que permite prever quais os requisitos básicos para que sua decisão diante de uma determinada situação seja SIM, NÃO ou TALVEZ.
Com base nesta concepção, muitas empresas e sistemas governamentais alcançam o domínio da autonomia dos indivíduos para a tomada de decisões.

É possível condicionar a tomada de decisões por meio do controle mental e psicológico de um indivíduo. Alguns líderes fazem isso por meio da coerção, outros pelas recompensas e aliciamento, outros ainda pelo enfatizar de oportunidades e fraquezas de seus liderados. Mas a verdade é que, muitos dos défices identificado em muitos sistemas de liderança e trajetórias de vida
estão estritamente ligados aos padrões de tomada de decisões desenvolvidos por um indivíduo durante seu percurso de vida;

Atitudes:

outro meta-programa influente no processo de validação de uma informação por nossa mente são as nossas atitudes. Atitudes integradoras, atitudes disruptivas, atitudes positivas, são como catalizadores de validação de informações que as sustentam. Pessoas negativas, cabisbaixas e dominadas por crenças limitantes, possuem uma capacidade mental enorme
de invalidar informações que transmitam oportunidades, mudança ou crescimento. As atitudes são alimentadas por crenças e decisões, o que significa dizer que, uma pessoa possuída por crenças limitantes e decisões inconsequentes viverá uma vida na contramão do sucesso e do crescimento.

Crenças erradas conduzem a atitudes erradas;

Memórias:

nossas memórias transportam nossas experiências, nosso passado é provavelmente o maior meta-programa para filtração de informações. Decisões erradas no passado deixam memórias que desenvolvem em nós um escudo protetor que pode inibir a validação de certas informações no presente e no futuro. Se suas memórias estão carregadas de fracasso, falhas, improdutividade, insucesso, incapacidades, acredite, sua mente aprenderá a validar informações impulsionem ainda mais
estes pormenores. A solução está em desprender-se das memórias que limitam sua visão e apegar-se às memórias que impulsionam a mudança e o crescimento. Caso você não tenha tais memórias, então está mais que na hora de criar novas memórias;

Estratégias:

pergunte aos líderes de empresas supostamente conservadoras que entram em colapso, mas decidem não mudar suas
estratégias, o porquê de até agora não implementarem novas estratégias que facilitem o crescimento. Tenho a certeza que muitas das respostas estarão associadas ao comentário: “Mas é assim que temos feito desde a nossa fundação”, “Agimos assim a mais de cinco gerações”. Acredite, a informação que vira a causar mudança nesta organização só será plausível caso as novas estratégias irromperem este meta-programa na mente da diretoria desta organização. A mudança deve viver acompanhada de novas propostas estratégicas para a sua implementação na liderança, ou em mentes individuais;

Conclusão

“A primeira qualidade de um líder que se relaciona bem é a capacidade de entender como as pessoas pensam e sentem”. John Maxwell

Entender como a mente humana funciona permite aos líderes e liderados trabalhar em cada um dos aspectos e processos a ela associados de formas a despertar o senso de sucesso e produtividade, e como resultado final proporcionar o desenvolvimento pessoal e organizacional.

O líder que ignora a forma como seus liderados pensam, acabará frustrado com tantos gaps de incumprimento e inadimplência por parte de seus liderados. O indivíduo que ignora seus filtros e meta-programas, acabara praticando o princípio da insanidade segundo Albert Einstein: fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Pessoalmente acredito que por mais complexa que seja a nossa mente, somos capazes de construir filtros capazes de trazer como resultado: sucesso, produtividade e crescimento pessoal e organizacional.

A mente é a fonte da vontade e das atitudes, saber como ela funciona permite que construamos uma estrada direta para o alcance dos nossos objectivos preconizados.

Termino com o seguinte pensamento: “Tenho de ver o projeto que faço como minha obra. Do contrário, ocorre a alienação. Fico alheio (…) não tenho reconhecimento. Esse é um dos traumas mais fortes que se têm atualmente. Todas as vezes que
aquilo que você faz não permite que você se reconheça, seu trabalho se torna estranho a você. Trabalho exige reconhecimento – conhecer de novo”. Mário Sérgio Cortella.


Por: Fernando Livongue | Professor | Palestrante | Escritor | Consultor de Empresas

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